Poemas de amor para namorado
A(terra)dor
Sou a dor das flores que caem no chão
Das que são arrancadas nas mãos
Das que a lua à noite não permitiu aquecer.
Sou a dor das flores que o homem derruba
Das que morrem e se perdem no campo
Das que a terra sangrando não permitiu viver.
Sou a dor da pétala que cai
Da abelha que vem e que vai
Do beija-flor que não consegue esquecer.
Sou a dor do rio de minério
Das cidades varridas por lama
Sou dor de um planeta que o homem não ama.
Sou a dor do árduo veneno
Da terra que o engole sofrendo
Sou dor dos insetos e pragas que não pude evitar. .
Amaranhão
Amar-te-ei, Amaranhão
Porque me perdi
Contando estrelas
E me encontrei sonhando tê-las
Amar-te-ei, Amaranhão
Na poesia do seu luar
A cada aquarela do pôr do sol
E no encanto do seu olhar
Amar-te-ei, Amaranhão
Para sempre sem parar
Onde o sempre não tem fim
Vive amor e não me canso de falar
Amar-te-ei, Amaranhão
No infinito do seu olhar
No sonho do seu sorriso
Que Deus me permitiu amar
Amar-te-ei, Amaranhão
A cada sol; no intenso calor
Porque é dele
Que vive em mim a semente do amor
Amar-te-ei, Amaranhão
E me leve pra bem longe; me leve pra alto-mar
Onde eu encontro meu abrigo
E me recuso a voltar
Nas águas do teu rio, Amaranhão
Mergulho pra (re)encontrar
O que sua correnteza levou
E a vida me ensinou a amar
Amar-te-ei; Amaranhão
Até um fim
Pois você é
Um Maranhão de amor
Em mim.
Um Quinto de Cinzas
Notas que caem do firmamento argento
Fluido, tônico a uma simples ideia
Cores em ferro, em cinza ou chumbo
Que sugerem uma premissa em lamento
Finda festa da carne de carnes alheias
Cinzas nas portas dos beatos
Verde, terra, branco, mulato
Entornam o mesmo vermelho na via das veias
E no esplendor de uma arisca aurora
Pássaros brincam em seu carnaval sem fim
Sanhaço, garças, canários, corrupião
Desdenham a cinza e furtam cores em si
Na longa estrada até a cidade do senhor do bom fim
Almejo um hiato, uma pausa, um contrato
Com um silêncio de uma pausa geral
Em muitos compassos
Agradeço aos sentidos que me agraciam
Agradeço pelo chumbo, pelo ferro do horizonte
Agradeço pela finda festa de carnes e intrigas pueris
Agradeço à vida pela estrada do sem fim reticente
Agradeço pela festa dos pássaros no horizonte da alvorada em movimento.
Agradeço pelo amor cheio de firmamento
Luciano Calazans. 20/08/2017
🌸 Eu sei que existe alguma coisa potente, que além de mim outros enxergaram. Mas de verdade só eu sei o quão inexplicável esse sentimento é, o quão atraída fui e o quanto me envolveu.
Tentar me desligar só me conectou mais, parar de pensar só faz com que os pensamentos se reproduzissem.
E quando “isso” me toma, todo o resto desaparece, literalmente esqueço de tudo que me feriu, de tudo que me atingiu, esqueço que posso está sendo profundamente besta em permitir que eu seja envolvida por isso, mas apenas deixo, sinto e me envolvo.
isso não pode se explicar, isso não se entende, isso sente, sente intensamente. 🌸
Ódio
É facilmente cabível e visualmente visível demais para mim que o ódio ajuda!
Ele não me ajuda, mas desde que me entendo por pessoa vejo o ódio aproximando pessoas, que só se consideram similares em algum aspecto se odeiam a mesma pessoa, a mesma comida, o mesmo chefe, o mesmo professor.
Talvez seja por isso que o amor está cada dia mais se tornando o plano B
Pequena flor
Estou tomado de encantos
Por esta pequena flor,
Ela é a essência desejada
Que perfuma o meu querer...
Pensamentos que me fogem
Vão partindo ao encontro dela...
Como se em dois,
Nesse amor, fossemos um só.
E nos jardins desta vida
Uma só é a minha flor amada,
Que há tempos floresceu meu coração
Em sublime e eterno amor.
Edney Valentim Araújo
1994 / 1996
Dei meu coração a um carinha na quinta série
Ele quebrou
Juntei e dei a outro
O homem me devolveu quebrado mas na queda o impacto foi menor
Dei então a ti
Dei a ti tudo que de mim restou
Te dei todo meu amor
Tu usou e abusou
Depois
Você foi
Foi como se nada houvesse
Eu existo?
Tu nem se quer devolveu o meu coração..,
Foi aí que eu descobri
Meu coração nunca quebrou
Ele nunca saiu daqui.
É meu. Somente meu
Sem cacos ou danos.
Possui apenas um livro com pequenos ensinamentos
Esse coração eu vou dar a quem merece
só eu mereço
10 de novembro
À beira de outro surto
Me lavei mas tu não sai de mim.
Onde esteve quando te precisei?
3 banhos tu ainda está aqui.
Seu óleo desdenha de mim.
Suas impurezas estão por toda parte
Boca, pé e cabelo.
Tu devia me endereçar, Diz que tá partindo.
Amor é liberdade.
Cada um desses pelos não querem mais teu cheiro.
Tu não mais irá puxar minh'alma com suas mãos perversas.
Seu corpo que peca a cada movimento não é meu acalento.
Meu maior pecado foi permitir teu apego.
2018
A crise existencial da morte
Eu sou a morte!
Sou silenciosa,
Pra quem tem sorte,
Indecente,
Pra quem é maçante,
Mas sou sempre necessária,
Necessária para seleção natural,
Igualar as espécies,
Equilibrar o bem e o mal,
E para fazer com que as pessoas vivam...
Como se um dia fossem morrer!
As vezes faço rir,
Faço chorar,
Faço sofrer,
Mas sempre faço entender...
Que eu sou o final!
Pareço adolescente,
Acho que ninguém me entende,
Que estou sempre sozinha,
E que minha existência Independe de
qualquer regra ou lei,
Mas comigo é real!
Sou infinita e imortal,
Mas isso não são qualidades...
O que adianta ser eterna,
Ter tempo pra consertar todos os erros,
E decisões erradas
E ser sozinha...
Por isso não errar,
E não ter decisões.
Sou egocêntrica,
pois sou perfeita, e incrível
E quem provar ao contrário...
Já sabe!
Poucos gostam de mim,
Mesmo solucionando questões,
Quebrando tabus,
E provocando emoções.
Quando entro em ação
Faço muitos darem valor,
Se arrepender por,
Não ter passado tempo o suficiente…
Não ter tratado de uma maneira descente!
Não ter dado a atenção necessária,
E não ter vivido como deveria,
E enfim,
Quando trago todos a mim,
Faço entender então,
O quão insignificante,
É o ignorante,
Que acha que é alguma coisa!
E fica amedrontado,
Querendo voltar e seguir,
Pois saiu da ignorância,
E descobriu o sentido!
Sentir...
Suas Borboletas
Você se distanciou tanto do nosso mundo...
Você deixou borboletas para trás...
Borboletas não sobrevivem no espaço.
Mas eu posso ir até você...
Eu levo milhares delas em meu capacete
Eu faço qualquer coisa para ver você sorrir
Mesmo que isso signifique a morte.
Disse que amava, se foi...
Disse que iria ficar, voou...
E agora? E agora?
Como faço para aceitar?
Palavras jogadas ao vento nem sempre deveriam ser faladas.
E agora? E agora?
Como faço pra entender?
Que o coração e a emoção se enganam ?
Mas a razão trás à tona a verdade das palavras proferidas.
Palavras vazias...
Olá, Bom dia!...
Você, para mim, já é um presente de vida...
Alguém com quem, venturosamente,
Tenho o prazer e o privilégio
De vivenciar diariamente...
Nutrir incondicional e fraterno amor...
Trocar carinhos...
Guardar segredos...
Dividir experiências...
E compartilhar dores, alegrias e felicidades...
Obrigado, mais uma vez, por se permitir
Partilhar este longo e tortuoso caminho
E, com sua indispensável e luxuosa presença,
Fazer mais doce, mais suportável
E muito menos penosa
Esta nossa caminhada...
Que Deus lhe proteja sempre... e muito!...
Sinto-me no vazio breu da noite
Minh'alma grita por socorro, mas ninguém pode me ouvir
As paredes se encolhem contra meu pequenino corpo que tenta escapar em vão.
Onde está a luz? No fim do túnel, talvez?!
Mas, onde está o fim deste infinito túnel?!
Minhas lágrimas frias viram estrelas neste obscuro caminho e me serve de guia para me mostrar por onde já andei.
O grito da garganta está preso, tem medo de sair, de se mostrar, de tornar tudo pior.
Sento ao chão, solitária, desprotegida e sem direção.
Fico aqui, aguardando a mão que virá arrancar toda escuridão, que na verdade, habita em mim.
Tu és fogo que não se apaga, me queima;
Tu és a calmaria de um furacão;
Tu és o compasso do coração;
da dança;
da chuva;
da alma;
Tu és brisa da manhã;
Tu és a agitação que me acalma;
Tu és apenas tu - do que preciso.
Pensei ter amado,
pensei ter vivido,
pensei saber,
pensei muito...
Na verdade não sabia de nada
até você chegar;
se aproximar;
me tomar;
e tudo aquilo que pensava já não está apenas no pensamento,
mas escrito em algum lugar do tempo.
VIVO ✍
Vivo sem viver
Caminho por caminhar
Alma minha despida
Despida sem saber
Da dor que me flagela
Que ceifa as flores do meu ser
Já a morte cobiça-me
Ridiculariza-me sem piedade
Dá-me uma silvestre flor
No meu corpo adormecido
Nesta primavera que tento
Com força esperar por ti
Neste dia que amanhece
Rasga-me como numa luta de morte
As sombras que me cobrem
Que se abrem ao silêncio, ao esquecimento
Ferida em agonia neste medo de viver
Ilusão numa cova coberta de flores ciprestes
Nas emoções que geram o sal da vida
Hoje me lembrei novamente do beija flor…
Hoje entendi o que ele quis me mostrar.
Que era só mais um dentre tantos, mas foi esse um que me viu, entre todos, e foi esse que me fez vê-lo em todos. Assim lembrei de você… E de como te conheci, dentre tantas rosas num Jardim, somente uma me interessou, pois foi nessa única rosa que senti o perfume do amor.
" TUA ALEGRIA"
Sorri
Do teu sorriso
Sentir o gostinho
De ter o teu prestigio
Maravilhar-se da inocência
Que faz um sorriso espontâneo
Este mesmo que ganho
Assim descontraidamente
Sorriso fácil de dá
Tão lindo de se ver
Muitos pagariam pra ter
O melhor que tu tens
Sorriso da alma
Que vem
E contagia-nos
Muito mais que obra prima
Coisa divina
Teu sorriso
Um simples sorriso
E nada mais
Sim! TODOS NÓS SOMOS UM
Sim! Ao povo brasileiro
Sim! Ao povo do estrangeiro
Sim! Ao mar e ao sertão
Sim! A quem quer o amor em si
Liberdade, Vidigal, Aldeota, Morumbi
Em um grito só
Praia, Mandacaru, Açucena, Curuzu
Em um grito só
O país é auriverde
Como disse o poeta
De Malês, Iorubás
O traquejo vem de longe
Caiapós e pataxós
Satere, tupinambás
A magia adentra a selva
Guaranis e Caioás
O sotaque não importa
Somos um só rio
Somos um só mar
Sim! À labuta honesta dos descendentes
Sim! A celebração, à festa dessa gente
Sim! Ao côco, ao xaxado e o axé
Sim! Ao choro, o Lundu, o Candomblé
Ponta Negra, Jacintinho, Diamantina, Itabira
A língua é uma só
Salinas do Pará, Rio Branco, Santarém, Manaus
A vontade é uma só
Porque somos o que fomos
Colhemos o que plantamos
Mas é chegada a nossa hora
Mesmo com toda demora
Esperança está no feto
Tá no ventre, na enxada
Tá no mar em movimento
Tá no sul , está no norte
Do nordeste, Centro oeste
Tá num povo que em si é um só
Queira ou não queira
O baiano é sergipano
O gaúcho é paulistano
Carioca é manauara
O mineiro é goiano
E os Deuses, brasileiros
Pardos, mamelucos, mulatos
Cafuzos, confusos
Com fusas, nó atado na garganta
Acordes, consonantes ou dissonantes — a música se faz em nós, em milhas
Do continente às muitas ilhas...
Potiguar é capixaba
Paraense é de Roraima
Chapecó, Catarinense
E o povo é brasileiro
Sim! Ao menino e a menina
Sim! A o menino que é menina
Sim! A menina que é menino
Sim! A um povo que constrói o seu destino
Obrigado por vocês,
Obrigado, meu amor
Obrigado à minha terra
Das palmeiras, sabiás e Patativas
Obrigado ao amor,
Sempre,
Sim!
Todos Nós somos um laço
Todos nós somos abraço
Todos nós somos gametas
Todos nós somos um
SOL!
Luciano Calazans. Salvador, Bahia 2017.
