Poemas da Pátria
A inclusão social e a lei.
Hoje dá para recorrer a leis específicas, mesmo com todas as falhas, se bater o pé e espremer, ainda têm o que fazer.
A problemática fica em torno de que grande parte da sociedade ainda não está preparada para acolher essa realidade.
Sorrisos que Me Sustentam
Certa vez, perguntaram-me o que era preciso para que minha boca e meus olhos se escancarassem em sorrisos e felicidade. E eu respondi: basta ver o sorriso e a alegria em rostos que nem preciso conhecer — isso já me faz profundamente feliz.
No entanto, há o lastro de um amor que arrasto.
Às vezes, o meu sorriso me protege da tristeza que me cerca e das decepções que insistem em se instalar em mim.
Acolher é olhar de novo
Sabe, há dias em que, só pelo fato de abrir os olhos e caminhar, as feridas voltam a sangrar.
Às vezes, o melhor caminho não é desprezar, mas acolher.
E é a partir disso que te digo, meu amigo: é difícil, muito difícil — mas não impossível.
Muitas pessoas sofrem e erram repetidamente.
Mesmo quando recebem ajuda, continuam errando.
E, então, na maioria das vezes, são desprezadas.
A ajuda cessa. O olhar se fecha. Elas são esquecidas.
Mas será que o erro é apenas falta de vontade?
Ou existe algo mais profundo, silencioso, pedindo atenção?
Acredito que, nesses casos, acolher se torna ainda mais necessário.
Porque, quando alguém insiste em errar, talvez não seja resistência —
talvez seja dor, confusão, ou uma forma de pedir ajuda que não sabemos ouvir.
A ajuda, então, não deveria acabar…
Talvez precise apenas mudar de forma.
E é nesse caminho que encontro, ao meu lado, uma companheira inusitada: a chuva.
Ela me alegra em dias sombrios,
porque suas águas parecem lavar não só o mundo, mas também aquilo que carregamos por dentro.
E eu compartilho da alegria de suas infinitas gotas, do bater na pele, do varrer silencioso, da dança que acontece sem pedir permissão.
Admiro aqueles que andam e dançam na chuva, que se permitem sentir, simplesmente pelo fato de existir e respirar.
Com a água da chuva, até as sombras silenciam, vendo-a cair e dançar diante dos nossos olhos.
E talvez seja isso que nos falte:
olhar com mais cuidado, sentir com mais verdade,
acolher com mais humanidade.
✍🏽🦋 Yonne Moreno
Entre sentimentos e silêncios, nasce o que é meu.
Minha Vida, Minha Voz.
Estou aqui tentando explicar: não é um ensaio, é vida real.
Ao iniciar uma escalada, sempre haverá luzes e sombras que te acompanham — e é por isso que sua luz precisa ser forte e intensa.
Negue-se a viver refém do medo, esse é o meu recado.
Sua vida precisa ser guiada pela sua própria voz, não pela de terceiros. Seja sua própria diva. Ria, sorria, gargalhe — afinal, esses gestos suavizam a vida e a tornam mais leve.
Não se assuste: não temos dublê. Ainda que pequenos, podemos ser grandes e poderosos — mas, acima de tudo, precisamos ser do bem.
Não se esconda para sofrer ou chorar sozinho. A vida sempre foi um mistério, e dividi-la também é parte do caminho.
Não é pecado ser. Dizem que são os atos que definem, mas o que seria do amor sem os atos? Sem os toques, os abraços, os choques?
Na verdade, seja sempre sincero e transparente. Não tenha medo do amor, pois as formas de amar são um leque aberto.
Penso que o mundo ainda não está preparado para a sua realidade e sua igualdade. Talvez porque muitos conceitos tenham sido corrompidos — e o que foi transmitido, muitas vezes, soa ilógico, irracional e cruel… ao menos dentro da minha visão.
Bem-vindo à minha sinceridade.
Menino… bom menino.
Você foi usado, humilhado, machucado, abusado, quebrado e, por fim, descartado.
Que Deus, em Sua infinita misericórdia, cubra você com luz dourada.
Que o amor eterno e a felicidade plena sejam agora o seu lar.
A saudade permanece.
Mas o seu nome, em alto e firme tom, clamamos por justiça.
E esse clamor continuará ecoando, provando o quanto você foi — e é — grande.
Milhões o viram nas telas.
Sob o seu brilho, não apenas na China, mas de norte a sul do mundo, você apareceu, foi conhecido e permanece vivo na memória de todos.
O mundo ainda o vê, ainda aprecia a sua voz, ainda admira a sua atuação.
Isso não morrerá.
Justiça. Sim, justiça.
Sinto que todos nós — aqueles que te amam — negligenciamos os sinais.
Eles estavam ali, explícitos.
E, mais uma vez, perdemos um ser de coração puro.
Perdemos para vermes, escrotos, monstros sem alma.
Deixamos passar.
Não percebemos, mesmo quando os pedidos de socorro estavam ali, expostos ao vivo para o mundo, nas suas próprias mãos.
Você estava nas mãos de monstros.
Perdoe-nos pela nossa negligência.
Mas a justiça será feita.
Justiça para o menino-homem.
Justiça para Yu Menglong.
O meu eu revolto
Desde quando amor dá um tempo?
Amor conta o tempo.
Para ficar junto,
para beijar na boca,
para correr juntos e abraçar gostoso,
para acariciar intimamente
e dar gargalhadas sincronizadas.
Sempre juntos.
Desde quando amor dá um tempo?
Amor conta o tempo!
Quanto tempo é preciso
para entender o óbvio?
Eu não estava vagando,
eu estava andando.
Eu não estava perdida, nem inerte;
eu estava pensando.
Estava somente pensando.
Senti o efeito passar por mim.
Não é literal; é fato.
Estou me quebrando aos poucos.
Ossos puídos não param de surgir — é certo. Segundo a minha ciência, não há o que fazer.
Rio aqui, pois há coisas que, lá atrás, jamais imaginei existir. Ainda assim, concluí em meu TCC, na Universidade da Vida, que verdades também são cruéis.
Aprendi que o super-homem também envelhece, também sente cansaço, reflete muito e morre.
A dúvida se torna um perigo. Questiono e reflito:
a gente não dá as costas e ainda assim fica sem entender por que passou e não ficou.
Agora o efeito cessou, e tudo se apresenta assim — com dores, e o sorriso não se abre.
Mesmo assim, à sombra, em soslaio, vejo… e pouco entendo.
O ser humano me lê como uma pessoa quase normal, mas nem tanto forte.
Uma leitura didática, porém analógica.
No entanto, se mergulharem em mim, descobrirão o quanto de poder tento esconder, o quanto de filtros utilizo para não me reconhecer por completo.
Faço isso para me proteger, até porque a exposição trinca e dizima o ser humano.
É um vírus letal — mortal e imoral.
Imperfeitos
Nós, seres humanos, somos todos imperfeitos e cheios de anomalias.
A falta de regularidade não significa que fomos malfeitos; somos apenas seres que se tornaram defeituosos ao longo da vida.
Ser imperfeito é um fato e, imagino eu, a razão pela qual estamos aqui é para descobrir como nos aprimorar e nos aperfeiçoar, a fim de mostrar ao Criador que fizemos o nosso melhor.
Saudade da 88
Um suspiro, e a lembrança da goiabeira — aquela cujas folhas secas forravam o chão do quintal, enquanto apenas o brilho da lua e das estrelas testemunhava a magia do amor. Lentamente, em esteira, a mente do ontem e as lembranças invadem, sem pedir licença, o meu hoje. Saudade da 88!
TU: Ano xv
Estou condenada a ouvir o seu nome,
mas estou feliz — por favor.
Você precisa me dizer
se o inferno está cheio de mentiras e dores.
Reflito muito e concluo:
você tem que estar aqui,
no conforto dos meus braços.
Você tem que dizer.
Por favor, transforme-me.
Consolo-me nessa transformação profunda.
Vamos ser felizes.
Ouça-me.
Estou condenada a ouvir o seu nome.
Sinto saudades do seu eu,
meu menino do sorriso largo.
O ano 15 está chegando.
Tudo passou tão rápido,
num piscar de olhos.
Minhas lembranças estão tão nítidas
que posso até tocá-las.
Será que esse amor se tornou obsoleto?
Não importa —
porque, para mim, ele continuará sendo atual.
Seu nome
Ouvir o seu nome é como um feitiço suave:
meu coração acelera,
o ar suspende o tempo,
meu peito se enche de você,
e tudo em mim se transforma em felicidade.
Tu choras
Eu sei o que você quer.
Das rosas, ofereço apenas espinhos,
até porque você sabe: algo floresceu,
mas já morreu.
E, mesmo em noites quentes,
a queda é certa,
e o choro vem.
O sol continua quente.
A metáfora sou eu em você.
Tudo é riquíssimo, mas o tom é triste.
O lobo agora está na matilha.
Salve-me, até porque quero a luz.
A flor de lótus não trouxe a felicidade prometida.
E você, Lobo, olhando para o infinito…
Isso me fere, pois seus olhos estão frios,
o sorriso morre em sua boca,
e você não está em mim.
Meus olhos
Meus olhos enxergam cores que os seus não veem.
Meus olhos percebem energias que poucos conseguem perceber.
Não há como sustentar uma felicidade inexistente,
nem uma riqueza falsa ou um glamour impertinente,
pois meus olhos veem além das aparências.
Com a mão direita, eu peço a paz.
Queria ter o poder de gerar calmaria em um mundo caótico. Penso no renascer. Sim, às vezes o ato de renascer vem e me assusta, porque sinto que é como olhar para trás e dar adeus a algo que, em algum momento, foi bom, foi conforto, foi amor.
Às vezes tenho a sensação de estar em dívida com o mundo, mas, ao mesmo tempo, sinto raiva do destino. Afinal, ele dá rasteiras na vida, e a queda dói, maltrata, podendo até matar. E não há o que fazer, pois são coisas do bad boy chamado destino.
Medo da profecia!
Fico pensando como seria o remake da vida, se isso fosse possível.
Seria opcional?
Seria racional?
Há dias em que acordo vestida de cinza, com a garganta presa. Nesses dias, não quero comparecer a lugar nenhum, não quero ver olhos nem bocas. Quero apenas brincar de escrever, onde sou sorriso e felicidade.
O céu é um jardim onde as estrelas são colhidas como flores do deserto;
onde a lua sorri, presa ao manto azul;
onde as nuvens tentam esconder a beleza das estrelas.
Onde o sentimento das lágrimas nos olhos do ser amado
se transforma em momentos que jamais se esquecem.
Nós
A gente se vê e não se incomoda com a linguagem das palavras, nem com a dos corpos.
Na minha visão, somente a sua voz é o meu foco.
Nossos sinais não precisam de explicação: são feitos pela energia, pela telepatia — como o cheiro de doce sob uma lua vermelha, intensa em seu vermelho de magia constante.
Nesse momento, a felicidade torna-se intrigante, e a gente vê e respira poesia em tudo.
Um salve silencioso, cheio de surpresas é transmitido, como energias gritantes, que gritam sem som.
Então, eu acredito na felicidade —
e Deus me livre sair dessa sintonia.
Mas pensamentos pairam como nuvens de chuva e tempestade:
histórias escondem felicidades e tristezas, assim como a vida esconde aquilo que não se pode ver, amar, nem tocar.
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