Poemas D um Homem Perdidamente Apaixonado
Parece que ser simplesmente cristão não basta, tem que ser um religioso sem noção!
Pr Erivaldo Lucena
Normalmente, quando você lê, tem mais tempo para pensar. A leitura oferece um botão de pausa único para a compreensão e a percepção.
É na aurora boreal que meu olhar busca encontrar por um resquício do nosso passado, que foram muito além desse presente...
Construímos um passado, cujo o destino decidiu por um epílogo de uma das partes, não fosse assim, seria para nós dois um remate final com as cortinas se fechando um pouco mais entardecendo nossa história...
Sem um esclarecimento de quais são seus conflitos,não há resolução você se torna a imagem do seu conflito (a distorção),se são financeiros,sexuais,afetivos,familiares,escolares ou do trabalho ou até de suas realizações pessoais tornam-se totalmente dissolutas e você um fantoche das causalidades.
Sou mulher, sou menina, sou suave, delicada, sou forte, guerreira, faceira... Sou um ser multifacetado, que se reinventa todos os dias. Sou alguém que quer, que sonha, que luta... Uma idealista.... Sou tudo, sou nada... Sou marcante, insignificante... Sou o que enxerga... Mas muito além do seu olhar, sou simplesmente eu!
Não gasto tempo com a tristeza, como é um mal necessário para o aprendizado do ser humano, chega de surpresa, fica o período necessário e logo a mando embora.
Não tenho tempo a perder com visita indesejada. Tenho que deixar espaço para felicidade voltar, se instalar e ficar.
O passado irá te torturar, o futuro te atormentar e o presente será esquecido como um belo e antigo cântico.
"A vaidade te tira de um lugar, te leva para outro, te devolve ao original, e te deixa o saldo de que ninguém é realmente forte, todo o tempo, sozinho...".
Não existem erros sem acertos, assim como há vida deve se existir a morte, talvez um dia o sol já não exista quando não houver um sistema solar.
Quando um pássaro pousar delicadamente em suas mãos, não se assuste, anjos possuem asas, pode ser Deus lhe mandando um recado.
Ricardo F.
Estou obcecado por esse regresso. Nem um dia sequer se passa sem que eu deixe de me lembrar do país. Um som furtivo, um odor difuso, uma luz na parte da tarde, um gesto, às vezes um silêncio, tudo isso basta para despertar lembranças da infância. “Você não encontrará nada lá além de fantasmas e de um monte de ruínas”, não cansa de repetir Ana, que nunca mais quer ouvir falar daquele “país maldito”. Eu a escuto. Acredito nela. Sempre foi mais lúcida que eu. Então, afugento essa ideia da cabeça. Decido, de uma vez por todas, jamais regressar. Minha vida é aqui.
Apenas transito. Alojo-me. Hospedo-me. Albergo-me. Minha cidade é um dormitório funcional. Meu apartamento cheira a tinta fresca e linóleo novo. Meus vizinhos são autênticos desconhecidos, e nos evitamos cordialmente nos lances de escadas.
Sinto-me triste como um restaurante de estrada vazio no inverno. É sempre a mesma coisa no dia do meu aniversário: uma pesada melancolia abate-se sobre mim como uma chuva tropical cada vez que eu penso de novo em Papai, em Mamãe, nos colegas e naquela festa eterna ao redor de um crocodilo estripado no fundo do jardim...
