Poemas da Juventude de Paulo Coelho
Olhos, ávidos ou cansados, retratam respectivamente, as necessidades rotineiras e a certeza de uma empreita bem sucedida.
O estado de felicidade plena atinge-se com mergulhos profundos na nossa consciência dos nossos erros, as nossas escolhas, as nossas dores e frustrações e medos. E aí, compreendemos o nosso EU. E valorizamos o HOJE que somos, já leves e em paz connosco e com o mundo.
"Muito para além do que pensou Freud, a verdadeira causa do crescente “mal-estar na civilização” é o vivermos muito aquém da nossa verdadeira natureza e das nossas mais fundas potencialidades internas. É dessa profunda privação, bem como do seu não reconhecimento, que vem o desejo compensatório e compulsivo de prosperar e realizar todo o tipo de desejos no mundo material exterior. É por vivermos muito abaixo das nossas profundas potencialidades espirituais que acabamos por desejar viver muito acima das nossas reais possibilidades materiais, tornando-nos escravos-responsáveis do sistema capitalista de produção e consumo que explora e gere esta nossa vulnerabilidade, com todas as consequências a nível social, económico, ambiental e político que configuram a mais visível crise em que nos encontramos. Mas esta crise externa é apenas o efeito de uma crise interna, de natureza espiritual, e não pode ser superada sem que esta o seja. De outro modo, continuaremos a combater sintomas em vez de irmos à sua origem, que é o que têm feito desde há séculos as tentativas de mudança meramente social, económica e política, cuja história é o currículo dos seus fracassos e, muitas vezes, do trágico agravamento dos problemas que tentaram resolver." - Paulo Borges, "A verdadeira causa do nosso mal-estar", in Quem é o meu Próximo?, ensaios e textos de intervenção por uma consciência e uma ética globais e um novo paradigma cultural e civilizacional, Lisboa, Edições Mahatma, 2014, p.117.
A felicidade está num outro lugar desconhecido por ti, dentro de ti mesmo! Então, procura-te noutros lugares felizes de ti.
A expansão do nosso corpo e da nossa alma só acontece no reencontro desta liberdade em nós de promover o humanismo e a alegria de viver em amor, por amor.
A alegria nasce no amor, logo o silêncio é também ele amor.
Cheguei em casa, tirei o cordão, o relógio e por final a roupa, estranho... O peso que me assolava não era material.
Eu paro no tempo, já estou pensando e sinto ; este é o momento de agradecer , pois se penso, estou vivo .
O melhor para o homem é seguir Deus. O que segue outro homem não encontra resposta por muito tempo...
Quem diz o sentido de amar é o próprio coração, ele pode não pensar, mas é responsável por todas as suas ações durante a vida.
Para descobrir seu sentido da vida, deves refletir, chegar à uma conclusão filosófica do seu real estar e da sua capacidade de pensar, pois pensar é tudo e o tudo é a sabedoria; o cosmos.
O ser humano é singular, ou seja, cada um de nós possuímos um papel no universo; o universo é infinito, saímos do nada e vamos para o nada, sem parar, pois o mesmo não para e até encontrarmos com nossa limitação carnal, uma maneira de descobrir o sentido de vivermos num universo sem fim, não vamos descobrir o sentido da vida, o sentido de nós estarmos aqui agora, nesse exato momento, nesse exato lugar, nessa exata dimensão.
Eu faria de tudo para ter um coração ingênuo; a ingenuidade é bela, sua natureza é boa e conveniente.
Minha vida só terá sentido se eu tiver um amor; um amor para ver todos os dias quando acordar todas as manhãs de segunda feira, senão, ela será como uma floresta morta, sem vida, sem flores, sem alma, sem essência.
Minha vida foi repleta de desejos e amizades falsas, apenas agora descobri que eu tenho que amar o que tenho, amar com alegria, e desejar apenas o que eu vou amar com alegria quando obter. Essa é a essência de meu amor.
A infelicidade é o estado menos potente do nosso ser; então não busque a tristeza, ela as vezes está no sentimento e a felicidade na razão.
Pensar nós todos pensamos, calcular nós todos calculamos, agir nós todos agimos; mas amar é para os grandes.
