Poemas Corpo

Cerca de 15129 poemas Corpo

Aproveite-se o tempo, antes que faça
O estrago de roubar ao corpo as forças
E ao semblante a graça.

Gosto de te ver despida
De vaidades...
Amo seu corpo livre
De maquiagens...
Adoro sua boca
A sussurrar meu nome... Enlouqueço com seu olhar
Em frenesi, ao me amar...
É assim que te preciso... Tão linda... Tão mulher...
Tão minha...
Por que me quer.

Foi no arrepio do seu corpo
Que eu me entreguei e fiquei louco

Foi no calor dos seus braços
Durante alguns amassos
Que eu me senti Amado

Entre beijos e abraços
O meu coração
Ficou viciado

Não disfarço
Quero viver sem preocupação
Só Eu e você loucos de paixão

Ansiosamente
Freneticamente
Loucamente
Meu corpo te chama
"Em chamas"

QUEM SABE?

O corpo e a mente
têm biografias separadas,
cada um sua memória própria,
seu próprio jogo de charadas,
Meu corpo tem lembranças
- cheiros, tiques, andanças -
que a mente não registrou
e o corpo não tem as marcas
de metade do que a mente passou

⁠O Beijo: Portal Entre o Corpo e a Alma

O beijo, para mim, é mais do que um toque de lábios. É um portal entre duas dimensões, a passagem que conduz ao outro, a chave que abre o corpo e a alma.

Ele é a senha de todos os gatilhos, acende chamas, desperta desejos. Mas, mais do que isso, é conexão. É o arrepio que denuncia a entrega, a profundidade que dissolve barreiras, a fusão que antecede o infinito.

Por isso, não dá para tocar qualquer boca sem desejar se aprofundar por inteiro. Um beijo sem alma é um gesto vazio, um desencontro. Mas quando há entrega, ele se torna passagem, arrepio, fusão. Ele dá profundidade ao instante e transforma o desejo em algo maior.

Um beijo nunca é só um beijo. É a porta de entrada para tudo que pode ser.

Alma de menina faceira,
Gosta de banho de cachoeira,
Brincar, dançar, e colher flores.
Corpo de mulher,
Que encanta como as feiticeiras.
Seu rosto, suave e doce,
Tem a beleza da ingenuidade.
Mulher de boca adocicada,
Morango, cereja, o gosto desejado...
É toda sensualidade.
Dengosa, pede, grita e chora.
Vaidosa, exibe o corpo nu e bronzeado.
Sonha, tece fantasias,
Paixões e magia...
Menina mulher,
Foge, se esconde,
Tem medo de amar...
Ouviu falar que o amor,
Faz a alma sofrer e chorar...
Nikita

Você é lindo!
Como posso ver seus lábios e não querer beijá-lo?
Tocar seu corpo como se estivesse em um sonho
Olhar profundamente em seus olhos e não querer pensar em mais nada
Acariciar seu rosto, deslizar em seus cabelos
Ser engodado pela chama do teu abraço
Querer te encontrar e dizer:
Beije-me
Atraia-me
Toque-me
Olhe-me, sinta-me e ames-me porque te amo
Ames-me porque amo você
Fecha teus olhos e abra os olhos do teu coração para mim
Embora tudo que acima escrevo parece ser sem sentido, decifre-me sem tirar meus mistérios
Mostre-me o mundo que desconheço
Meus olhos brilham ao pôr-do-sol e minha face recostada a teu peito ouve o teu pulsar que dispara ao meu encontro
Como se fosse um sonho...

Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto, tão perto, tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura

Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te perco..

Alma de menina, em um corpo de mulher
Preparada pra vida, pro que der e vier
Menina mulher, um botão e uma flor
Uma beleza perfeita, um segredo de amor.

um corpo traído
um coração destruído
uma mente confusa
e ainda assim, uma mulher
é capaz de pegar a dor
e transformá-la em triunfo

Entre o cansaço e a reinvenção


Há momentos em que tudo parece parar.
O corpo não reage, a mente pesa, e o coração se cala.
Mas antes desse vazio, vieram os dias de luta,
os de sobrecarga, de resistência, de pura tentativa.


Vieram os tempos em que foi preciso sobreviver —
reinventar-se, aprender o que nunca se imaginou,
buscar um novo rumo, mesmo quando o chão faltava.
E, sem perceber, fomos adoecendo.
Talvez não de febre, mas de esgotamento.
De tentar ser fortes o tempo todo.


A vida é isso: um constante sobreviver.
É cair, e mesmo sem forças, tentar levantar.
É seguir com os pedaços que sobraram,
e fazer deles uma nova forma de ser.


Eu tenho vivido assim: lutando,
mesmo quando o cansaço me visita.
Porque entre o desgaste e a esperança,
ainda há um fio de fé que me faz continuar.
E no meio do caos, eu me reinvento —
vez após vez,
vida após vida,
em mim mesma.


Mas, às vezes, sinto falta da mulher que fui.
Daquela que sonhava sem medo,
que acreditava no novo, que se lançava inteira.
Sinto falta da energia que me fazia criar,
das madrugadas acesas por ideias,
das vontades que me moviam.


Quem sabe seja tempo de voltar —
não à dor, não ao peso,
mas ao fogo que me acendia por dentro.
De reencontrar em mim o brilho da busca,
a alegria do recomeço,
a coragem de tentar outra vez.


Talvez esse seja o meu novo recomeço:
reavivar o que um dia me fez viva.


Mas por hoje, por agora,
apenas revisito essa eu do passado
em uma galeria lotada de momentos,
de construção, de vivências, de trabalho,
de luta, de sonhos —
imagens arquivadas, jamais vistas,
que hoje revisito pouco a pouco
e sinto falta,
mas não me encontro lá.

A morte é um grande mistério...
Tanta dor na despedida!...
Mas quem morre perde o corpo,
Nunca perde a luz da vida.

Chico Xavier

Nota: Trecho do livro Oferta de Amigo, psicografado por Chico Xavier.

Ainda Não


Há dias em que o corpo pesa mais do que a alma.
E, mesmo sem feridas visíveis, tudo dói.
O respirar dói.
O levantar dói.
O existir... exaure.


Há algo dentro de mim que grita em silêncio,
pedindo socorro, mas sem força para pedir.
Como se eu esperasse que alguém qualquer um
ouvisse o som do que não digo.


Eu me sinto como quem tenta juntar os cacos
de um vidro que insiste em se cortar nas próprias mãos.
Tento reconstruir o que já não sei se pode ser reconstruído.
Mas, mesmo fraca, ainda espero —
porque uma parte de mim ainda acredita
que não é tarde demais.


Talvez eu não precise de promessas,
nem de frases bonitas,
só de alguém que diga: fica.
Fica mais um dia.
Mais um respiro.
Mais um pedaço de esperança.


Porque, por mais que tudo em mim peça fim,
ainda não estou pronta para morrer.
Ainda não.
Só quero que alguém me tire daqui —
desse lugar onde tudo é dor e silêncio,
onde a alma sangra e ninguém vê.


E se um dia eu não conseguir mais pedir ajuda,
que este texto grite por mim:
eu só queria viver,
mas de um jeito que não doesse tanto

Quero sentir seu toque
imagino o sabor de seus lábios,
Sinto o calor de seu corpo
Lembro do seu jeito louco.

Fico sem coragem
de dizer a verdade
da minha realidade tento fugir

dias e dilemas
traduzidos em poemas
meus próprios esquemas
não me deixam mentir

Frio silêncio
doces lembranças
Quentes esperanças
amargo destino
Que contradizem o que sinto
se aplicam em me confundir

Notas suaves
em dançante melodia
me fazem sorri de dia
e sonhar a noite
só de te ouvir

Voz gostosa
melodia harmoniosa
me impõem um sentimento
que eu não quero sentir

Sonho acordada
Sonho dormindo
sonho a todo momento
com o que eu estou sentindo.

“— Esta noite eu lhe entrego este corpo — proferiu ele, solene. — Pois a alma que o habita e o coração que aqui bate há muito lhe pertencem. E serão seus, apenas seus, para sempre.”

“Encontrada - À espera do felizes para sempre -Carina Rissi .

Por coração uma pedra
e no corpo este vazio
Crescem a sede
e as mágoas
no parado deste frio

Se vens acordo
e esqueço
que o coração de pedra não sente
Volto a ser rio

“Para entender nós temos dois caminhos: o da sensibilidade que é o entendimento do corpo; e o da inteligência que é o entendimento do espírito.
Eu escrevo com o corpo.
Poesia não é para compreender, mas para incorporar.
Entender é parede; procure ser árvore.”

Sabe o que descobri?

Que não sou apaixonado pelas curvas do teu corpo, mas sim por teu cheiro, tua voz, teu toque, tua pele, teu beijo, teu respirar, cheguei a essa conclusão quando percebi que os momentos mais intensos foram quando eu apenas te senti, pois estava de olhos fechados, não estava olhando para você. Também pelo motivo de me faltar o ar, quando apenas lembro do seu sorriso e seu rostinho de felicidade, meu corpo todo sente a necessidade esta perto desse conjunto harmonioso que me faz tão bem, ouvir a tua voz me alimenta a alma, me faz esquecer do mundo, das dores, dos erros, dos problemas e até da própria realidade.
Nessa prisão me sinto liberto para amar o que não poderia ser amado, e nessa contra mão me vejo diante de você a quem tem por posse todos os meus desejos e sentimentos mais puro dentro do que é mais impuro de ser vivido.

Confuso? Não!

Sei o que é preciso ser feito, que é apenas viver!

Ausência de Mim


Há fases em que a gente simplesmente desaparece, mesmo estando aqui.
O corpo existe, mas a alma se recolhe. As mensagens chegam, as notificações se acumulam, e cada uma delas parece pesar toneladas.
Não é descaso. É falta de fôlego. Falta de voz. Falta de nós.


Responder exige um tipo de energia que já não há.
Porque para responder, é preciso fingir — dizer que está tudo bem, quando nada está.
E às vezes, a mentira cansa mais do que o próprio silêncio.


A depressão tem esse jeito de transformar o mundo em eco.
Tudo parece distante, sem cor, sem sentido.
E, mesmo cercado de gente, é como estar trancado dentro de si — tentando achar uma saída que não machuque ainda mais.


O silêncio, então, vira refúgio.
Mas também é pedido de socorro.
Porque a ausência fala, grita, às vezes.
Só que nem todo mundo sabe ouvir o que não é dito.


Não é que falte amor, é que sobra exaustão.
Não é que não se queira viver, é que viver cansa demais.
E nesse intervalo entre o querer e o poder, a gente tenta sobreviver — do jeito que dá, do jeito que resta.


Às vezes, estar ausente é a única forma de continuar aqui.