Poemas curtos que encantam em poucos versos
Não se iluda, ainda com toda a escuridão, os cegos sempre conseguirão enxergar com nitidez o brilho das estrelas
A humildade, ainda que curvada, sempre esteve de pé diante de todas as outras nobres virtudes que a reverenciam
Enquanto o corpo ainda se curva a calçar as sandálias, a espiritualidade sempre se enobrece a andar a pés descalços
Ainda que o palácio esteja iluminado, é no interior da cabana à luz de velas, que se dialoga verdadeiramente com a escuridão
É extremamente injusto aquele que além de derrubar árvores, depois de uma refeição ainda tem a petulância de palitar os dentes
Ainda que se procure ser contagiado pelo sol da sanidade, nada melhor do que primeiro acender o abajur da lucidez
Ainda que à noite meus olhos representem um lindo luar, ao serem cerrados eles também logo pela manhã possam formar um lindo alvorecer.
Ainda que o sol não desponte todas as manhãs, não se preocupe, pois à noite o espetáculo estará garantido com o brilho das estrelas
Não há como prender a luz, pois seus raios luminosos ainda assim sempre serão capazes de libertar a escuridão
O Consolador sempre fará o sol voltar a brilhar, ainda que as noites sejam incansáveis e teimem em não ir embora
Poderia viver mil paixões e morrer em mil vidas e ainda assim valeria a pena morrer por um ideal pelo qual vale a pena lutar
Contemple ainda que possível a ira dos covardes, para que um dia a coragem os interrogue e acenda a fogueira que queima no vale sombrio ao anoitecer
Toda borboleta que ainda faz do casulo seu porto seguro esquece que o bater das asas é obra-prima da liberdade e a insegurança o esteio do medo
