Poemas da Pátria
Lágrimas de felicidade
Às vezes, a felicidade é tão grande que o choro chega arrasando, como uma enxurrada em tempo de tempestade. E, nessas horas, é uma dádiva quando o choro é acolhido e a felicidade, compartilhada.
A felicidade é a melhor terapia para a tristeza.
Não era amor
Da janela, olho a praia imensa nesta manhã e ouço conversas, frases sombrias ditas por ti.
Deletei, porque não associei a mim —
ou, pelo menos, não quis acreditar.
Não sofri.
Acho que a praia inteira ouviu,
mas o sentimento dito não era de um amor genuíno.
Foi naquele dia que vi a fila andar.
“Me mate ou se mate.”
Não era amor.
Sinto muito, você está doente.
Sabe, o sofrimento também é evolução.
Você veio, no final, se redimir,
mas a fila já andou.
E, se dói, desperta,
vai para longe e siga o seu caminho.
Sei que falei que esse amor poderia ser também um rio imenso e lindo.
Mas nem mesmo o rio é sempre beleza:
ele tem barrancos e curvas,
galhos e excrementos.
Menina, olha o rio…
ele já nem corre mais.
Então decidi não entrar em suas águas turvas e profundas.
Sinto muito, mas não doeu.
“Me mate ou se mate.”
Não era amor.
Entre o despertar e a espera
Quando o sussurro falar
Quando enxergarmos o mundo com outro olhar,
quando acreditarmos que a Terra
é a energia de um todo e que depende da ação de cada ser humano,
então poderemos acreditar na mudança, no equilíbrio.
Mas será que vale a pena esperar que o ser humano acorde para que o planeta possa mudar?
Enfim, quando tivermos consciência desses e de tantos outros embates,
o planeta já estará em transformação.
Teoria da conspiração, sonho
ou apenas o desejo de um mundo melhor?
Onde a alegria mora
Não fica assim, menina.
A extensão desta vida é incerta, e não há replay.
Tudo fica guardado na memória.
Eu sei que dói quando o rio desce, quando as lágrimas transbordam.
Mas, se doer muito, lembre-se de que um dia você foi muito feliz.
Hoje, as lágrimas ocupam um espaço que um dia foi sorriso.
E, se continuar a doer ainda mais,
me abrace e perceba que eu ainda sou seu amigo.
Amanhã, a sua manhã pode ser uma surpresa.
E, se outro sem noção aparecer, barre-o, para não permitir que ele desperte gatilhos.
Não deixe que a tempestade encontre morada na sua alegria.
Às vezes, um grande amor pode estar ao seu lado nas horas alegres —
e, principalmente, nas horas tristes.
É aquele que se enverga para que você não seja atingida;
é aquele que estende as mãos quando você já não tem forças para estender as suas;
é aquele cujos ombros lhe servem de apoio.
Me abrace e perceba que eu ainda sou seu amigo.
Amo você
Lágrimas de Cerejeira
Entre sofrimento e humilhação, o meu “eu” chama a minha atenção.
Dúvidas martelam o meu mundo torto e imperfeito, e lágrimas de cerejeira caem sobre mim.
Se pudéssemos enxergar o espírito que somos e o daqueles que estão ao nosso redor, provavelmente o mundo seria diferente.
Especial é você
Você é especial, e você sabe disso.
São momentos únicos e quase viciantes. Mesmo sem querer, as lágrimas vêm, como juízas de um ato importante.
Aplausos vazios
Falar de você novamente pode até render aplausos, mas tudo me provoca vertigem, como se pudesse ruir a qualquer instante,
sem reacender, sem renascer.
Histórias antigas já não mimam mais o meu eu.
O meu “eu” de hoje
Sempre que acordo triste, o meu lado poético se afasta.
Sinto-me tomada por uma tristeza semelhante à de um amor que foi embora e não voltou. Então, genuinamente, crio memórias da época em que éramos dois em um mundo de mil e tudo isso contribuiu para o meu “eu” de hoje.
Entre rodas e asas
Eu olho as rodas girarem e atravessarem o tapete negro e me pergunto: o que fazer para me ver voar?
E as rodas continuam a girar, transformando-se agora em asas no ar, levando-me até o continente do outro lado, para que eu veja as nuvens, o sol e o mar.
Chega a ser encantador me ver assim.
Mas e você?
Eco de um perdão
Ouvi você, em gritos, dizer que ao seu redor não existem seres bons, nem seres honestos.
Ouvi você dizer que, quando partisse, ficaria na memória de muitos, mas que poucos estariam lá.
Ouvi você dizer que todos estavam errados por não estenderem as mãos e que nem sequer havia um abraço, nem mesmo um olhar.
Ouvi você dizer, entre gritos e choro, que gostaria de ter pelo menos um amigo, pelo menos um grande amor.
Em revolta e com as mãos atadas, mergulhei em lágrimas por não acreditar no grito da sua voz.
Você, onde quer que esteja, ouvirá o grito da minha solidão. Tenha certeza: meus pensamentos, em gritos, pedem a você:
Perdoe-me
O jardim das memórias
Eu alimento minhas memórias assim como alimento as flores do meu jardim.
No jardim, o adubo e a água são essenciais; nas minhas memórias, as lembranças são indispensáveis. Isso porque o tempo é cruel: às vezes, ele manda o esquecimento nos visitar e bagunça tudo.
O incerto também abraça
Toques que duram, beijos que acalentam, abraços que explodem.
Por que o incerto, às vezes, parece tanto o certo, fazendo a gente sentir o indefinido?
Isso traz um ar místico, e, às vezes, me pego questionando se a vida é realmente real… ou se somos apenas um processo, uma mentira que se tornou verdade.
No Centro do Caos, Nós
Pensando aqui… aqueles que estão no poder não têm poder; são apenas figuras meramente ilustrativas. De um lado, humanos agindo como demônios; do outro, demônios tentando ser humanos — e, no centro, estamos nós.
Nosso mundo está infestado de máscaras. Há, assim, muitos “mortos” se deliciando no mundo dos vivos, tentando corroer a decência humana. E eu, aqui, sigo no meu próprio ritmo, mesmo que, muitas vezes, precise enxugar o choro ao presenciar tantas injustiças.
E como não falar das vezes em que, escondida nas entranhas do universo, está lá a senhora mentira, representando os desejos não realizados de muitos? A nossa luta é tão intensa que, de repente, nos vemos como sombras escondidas na luz. O cansaço domina, e então paramos — não porque nos faltem armas, mas por falta de esperança, por duvidarmos se ainda vale a pena.
E, com isso, a vida de cada um vai passando lentamente por entre nós, provando que, mesmo assim, em sua perfeição imperfeita, a vida é linda… e vale, sim, vale muito a pena.
Feridas que Ainda Sentem…
Há corações que são como homens de guerra: desconfiados, explosivos e, no impulso, atiram em quem quer que seja. Lutam tanto por estratégia e nada deixam ao acaso. Saem das batalhas cansados, machucados.
E, quando surge um novo alvo, às vezes levantam a bandeira branca ou se escondem — não por estratégia, mas por cansaço, por não acreditarem mais.
Então, quando se conhece um coração cheio de cicatrizes, que não pode ser comprado, tudo o que eu quero é oferecer muito amor a esse coração machucado.
Um só, um todo.
Andando pela noite, sob a luz negra, você apareceu — luz brilhante que a vida me deu — e feliz fiquei. Leves lágrimas de diamante desceram para prestigiar a felicidade estampada em mim.
Então, dê-me a sua mão: somos um só, um todo. Nossos olhos conversam e, entre sorrisos e abraços, emitem códigos de amor. Corro até você, sentindo-me com asas, uma sensação que só o amor pode dar.
Você é um amor único, que só eu conheço.
Amor não se dissolve
Sempre pedi ao universo um amor puro e verdadeiro, justo e transparente.
Mas eu me negaria a receber um amor líquido — que Deus me proteja —, pois esse tipo de amor inconsequente seca minha garganta, cega meus olhos, gela meu corpo e sela minha boca.
Esse amor sem compromisso, leviano, não flui em mim.
Prefiro os toques que permanecem, os beijos que acalentam e os abraços que aquecem — algo duradouro, de verdade.
E viva a força do amor.
Olhos rasos
Não se deslumbre com os olhos de quem só enxerga beleza no que já é considerado belo. Há quem seja capaz de encontrar o belo até naquilo que muitos chamariam de imperfeito.
Isso porque, um dia, o tempo leva tudo — inclusive aquilo que você julga ser o mais importante: o seu corpo.
Mas acredite: existem olhares que apenas veem… e existem aqueles que escolhem, cuidadosamente, encantar-se com a beleza que o tempo amadurece.
O conforto da mentira
As verdades escondidas sob a convicção de uma mentira são sórdidas ou talvez fruto de uma mitomania exagerada, onde gera desconforto com expectativas criadas por uma não verdade.
Além dos olhos
Não sou de olhar nos olhos, pois sei que a hipocrisia se instala com facilidade nessa janela… ainda assim, sempre reconheço para onde o seu olhar insiste em vagar.
O jardim que silenciou
Dizem que, quando se está amando — quando o amor está no ar e há muito amor para dar e compartilhar — nascem flores no coração. Olho para trás e sinto saudades do meu jardim.
Fico imaginando como seria a felicidade de viver em um mundo florido, deliciando-se com fragrâncias que adentram a alma.
Fico imaginando e questionando por que, hoje, as flores já não nascem como antes — em qualquer espaço, em qualquer lugar, em qualquer jardim, rio ou mar, em qualquer estrada desta nossa vida. Elas estão morrendo.
Fico imaginando por que há tantos espaços concretizados, onde as flores não crescem; mesmo querendo se propagar, elas são silenciadas.
Fico imaginando quantas flores machucadas, presas em correntes invisíveis, existem nos lugares mais improváveis. Porque, hoje em dia, infelizmente, embora algumas ainda cresçam, sempre haverá, infiltradas no jardim, ervas daninhas.
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