Poemas de Angústia
No momento da angustia, clamo ao Senhor, e quando me alegro, Louvo ao seu Santo Nome.
Brasas, não me queimam, pois sou guardado pela sua infinita misericórdia.
Linguas, não me caluniam, pois a verdade que conheço é que me justifica.
Medo, não existe em minha vida, porque o Senhor é meu escudo e fortaleza.
Morte, é fruto daquilo que o homem plantou. Eu creio na vida eterna,e no reino da eternidade do Senhor.
Louvado seja o Nome do Senhor, pelos séculos dos séculos.
Amém.
Não Pertencimento
Essa angústia de ser sem pertencer
esse tormento que assombra o pensamento
essa agonia de ter que conviver
com esse sentimento causando sofrimento
Esse silêncio ensurdecedor
essa voz que cala por dentro
essa verdade causando dor
essa pausa necessária no tempo
E aquela felicidade que parecia infinita?
aquela vontade de ficar tão perto
aquela saudade bendita
aquele desejo de dar tudo certo
Aquela dúvida causando confusão
aquela sede insaciável
aquele contato em combustão
e aquele apetite inesgotável?
Uma vontade imensa de querer ser
mas um vazio enorme por não pertencer
um lamentável desprazer
colocando tudo a perder.
Ninguém sabe
Na angústia da dor
No paradoxo do sofrimento
Quando ao relento
Paro e penso
Como é triste
A existência humana
Na ânsia de ter
No tédio de possuir
Sempre buscando
'O que buscam?'
Você se pergunta
Boa pergunta.
Ninguém sabe.
ESTA VIDA
Esta Vida
Um sábio me dizia: esta existência, não vale a angústia de viver. A ciência, se fôssemos eternos, num transporte de desespero inventaria a morte. Uma célula orgânica aparece no infinito do tempo. E vibra e cresce e se desdobra e estala num segundo. Homem, eis o que somos neste mundo.
Assim falou-me o sábio e eu comecei a ver dentro da própria morte, o encanto de morrer
Um monge me dizia: ó mocidade, és relâmpago ao pé da eternidade! Pensa: o tempo anda sempre e não repousa; esta vida não vale grande coisa. Uma mulher que chora, um berço a um canto; o riso, às vezes, quase sempre, um pranto. Depois o mundo, a luta que intimida, quadro círios acesos: eis a vida
Isto me disse o monge e eu continuei a ver dentro da própria morte, o encanto de morrer.
Um pobre me dizia: para o pobre a vida, é o pão e o andrajo vil que o cobre. Deus, eu não creio nesta fantasia. Deus me deu fome e sede a cada dia mas nunca me deu pão, nem me deu água. Deu-me a vergonha, a infâmia, a mágoa de andar de porta em porta, esfarrapado. Deu-me esta vida: um pão envenenado.
Assim falou-me o pobre e eu continuei a ver, dentro da própría morte, o encanto de morrer
Uma mulher me disse: vem comigo! Fecha os olhos e sonha, meu amigo. Sonha um lar, uma doce companheira que queiras muito e que também te queira. No telhado, um penacho de fumaça Cortinas muito brancas na vidraça Um canário que canta na gaiola. Que linda a vida lá por dentro rola!
Eclipse do Ser
Sob o véu da noite escura,
Meu coração, um mar de angústia,
Navega sem rumo e sem ventura,
Na solidão que me conduz à bruma.
Teu olhar, qual estrela a brilhar,
Fascinação em um eclipse do ser,
Na imensidão do céu a cintilar,
Despertando em mim o querer.
No jardim dos sonhos semeio,
Pétalas de amor e esperança,
Cada toque, um verso que anseio,
Dançando à luz da lua em bonança.
Ah, tu és meu sol e minha lua,
Nas tuas mãos, meu destino trilho,
Numa sinfonia de paixão crua,
Nossos corações em harmonia asilo.
Com o calor dos teus abraços,
Meus medos se esvaem no ar,
E, nas asas de doces abraços,
Voo ao céu, sem nada temer ou pesar.
O tempo dança ao nosso redor,
E as horas são notas melódicas,
Conduzindo-nos nesse amor,
Que transcende as formas platônicas.
Nosso encontro, um universo à parte,
Onde a alma se desnuda sem medo,
Cada batida, uma obra de arte,
Numa sinergia que não tem segredo.
Assim, seguimos a jornada, lado a lado,
Metáforas vivas, em eterna melodia,
Num poema lírico e emocionado,
Do amor que floresce a cada dia.
ser amor
Sempre perguntava-me onde está o amor, angustiava-me em pensar que talvez não havia experimentado, na verdade, mais um pouco observei: aceno para crianças, cumprimento e oferto fáceis sorrisos a estranhos, brinco com bebês e oro todos os dias por aqueles que precisam deum afago e de esperança. Eu sou amor.
Afirmações para momentos de angustia:
▪ Eu não controlo nada externo a mim.
▪ Mas posso controlar como eu me sinto em relação aos acontecimentos.
▪ Eu aceito os fatos, mesmo que sejam incompreensíveis para mim.
▪ Pois confio no Amor de Deus!
Talvez essa dor nunca passe
Esse sofrimento nunca passe
Essa angústia de ser de verdade permaneça
Mas fui eu quem escolhi ser assim
Desde o céu
Aqui na terra é caótico
Há sofrimento, ilusões
E sofrimento, muito sofrimento
Para ambos os lados.
As angústias dessa vida
Nos mostram o quanto
Somos fracos e dependentes
De nós mesmos
Temos uma força intrínseca
Que é capaz
De mandar parar
A dor
De organizar
A percepção sobre a vida
E dar movimento saudável
Para a alma
Não existe angústia alheia.
Tudo importa para todos.
O amor incondicional é a linguagem que traduz a paz.
E o instinto fraternal a via adequada para ser ainda mais feliz.
Acredite.
Goncalvesdarocha
Sabedoria amiúde
O tempo parece nao está ao meu favor.
Decepções tem virado rotina.
A angustia quase sempre toma conta de mim.
O fato de nao poder fazer nada é o que mais me tortura.
antes a solidão me deixava triste, desesperada...sentia algo angustiante quando olhava ao redor e percebia que ninguém estava ali, para mim.
Nos momentos em que mais precisei, não pude contar com ninguém.
Mas hoje...eu me sinto livre.
Estar só me traz uma sensação de paz e tranquilidade tão forte, que eu não consigo sentir com mais ninguém.
A solidão não me faz mais infeliz. Na verdade, ela me traz um certo alívio.
Solitude.
"A angústia nasce da farsa. No fundo da consciência, o impostor sabe que é um estranho habitando uma armadura alheia. O pavor constante de que descubram que por baixo da casca não há nada, tornando a sua existência um teatro miserável."
- Leandra Pinheiro
Peito que dói na angústia
De um sentimento não correspondido,
Desejando o impossível,
Vivendo dias cinzas,
Bebendo a amargura da tristeza
Que faz a alma agonizar
Por amar... e não ser amado.
Em toda minha angustia, caminhei sem esperança, vivi momentos de ilusão, até que uma luz brilhou sobre minha alma!
Falou-lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida.
João 8:12
Flores de inerte, morta pela beleza.
Mortas pela angústia de ser bela.
Seus corpos mutilados e colocado em soluções para que dure mais...
Esquecemos que muito e muito mais vasto e puro, pois a beleza é tudo que temos.?
Nas virtudes do nascer lágrimas são o viver...
Na angústia dos sentimentos fragmentados...
Nos níveis mais profundos da alma rebelde...
Somos crianças que acabou de entender que mundo é imensidão...
No abismo das águas profundas, a tempestade se converte em desespero e a angústia arrasta a mente ao impensável. Diante da solidão do mar, tudo pode acontecer. Subitamente, flores desabrocham em seres pulsantes — uma linha tênue que se torna a própria fonte do desejo.
Seres colhidos e arranjados como mero adorno. Seus corpos em decomposição exalam o perfume que seduz, sustentando uma beleza hipnotizante no ápice da existência, até que as pétalas tombam uma a uma, marcando instantes infinitos. A dor que sentem agora já não importa, pois o repouso é inevitável. Mas como questionar a frieza de quem decreta: “Esta já está velha, jogue no lixo. Amanhã compro mais”? É a sinopse exata da nossa profunda desconexão humana.
O sentimento nasce no peito, mas apodrece a cada segundo. Funciona através de impulsos musculares e oscilações nervosas, instável até o momento em que cessa — afinal, o amor tornou-se clandestino. Nas beiradas da sedução, essa mesma rosa adorna os cabelos de uma mulher que dança na boate. Ao final da noite, a flor jaz pisoteada na lama, ao lado de um cadáver jogado ao acaso, enquanto amantes consomem o prazer logo ali.
A roseira volta a brilhar na primavera, até que o cortejo fúnebre se aproxime. Várias rosas são arrancadas da terra para conduzir mais uma alma rumo à outra vida. Seríamos felizes se soubéssemos habitar cada instante com verdade, mas preferimos a encenação. No espetáculo comercial do Dia das Mães, filhos que nunca veem os pais surgem trazendo buquês para tapar um abismo sentimental. A celebração se consolida no churrasco que devora as florestas e consome os animais, na bebedeira ruidosa e no brinde vazio. Todos sorriem anestesiados. A natureza agradece e a barbárie sussurra: volte sempre.
Faça um barco de papel.
Imagine colocando nele suas mágoas, sofrimentos, amarguras, angústias, tristezas, depressão…
Em um riacho, põe o barco para navegar e seja feliz.
