Poemas de Amor Perdido
Variações de Humor/Amor
Pois é, tem dias que parecem noites longas, e noites que parecem perdidas no tempo.
Tudo se arrasta…
As horas, os pensamentos, o enjôo…
Nada parece caber em nós mesmos.
Não nos suportamos e ainda por cima, temos alguém para “conviver”.
Quando tudo está de cabeça pra baixo, pode apostar que a coisa mais chata que existe no mundo é aquela famosa pergunta básica:
- O que é que você tem?
E você só tem: tudo!
Não há definição para o tudo!
Tudo incomoda, tudo é insuportável, até mesmo essa perguntinha tão simples, tão boa e as vezes, tão preocupada.
Com a visão “perfeita do amor” que carregamos, nos sentimos muito mal por estarmos mal e com uma vontade sinistra de “agarrar esse pescoço lindo” de quem a gente ama, mas que acaba nos irritando.
Só porque estamos irritados, tensos, perdidos.
Para as mulheres, pode ser a “TPM“,
para os homens “T.P.T” (tensão pré-troglodita”.
é quando nossos hormônios fervem.
O melhor nesses dias é aquele jogo de sinceridade, aquela palavra olhos nos olhos que falam:
- Eu não estou bem e preciso silenciar.
É ai que o casal maduro (não de idade, mas de conhecimento), se fecha em profundo respeito e aquela mão no ombro, diz mais que mil palavras.
Fala silenciosamente:
- Se você precisar, eu estou aqui!
Isso é maturidade no amor que vai durar muito tempo.
Já vivi momentos lindos,
fui feliz e não sabia,
Hoje sinto um vazio...
Me perdoa amor da minha vida...
Me perdi em um sonho de amor.
E entre olhares e sorrisos quis chorar,
mais uma tentativa e vi tudo acabar,
quando me sinto sozinho é inevitável não lembrar.
Os dias de sol secaram meu coração,
as noites em que vontades só formam saudades,
e eu não sabia onde estava você.
Te esperei ansioso mas não te vi chegar.
Essa agonia atormenta e eu não sei
se tu é solução pra todas das feridas que doem.
Aqui dentro não são tuas medidas exatas.
Esse teu jeito nunca me completou.
Eu seria ao menos consolo pra tuas tristezas,
momentos tranquilos de minha aflição,
mas preferiu tornar tudo só decepção.
O teu vazio sou eu.
...E quando o bate o amor, a gente perde o chão, se perde nos pensamentos e na concentração...
Nas horas, no tempo, nos olhos, no sorriso, no cheiro...
Quando bate o amor, se perde a explicação e o conceito...
E o sujeito simples vira composto...
E com o oposto determinado
A se encontrar nos no mesmo espaço e no mesmo mundo!!
Às vezes não é amor.
É só uma pessoa que
realmente se preocupa com você.
Que perdoa suas mudanças de humor...
Que entende seu silêncio...
Que cuida depois de muitas
brigas e está perto de você...
Quando o mundo inteiro desaparece...
Às vezes não é amor.
É só um compromisso
entre "Eu não quero te perder " e "
mas por que diabos eu conheci você".
O amor perscrutei mas saudades inoportunas - e me perdia aos poucos nas estradas, a buscar estrelas em cada canto de Uiraúna!
No beco da sala espacial a noite se afunilada, pois juntava estrela com lua e uma avenida por um beco se apaixonava.
E viajava nas asas das graúnas
Da revoada que partia da Catedral
E do céu o coral de Uiraúnas
Poetizando
Amor Intemporal
Amor verdadeiro é intemporal.
É perdão, zelo e admiração!
É juntos, adoçar quilos de sal,
Porque a vida não é doce.
É o “para sempre”
Ser uma tela apenas
De histórias pintadas e plenas
De comunhão e liberdade pura
Que não se esquece, perdura.
Se árvores tiverem raízes,
De tal maneira entrelaçadas,
Que não hajam cicatrizes
De ventanias sopradas;
Se sorrisos conseguirem falar,
Se olhares puderem ler
Como o cego vê sem olhar
Sem uma palavra dizer...
Ele, o amor verdadeiro,
Tê-lo-ás encontrado!
Impossível esquecer!
Conseguir apagar tais pinturas
Era esquecer o verbo amar:
Gestos únicos, sorrisos, ternuras,
Abraços que fizeram acalmar,
Preocupações genuínas e puras,
Uniões de corpos difíceis de largar
Em telas que foram só para ti!
Não é possível, nunca vi!
Não se esquece o amor intemporal.
Aprendes sem ele, a estar só.
Podes até sentir poesia conjugal
Quem sabe até dar outro nó...
Mas aquele raro vinho,
O que bebes uma vez na vida,
Ficará, quer queiras ou não,
Na melhor prateleira do coração.
Amor verdadeiro é imune ao tempo.
Intemporal por isso...
Evitei passar por aqui...
Tem sido um ano bem desafiador...
Perdi meu sonho de amor ...
Meu gato se foi...
Meu cão foi atropelado e não resistiu...
Porém essa parece ser uma visão muito pessimista...
Posso dizer que eu vivi meu sonho de amor...
Que meu gato foi incrível enquanto esteve comigo...
E que tive um amigo incomparável e que vai deixar saudades...
Esse seria uma visão otimista...
Tô pensando em você, na busca cega do amor,
perdido entre incertezas, grito teu nome sem cor.
Mas você não ouve, não responde à minha dor,
sou eco no vazio, sou ausência sem sabor num pântano esquecido.
Eu te amei te amei tão forte que fiquei parecendo criança.
Mulher você se perdeu em meu amor ficou embriagada errou o caminho então me perdi de você,
Foi simples comum porém era tanto acalanto derramado em você que eu sentia teu cheiro até em minha pele.
Lembro o dia e horário do desligamento foi o fim não era nem para começar, porque algo dizia que o espelho ia se partir em pedaços,
Até o encanto se perdeu a graça não mais seria e a magia, a magia não brilhou no palco o espetáculo tingiu em cinza o grande final,
Não há lembrança recordação nem saudade felicidade no ato consumado em lamentação,
Até a experiência reiniciou sozinha desbravando a desforra,
A bondade devastou a Inocêncio enterro-se num deserto vazio,
Restando apenas a extravagância mergulhado embriagado errando no caminho,
O amor está vivo explodindo essência na devastação até voltar ao caminho,
Então vou me encontrar com meu eu.
'PONTO PARÁGRAFO'
O amor perde-se no vento e
as vicissitudes da alma afaga o coração.
A releitura da arte que criamos
vai desmaterializando às minguas até o ponto fulminante.
Identidade sem labirinto.
Período de sobejos,
sem beijos.
E as novas formas abrem uma cortina
dilacerada em preto e branco.
Época dos grandes sismos em
que gigantes descobertas chegam de rotina,
afunilando a luxúria,
a soberba, a arrogância.
Tempestades gritam ao ouvido
verdades rejeitadas.
A apreensão silencia a voz.
As noites ficam inquietas
falando dos desejos já amaldiçoados.
É a nova 'lei dos contrários' que chega de supetão,
águia sem visão,
indagando-nos dos zigue-zagues traçados.
Tudo passageiro!
O grande livro tornar-se inautêntico
com suas páginas rabiscadas.
E o tremor das mãos que não para,
interrompe as novas páginas que estão no porvir.
E o 'tudo' totaliza-se no utópico
com seus amores e injúrias, poemas mórbidos,
fragrâncias esquecidas: penúrias!
