Poemas Brisa
INVENTO E DISFARÇO
Passaste, tão bela, qual brisa ligeira,
Deixando um perfume que o tempo não leva.
Teu rastro, um enigma que o peito me crava,
Teus olhos, abismos, meu mundo exilado.
Nos labirintos onde me deixaste,
Procuro teu eco, a sombra que parte.
Não sei se existes ou foste miragem,
Mas vives em mim, como tatuagem.
És som no meu canto, segredo que guardo,
O perdão que não peço, o silêncio covarde.
Te perco e te acho na arte que faço,
E a cada suspiro, invento e disfarço.
Amor Verdadeiro
Amor que chega sem pedir,
É brisa leve ao entardecer,
Traz no silêncio um existir,
E no olhar, o puro querer.
Não é paixão que vai e vem,
Mas chama calma que aquece a alma,
Companheirismo que faz tão bem,
Um porto seguro, onde o coração se acalma.
É aceitar o outro como é,
Com luzes e sombras, com erros e acertos,
Caminhar lado a lado, com fé,
Em dias fáceis e tempos incertos.
Amor verdadeiro não se apressa,
É construção de um laço eterno,
Nas alegrias e nas promessas,
Na vida, o refúgio terno.
E assim, dois corações se unem,
Numa melodia que nunca se cala,
Porque o amor que é sincero e puro
É o maior tesouro que a vida exala.
TEU NOME
Como brisa que dança sobre o mar.
Nos olhos, estrelas, no sorriso, o luar,
Um encanto que o tempo não pode apagar.
Teu nome é melodia, é verso e canção,
Ecoando no peito, aquecendo o coração.
És jardim de sonhos, luz que faz crescer,
A flor mais bela do amanhecer.
Cada letra tua traz um segredo,
Histórias de coragem, de amor, sem medo.
És poesia viva a correr,
Pelas margens do mundo, sem jamais se deter.
"Há quem diga que o amor é feito mar, brisa leve invadindo a mente e aos poucos o coração.
Quando se vê, já dominou tudo.
Todo mundo torce para ter um amor intenso e profundo,
aquele amor que tem sempre uma novidade não importa o tempo, ele está sempre impressionando.
Toda vez que vamos ao seu encontro temos a sensação de que é a primeira vez, o corpo chega a arrepiar e os olhos se orgulham.
Não é complicado ter um amor desses, requer um pouco de trabalho, força de vontade e muita coragem para enfrentar as tempestades.
Pois,
somente permanecendo diante da primeira é que conquistamos resiliência suficiente para enfrentarmos outras."
Te amo filha
Amor de filha é luz que não apaga,
É chama que aquece, é brisa que afaga.
Nos olhos dela, vejo o meu mundo,
Um sentimento puro, eterno, profundo.
É sorriso que cura qualquer dor,
Palavra que embala com tanto amor.
Nas mãos pequenas, um toque divino,
Que guia meu passo e traça o destino.
Amor de filha é um presente da vida,
É alegria que jamais será perdida.
Seu abraço é porto, seu riso é canção,
Sua existência é minha inspiração.
Com ela aprendi a força do amar,
Um elo que o tempo não pode quebrar.
Amor de filha é bênção dos céus,
Um pedaço de mim, reflexo dos meus
Sentado observando o vai e vem das ondas na praia
Sentindo a brisa salgada que varre todo o litoral
Percebo o quanto nossa vida se assemelha ao mar
Uma pequena porção sólida inundada pela imensa massa líquida
Sua inconstância natural, dominado que é pela força das marés
Às vezes se faz forte, cheio de violência e agressividade
Por outras vezes escorre manso pelas areias brancas em uma carícia infinita
Mas sempre segue adiante, dia após dia
Rotineiro, porém de natureza imprevisível
Tal como nós – simples seres humanos.
No limiar do quase, ecoa a melodia,
Promessas se dissipam, como a brisa fria.
Infelizmente, o não se impôs à canção,
Mas no lamento breve, há resilição.
Tudo bem, entre o quase e o não vivido,
Um coração aprende, mesmo ferido.
Na dança do talvez, um passo à frente,
Caminha a esperança, mesmo que ausente.
Hoje já não é mais dia
Mas o sol jaz no teu olhar
A sombra do temor
Deu lugar a brisa
Ao canto que soou
Que celebrou por ti
Os laços que quebrou
Então corre para o teu mar
Contempla sua vastidão
Não há porque temer
As ondas e vendavais
Creia nos teus remos
Na proeza de teus rios
Que nada jamais
Te impedirá!
Silêncio
Basta-me um breve olhar,
sutil como a brisa fria,
para que sintas em mim
o que minha alma diria…
– mas nunca direi.
Uma nota mal tocada,
ecoando na distância,
desfaz sombras e muros,
acende luz na lembrança…
– melodia que calarei.
Para que encontres meu ser,
entre as margens do vazio,
desfaço em névoa os meus passos,
me escondo em versos tardios,
– que em silêncio guardarei.
E enquanto não me percebes,
os dias seguem flutuando,
entre o ontem e o nunca,
onde o tempo vai passando…
– até que me apagarei.
Ter fé em Deus é como a brisa suave,
Que acalma a alma e traz a paz,
É crer no invisível, no divino abraço,
Que guia os passos e nunca nos faz.
É acreditar que, mesmo na dor,
Há um propósito, um brilho, uma luz,
Que em cada silêncio, em cada clamor,
Deus é a força que nos conduz.
Fé é o porto seguro na tempestade,
É o olhar que vê o que o coração sente,
É saber que, em Sua bondade,
Ele nos ama eternamente.
Nos sussurros da brisa que passa,
Sinto seu nome dançar em meu ser,
Como a luz da lua que nunca se cansa,
A iluminar a sombra do meu viver.
Teus olhos são estrelas em um céu profundo,
Refletem sonhos e promessas de amor,
Em cada olhar, descubro um mundo,
Um universo inteiro que fala de dor.
Teu sorriso é o sol que desponta na manhã,
Aquece meu peito e traz nova vida,
Com você ao meu lado, não há mais afã,
Cada instante é um poema que nunca se finda.
Teus abraços são abrigo nos dias nublados,
Um porto seguro onde posso ancorar,
Em teus braços, os medos são apagados,
E o tempo parece parar para nos contemplar.
Vamos dançar sob a luz das estrelas,
Celebrar a magia do nosso amor verdadeiro,
Cada passo é um verso nas mais belas novelas,
Escritas por nós dois em um sonho certeiro.
Se as tempestades vierem a nos testar,
Prometo ser seu abrigo e sua fortaleza.
Juntos enfrentaremos o que vier a passar,
Nosso amor é a chama que nunca se apresa.
Assim seguimos, entre risos e lágrimas,
Tecendo nossa história com fios de paixão.
Você é minha musa, minha eterna rima,
E eu sou seu poeta em cada canção.
Odes ao Menestrel do Vale
Na brisa leve do amanhecer,
Fonte Grande a iluminar,
Corre o vento a renascer,
Traz a vida a cintilar.
No alvorecer, sem ira ou dor,
Floresce a paz em harmonia,
Ressoa a lira do trovador,
Cantando a luz que principia.
Sopram tempos de esperança,
Com suas notas naturais,
Dissipando a sombra e a lança,
Erguendo sonhos imortais.
Menestrel do Vale altivo,
Teu canto é brisa e luar,
Ecoa forte e decisivo,
Na poesia a ressoar.
Te encontrei no silêncio que acalma meu ser,
como brisa que toca, faz a alma florescer.
Teus olhos, faróis que iluminam meu cais,
me guiam nos mares dos sonhos reais.
Teu riso é abrigo, teu toque é canção,
que embala o amor no compasso do coração.
És porto seguro, razão do meu verso,
meu mundo, meu tudo, meu universo.
No silêncio da noite, onde os sonhos dançam,
Sinto a brisa leve que traz tua lembrança.
Teus olhos são estrelas que iluminam o céu,
E em cada batida, meu coração é seu véu.
Teu sorriso é o sol que aquece meu ser,
Um farol na escuridão, sempre a me guiar.
Em teus braços, encontro a paz de viver,
Um abrigo sagrado onde posso sonhar.
Cada palavra tua é uma doce melodia,
Que embala minha alma e faz o tempo parar.
Nos pequenos gestos, descubro a poesia,
E na simplicidade, vou me apaixonar.
Juntos, somos versos em uma canção eterna,
Harmonia perfeita que o destino escreveu.
A cada dia que passa, a chama se interna,
E no compasso do amor, nos tornamos um só eu.
Que nossos passos sigam sempre lado a lado,
Navegando os mares de um amor sem fim.
Na dança da vida, estamos entrelaçados,
E em cada passo dado, somos felizes assim.
Na beira do mar, as ondas beijam a areia
A brisa suave sussurra segredos das sereias
No litoral, a natureza em harmonia alardeia
E o horizonte se estende como uma tela cheia.
O sol se põe, tingindo o céu com cor dourada
E as estrelas surgem, uma a uma, na vastidão
O mar, dança e canta uma melodia encantada
E a paz se instala, abraçando o coração.
Quem dera eu deveras quisesse ser a brisa, leve como uma pena suave como uma respiração.
Quem dera eu deveras fosse a nuvem, macia como um algodão, e distante de solidão.
(Perto do que é eterno " Deus")
Quem dera eu fosse uma parede , dura na queda e firme em sua estrutura.
Mas sou só a natureza mesmo uma mistura de terra com um pouco de aventura.
Indecifrável como o vento, carregada como uma nuvem e grossa como uma parede densa e dura.
Cheiro de mar, a luz do luar.
Estrelas cintilantes a brilhar,
A brisa do mar, seus cabelos ao vento.
Amar, somente amar. Mar, amar.
Você Yin e eu Yang.
Teu silêncio é brisa que me acalma,
Minha palavra é fogo que te chama.
Tua sombra toca minha luz,
Meu dia se deita no teu amanhecer.
Teu olhar é lua, sereno e profundo,
Meu toque é sol, ardente e fiel.
Somos contraste que dança no mundo,
Dois corpos, um laço, um céu.
Quando sorri, tudo equilibra,
Quando me toca, tudo repousa.
No teu Yin encontrei meu eixo,
No meu Yang tu fizeste morada.
E assim seguimos,
Não por sermos iguais,
Mas por sermos complementos
Um do outro,
Na arte de nos amar.
