Poemas da Juventude de Paulo Coelho
Como uma noite fria, vazia e boêmia;
Passando Rua em Rua sem nomes
Sem endereço de destino
Remoendo meus algozes
Discrente da vida, do mundo
Solitário em meio à imensidão.
À mera o nada
Tudo me faz de desdém.
Solidão pérfida
Inimiga
Árdua, êrmo!
Tem longevidade
E só resta ser ufano.
Arrebol pinta o torso do céu, uma boa noite estar por vir;
Hora do crepúsculo.
Nuvens em neves contida em um só espaço,
como em rebanho, ovelhas pálidas.
A lua crescente à vista mansa
E tuas crinas soltas e bambas, valsando vão.
Fito teu lábio de cidreira doçura
Do coqueiral quê é teu corpo e com o vento samba.
E os cocos flamejam e tombam; quê é hora do teu firmamento, firmando um amor polido e,
tudo que é verdadeiro.
Como orvalho que cheira mato
Como nuvens sem choros carregados
Como aves que batem ás asas sem destino
Tenho sede
De águas infinitas
De poços profundos!
Tenho vontades
Escancaradas
Poesias exageradas
Fome de mundo!
E tenho medos
Extravagantes como as vontades
E bobos como meus desejos
E uma coragem que às vezes me toma
E me tira dessa redoma
E me atira aos meus ensejos!
Tenho ânsia de vida
Em cada chegada, um ponto de partida
Sem nunca parar de seguir...
E braços que teimam em abraçar o mundo
E mergulham sempre mais fundo
Para enfim reemergir!
As vezes é o barulho da chuva
E a mente inquieta
As vezes é a água turva
E o vento entrando pela alma aberta
As vezes é o passado que assombra
Ou o futuro que assusta
É a caneta que escreve
É a mão que ilustra
É o ruído da vida.
As vezes é só o silêncio
Da cabeça cheia
E da casa vazia
É o pensamento que conturba
E tudo que perturba
Sem querer se torna poesia
Às vezes me dá uma saudade
Não sei bem de onde
Não sei bem por que
E o pensamento viaja longe
E me pego distante
Pensando não sei bem em que
A verdade é que nessas madrugadas
Eu não sei bem mais nada
Nem mesmo sei o que deveria saber
E nesse momento introverso
Vai nascendo sem querer um verso
E eu só sei que preciso escrever
Passei por aquele lugar
que ninguém mais conhece
E me lembrei de você
Como aquele filme que ninguém mais viu
E aquele livro
Que ninguém mais lê
Lembrei do seu jeito inconfundível
E como me fazia bem
Lembrei de tudo que é tão seu
E que ninguém mais tem
Aquelas frases tão suas
Tão nossas
Que costumavas dizer
Tudo que não me lembra ninguém
Por incomum e raro
Me lembra você!
É o verso que invade
A madrugada insone
É o amor que me traz saudade
O poema que grita teu nome!
É a tristeza que canta
É a dor que se cala
É a porta que bate
E o coração que dispara!
Assim é a madrugada fria
Dia a após dia
O amor se desfaz
E os dias se vão
Mas meu coração
Não olha pra trás!
Tem gente que teme e não deve
Tem gente que deve e não teme
A questão é que a justiça
É uma linha muito tênue
Preste atenção, é um fato:
A corda sempre arrebenta
Não do lado mais justo
Mas do lado mais fraco!
Te faço versos
Como quem pede para ser lida
Te canto musicas
Implorando pra ser ouvida
Mas não tens olhos
Nem ouvidos pra mim
E me falas de coisas amenas
Como quem recita poemas
(Aos meus ouvidos é assim)
E eu te peço que fales mais
Dos assuntos mais banais
Enquanto admiro, silenciosa
Tua voz suave e rouca
Querendo fazer poesia com a tua boca
Mas ela?
Ah ela só quer prosa!
Eles querem máquina
Eu sou música
Eles querem números
Eu sou letra
Querem o destino
Eu quero o caminho
Eles querem represa
Eu sou água corrente
Eles querem os frutos
Eu quero a semente
Eles querem inverno
Eu sou todo verão
O que querem mais de mim
Se o máximo que sou, enfim
Não chegará aonde eles querem
Nunca será o que eles são?
Você me disse que não sabia amar
Nem podia ser amado
Me perguntou o que era o amor
Com os olhos marejados!
E eu, repleta deste sentimento
Sem conseguir lhe explicar
Mal sabia que o amor era aquele momento
Que eu mal podia expressar.
Mas sempre que te via
Ficava claro:
Cada vez que você sorria
Seu sorriso era tão raro!
Você olhava pra mim
Sem conseguir ir embora
E eu te dizia adeus
Mas era da boca pra fora!
Eu sei, você sempre volta
Você sabe, eu sempre insisto
Nesse sentimento que não me cabe
Se você ainda não sabe
Amor é isto!
Amor y Deseo
Quiero tu boca
Quiero tu sonrisa
Quiero tus labios repartidos entre los míos.
quiero mi lengua bailando dentro de su boca como bailarina del circo de soleil
Entre sus piernas girando y sintiendo el pulsar de su deseo
ella está mojada, su boca está mojada
y su gusto que anhelo
si es amor o deseo no sé
yo solo sé que quiero abrazarte, amarrarte
te prender y atrapar entre tus piernas
sentir su cuerpo temblando
si es amor o deseo no sé
sólo sé que te quiero comer
devorando su cuerpo y su alma
sentir tu libido
su olor
su gusto
te muerde
arañar su espalda
hacer de tu dolor mi placer
¿será usted capaz de entender?
Insensatez
Nessa falta de juízo que me encontro, totalmente embriagada pelo seu sorriso Me entrego aos seus lábios.
Esse desejo insano que me persegue dia e noite despertando os meus instintos mais primitivos e por que não dizer sacanas , eu quero um amor depravado, daqueles que queima só de tocar , quero mordidas e quero beijos que aonde caiam incendeiam , quero pode sentir o seu gosto em minha boca, entrelaçar sua língua na minha, e percorrer todo o seu corpo com meus dedos molhados de saliva, descobrir cada parte desconhecida e me conectar a você, quero ir e vim entre suas pernas, quero te tomar, te aperta e me sentir do seu lado, mais é meu amor Clandestino, Em suspeita tenho que me calar.
Pescados peixes, variantes
Na relva plena, colocados foram
Reviveram de súbito,
as barbatanas urgiram-se
e no mar de volta, firmaram-se.
Glauco, estupefato ficou
E na relva que estava
Comeu as ervas que juncou.
Peixe virou, caindo ao mar, se deleitou.
Contemplou Sila
Das prediletas ninfas das águas
O Deus do mar, Glauco, virou.
Pediu sua dourada mão cadente
Em seu pleno amor ardente
Mas, Sila no alto do rochedo se esconde.
E morta por monstros horripilantes
Nunca mais se viram
Glauco e sua deslumbrante amante.
A normatividade do protagonismo.
Em um mundo, onde o padrão normativo é, por ordem de importância, ser: Homem, heterossexual, branco, alto, magro e rico, todo o resto está relegado à categoria de coadjuvante.
Protagonize!!!
Brava o dedo na ferida e desflora da garganta o nódulo da lembrança;
desgostando de qualquer esperança de se saciar de "si",
Condensadas vitórias, eu a amar-me a ti.
vastas lembranças, ão de convir...
Tarde ou cedo vou morrer, uma
frase tão pequena mas ao mesmo
tempo com capacidade de eliminar
todas as grandes frases de
alegria e vida.
”
autor Tonilson Coelho
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Por vezes as pessoas acham-se tão 'grandes', como se ninguém as pudesse tocar. Como se as coisas minúsculas não tivesem qualquer valor.
Agora pergunto:
Se não houvessem segundos como contaríamos as horas?
Ouvir tua voz quando eu não puder falar
E vencer qualquer distancia pra te alcançar
Não vou partir mesmo quando eu me perder
Ser maior que o horizonte pensando em você
Pela verdade em mim que você enxergou
Por todas as vezes que você me mostrou que é hora de viver...
Por todo sonho a realizar
Por todo amor em seus olhos encontrar
Por todo o errado que virou o certo
Por toda a força, ter você por perto...
Não ser o fim em cada curva que chegar...
Eu atravessei desertos pra te ver passar...
Pela verdade em mim que você enxergou
Por todas as vezes que você me mostrou que é hora de viver
