Poemas de Amor de Fernando Verissimo
Ei! Você aceita fugir, para bem longe?
Aonde só haverá apenas nós...
Aonde nosso lindo amor não será pecado
Sem julgamentos, sem medos, sem dor
Não aguento mais não poder toca-lo sem temer algo
Então pegue minha, e vamos ver o por do sol bem longe de tudo
Quero sentir seu coração batendo juntamente ao meu em uma sintonia perfeita.
No inverno meu braços vão te aquecer
No verão vão de deixar mais quente
No outono ira te confortar
Eu te prometo, meu príncipe.
Meu pedaço gostoso de amor
No calor do beijo roubado,
da alegria de não vê-la tão santa.
Num sorriso, que vem depois do afago.
Do nosso amor que os males espanta.
Cada pedaço de nosso destino.
Escrevemos no caminho.
Quando nos vemos, retorna as saudades;
e a vontade de estarmos sozinhos.
Das verdades que fizemos,
da felicidade , de nos conhecer.
No prazer de se revelar no instante,
toda vez, que olho você.
Cada tempo , no seu tempo,
cada momento, no seu lugar.
Fruta madura tão bela.
Que um dia desceu nessa terra,
para esse poeta alegrar.
marcos fereS
"Ei
Deixa acontecer
Seja como for
Sem medo qualquer
Entregue-se ao amor
Acredite, eu amo você
Não tente fugir
Não tente se esconder
Eu quero ter você
Eu sempre quis
Você parece não ligar
Mas talvez eu seja a pessoa certa
pra você
Me dê uma chance, vá
Não me deixe enlouquecer no desejo
de te querer
Vem comigo, venha
Eu quero que você venha comigo
Vem perder-te em meus braços
Em meus sonhos mais lindos
Em meus sonhos mais ousados
Porque eu te quero em meus sonhos
Em meu coração
Eu sempre tive você
O nosso amor vai ser
A nossa mais linda canção
Ah, tente ser feliz
Sem mais nem porquê
Não me diga não
(Por favor!)
Pois você
É o amor
Que eu sempre quis"
A aquarela da tarde
pintada de cinza
não me desanima,
Porque eu vivo
para cantar o amor
e esperar você
seja o tempo que for.
A chuva molhando
as flores, os campos
e as montanhas,
carinhosa brindando
a vida em esplendor,
Nos teus abraços
encontrarei o Universo
esbanjando esplendor.
A vitória de seguir
enfrente tentando
ser amor espalhando
poesia e alegria
para toda a gente,
É fruto desta espera
que me faz Lua
que reflete o teu igual fervor.
Afinal, a melhor maneira de viajar é sentir.
Sentir tudo de todas as maneiras.
Sentir tudo excessivamente
O verdadeiro amor é como um vulcão: nasce lentamente, se torna forte e poderoso, pode adormecer, mas ao despertar-se, torna-se capaz de ultrapassar qualquer muralha.
Ser pai é descobrir que o amor incondicional existe, o maior e mais sincero de todos está bem diante do nosso abraço.
Valorizo todos os amores... mas dentre todos o que mais vale... é o amor-próprio... ele foi o meu primeiro e será o meu último amor... valorizo a vida como se a morte fosse um começo, valorizo os sonhos como se fossem estratégias, valorizo o hoje porque o amanhã é incerto demais para ficar esperando... valorizo as minhas vontades porque aquele que não luta pelo que quer, não merece o que deseja, e aquele que não sabe o que quer, não merece o que tem... valorizo um olhar como se os olhos fossem reflexos da alma, mas nem sempre confio, pois ja me enganei algumas vezes... Valorizo atitudes como se palavras não fizessem tanta diferença... Valorizo um verdadeiro amigo porque sei que ele sempre me entenderá... Valorizo os momentos que surgem do acaso como se soubesse que vou sempre me lembrar deles... Valorizo os obstáculos porque sei que a vida os traz como forma de amadurecimento... Valorizo o sol porque sei que é difícil sempre estar no lugar certo, na hora certa... Valorizo o tempo como se soubesse que um segundo pode mudar o mundo... Valorizo mais uma vez o tempo porque ele é a única coisa que eu não posso dizer que tenho.
Meu amor é como a lua que no céu vive a brilhar.
Não importa quão nublado esteja, para você sempre estarei lá.
Amor... e Morte...
O amor
é como a morte
ato banal de todo dia...
Emoção forte
de tristeza ou de alegria,
ele sempre nos surpreende, e a ele nunca nos acostumamos
talvez...
O amor é como a morte:
quando amamos
é sempre a primeira vez.
Soneto à tua volta
Voltaste, meu amor... enfim voltaste!
Como fez frio aqui sem teu carinho....
A flor de outrora refloresce na haste
que pendia sem vida em meu caminho.
Obrigado... Eu vivia tão sozinho...
Que infinita alegria, e que contraste!
-Volta a antiga embriaguez porque voltaste
e é doce o amor, porque é mais velho o vinho!
Voltaste... E dou-te logo este poema
simples e humilde repetindo um tema
da alma humana esgotada e envelhecida...
Mil poetas outras voltas celebraram,
mas, que importa? – se tantas já voltaram
só tu voltaste para a minha vida...
(Do livro "Eterno Motivo" " - Prêmio Raul de Leoni, da Academia Carioca de Letras - 1943)
Essa...
Essa, que hoje se entrega aos meus braços escrava
olhos tontos do amor de que aos poucos me farto,
ontem... era a mulher ideal que eu procurava
que enchia a minha insônia a rondar o meu quarto...
Essa, que ao meu olhar parado e indiferente
há pouco se despiu - divinamente nua -,
já me ouviu murmurar em êxtase, fremente:
- Sou teu! ... E já me disse, a delirar: - Sou tua !
Essa, que encheu meus sonhos, meus receios vãos,
num tempo em que eram vãos meus sonhos, meus receios,
já transbordou de vida a ânsia das minhas mãos
com a beleza estonteante e morna dos seus seios !
Essa, que se vestiu... que saiu dos meus braços
e se foi... - para vir, quem sabe? uma outra vez.
- segui-a... e eu era a sombra dos seus próprios passos..
- amei-a... e eu era um louco quando a amei talvez...
Hoje, seu corpo é um livro aberto aos meus sentidos
já não guarda as surpresas de antes para mim...
(Não importa se há livros muita vez relidos
importa... é que afinal, todos eles têm fim...
Essa, a quem julguei Ter tanta afeição sincera
e hoje não enche mais a minha solidão,
simboliza a mulher que sempre a gente espera...
mas que chega, e se vai... como todas vão...
(Do livro - Amo – 1939)
INEXPLICÁVEL AMOR
Que é o amor?
Tem existência concreta,
Na abstração dos sentimentos?
É algo tão leve,
Que um sopro de vento leve?
É um fardo tão pesado
Capaz de deixar esmagado
O coração de quem ama
E de quem é amado,
Quando algo sai errado?
Ou será um mistério
Para sempre guardado?
Ou um enigma
Jamais desvendado?
Se todos já o dizem ter sentido,
Essas dúvidas não fazem sentido!
Mas, justo por tê-lo sentido,
Nenhuma explicação faz sentido!
“AMOR PLATÔNICO”
Quando li
O Guarani,
Não entendi
Aquele devotamento e abnegação
De Peri por Ceci.
Quando te vi,
Naquele momento – de coração,
Entendi,
- Eu faria o mesmo por ti.
Finá de ato
Adispôs de tanto amor
De tanto cheiro cheiroso
De tanto beijo gostoso, nós briguemos
Foi uma briga fatá; eu disse: cabou-se!
Ele disse; cabou-se!
E nós dois fiquemos mudo, sem vontade de falá.
Xinguemos, sim, nós se xinguemos
Como se pode axingá:
-Ô, mandinga de sapo seco!
_Ô, baba de cururu!
_Tu fica no Norte
Que eu vô pru sul
Não quero te ver nem pintado de carvão
Lá no fundo do quintá
E se eu contigo sonhar
Acordo e rezo o Creio em Deus Pai
Pru modi não me assombrá.
É... o Brasil é muito grande
Bem pode nos separar!
Eu engoli um salucio
Ele, engoliu bem uns quatro.
Larguemo o pé pelo mato
Passou-se tantos tempo
Que nem é bom recordar...
Onti, nós se encontremus
Nenhum tentou disfarçá
Eu parti pra riba dele
Cum fogo aceso nu oiá
Que se num fosse um cabra de osso
Tava aqui dois pedaço.
Foi tanto cheiro cheiroso...
Foi tanto beijo gostoso...
Antonce nós si alembremos
O Brasil... é tão pequeno
Nem pode nos separa!
Não duvide do valor da vida, da paz, do amor, do prazer de viver, enfim, de tudo que faz a vida florescer. Mas duvide de tudo que a compromete. Duvide do controle que a miséria, ansiedade, egoísmo, intolerância e irritabilidade exercem sobre você. Use a dúvida como ferramenta para fazer uma higiene no delicado palco da sua mente com o mesmo empenho com que você faz higiene bucal.
No sótão da lua...
existe um poema que jamais foi lido.
Existe um canto, um hino, muito bem ocultado,
muito bem escondido, plasmado
na tinta indelével de um pergaminho.
Fino, tão fino!
Fala de brancas tardes, de infinitas estrelas.
Fala de nós meninos, de nós crianças,
de cordas d'amarras e de longas tranças.
Fala igualmente de ignotas rotas
e de uma epístola sagrada.
Fala de um rumo, de um áureo prumo,
de um pirata, de um corsário,
de um marinheiro… de um Mundo inteiro.
No sótão da lua, existe traçado, um beco
e, tal como o da rua, é quelho, solitário, ermo.
Esconsado, sombrio, covil sem fumo, furna
de marés e de rurais chaminés …
Magoada viela, igual aguarela.
E sobre o esconso, passam dispersos,
rimas, poemas, prosas, líricos versos.
E neles, todos os sons, todos os tons,
dos nossos passos, dos nossos abraços.
Do nosso cheiro. Da nossa história.
Dos nossos pés … calcorreados, doridos
de tão magoados.
Na greda e no sal, na lava e na cal.
No gelo e no sol.
Híbridos. Acasalados, colados,
de braços abertos!
No sótão da lua, inteiros, convictos,
de tão completos, percorrem-se lentos,
famintos, sedentos, de lés-a-lés.
Em troféus de fados, atravessam nuvens,
amam-se em glória, rezam-se afetos.
A maior covardia de um homem é despertar o amor de uma mulher sem ter a intenção de amá-la.
Nota: Trecho do poema "Todo o Amor". A autoria do pensamento tem vindo a ser erroneamente atribuída a Bob Marley.
...MaisA cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade.
