Poemas de Amor de Fernando Verissimo
Sucesso e dinheiro podem até mudar uma imagem social. Tire o dinheiro e veremos quem realmente merece os louros da Vitória.
A Vida é uma guerra de lógica sem fim e cada dia que não trabalhamos a inteligência, nós aprofundamos mais as nossas trincheiras...
A melhor maneira de vencer o inimigo é convidando-o para andar na montanha russa, desde que o funcionário responsável do brinquedo seja seu aliado no controle.
Não existe lugar de destaque no mundo, somos apenas impressões que dependendo da Luz iremos iluminar gerações.
A folha não luta contra o vento. Da mesma forma que um sentimento verdadeiro transforma todo pensamento.
É mais fácil perdoar um inimigo no campo de batalha que uma pessoa que usa a Luz de uma Amizade para cometer traições.
A pergunta é diária: Por que lutar se o fim é inevitável? Para cada dia vencido um novo entendimento que te libertará do cárcere da dúvida.
A Verdade dói e maltrata, mas todos precisam saber o início, meio e o Futuro para Viver a Liberdade.
O medo de morrer nadando em águas rasas é porque desconhecemos o grande potencial que existe nas profundezas da nossa própria inteligência.
Eu, cansei. Já não estou mais na idade. Quantos? Ah, você não vai acreditar, esquece. O que importa é que você entra por um ouvido meu e sai pelo outro, sabia? Você não fica. você não marca. Eu sei que fico em você, eu sei que marco você. Marco fundo. Eu sei que, daqui a um tempo, quando você estiver rodando na roda, vai lembrar.
Divida essa sua juventude estúpida com a gatinha ali do lado, meu bem. Eu vou embora sozinha. Eu tenho um sonho, eu tenho um destino, e se bater o carro e arrebentar a cara toda saindo daqui, continua tudo certo. Fora da roda, montada na minha loucura. Parada pateta ridícula porra-louca solitária venenosa. Pós-tudo, sabe como? Darkérrima, modernésima, puro simulacro. Dá minha jaqueta, boy, que faz um puta frio lá fora e quando chega essa hora da noite eu me desencanto. Viro outra vez aquilo que sou todo dia, fechada sozinha perdida no meu quarto, longe da roda e de tudo: uma criança assustada.
Era ainda capaz de exibir na pele torturada as marcas dos cigarros acesos, principalmente nos seios e nas coxas, numa espécie de sedução pelo avesso, pelo ideológico, não pelo estético, mas isso só na intimidade mais absoluta, quando estivesse descartada qualquer possibilidade de ser enquadrada em algum tipo de exibicionismo.
Já não quero saber o porquê das atitudes que me magoaram. Isso é problema das pessoas que as tiveram. Faz-me feliz saber que ganho sempre mais do que aquilo que perco em ser como sou. E sabes o que vou fazer? Soltar as amarras que me têm mantido prisioneira de mim própria e voar. Porque voar é o meu lema.
