Poemas de Amizade de Jorge Amado
Sonhar
De Raínha tem o porte!
A elegante Senhorinha!
Que de mim já é Senhora!
Eu um pobre dum plebeu!
Nasce uma paixão na Corte!
Dum bobo pela Raínha!
Me anelo um dia me adora!
Subsisto não dela, nem meu!
Insônia
Por que sempre na madrugada?
fria, vazia, gelada
alma tiatina desamparada
fraca, suja, surrada
e por um corpo de maus hábitos, dominada
Um café logo de vereda
esgote-se, entregue-se, ceda!!!
mas ela não se vai, sem que um remédio interceda
tranca, pára, veda
destruo meu corpo, e ele cobra na mesma moeda
Por que atrapalhas minha vida
insônia, ingrata, bandida
depois deixa aberta ferida
gordura, cigarro, bebida
sem sono como , fumo e bebo essa vida sofrida
É foda
anseia, chateia, incomoda
a morte agora seria uma mão na roda
cotrim, chumbinho, soda
mas acho melhor deprimir, afinal está na moda
Sou eu contra eu mesmo não preciso que ninguém me acuda
água benta, espada de são jorge, arruda
mas tenha fé em quem quiser Deus, Alá, Buda
não espere, não aguarde, não se iluda
pois nesse tipo de vida muito pouca coisa muda.
Há dias!!!
Eu sou um canto vazio!
Sou rouxinol resgatado!
Sem vida, cor ou entoação!
De cantar perdi o pio!
Rastejo desventurado!
Por conta de um desafio!
O de almejar tua paixão!
Su...n.ê.to d.e.y...
Cara de Anjo, sofrido, mui doído;
Olhar cândido, meigo, triste e doce;
Buscando a sua luz, como se fosse;
À procura de um sonho, prometido;
A alvura lhe denota, a perfeição;
Ilusão do surreal, a procura;
Teimosa, de audácia e de candura;
Do seu risonho, tristonho coração;
Aventura, lhe acena com senão;
Lhe põe dia após dia a mesma mesa;
Sonhos seus, devastados pitorescos;
Do ar livre que lhe invade o pulmão;
Descarta a crueldade da incerteza;
Seus sonhos de criança principescos.
Perdão!
Razão se me perde, se a ti o devo;
Pla intenção esta, se te mal não desejo;
Com que razão nego, todo meu ensejo;
De ti, do teu fel e do teu desapego;
Extravasas de mim, o meu sangue a razão!
De tanto te amar, odiar-te me atrevo;
Bebido, esquecido, do teu travo azedo;
Desse bloco gelado, o teu coração;
Tal incongruência que me nega perdão;
Que de amor me disse, também me soava;
Em mim gravado a fogo, a doce magia;
Sem discernimento, me arremessa no chão;
Seu amor ardente, que me desejava;
Que não soa já, como dantes soía.
Covardia!
Amor meu!
Vem!
Vem consolar-me!
Como a um pisco, no aconchego da asa.
Necessito disso pra sobreviver!
Sem o qual morrerei de frio.
Do gélido frio da decepção que,
por mais que me tente livrar, não abandona a minha mão!
Meu pé! Minha razão!
A covardia me repugna e por vezes,
sou obrigado a sê-lo!
Às vezes sou temeroso de mim,
de perder as estribeiras e ultrapassar barreiras!
Coisa que faço frequentemente!
Tira de mim, da minha ementa!
O cinismo!
Que com mestria e
meias verdades, me não enfrenta!
São duras as palavras! Mas mais duro! É o que fica por dizer...
Se eu pudesse voar!
Se eu tivesse asas!
Batia!
Com mão pesada! Até que “ela” me doesse!
Nas casacas da justiça!
Se eu tivesse asas!
Batia!
Com mão pesada! Até que “ela” me doesse!
Na corrupção! Na boca enorme, dos políticos!
Se eu tivesse asas!
Batia!
Com mão pesada! Até que "ela" me doesse!
Na segurança social! Nas religiões!
Em prol dos pobres "Hebreus"! Seres simples! Explorados!
E ainda creem em Deus!
Se eu tivesse asas!
Batia!
Com mão pesada! Até que "ela" me doesse!
No dinheiro do mundo!
Que de tanto poder! Me amordaça e leva ao fundo!
Se eu pudesse voar!
Áh! se eu pudesse voar!!!
Subia à torre mais alta e
rebatia! O sino!
Com mão bem leve! Que cresce, que mina!
Para que o mundo
batesse!
Com mão bem pesada! Até que "ela" lhes doesse!
Nos direitos humanos! Inexistentes!
Supressor do mesmo mundo!
A CHINA!!!
Que as vozes se levantem! contra a falta de direitos humanos e a escravidão do século XXI.
Que por consequência, arruinará o resto do mundo!
O impossível!
Escrevi teu nome,
no mar;
Com o ondular,
não se lia;
Escrevi-o, ao pé das estrelas;
Com elas!
Se confundia!
Escrevi-o na minha mão!
De minha mão,
me fugia;
Escrevi no meu coração!
Ainda sangra,
a gravação!
Perpetua-se o apogeu!
no triângulo, da:
Solidão!
Teu nome!
E eu...
Sonhar...
Perto de ti, me sinto vivo;
Dentro de ti, minha razão;
Vives em mim, és meu prazer;
Sou mais eu se estou contigo;
Bate mais forte o meu coração;
Dentro de ti, anseio viver.
Teu olhar, meu doce encanto;
Nele me vejo, venero tristonho;
Que belo fica, que entoação;
Mesmo quando estás em pranto;
Tuas lágrimas sôfrego, bebo em sonho;
E em sonho acalmo, o meu coração.
Sal da água, dos teus olhos;
Pureza do mar que inalo;
Intesnifica-me a fome de amor;
Na tua pele de seda em folhos;
Viajo pra longe, do amor que calo;
Que só tem meia face, a do meu amor.
Soneto de amor
Motivo agreste, de grande dor e inspiração;
Desdenhando, seu prestígio e importância;
Me domina o ser mau, vence a ganância;
E me liberta, misérias do coração.
É tormento, é dor, que corta a respiração;
Dessa dor, que predomina, eterna e breve;
É carinho, que nos mata ao de leve;
É um caminho, sem retorno e sem perdão.
Se o teu carisma, perdura entre levas;
Minha procura é uma batalha só por si;
Querer-me teu não é dádiva que devas.
Teu doce ser ilumina as noites cegas;
És flor de estufa, mais amada que vivi;
Amor assim, não mereço e não me negas.
O fim!
Hoje chorei!
Chorei de amor!
De raiva!
De frustração!
Porque hoje o amor!
Me apunhalou o coração!
Sinto dor, da minha flor!
Que a perdi!
Aquela coisinha!
O meu amor!
Aquele amor!
Amor que só eu tinha!
Sei que vou sobreviver!
Sem ti!
A vida já me ensinou!
Que no amor é assim!
Está um pronto pra nascer!
Quando o outro chega ao fim!
Só não sei se sou capaz!
De pensar um novo amor!
Comigo ferido assim!
A vida me exige!
Meio trémulo obedeço!
Por mais que te esforces!
Não mais terás a chance!
De chegar até meu preço!
A cada tombo que dou!
Bem mais equilibrado!
Recomeço!
Certezas
O que sou? e porque existo?
Qual será o meu sermão!
No meu mundo malfadado;
Vim a esta vida cristo!
Sem saber qual a razão!
Pelo qual sou castigado.
Desta vida estou já farto!
Do amor bem descontente;
Contra a corrente me a perder;
Sou qual riacho pacato;
Deslizando mansamente;
Sem ter pra que veio saber.
A mim! vem a mim! ilusão!
Se me não podes tu valer;
Me livra de safadezas;
Diz-me deste mundo intrujão!
O que pra cá ando a fazer;
Não me mates de incertezas.
Incógnita
Da alvorada fui senhor;
Só sensatez tenho ouvido;
Furta vida esta sofrível;
Sobejo me seja o amor;
Me não passe esbaforido;
Alongando-a mais plausível.
Se o sol jamais me sorrisse;
A razão me não coubesse;
Ou não fora ser humano;
Quem sabe não preferisse;
Possuir corpo celeste;
E de mim ser soberano.
Que sã loucura latente;
Que desgaste de sossego;
Deste amor grado, profundo;
Duma baralha de gente;
Que de valente, dá medo;
Medo do além, que há no mundo.
Sol
Olá Sol minha existência!
És musa do meu coração!
Linda deusa minha paixão!
Teste da minha paciência!
Adoro-te mais que muito!
Por ti sou louco varrido!
Tiras-me todo o sentido!
Que amor este tão furtuito!
Ando triste sendo alegre!
Desta vida que me mata!
Onde “Ele” meter a pata!
Nos tortura assim de leve!
Minha nossa se te amo!
Mais que a mim e te desejo!
Extraviado o meu ensejo!
Se não vens quando te chamo!
Sei que não podes e queres!
Mas nosso sonho há-de vencer!
Por quanto amor me deres!
Vou ter de esperar-te e sofrer!
Amar
Amar é aprender e corrigir uma deficiência de nascença. Quando se nasce, é-se como um diamante bruto, tal como era na pré história, a seguir vem a lapidação, a tranformação em algo de majestoso e belo. Se não ocorrer essa transformação, fica-se perdido no espaço, sem rumo definido e depois, vem a ganância, a prepotência e as guerras. Amar é tão, ou mais importante na vida, que respirar.
Acorda.
Você já parou pra pensar que daqui a alguns anos, meses quem sabe, ou até mesmo dias, apagam-se todos os dados ao seu respeito, e que não houve nenhuma razão lógica ou coerência em sua arrogância diária...
Só por uma simples questão de posição social, esqueceu-se da morte, do mais brilhante fato de que somos mortais, e que temos data de validade, ou será que você acredita mesmo que pelo fato de estar nos domingos reunido (a) a um grupo de religiosos, você fugirá deste fato?
Reflita.
Ainda a tempo de sermos melhores do que somos hoje.
Canso-me
Às vezes canso-me não do trabalho nem tão pouco da nossa luta diária, canso-me do homem, do meu próprio semelhante, canso-me da inveja, da arrogância da hipocrisia especialmente daqueles que tem tanta facilidade de pronunciar o nome de Deus, mais com tamanha dificuldade de serem pelo menos verdadeiros consigo próprio, canso-me dos que se camufla por trás das capas, dos que se escondem por trás de uma função.
Canso-me, dos bajuladores ate porque quase sempre quem bajula é incapaz de ser eficiente, ou ter alguma coerência em seus atos, canso-me da mentira, dos interesses escusos, da falta de coragem daqueles que querem sempre me dizer o que quero ouvir, mais nunca o que preciso ouvir.
Canso-me da ignorância da aqueles que me acham incapaz de ver além do que meus olhos enxergam, canso-me de muitas coisas mais nunca canso-me de tentar me melhorar como homem, como gente, porque é isso que sou um aluno.
sperança! Você já pensou em uma vida sem esperança?
É a esperança que nos move,
que obstáculos remove,
que nos faz seguir em frente,
mesmo quando sabemos que ela mente...
A esperança é a maior força do homem,
ela o faz pelo seus sonhos lutar,
não deixa fraquejar e aponta o que lá na frente pode estar.
ou não estar...
E assim a esperança é também a maior fraqueza do homem,
"é o mais sórdido dos sentimentos",
esperança é o que o homem precisa quando sua vida é um grande tormento...
esperança é a droga de que o homem precisa pra curar o sofrimento.
A controvérsia pode existir, gritar e espernear.
Porém, uma única razão, será o suficiente para que você siga seus sonhos tranquilamente.
