Poemas Corpo
A forma mais miserável do amor consiste naquele amor de outro
corpo que não passa de um prolongamento do amor de nosso
próprio corpo e que desconfia do espírito ou o odeia; porque o
espírito, que une todos os seres, viria perturbar sua posse solitária.
Assim, ele nos separa dos outros homens, agudiza, no segredo
que estabelece entre nós e o objeto amado, as picadas do amor-
próprio, multiplica seus prazeres e suas penas. Trata-se apenas
de um amor aparente: do amor-próprio, que assumiu outro rosto.
Eu e ela em uma varanda de mãos dadas,
Sentados em uma cadeira confortável,
o rosto e o corpo cansados pela idade,
assim que se planeja a felicidade.
Quero o teu beijo
Doce, terno, urgente
Quero o teu corpo
Quente, faminto
Quero tuas mãos
Acariciando meu corpo com desejo
Quero a tua boca
Macia e gulosa
Quero teus pensamentos
Para torná-los apenas meus
E fazer de tua existência
O fim de minha eterna busca
Queria ser aquela brisa leve que toca seu corpo
Queria ser a agua que deslisa seu corpo na hora do banho
Queria ser o lençol que cobre seu corpo na hora de dormir
Mas de tanto querer ser coisas impossiveis estou como uma fonte sem nacsente seca e sem cor te quero pra sempre
Quando a dor invadir
Quando a dor invade nosso coração, a alma falece e todo o corpo padece.
Tantas horas de angústias, solidão e tristezas tomam conta de nosso íntimo. Onde poderemos encontrar tantas forças para superar tais obstáculos?
Seja um amor mal resolvido, seja dificuldade financeira, seja problema de saúde, sejam palavras que ferem outra pessoa e sejam nossos atos diante do semelhante, tudo ao nosso ver pode ser fácil de ser digerido, mas para quem está do outro lado, não.
Palavras de carinho e compreensão só fazem o bem, jamais alguém sofrerá ou sofreu desses males por tais atitudes.
Quando a dor invade nosso interior alguma coisa não vai bem, certamente, algo nos incomoda;
Quando a dor invade nosso coração, creia-me, parte de nossa alma adormece, e ela renasce quando buscamos alguém capaz de nos auxiliar e ajudar a revitalizá-la.
O companheiro que pensávamos como amigo, e que nem tanto amigo era quando mais precisamos, o amor que dizia ser eterno jamais demonstrou sê-lo como foi dito, podia ser apenas palavras e não atos, tudo isso causa uma grande ferida em nosso coração.
Mas você, que é um vencedor, não aceite a dor, não desista da luta, no caminho que te conduz à felicidade encontrará muitos espinhos e, finalmente, será acolhido em um jardim florido no final, pois jamais estará sozinho nessa caminhada.
Quando a dor invadir teu coração e tua alma, busca refúgio Naquele que te amou e amará sempre, busca conforto e paz Naquele que verdadeiramente é seu amigo, JESUS.
Não seja vítima e nem propagador da dor, JESUS é o alento dos aflitos, Ele é Aquele que cura, sara e restaura suas enfermidades.
E que Deus te ilumine sempre!
Ainda sinto,teu corpo,
Como sinto...
A volúpia ardente dos teus beijos,
e meu prazer cobra-me tua presença,
quando em lembranças me pego.
Meus sentidos arrepiam-se,e os desejos
afloram nessa busca louca por teu corpo.
Quero você como poesias minhas,nu e entregue.
Já despi-me e não quero vestir-me.
Mas despida sem ti,não desejo
ainda que tua imagem,
traga-me prazeres imensos..
não decifro-me sem ti.
Sou faminta e nutro-me de ti,quero mergulhar
em tuas partes mais íntimas,
e só assim, saciar minha fome de tí....
Soneto do Teu Corpo
Juro beijar teu corpo sem descanso
Como quem sai sem rumo prá viagem.
Vou te cruzar sem mapa nem bagagem,
Quero inventar a estrada enquanto avanço.
Beijo teus pés, me perco entre teus dedos.
Luzes ao norte, pernas são estradas
Onde meus lábios correm a madrugada
Pra de manhã chegar aos teus segredos.
Como em teus bosques. bebo nos teus rios.
Entre teus montes, vales escondidos.
Faço fogueiras, choro, canto e danço.
Línguas de lua varrem tua nuca.
Línguas de sol percorrem tuas ruas.
Juro beijar teu corpo sem descanso
Em teus lábios
Encontro todos os lábios
Que os meus tocaram
Em teu corpo, estão condensados
Todo o prazer e saciedade
Que outros ensejaram
Teu silêncio
Contém as respostas, que há muito busco
Teu sorriso
Faz-me compreender o sentido de: felicidade
Compartilhar contigo dos "passatempos" de Eros
Alça-me além da condição humana
Me és...
Desejo e satisfação!
BANHO
Lá vai pelo ralo teu corpo.
Teus olhos, tuas mãos, teus pés, tua boca.
Tuas tetas, tuas coxas, teu corpo inteiro.
Como se eu me despisse de você.
Lavado.
Mas em você me olho
e no espelho dos teus olhos
me vejo: tão nu
e tão vestido.
Para o repouso do guerreiro!
Enquanto os olhos veem, a mente trabalha, o corpo adormece!
Enquanto os olhos veem, a mente cria, o corpo trabalha!
Enquanto os olhos veem, a mente adormece, o corpo cria!
Enquanto os olhos veem, a mente trabalha, o corpo cria e o guerreiro lutou!
Os olhos veem, a mente cria, o corpo trabalha, repousa e o guerreiro está Homem!
(tu estás voltando a ser inspiração, o medo está adormecendo)
Sinto tuas mãos a percorrerem meu corpo
Invadindo meus segredos.
Em teus braços fortes que me pegam, me entrego
Sinto teu toque incansável
Em busca de um prazer sem fim.
Sinto tuas mãos, teus dedos que me tocam
Sinto tua respiração quente
Queimar-me a pele com teu desejo.
A vontade que não cessa
Me entrego a pensamento algum
Quero apenas o prazer de sentir tuas mãos.
O gosto gostoso da tua boca macia e quente.
Terrivelmente enlouquecedora.
Quero teu gosto, teu goso, teu tudo.
Meu amor te quero.
Texto.
Dois corpos e uma paixão
Corpo que em noite quente
Desnudo vem descansar
Ao lado de um outro corpo
Que o está a esperar
Logo o desejo se apresenta
Na curiosidade de um explorador
Que quer através de seus carinhos
Despertar no outro corpo o amor
Incansáveis aceleram os gestos
E entre gemidos de puro prazer
Fazem vir a tona num doce beijo
Tudo que suas almas queriam esconder
Ritmo marcado em música surda
Onde o balanço vem lembrar o mar
Que em ondas de suor salgado
Lava os corpos, deixando seu cheiro no ar
E assim as horas vão passando
Substituindo o sono por luxuria e prazer
Onde os dois corpos se fundem e se completam
Querendo apenas a paixão viver
Teu corpo é canoa
em que desço
vida abaixo
morte acima
procurando o naufrágio
me entregando à deriva.
Teu corpo é casulo
de infinitas sedas
onde fio
me afio e enfio
invasor recebido
com licores.
Teu corpo é pele exata para o meu
pena de garça
brilho de romã
aurora boreal
do longo inverno.
Não há nada mais belo
Do que o coração com amor:
Amor me magia
Que afaga o corpo
E ilumina a alma...
O coração com amor
Tem cores enluaradas
A exalar fragrâncias
Que seduzem e dão prazer!...
O coração com amor
Tem o zelo de acolher
A poesia mais bela
Para recitá-la
Na hora oportuna...
Amar é um dom primoroso
Dos eternos namorados...
E o amor
Tem mania de ser feliz, por isso
Eu amo você!!!
Tu respiras e eu reparo.
Reparo nas curvas do teu corpo deitado,
a subirem a descerem com a entrada e saída de ar…
Reparo nos traços da tua cara
e nas linhas da tua boca.
E a minha boca grita pela tua
O nada magoa-me,
o silencio sufoca-me, o medo devora-me
tu que não sabes ainda
este sentimento sufoca-me
um dia penso beijar lindo (a)
Saudade? Bem sei o qu’é isso...
“…o medo vai dançando à minha volta.”
Nunca tive medo até hoje.
Nem culpa, nem saudade,
nem necessidade de olhar para o meu par mais um bocado
… Só tinha prazer…
e revolta
nós somos como um só corpo, uma só alma
seus olhos são o reflexo do seu espírito e assim nos entrelaçamos...
seus sentimentos me afetam e suas palavras pegam em meu âmago...
é um pensamento em sincronia
Pode ser até do corpo se entregar mais tarde
Parece simples mas, a gente às vezes é
E o amor é lindo deixo
Tudo que quiser eu não me queixo em ser ai ai ai ai
Acho normal ver o mundo feito faz o mar num grão de areia
É de se entregar a sorte e todo mundo vai saber
Em ver que o vai e vem pode ser eterno
Pra ver quem manda
Acho que não vai dar tô cansado demais
Vou ver a vida a pé ai ai ai ai
Acho normal tá no mundo feito faz o mar num grão de areia
No interior de cada corpo
Jaz dormente um ser,
Perverso
Malévolo
Carniceiro e espreitador
Cabe a cada um julgá-lo, usá-lo, fortificá-lo...
Torná-lo digno de si mesmo!
Torná-lo digno? Isso mesmo!
PERGUNTA
"Corpo minha casa
meu cavalo meu cão
que hei de fazer
quando estiveres no chão
Onde hei de dormir
Como irei cavalgar
O que vou caçar
Para onde irei
Sem montaria
bem ávido e rápido
Como hei de saber
se nas moitas à frente
há perigo ou tesouro
quando Corpo meu bom
e fiel cão morrer
Como será
deitar-me no céu
sem teto nem porta
nem janela para olhar
Com nuvens a passar
como me esconder?"
