Poemas Corpo

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É enorme a distância entre a mente e o corpo, mesmo assim, é tão produtiva esta interna conexão.

A dança cura porque devolve o corpo à alma:dançar é alinhar o coração ao pulso invisível do universo.

O Corpo de Cristo nos libertará das seitas e do sectarismo; também nos salvará do ego e do individualismo.

A igreja é uma, porque o Corpo é um. Portanto qualquer razão para dividir a igreja é pecado.

O pensamento de Deus é que só quando todos os membros funcionam, o Corpo de Cristo pode ser edificado.

O homem é uma criança num corpo de adulto e a mulher é um adulto num corpo de criança. Os homens se divertem, as mulheres não têm senso de humor.

"A morte não interrompe a história do espírito. Apenas fecha um capítulo do corpo."

O maior cárcere é a mente que insiste em viver no passado, enquanto o corpo é forçado a habitar o presente.

O corpo guarda um manual de guerras antigas. Lá estão listadas derrotas que ninguém lê, exceto eu. Cada cicatriz é uma frase do diário que o tempo esqueceu. Volto a esses capítulos com os dedos, procurando cura no toque. E descubro que a linguagem da cura é pequena: atenção e tempo.

A coragem, às vezes, é apenas levantar o lençol. Encarar a madrugada com o corpo nu de expectativas. Reconhecer o medo como companheiro e não como carrasco. E, no degrau mais baixo, abrir a janela para o vento. Porque o vento passa e limpa o excesso de nós.

A alma é a verdade nua que não conhece o ardil nem a mentira, o corpo é o mensageiro de carne que, através da dor e do prazer, é forçado a traduzir sua fala. É preciso aprender a escutar o corpo para compreender a linguagem da sua essência mais profunda.

Meu corpo já desistiu muitas vezes, mas minha alma nunca. Ela conhece caminhos que a dor não alcança. E quando tudo parece perdido, é ela que me puxa de volta ao fôlego. Esse fôlego é Deus, o resto é sobrevivência.

Quando chego ao limite, finjo que não sinto o frio. O corpo anestesia, a alma não, esta última é outro animal. Ela late na escuridão, pede por pão e silêncio, e eu aprendo a oferecer o pouco que tenho: o meu tempo.

O corpo fala em dialetos estranhos: tremores, ruídos, calafrios. Os médicos catalogam os sintomas, eu invento histórias para eles. Entre a ciência e o sentir, escolho o que me dá abrigo, uma xícara, um acorde, o barulho de passos que não me deixam sozinho.

O corpo tem memória de batalhas que a mente quer esquecer. Há dias em que ele se recusa a colaborar, cobra presença no presente. Quando obedece, eu celebro em silêncio, quando nega, aprendo a negociar, ofereço chá, música, paciência, pequenos tratados de trégua.

Meu corpo guarda mapas que o coração não entende. Há estradas marcadas a ferro por decisões alheias. Caminho por elas com cuidado para não me perder. Algumas curvas trouxeram paisagens inesperadas. E agradeço por cada uma, por mais áspera que seja.

Há palavras que se escondem no bolso justo da memória. Aparecem só quando o corpo precisa de consolo. Algumas são duras, outras acariciam a garganta. Se pudesse, as colocaria em moldura e as olharia todas as manhãs. Seria um museu íntimo de pequenas verdades.

A esperança não é sempre grande, às vezes é só um suspiro. Um suspiro que segura o corpo em pé. Quando tudo parece ruir, esse sopro faz ponte. Construo com ele um caminho minúsculo, porém firme. E sigo, sabendo que minúsculo pode ser vasto.

As promessas antigas voltam como roupas apertadas. Tentam servir um corpo que não é mais o mesmo. Algumas chegam a machucar, outras, aquecem ainda. Aprendi a escolher quais vestir e quando renunciar. Despir-se também é forma de honestidade.

Graduei-me em simular estabilidade, mas meu corpo é um delator que desmente cada vírgula que minha boca ensaia.