Poemas Corpo
Que meu corpo seja teu livro favorito,
Onde você possa navegar por entre as letras impressas sobre minha epiderme
E ler devotamente cada uma de suas entrelinhas.
Descobrirá assim que cada página tem o seu encanto
E que a passagem dela te conduzirá a um êxtase cada vez maior,
Cobrindo tua alma com as mais imprevistas e surpreendentes sensações,
Assim como um livro, meu corpo fará você viajar para outro lugar.
Terá uma vontade louca de lê-lo pausadamente,
E a cada leitura aumentará teu desejo de continuar lendo sem interrupção,
E após o término desta intensa e deliciosa leitura terá vontade de lê-lo novamente e novamente.
Amor De Almas!
Mesmo
em silencio…
Mesmo
que esteja
apenas em
minhas orações.
Mesmo que recusa
dividir comigo sonhos.
Mesmo que tudo
venha contra o
que penso e sinto…
Eu jamais irei
desistir de você.
Vou te amar em silêncio.
Sem alarde.
Na minha solidão.
E nessa solidão,
eu e você,
seremos sempre
os protagonistas
dos meus sonhos.
Eu acredito que
por ter sido tão valoroso
em minha vida…
Eu não posso
concordar com você.
De nos esquecermos.
De esquecer esse amor.
De não nos amarmos.
Meu amor será
tão intenso,
que sustentará
a sua desistência,
mas não a minha.
Vou te amar,
mesmo que outro amor
ocupe o seu lugar…
Ocupara em meu corpo.
Mas não a minh'alma.
A minha alma…
Será sempre para você.
Já que nosso amor
foi de almas!
Desejos De um Homem!
Quero
beijar seus pés...
Me perder por
entre seus dedos.
Dizer que isso
é apenas o começo,
desse meu
desejo de você.
Beijo seus pés.
Calcanhar...
Unhas.
Cada dedinho.
E não me escapa
nem o mindinho...
E neles eu me perco.
Beijos seus pés.
Perfumados.
Delicados.
Torneados...
E fantasio os
meus desejos.
Imagino se
assim é o começo.
E quando eu me
perder no meio
do seu corpo?
Penso que ai...
Não terá fim!
Sonho-te
que sonhando-me
sonhas-me,
em teus braços,
mil beijos sussurrados
Sonho-te
e sonhando-me
amo-te
no rasgar da pele
buscando
carícias longas
entregando-me
Sonho-te
no abraço incontido
corpo entregue
vencido
em noites de vendaval
E esse perfume errante
- seiva quente -
dá vida, dá alento
mesmo não passando
de ilusão,
que se desfaz em nada,
tal qual nuvem
em tarde de Verão.
Sonho-te
que sonhando-me
sonhas-me ...
amando-te ...
"Otília Martel"
Não é o corpo que me atrai, é a mente.
Belos corpos são vistos em qualquer esquina.
Mentes brilhantes, não. Elas são raras.
E muitas vezes são únicas.
CORPO/TEXTO (Bartolomeu Assis Souza)
Seu corpo é seu texto:
com toda a gramática, sintaxe e
aforismos estéticos
Nele esta escrito:
do berço ao seu caixão...
Escolha seu modelo...
Ignoro-te. Decidi não querer jogar, o que estamos jogando. Não quero que me olhes como se tivesse algo sobre mim, e nem quero corresponder-te o olhar e sorrir como uma estúpida, porque é isto. Falas comigo e queres saber como estou, o que estou fazendo. Respondo-te com a pouca força que resta-me, e insistes porque tu possui uma licenciatura em sedução e não sou mais que uma mera presa, uma ovelha negra na qual o leão fez o seu jantar.
Quando o vejo necessito fazer um esforço sobrenatural para reprimir minhas vontades de tocá-lo, como se isso me acalmasse os nervos. Arranho a palma da mão, me sentindo invadida.
Então cumprimenta-me e sinto uma corrente através de meu corpo. "Não é nada", eu digo, são apenas suas mãos segurando minha cintura com força.
Obrigo-me a não pensar que esta eletricidade seja só a que regenera meu corpo e que tu também não sentes quando me tocas ou me vê.
A ideia me dá náuseas. Francamente, tenho problemas tentando apagar este sábado, no boliche, onde algumas garotas sequestraram-te para que fosse o seu brinquedo em uma festa de despedida de solteira.
Quando voltou, aproximou-se de mim pelas costas e sussurrou em meu ouvido: - "Viu, não fiz nada com elas, me comportei bem"
Não deverias explicar-me, pois não somos nada, no entanto ali estávamos, os dois, você falando baixinho e eu sorrindo, por você se importar. E mesmo que eu quisesse, para o bem dos dois, que não seja nada, este nada sempre será algo.
Você despe a minha alma e cobre o meu corpo.
Não demora, e vai embora.
Quase grito por socorro.
Mas o amor é tanto, que não clamo.
Apenas te chamo.
Apenas te amo...
Você é dono do meu pensamento
Dono da minha mente
Dono da minha alma
Dono do meu corpo
Faço de você dono da minha vida.
Assobiar
É evadir-se de dentro do peito enquanto emancipa-se da dor
e descer ao céu de pés descalços, feliz.
É também subir ao chão de nariz rijo, e de pé,
por-se arrogantemente como se nada tivesse ocorrido.
É pôr de sol de final de vida,
nos limites da tarde, no quase noite, a beira mar.
Assobiar é lamento, é sair de dentro, como se não tivesse opção.
Assobiar é saber-se sabido, e saber-se sonoro
é entender-se canário, cantante, livre.
É fugir pra longe de si, carregado pelo vento,
em pó de flor que poliniza os olhos,
e faz nascer uma plantação inteira de gotas de lágrimas.
Assobiar é cantar pra subir, e descer em seguida
pra o mais profundo íntimo de sua singularidade humana.
Ela nos diz em segredo aquilo que a voz silencia.
Busco, dentre as sombras desta multidão, lampejos de sonhos em mansidão;
Naquele olhar cheio de dia que o acaso acolheu.
Um Retrato,
Purificação.
Parece marfim:
As curvas dos lábios
O corpo à sombra do ar
E eu a te absorver em mim.
Em minha memória, estampado e
Como dizia uma vez Harry:
Fostes feito para ser amado.
Por essas nossas vidas, juntos:
Andamos
Por aquelas vielas estreitas de Ronn
Atrás de tecidos pras nossas roupas
Cantamos
Naquelas coxias do teatro San Carlo
Entonando plenamente a nossa voz
Comemos
No Bodin, em uma noite morna de verão
Pra comemorar a tua vitória
Amamos
À beira das águas cristalinas em Cadaqués
Onde me amavas pela primeira vez...
Choramos
Em nossa simples e bela casa
Ao primeiro sorriso do nosso filho
Sorrimos
Na Tour Eiffel ao passar por entre os espelhos
E ver a imagem refletida de nós três.
Cuidamos
De toda gente, de toda cor
Naqueles campos que não tem amor
Lutamos
Nas trincheiras de Varsóvia
Tua mão sem me largar
Olhamos
Serenos, em tudo o que vivemos.
Com a paz da certeza de quem pertencemos.
Por essas nossas vidas, juntos.
Preenche-me de ti
Não tenho do que seja meu,
Quando do teu vive a me rodear.
Confusos sentimentos me assaltam a alma:
E dos equilíbrios,
Tão puros e eternos...
Efêmeros desejos,
Não sabem mais em pé ficar.
Então, deita-te tu em mim.
Recolhe-me!
Preenche-me de ti.
Vigia-me!
Sufoca o desamor de dor.
Sorrateiramente, ganha-se cor,
Faz-me flor sem pudor.
Do que seja meu, em tu, morada se cria.
Pondera-se a razão de não se ter solução,
Nesta risca de amor, em teu ardor,
Desequilibra e esfria,
O que de por clemência,
E vingança anistia,
Meu corpo por ti ardia.
Eu me deixo afetar mesmo sem notar, eu caio, me machuco, choro e sinto dor, vou até o fundo do poço, sinto medo até de mim e de perder o controle, quase perco a fé, a esperança, mas nunca permito que isso chegue ao limite crucial da desistência.
Eu rezo, eu oro, eu imploro, eu suplico eu grito até com Deus, eu chuto os pensamentos e emoções, eu prendo a respiração pra morrer, e eu choro, e choro e choro até não enxergar mais, até os olhos quase caírem da cara.
Eu quero arrancar a pele, eu quero virar pó e eu viro cinzas, e nas cinzas eu fico até sentir o calor do AMOR e esse amor cresce e me toma de novo, eu levanto aos poucos, devagar, percebo que a luz ainda existe e que o poço ainda tem água e eu bebo a água e respiro fundo, sinto o frescor de novo no rosto, a brisa sopra e eu saio voando como FÊNIX de sua própria morte!!!
Podem me queimar, podem me ferir, podem me ignorar, me odiar, mas eu digo, eu não sou esse "corpo" mas o que nele está é "FOGO" e esse fogo há de me aquecer até que esse corpo esfrie definitivamente.
Márcia Raphael
Para não ferir o corpo,
Antes de agir,
Reflita!
Para não marcar a alma,
Antes de falar,
Pense!
Lembre-se,
A vida real
Ainda não possui
Ctrl+Z
Eu quero que diante do meu corpo morto, estejam apenas as pessoas que foram felizes, comigo! Depois, sozinhas! Aquelas que não poderão dedicar ao meu corpo inerte o seu escárnio no dia do meu velório, se quiserem no silêncio que sempre as motivou a meu respeito, me dedicarem uma prece diante da minha cova, eu lá do céu ou do inferno, neste momento não posso determinar o que Caronte irá fazer, as ouvirei pois será o que me restará fazer, o tempo do perdão terá passado, existindo apenas o do arrependimento.
ACD Nº 2768
84-09/10/2016
Eu vou invadir tua alma,
eu vou desvendar o teu ser.
Eu vou tomar o teu corpo,
e depois vou me afastar de você.
Eu te deixarei sozinha,
mas você estará comigo
pra sempre...
Caminhos(in)versos
Desnudam-me a arte, o espelho, o tempo e os trilhos.
Mostram-me quem sou, quem não sou,
quem poderia ter sido...
Quem não deveria ser de jeito nenhum!
Ao reverberar em mim, a arte, faz surgir a poesia.
No espelho, meu corpo adquire forma,
enquanto desconforma a vida em sua imensa sabedoria,
conforma-se meu corpo, na silhueta errante refletida no espelho.
O tempo, dá-me, os limites de que preciso.
Na exatidão de teu agir, molda-me a seu bel-prazer
com a precisão cirúrgica de um bisturi.
Os trilhos são os descaminhos, os segredos guardados, os espinhos.
Neles, sigo em apresentação solo, sem platéia ou aplausos
sigo, errante como sempre, e fazendo um monte de merda.
Indecisão
Já no parto o caminho entortou
O que estava previsto pra ser por via normal
Passou a cesária
E antes que percebesse
Estava sendo subtraído do útero - Fórceps!
O útero - lugar onde permaneci por quase dez meses
- Mais que todos eu sei -
Pareceu-me apequenar quando despontou a luz no fim do túnel
Convidando-me a sair.
Bateu aquela indecisão - Saio ou não saio?
Firmei o corpo, segurei-me ao máximo
Não teve jeito...
- O médico estava decidido -
Sai por volta da meia noite
Mas aguentei firme, não chorei!
Senti-me tímido ao ver tanta gente me olhando
Com a cabeça virada para baixo e as pernas para o ar
Não teve jeito...
Senti apenas o tapa no traseiro
Revoltei-me com tal desrespeito.
Bateu-me aquela indecisão
Não sabia o que fazer.
Mas não chorei... Não chorei.
A vontade era a de no primeiro descuido
Entocar-me novamente no útero e de lá nunca mais sair.
Mas eles não me deixariam voltar.
Pareciam, inclusive, rir da minha desgraça.
E depois... O túnel já estava fechado mesmo!
E a luz de antes já não se via lá!
Quis voltar, mas não teve jeito, bateu aquela indecisão.
Você é a Festa
Renata Lessa, em 15/08/14
Você faz festa em mim.
Acende as luzes, liga o som, toca-me suavemente.
Penetra meu coração, meu corpo, minha alma.
Penetra como o mais ilustre convidado, convite único e restrito, sem qualquer restrição em mim, enfim.
O começo, o meio, e o sempre, pra sempre, pra sempre, em mim.
Simplesmente, tão simples, assim.
