Poemas de Amizade de Jorge Amado

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a vida vai nos dar um chão
pra gente pisar um tempo pra viver um sonho pra sonhar
depende de você deixar o sol brilhar!

enquanto houver razões eu não vou desistir
se for pra eu chorar quero chorar por ti
por que não te esqueço

Salve, Moleque
Salve, moleque. E aí, como anda as coisas?
Parece que tudo vai dar errado, né?
Não se preocupa, isso não acontece só com você.
Acontece com todo mundo — até com os grandões que parecem inatingíveis.
Eles também têm medo.
E te garanto: o medo deles é bem maior que o nosso.
A gente não tem muito pra perder.
E o pouco que temos, se quisermos, ninguém tira.
Por termos pouco, não precisamos de muito.
A vida rola na boa se a gente não complicar.
Muitas vezes achamos que somos injustiçados.
E somos mesmo.
Faz parte da vida.
Mas olha: passar por injustiça é a melhor vacina contra a depressão.
Dá força.
Leva pra segurança.
Se a gente encara os problemas de frente, nada pode nos atingir.
Parece que vai dar tudo errado.
Boa parte das vezes, dá mesmo.
E daí?
dane-se tudo.
Mete o pé na jaca e segue em frente.
A vida não é só coisa ruim.
Tem coisa boa pra caramba.
E você é jovem.
Tem muito pela frente.
Sabe aquela namorada?
Aquela que parecia que você nunca ia ter?
Na hora que ela aparecer, vai ser sua melhor amiga.
Daquelas fodonas.
Vai estar sempre ao seu lado.
Vai sofrer todas as injustiças que essa longa estrada da vida vai te impor — junto contigo.
Levanta essa cabeça.
Engole o choro.
E vamos.
Você é forte demais pra ficar sentado aí com essa ramela no nariz.
Te garanto: vai ser foda.
Mas no final, tudo vai dar certo.
E se não der?
DANE-SE.

Transparente


Como água escorro pelos dedos, sou "impegável", impagável, duro e ao mesmo tempo amável, respeito quem me respeita, os que não administro , não me aproximo, estou sempre á espreita.
sou como o cheiro do mato, da cachoeira, me irrito fácil, choro por qualquer besteira,
falo e faço muita asneira vejo o mundo nas entrelinhas, na vida que nunca se alinha, do amor que no colo se aninha, vivo a vida como se estivesse no fim da linha
ouço e analiso, se percebo falsidades me inviabilizo, fujo, procuro abrigo, talvez nunca tenha tido um amigo; daqueles de verdade, sem maldade, que mais doasse que pedisse, daqueles de verdade
saboreio a vida buscando paz, me doando ate demais, sou complicado, e ao mesmo tempo simples,
sou espelho, reflexo, se preciso anexo, quero que a vida seja percebida, pra você e pra mim.

E quando se da aquela vontade chorar?
Penso se é necessário por tudo isso passar,
São tantas coisas nas quais queremos conquistar,
Que esquecemos que a vida é o único propósito, na qual deveríamos pensar.
São tantos sentimentos que foram esquecidos,
Que acredito que deveriam ser restabelecidos.
Paulo Freire acreditava na importância de humanizar,
Mas observo que as pessoas tendem mesmo a se coisificar,
Reduzem-se ao valor de um simples objeto,
E não enxergam que isto está incorreto.
Quando percebemos que viver é diferente de existir,
Libertamos-nos de muitas amarras que nos leva a refletir.
Muitas vezes me pergunto em que mundo estou vivendo,
Onde as pessoas estão se perdendo,
Vidas tiradas em todos os lugares,
De crianças, jovens, adultos e milhares.
Mas o que venho aqui dizer,
Que não são as vidas que estão tendendo a morrer,
São “almas” de muitos infelizmente amaldiçoados,
Que se não for revertido perdermos o compasso,
E que se aqui e agora não for mudado,
Infelizmente, o contexto de existência humana será arruinado.

⁠Na dança da vida, a morte é traiçoeira,
Surge sem aviso, sombria companheira.
Em dois velórios, dois diferentes cenários,
A dor, um elo entre tempos adversários.

Uma senhora de idade, 85 anos serenos,
Viveu sua jornada, partiu desse terreno.
Mas a dor entre os familiares é lógico que ainda persiste,
O vazio, a despedida, ninguém resiste.

No segundo cenário, a mãe da jovem, com 25 primaveras,
Grita alto, e, sua voz enche as esferas.
"Minha companheira", ecoa a aflição,
Um lamento que corta o coração.

Ao consolar, damos força e calor,
Abraços que acalmam a dor, o temor.
Mas no ir e vir, entre o consolar e o vencer,
Vejo o ciclo da vida se perder.

Pessoas focadas em metas diárias,
Enquanto a empatia se perde em rotinas diárias.
No caminho para consolar, a solidariedade se esquiva,
Entre a dor real e a busca incessante de uma vida ativa.

Escrevo, pois a alma chora em versos,
A dor,
o luto,
entre risos dispersos.

⁠CRISTAL DE MEL

C-om coração de Mulher
R-egida pelo amor
I-nteiro amor de irmã
S-em fingimento de dor
T-erna essência mor
Ì-ntima pessoa
N-unca te esqueça alma encantadora
A-mor de pessoa!

⁠Por causa de você,
Bate em meu peito
Baixinho, quase calado,
Coração apaixonado por você.

Jorge Ben Jor

Nota: Trecho da música Por Causa de Você, Menina.

O Sol

Sol que em seu fulgor aquece!
Muita alma entristecida!
Seu brilho que lhe dá vida!
E a tristeza desvanece!

O dia nasce eclíptico!
Mãe natureza se sorri!
Nuvens brancas choram por ti!
Lua! que amor crítico!

Àh Sol lindo! quanto empenho!
Em tua feliz Lua sofrer!
Que chora e ri por te querer!
Por seu eclipse ferrenho!

Assim sofrem bem juntinhos!
Um do outro bem distantes!
Sonhando os dois amantes!
Chorando por seus carinhos!

Pérfido amor que descontas!
Tua raiva em quem te adora!
Como vão juntar agora!
Os sonhos que tu desmontas!

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Lua

De sentimento mais puro!
Sonha a Lua e docemente!

Sol que diz amá-la e sente!
Um fervor calmo e seguro!

Jaz em seu coração morno!
Acesa a chama de um vulcão!
Da malha que o amor tece!

Do calor que arde em seu forno!
E lhe enternece o coração!
Sol calor que o enaltece!

Inserida por jokalink

Sem resposta

Alma minha se existisse!
Ao nascer me foi levada!
Por Ele me foi tirada!
Sem me deixar consentisse!

Lerdos se são e senhores dão!
Por quem nos ousa comandar!
Se esfuma no sonho assombrar!
Pudor sem raíz seu condão!

Levita alvo o coração!
De véstia pura e capital!
Se liberta de todo o mal!
Prodigiosa a separação!

Na alvorada da vida!
A esperança me foi roubada!
Se não acredito em nada!
Só Ele conhece a medida!

Sou incrédulo? sim eu sei!
Mas tenho visão para ser!
Por tanto me vi já sofrer!
Do meu pensamento sou rei!

Se sou giro? sei bem que sou!
Não como eu gostaria!
Mais formoso fui um dia!
Até nisso me aldrabou!

E agora que faço ou digo?
Da minha alma desgarrada?
Se não me acredito em nada!
Alma penada é castigo?

Inserida por jokalink

O Sol e a Lua

Pairando se vai a Lua!
Docemente! sossegada!
Em seu trajecto constante!

Intrépido o Sol amua!
Deixando-a desconcertada!
Cala o brilho deslumbrante!

Lua de enredo! que apogeu!
Suavemente enlevada!
De apolo dueto amante!

Plena de “amor dor” estremeceu!
Perdida! de luz e achada!
Está tão perto e tão distante!

Àh meu Sol! meu astro belo!
Furacão adormecido!
Sonho lindo! radiante!

Me foras o meu degelo!
Sinto-me meio perdido!
Estranho amor meu dominante!

De seu amado ser sua!
Triste sonho apocalipse!
Anseia pela bonança!

Que vai ser da tua lua!
Esperando o eclipse!
Simbolo da sua esperança!

Sol amor puro sereno!
Teu calor minha energia!
Minha alma me suprimiste!

Quero beber teu veneno!
Finar-me só de alegria!
Pra sentir o que sentiste!

Inserida por jokalink

Astro Rei!

Cintila ao raiar do dia!
O Astro de quem sou fã!
E me embala de mansinho!

Do gelo que me existia!
Me agasalha com muito afã!
E aconchega com carinho!

Estou louco mas sou feliz!
Doente, só de saudade!

Sou substância que se desdiz!
Escravo da ansiedade!

Inserida por jokalink

Sonhar

De Raínha tem o porte!
A elegante Senhorinha!
Que de mim já é Senhora!
Eu um pobre dum plebeu!

Nasce uma paixão na Corte!
Dum bobo pela Raínha!
Me anelo um dia me adora!
Subsisto não dela, nem meu!

Inserida por jokalink

Insônia

Por que sempre na madrugada?
fria, vazia, gelada
alma tiatina desamparada
fraca, suja, surrada
e por um corpo de maus hábitos, dominada

Um café logo de vereda
esgote-se, entregue-se, ceda!!!
mas ela não se vai, sem que um remédio interceda
tranca, pára, veda
destruo meu corpo, e ele cobra na mesma moeda

Por que atrapalhas minha vida
insônia, ingrata, bandida
depois deixa aberta ferida
gordura, cigarro, bebida
sem sono como , fumo e bebo essa vida sofrida


É foda
anseia, chateia, incomoda
a morte agora seria uma mão na roda
cotrim, chumbinho, soda
mas acho melhor deprimir, afinal está na moda

Sou eu contra eu mesmo não preciso que ninguém me acuda
água benta, espada de são jorge, arruda
mas tenha fé em quem quiser Deus, Alá, Buda
não espere, não aguarde, não se iluda
pois nesse tipo de vida muito pouca coisa muda.

Inserida por JorgeTuga

Há dias!!!

Eu sou um canto vazio!
Sou rouxinol resgatado!
Sem vida, cor ou entoação!
De cantar perdi o pio!
Rastejo desventurado!
Por conta de um desafio!
O de almejar tua paixão!

Inserida por jokalink

Su...n.ê.to d.e.y...

Cara de Anjo, sofrido, mui doído;
Olhar cândido, meigo, triste e doce;
Buscando a sua luz, como se fosse;
À procura de um sonho, prometido;

A alvura lhe denota, a perfeição;
Ilusão do surreal, a procura;
Teimosa, de audácia e de candura;
Do seu risonho, tristonho coração;

Aventura, lhe acena com senão;
Lhe põe dia após dia a mesma mesa;
Sonhos seus, devastados pitorescos;

Do ar livre que lhe invade o pulmão;
Descarta a crueldade da incerteza;
Seus sonhos de criança principescos.

Inserida por jokalink

Perdão!

Razão se me perde, se a ti o devo;
Pla intenção esta, se te mal não desejo;
Com que razão nego, todo meu ensejo;
De ti, do teu fel e do teu desapego;

Extravasas de mim, o meu sangue a razão!
De tanto te amar, odiar-te me atrevo;
Bebido, esquecido, do teu travo azedo;
Desse bloco gelado, o teu coração;

Tal incongruência que me nega perdão;
Que de amor me disse, também me soava;
Em mim gravado a fogo, a doce magia;

Sem discernimento, me arremessa no chão;
Seu amor ardente, que me desejava;
Que não soa já, como dantes soía.

Inserida por jokalink

Covardia!

Amor meu!
Vem!
Vem consolar-me!
Como a um pisco, no aconchego da asa.
Necessito disso pra sobreviver!
Sem o qual morrerei de frio.
Do gélido frio da decepção que,
por mais que me tente livrar, não abandona a minha mão!
Meu pé! Minha razão!
A covardia me repugna e por vezes,
sou obrigado a sê-lo!
Às vezes sou temeroso de mim,
de perder as estribeiras e ultrapassar barreiras!
Coisa que faço frequentemente!
Tira de mim, da minha ementa!
O cinismo!
Que com mestria e
meias verdades, me não enfrenta!

São duras as palavras! Mas mais duro! É o que fica por dizer...

Inserida por jokalink

Se eu pudesse voar!

Se eu tivesse asas!
Batia!
Com mão pesada! Até que “ela” me doesse!

Nas casacas da justiça!

Se eu tivesse asas!
Batia!
Com mão pesada! Até que “ela” me doesse!

Na corrupção! Na boca enorme, dos políticos!

Se eu tivesse asas!
Batia!
Com mão pesada! Até que "ela" me doesse!

Na segurança social! Nas religiões!

Em prol dos pobres "Hebreus"! Seres simples! Explorados!
E ainda creem em Deus!

Se eu tivesse asas!
Batia!
Com mão pesada! Até que "ela" me doesse!

No dinheiro do mundo!
Que de tanto poder! Me amordaça e leva ao fundo!

Se eu pudesse voar!

Áh! se eu pudesse voar!!!

Subia à torre mais alta e
rebatia! O sino!
Com mão bem leve! Que cresce, que mina!

Para que o mundo
batesse!
Com mão bem pesada! Até que "ela" lhes doesse!

Nos direitos humanos! Inexistentes!
Supressor do mesmo mundo!

A CHINA!!!

Que as vozes se levantem! contra a falta de direitos humanos e a escravidão do século XXI.
Que por consequência, arruinará o resto do mundo!

Inserida por jokalink