Poemas de Amor de Fernando Verissimo
O poder das nossas escolhas
Autoria: Diane Leite
Fui criada com o entendimento de que cada pessoa tem direito ao livre-arbítrio. E tem. Mas a liberdade, quando não é acompanhada de consciência, vira apenas uma fuga disfarçada.
Alguns usam o livre-arbítrio para ferir. Outros, para se esconder. Muitos, simplesmente, por não saberem mais sentir.
O que descobri — e quero te lembrar — é que junto com o direito de escolher, vem o dever de se responsabilizar por cada escolha. Porque não vivemos sozinhos. Somos parte de um todo.
E o que você escolhe... reverbera.
Com o tempo, aprendi a não projetar nos outros a minha forma de amar. Eles são eles. Eu sou eu.
E eu sou amor.
Dou amor. E continuarei oferecendo aos que me tocam com verdade — mas sem mais me abandonar para ser aceita.
Onde não há ressonância, há vazio.
E onde há vazio, não é o seu lugar.
Seu lugar é dentro de si.
Inteiro. Serena. Fiel ao que sente. Feliz por quem você está se tornando.
Em vez de sofrer pelas decisões dos outros, volte-se para dentro. Pergunte-se:
Como posso me amar mais hoje?
As escolhas alheias — na família, na amizade, no amor — pertencem a eles. E você, em sua liberdade, pode escolher a si. Pode partir sem culpa. Pode permanecer sem se anular.
Pode ser luz. E ainda assim, colocar limites.
Amar não é ser refém.
Perdoar é libertar-se.
Se você é sempre quem doa e nunca é recebida, talvez tenha esquecido que é a autora da sua própria história. Que pode reescrever o roteiro.
Que pode se escolher.
E que merece reciprocidade.
Ame com coragem.
Dê com inteireza.
Mas nunca mendigue o que deveria fluir.
Neste instante, escrevo com meu filho ao lado. Olho para ele e penso:
que sorte a minha por saber amar — sem me perder de mim.
Porque amar é isso: permanecer inteira…
O Bolo de Coco e os Dias da Semana
Por Diane Leite
Ainda deitada, com o corpo entregue ao travesseiro e a mente girando devagar,
ouvi a cena como quem assiste a um filme sussurrado pela casa.
Era manhã de domingo.
E por coincidência — ou delicadeza do destino —,
também era dia primeiro.
O bolo era meu.
Mas deixei meu filho de sete anos pegar.
Ele queria dividir com o irmão de vinte e um.
Só que o mais velho já tinha comido outro doce,
e eu disse:
“Come sozinho, meu amor. Esse é todo seu.”
E foi aí que a vida virou roteiro.
“Eu acho que eu não gosto tanto assim de bolo de coco…”
disse ele, pensativo, como quem descobre que cresceu um centímetro por dentro.
O irmão, curioso, perguntou:
“Mas que nota você deu?”
“Sete.”
“Por quê?”
“Porque hoje eu não tô gostando muito de coco.”
E o mais velho, com aquela sabedoria prática que só os irmãos mais velhos têm:
“Ah… é que você gosta de bolo de coco de segunda a quarta.
De quinta a domingo, você já não gosta tanto.”
Era domingo.
E eu sorri.
Porque entre uma mordida e uma conversa,
eles me deram a melhor metáfora para começar o mês:
— Tudo que é nosso pode ser ofertado.
— Tudo que sentimos pode mudar.
— E tudo que muda pode ser recomeço.
Na simplicidade de um bolo dividido,
aprendi de novo que o amor mora nos detalhes.
Que a escuta silenciosa é presença.
E que ser mãe é isso:
testemunhar o mundo sendo redesenhado todos os dias pelas palavras dos nossos filhos.
Às vezes, o bolo de coco é só bolo.
Mas às vezes,
ele é tudo que precisamos para lembrar
que até o amor tem gosto diferente dependendo do dia —
e tá tudo bem.
Porque amar também é isso:
respeitar o paladar emocional do outro,
e ainda assim, continuar oferecendo o melhor pedaço.
O jornalista, escritor de romance e filosofo Albert Camus ensinou algo fantástico.
"O homem tem duas faces: não pode amar ninguém, se não se amar a si próprio"
Diga-se de passagem, concordo com ele. Ate porque é impossível você dar algo que não tem, ou seja, só podemos amar, se primeiramente nos amamo; respeitar, se nos respeitamos; cuidar, se nos cuidamos...
Pois, quando estamos deliberadamente bem conosco mesmo, estaremos livres para viver leves, felizes e contestes com aquilo que tem acontecido conosco, pois uma coisa é verdade, só alcançamos determinadas coisas, quando estamos de bem conosco mesmo.
Não roube a paz do outro,
para depois
não voltar com subterfúgios,
palavras infundadas
e melindres!
Dê amor,
dê calor
e seja o sossego
que o outro precisa.
Duas almas que se buscam,
não podem ser impedidas.
Duas almas que se encontram,
não podem ser separadas.
Duas almas que se amam,
não podem deixar de desfrutar da máxima felicidade!
Vem,
pegue na minha mão...
confie no destino...
vamos seguir aquela estrada,
ultrapassando os percalços
da vida,
em busca de paz,
amor e equilíbrio.
Doces lembranças de um tempo
em que tudo era permitido,
por causade um sentimento
regado por um desejo desenfreado
e um amor incontrolável!
Vou por aí,
com a lua a me seguir...
Pensamento em você,
confiante em te ver.
Vou matar o meu desejo,
tendo a certeza que o amor
é nosso segredo!
PrimaverAMAR
encantei-me com seu olhar,
vi flores no caminho
e imaginei o seu corpo
com um perfume peculiar...
é o cheiro do amor
que paira no ar...
é a primavera que acabou de chegar!
O TEU BEIJO ME MOVE
Como que eu faço pra não se apaixonar
Se você me trata tão bem
Eu já tentei te deixar
Buscando outro alguém
Mais foi inútil
Meu coração acelera quando te ver
Então repensei,por motivo fútil
Não vou te esquecer.
Refrão;
Porque você tem e faz
tudo que eu gosto
O teu beijo me move
Todo dia é Love Love
O teu beijo me move
Todo dia é Love Love .[bis]
Poeta Antonio Luis
MENSAGEM DO ALÉM
Apaixonado estou eu
Você não sabe o que perdeu
Me deixando
Pra viver de bar em bar
Quando a lucidez bater
Você vai ligar
Pedindo pra voltar
Pode ser tarde demais
Pensa bem pensa bem
Mensagem do além.
De um pesadelo acabei de acordar
Do lado da cama você está
Foi só um Sonho e nada mais
Volte a dormir meu amor
Em paz.
Poeta Antonio Luis
Te Amo Em Silêncio (poema)
Eu escolhi te amar em silêncio
Porque no silêncio não encontro seu desprezo,
Onde minhas palavras não se perdem ao vento
E meu coração encontra um pouco de alento.
No silêncio, meus sentimentos são inteiros,
Não há rejeição, apenas um sonho verdadeiro.
É na quietude que a alma se revela,
Sem medo, sem pressa, pura e bela.
Amo-te em segredo, como as estrelas amam a noite,
Sem promessas, sem espera, apenas um açoite
De emoção que pulsa em cada batida,
Num amor que vive, ainda que escondida.
Silenciosamente, guardo teu sorriso,
Nas memórias que cultivo com cuidado e juízo.
E assim, te amar em silêncio é minha escolha,
Pois no silêncio, o amor nunca se esvai, nunca se escoa.
Não atire a pedra, espere!
Repense agora, é a hora!
Nada passou em branco, garanto!
Você estava amando, no comando!
De acácio a tupiniquim!
De apático a diadorim!
Por que reclamas?
Pelo quê clamas?
É você narrando! - Por que o espanto?
Ressurreição
Naquela praça
Entreguei meus medos
Quietos
Em segredo
Esperei que me amasse
Amassado
Sem medo de perder a viagem
Oferecia-te tudo
O amor maior no mundo
Já não era dádiva dos deuses
(…)
Minha dor cativa
Logo
Tornou-se luto
E a carne
Já fria
Ganhou vida
Na igrejinha de São José.
Para Isac Silva do Nascimento, na Praça da Paróquia de São José;
Araraquara, 19 de novembro de 2021 (25 anos do autor).
A infância
Sempre recordamos nossas infâncias
Lembramos das flores
E encaixotamos as dores
Negligenciadas
As flores
Murcham
Apodrecem
E morrem
Quase sempre solitárias!
Já aquelas dores...
Inquietas
Naquela caixinha
Tão apertada
Crescem
Consomem
Matam
Mas nunca morrem!
Três de novembro
No mês em que a primavera se despede,
e o sol, mais manso, faz-se presente,
floresciam dias de ouro e espera,
prenúncio de encontros, docemente.
Foi na estação de brisa e lume,
quando as folhas murmuram segredos,
que nos achamos sem alarde,
em cores tênues, sem medos.
Caminhavas já em meus sonhos,
estrada traçada em silêncio,
onde o murmúrio do vento sussurra
o amor que arde em denso, intenso.
O mundo, em sua dança vasta,
girou em círculos de espera,
até que em ti se fez acalanto,
porto certo, luz sincera.
Achei-te na dobra do tempo,
onde o aleatório se curva à sina.
Outros conheci por ócio e acaso;
a ti, encontrei porque eras divina.
Outros, passos soltos, vento;
tu, raiz, urgência, beijo,
entre ecos e risos, enfim,
vi que ao teu lado me pertenço.
Feliz Natal!
Natal é renascimento...
é uma nova oportunidade de ser.
É mais significado que festa.
É ver sacralidade na rotina de um jantar.
É memória que volta ao presente:
os passos do avô, a voz da mãe,
as mãos entrelaçadas ao redor da mesa
e a fé que se estende além do tempo.
É o convite para acolher o estranho,
para enxergar o outro com olhos de amor.
Natal é verbo que se faz atitude:
é ser Deus no abraço de quem estende a mão.
É convite para que sejamos neste dia,
como o menino em seu berço singelo:
pequenos na matéria, grandes no afeto,
humanos no gesto, divinos na entrega.
É quando Deus se limitou a um só lugar.
É prova que o finito pode conter um infinito.
É sentir Deus em um menino.
É repartir esse Deus em fatias de pão.
Natal é época de se repartir e sempre sobrar.
Certa vez, revoltado por sucessivos
infortúnios amorosos,
com a íris acinzentada de dor,
matei uma flor.
Matei apenas porque ela era flor.
Matei somente porque eu era dor.
Matei porque vi nela amor.
Em retaliação,
a flor,
em ato agonizante,
perfumou-me.
Às margens do teu ser.
Meu mar doce,
represá-la?
Não posso.
És livre, mar...
Navegantes?
Só os que permites,
mas
não há ainda quem
te desbrave.
És livre, mar,
de
ondas curvilíneas,
poente de toda luz.
Povoas a mente dos homens,
morada do desejo.
És livre, mar,
a ti, tenho
apenas
um pedido:
Afoga-me.
