Poemas da Terra
Não existem espaços vazios no universo.
O que existe é um único universo com diversas faixas vibratórias e cada uma com seus planetas e civilizações, se influenciando em um ritmo contínuo.
Quando o dia da vida na Terra deixar de existir, não significará a extinção da raça, mas sua continuidade numa outra faixa vibratória.
A tendência é, com amadurecimento dos espíritos as faixas mais grosseiras deixarem de serem utilizadas.
Quanto mais sutil a vibração, menos preso na máteria o espírito está.
Pai Obaluê.
Tu conheces o meu coração
Conhece as minhas dores
E por me conhecer, sabe que o amo e respeito. Me ensine amar e respeitar o meu irmão como gostaria
Pai. Eu não sou perfeito e sei que estou longe de alcançar a perfeição, mas, ainda assim não desistirei, pois, a minha missão neste mundo é longa e desejo cumprir com todos os meus deveres.
Meu senhor. Suplico-lhe, que esteja sempre comigo em tempos de aflições, pois o teu amor é o que me sustenta. Leve embora todo meu sofrimento, porém, somente após ter despertado o conhecimento.
Opanijé! Acalme o meu espírito! Me fortaleça para suportar as tribulações da vida. Que eu ande sempre em bons caminhos, pare que possa colher os bons frutos.
E que tempos difíceis, que seja eu a acolha o meu próximo com bons sentimentos, confortando-o em suas angústias e sem subjuga-lo, porque devemos fazer o bem sem olhar a quem.
Grande Xapanã! O meu amor a ti, entrego, porque sempre me amou e de mim, cuidou quando estive doente. E a ti oferto os meus louvores e minha gratidão.
Ajuberô! Atotô!
O que eu deixo aqui na terra, é minha fé
Em Deus
O que é eu deixo aqui na terra, é minha paz
Em está sozinho sem incomodar alguém
O que eu deixo aqui na terra, é minha esperança
Em viver buscando, caindo e levantando até eu conseguir acha o caminho.
O que eu deixo aqui na terra, é minha força
Em querer lutar pra vencer, pra viver, pra conseguir alcança meu mérito.
O que eu deixo aqui na terra,
é meu sorriso para contagiar as pessoas que me cercam
O que eu deixo aqui na terra, é minha vida
Em viver em harmonia, paz, comunhão, felicidade, amor e equilíbrio.
O que eu deixo aqui na terra são fantasias e ilusões
Em acreditar em muitas pessoas e acabar quebrando minha cara, em tentar reconciliar.
e acabar nada dando certo e por último me iludir com coisas totalmente fora do eixo.
O que eu deixo aqui na terra é minha paciência
Em espera muitas pessoas e acabar,eu indo pro buraco e me estressando com gente sem equilíbrio e totalmente equivocadas.
O que eu deixo mais são minhas palavras, pois através delas que expresso o que eu sinto e assim vivo tranquilo.
Oh! que saudades da minha terra,
Marliéria, cidadezinha do interior,
Dentre montanhas e muita serra,
Pedaço de Minas de grande valor.
Onde têm grandes matas e lagoas,
Onde quem conhece não esquece jamais,
Onde a gente olha a natureza numa boa,
Neste pedaço de chão das Minas Gerais.
Olhando os montes deste lugar,
E observando com jeitinho o parque florestal,
Onde os lobos uivam ao doce luar,
Ao coração chega um romantismo magistral.
À noite é maior o brilho das estrelas,
A lua chega de forma majestosa,
o canto da coruja encanta a natureza,
E aí vem o amanhã de forma valorosa.
Não sei como ainda hoje está
A escola padre João Borges Quintão,
Onde conheci o primeiro baba,
Escrever e ler a primeira lição.
Na escola secundária Liberato de Castro,
Na adolescência aprendi de certa maneira,
Hastear olhando firme no mastro,
Cantando hino nacional e o hino da bandeira.
É nesta cidade do interior,
Marliéria, dentre vales e colinas,
Onde nasci, cresci e aprendi dar valor,
À vida, ao amor a esta parte de Minas.
O solo não fertiliza mais nada do que se planta
É como se a seca arrancasse do fundo da terra tudo o que é vivo
E como se tudo o que sobrasse fosse pó
Como o corpo não aguenta dias sem água
A terra implora por alguma gota
O vento seco espalha o monte de terra no chão
E vira poeira...
Poeira...
Poeira seca...
Dias sem chuva...
Dias de sede...
Dias de seca...
Aquela roça antes, tão sonhada
Agora deserta e silenciosa
O gado morrendo nos fundos da fazenda, antes formosa
A grama que era verde, hoje é terra vermelha e fina
A esperança nos olhos do menino e da menina
Olhando pro céu
Esperando a chuva cair
Esperando a poeira baixar
Como se eles nunca tivessem nascido
Crianças fantasmas na seca...
Miragem no horizonte seco
O solo não fertiliza mais nada do que se planta
É como se a seca arrancasse do fundo da terra tudo o que é vivo
E como se tudo o que sobrasse fosse pó
TRISTE 19/06/2018
Ondas de vento
me embalam o pensamento,
a cabeça fervendo em dor
de joelho clamo, clamo, por favor.
Triste, triste, bem triste
estou sofrendo fora do tempo,
lamentando, na estrada ora escolhida
indo bem longe da terra, do lar, e da vida.
hooo! tédio, dor, ódio, rancor
coração enorme neste peito atarracado,
de quem já foi e permanece parado
nesta lar de nunca, que ganhou em suor.
Triste, seguindo a mesma linha
rumo a arena do destino medonho,
levando cravada a tatuada pátria minha
a uma vida incerta que me venho em sonho.
Autor: Ezequiel Barros
Estilo; Indo, cindo e vivendo.
Terra, minha terra pecadora,
Matéria - prima da criação,
Do criador foi idealizadora,
Do ser humano tornou-se respiração.
SE, ... ENTÃO É ISSO QUE NOS ESPERA!
.
Precisa-se de gente boa
Pra cuidar da nossa Terra
Tem muita gente má que
Não vale o que o gato enterra.
O mundo se recupera!
Mas quem habita aqui, já era... 💀
E sem dinheiro, motosserra 💰
Ao partir para outra esfera!
O justo paga pelo `serrador´
É isso que nos espera!
CONSUMO INTELIGENTE
.
É tão simples que revolta
O consumo inteligente
Está além da economia e...
... Não mais que de repente!
O Planeta se energiza
Dá tudo que se precisa
Para o corpo e nossa mente!
O BURACO É MAIS EMBAIXO
.
Se vai às compras ou a passeio,
SACO de plástico evitar
A Terra de “SACO cheio”
Já deu o que tinha de dar.
O plástico foi só um mote
Para você se ligar.
O buraco é mais embaixo
Lixo demais pra reciclar.
Nosso mundo cabisbaixo
Já começou a desabar!
GRATIDÃO!
.
Mais uma chuva "dasBoa"
Caindo no meu torrão.
Temos quiabo, maxixe,
Tomate, milho e feijão!
São Pedro abriu a comporta
Água que nos conforta
Só nos resta gratidão!
IPU E SUA GENTE
.
Terra FÉcunda e querida
Chão de Artes, Letras... repente
Bica, Gangão, meu alento
Me faz vaidoso e contente
Ipu, berço de Iracema
Nosso símbolo-poema
Viva o “IPU E SUA GENTE!”
.......
Ipu - Ceará
Ritual de Reverência a Terra
Por que nós, filhos da ancestralidade,
Colocamos nossas cabeças no chão?
É gesto de amor, é pura verdade,
Um ato sagrado, uma profunda conexão.
Respeito à Onilé, à divindade da terra,
Que nos dá sustento, que nos faz viver.
Na terra tiramos o que a vida encerra,
Desde o grão que brota até o fruto a crescer.
É na terra que encontramos o equilíbrio,
A força que nos une, a raiz do nosso ser.
Cada toque no solo é um ritual de brilho,
Um reconhecimento do que nos faz renascer.
Quando partimos, é para lá que voltamos,
À mãe-terra que nos acolhe em seu abraço.
O ciclo da vida, em seus braços nos chamamos,
E assim seguimos em harmonia e laço.
O
Por isso batemos a cabeça no chão,
É reverência à vida e ao nosso lugar.
Um tributo à terra, à nossa missão,
De cuidar e respeitar o que nos faz caminhar.
Mãe Terra, em teu seio profundo,
Teus braços verdes abraçam o mundo.
Em meio à dor da devastação,
Teu coração pulsa em renovação.
Desmatamento e fumaça a pairar,
Poluição que insiste em ficar.
Mas mesmo assim, com força e amor,
Brota vida, renasce a flor.
Geleiras choram sob o sol ardente,
O aquecimento grita, é urgente.
Mas tu, Mãe Terra, não te deixas cair,
A esperança renasce em cada porvir.
Teus rios serpenteiam com sabedoria,
E a fauna dança em harmonia.
Em cada semente que a brisa traz,
Tua essência se renova e refaz.
Que possamos aprender a cuidar,
Respeitar o que nos faz respirar.
Mãe Terra, forte e resiliente,
Teu amor é eterno e presente!
Que possamos juntos preservar teu lar,
E em cada gesto, um novo despertar.
LATIFÚNDIO
.
O primeiro dono da Terra
Abriu mão de fazer escritura
Apenas a distribuiu em glebas
Para a subsistência das criaturas
Que plantavam para comer
E comiam para viver
Cuidando dos pedaços de chão
Chão que alimentava os animais
E que com ricos mananciais
Fazia germinar os grãos.
.
Como vassalos do suserano Deus
Tinham que cuidar da terra recebida
Permitindo a todos os irmãos seus
O livre acesso às bênçãos Divinas
Como trabalhar para alimentar o corpo
E exercitar a fé no verdadeiro dono
Das terras cheias de minérios nobres
Deus dava tudo e não exigia nada
Mas das Suas criaturas Ele esperava
Que na terra não houvesse pobres.
.
Os que receberam as terras como dádiva
Nelas fizeram semeaduras de prantos
Pois com a cobiça produziram lágrimas
Que caindo regaram os campos
E como água salgada não nutre o solo
Nas plantações de dor só vingou o ódio
Que até hoje alimenta as guerras
Pela posse da terra pessoas se consomem
Mas a terra não pertence ao homem
É o homem que pertence à terra.
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