Poemas Brisa
Brisa
Ah! se não fosse a saudade...
Eu então saberia
Que você está ao meu lado.
A lembrança é chama viva
Que incendeia o coração,
Dura o tempo de um abraço
Transformado em solidão.
Mas o vento do amor
É brisa mansa
Que chegou para ficar...
Do outono ao frio inverno,
Primavera ou verão.
Suave brisa do teu cheiro
Feito flores no jardim...
São encantos que a saudade
Nunca vai tirar de mim.
Edney Valentim Araújo
1994 / 1996
Todas as ilusões sonhadas e porventura realizadas serão nossas somente por uma brisa de tempo, um sopro de vida, numa sensação de eternidade impermanente, num mundo em constante transformação.
Soraya Rodrigues de Aragao
PARALELEPÍPEDOS
Urandi era conhecida
pelo seu clima agradável;
com sua brisa incessante
e com um título inegável
de ser uma cidade verde,
mas hoje é contestável.
Foi a cidade do Brasil
onde o verde encolheu;
cortou tanta árvore,
que o clima adoeceu
e não plantou nenhuma,
onde o crime ocorreu.
O vestígio é encontrado
em toda rua da cidade.
Onde havia sombra,
hoje tem claridade.
Os tocos são as provas
da irresponsabilidade.
O calçamento era de pedra,
como tudo começou.
Dava um aspecto bucólico
de cidade do interior.
Deixava o clima ameno;
agora o calor aumentou.
Com ideias modernistas,
trouxe asfalto e jogou.
Com esse tapete preto
a temperatura aumentou;
sem ter mais infiltração
a cidade toda inundou.
Em nome do progresso
tanta coisa que acabou.
Surgiu o verde do semáforo,
mas o verde da árvore cortou.
O tapete preto serve de luto,
porque o calçamento o enterrou.
Sacy Pererê saiu pra zoar, pra dar uns rolês. Moleque atrevido, consegue embaçar para-brisa em noite de lua cheia, travar câmbio de Kombi, contratar Uber e 99 e pagar com "cantadas", escapar da fiscalização nas blitz Teste do Bafômetro, e até frequentar Bares e Restaurantes Temáticos, saindo ileso sem apresentar a Comanda: tudo numa boa. Mas certo dia, no meio da noite, se deparou com um personagem mítico, mitológico: Zé Pelintra. Putz. Em plena madrugada, lua cheia esplendorosa, grilos mil ecoando, o silêncio era tal que dava pra ouvir o rastejar das serpentes, o passo lento das tartarugas, o lamento dos sapos na lagoa, a água fluindo no córrego. Sacy Pererê estancou, pela primeira vez sentiu um calafrio, o arrepio de nuca, estremeceu. (...)
Publicarei o segundo capítulo amanhã...
(Juares de Marcos Jardim - Santo André - São Paulo-SP)
(© J. M. Jardim - Direitos reservados - Lei Federal 9610/98)
Paixão ou Amor?
A paixão é como uma brisa que vem e vai
O amor é como uma árvore que cresce cada vez mais.
Mas a brisa também pode crescer, virando um tornado,um furacão.
A árvore, para crescer, precisa ser regada, se com carinho, vai crescendo tomando conta do coração.
MEU TORRÃO
Da terra sou raiz
Leve brisa da mansidão
Do solo garra e gratidão
Dos lindos campos a solidão,
Sou fruto da região,
Tenho nos pés plumas de algodão,
E ramos verdes no coração,
Sou poeta nativo nos vales do meu sertão.
Sou filha de três Lagoas,a trindade do meu sertão.
A herança nobre do poção.(poção de Pedras)
TE SINTO!!
no ar que respiro,
no aroma das flores,
no canto dos pássaros,
na brisa do amanhecer,
no por do sol,
riso lindo de um bebê,
no olhar terno de uma mãe,
no olhar experiente do ancião
no suor do rosto do homem do campo.
te sinto na alegria de uma criança,
te sinto no abraço apertado da despedida.
eu sinto e posso ver o amor em cada gesto e em cada toque e expressão de carinho é lá que se encontra o AMOR.
O que o amor faz com a gente
Sei lá
Às vezes a vida é assim
Hora parece uma brisa suave no rosto
Hora parece um tsunami que engole uma cidade inteira
Parece besteira
Bobeira
Um assunto sem eira nem beira
Às vezes a vida parece uma grande mentira
Mas o amor é de verdade
É lealdade
É honestidade
É vitória
É história
Sim
Às vezes escória
Como numa cidade deserta
No tempo esquecida
Perdida
Ferida
Aniquilada
Despojada
Mas quando aquilo que é verdadeiro se manifesta
A cidade então é restaurada
Erguida
Suprida
Reconstituída
E algo semelhante acontece em nossa vida quando o amor verdadeiro se manifesta
Tudo se renova
E a vida
Que as vezes dá tanta volta
Nos coloca de volta no mesmo lugar
Mas não da mesma forma
Primeiro ela nos deforma
Depois nos forma
E de uma maneira excepcionalmente absurda e perfeita
Ela nos transforma
Eu vou e volto
No mesmo lugar
Mas igual jamais
E sim diferente
Agora um indivíduo experiente
Muito mais inteligente
E depois disso?
Que tipo de ser humano eu me torno?
Um ser complexo
Fico perplexo
E agora só vejo o reflexo
De minhas próprias experiências
E é exatamente aí que se revela um ser humano consciente
Quem sabe um soldado insistente
Que ao olharmos no fundo dos seus olhos
Veremos as marcas de um sobrevivente
É justamente isso que o amor faz com a gente
Nos torna mais resilientes
Eficientes
Coerentes
Prudentes
Transparentes
Pacientes
E aprendentes
É isso que o amor faz com a gente
Vestígio da noite adormecido
Buscava a claridade da lua
Que no fresco da brisa e da vida
A saudade me deixa nu
Tracei a caminhada na rua
E chamei de meu abrigo
Vestígio da note adormecido
Nada vez nada, soma perdido
Habita-me assim, mas sem frescura
Enquanto essa sua soma é atrevida
Procuro de imediato a cura
Fez-se singelo como brisa
Misterioso como olhar Monaliza
Fez curar minhas feridas
Seu beijo, minha vida
seja como uma brisa de vento que passa por
vários lugares, e carregue consigo lembranças
que ate mesmo te de esperanças ou talvez forças
pra continuar, seja também como uma criança
tenha consigoesperança saiba imaginar que pra tudo tem
uma saída, seja como uma borboleta viva o hoje como se não
houvesse o amanhã, saiba aproveitar cada momento de sua vida,
por que nos nunca sabemos quando pode ser o ultimo.-
Eu sou a sombra que te acaricia na calada da noite.
quando a brisa adentra pela janela e sopra pelo quarto
ossos de vento que sussurram ao teu ouvido.
Eu sou a sombra que te observa nas horas silenciosas da madrugada
quando um objeto cai e um vulto se desenha, despertando a inquietude.
Não enlouqueça, meu bem, sou eu, testemunhando tua nudez na cama.
Quero escapar rumo ao mar
perder-me na brisa que abraça
perseguir outras essências
busco a nostalgia que dilacera o coração.
Eis o tempo que castiga com lástima. Peço-lhe, podeis me guiar?
A brisa respondeu ao meu intento, sibilando ao pé do meu ouvido:
Levanta-te e anda.
Junta os cacos, pois só tens ele.
No alvorecer de cada dia,
Seja grato pela luz que guia.
Pela brisa que acaricia,
E pela vida que, em amor, irradia.
Nas pequenas dádivas repousa a gratidão,
No sorriso partilhado, na mão estendida,
Na doce melodia de uma canção,
E na esperança sempre renascida.
Seja grato pelo sol que aquece,
Pelas estrelas que à noite aparecem.
Pela chuva que a terra adocece,
E pelos desafios que nos fortalecem.
Por cada passo em terra firme dado,
Por cada sonho que temos ao lado.
Pela amizade, pelo amor encontrado,
Seja grato, mesmo quando o céu está nublado.
Pois na gratidão encontramos paz,
Um refúgio seguro, um laço capaz.
De transformar o ordinário em algo a mais,
E de colorir a vida com pinceladas eficazes.
Seja grato e verás que a vida é um presente,
Que cada momento é valioso e diferente.
Que ser grato é ser sábio verdadeiramente,
E viver com plenitude é ser grato eternamente.
Alvorada da Gratidão: Versos de Apreciação e Esperança
Silenciosamente
A noite da Terra
Flutua entre estrelas
E a brisa, que passa
Cintila em cantares,
Desertos e oásis
E longínquos mares.
Silenciosamente
Anda a humanidade
Caminha sozinha...
E a felicidade
É de quem entende
E ama a solidão.
A tudo e a isso
Espelho o sorriso,
Sou da imensidão !
Poema em tercetos
por Elischa Dewes
Que nunca nos falte a força na caminhada.
O cheiro e a Brisa do Mar para nos renovar...
E a grande vontade de fazer o nosso melhor para emanar as positividades ao velho mundo novo.
Já faz alguns dias que a brisa que entra pela fresta da janela deixa a casa toda gelada. As vezes não é brisa, é ventania. Em alguns momentos o vento vem tão forte que consegue abrir todas as caixas que estavam lacradas no sótão da minha memória.
Na maioria das vezes eu fecho tudo correndo pra não deixar o vento bagunçar a casa que eu levei tanto tempo pra arrumar. Confesso que outras vezes aproveito pra espiar as lembranças que ficam espalhadas pelo chão.
Enquanto tento organizar tudo de novo, me permito sentir o frio que preenche todo o ambiente, mas me protejo enrolada no cobertor e fecho as janelas na tentativa de me privar de mais um vendaval gelado.
Fecho com fita reforçada cada caixa que foi aberta. Faço um chá quentinho, me acolho no sofá e fico esperando o dia seguinte sem tentar adivinhar a previsão do tempo.
Vai que amanhã, no lugar da brisa gelada, entra o sol trazendo luz e calor pelo vão que eu deixei aberto. Se assim for, vou abrir todas as janelas e agradecer pelos dias frios, que me ensinaram que as estações não duram pra sempre, mas que se nossa mente é nosso lar, a gente precisa deixar nossa casa aconchegante para enfrentar qualquer temperatura, né?!
O Passado
As vezes bate uma saudade que dói no peito.
É como querer abraçar a brisa,
e só sentir o frio de um passo no vazio.
Lá onde tudo começou, o começo.
Olhar para trás, é ver a vida ao avesso.
Sentir que a felicidade escorria na face lisa da idade.
Um passado caro, depositado no banco da inocência,
seu preço, era a conveniência.
Conviver em rodas, mesas fartas de alegria,
compartilhando histórias de uma pura verdade.
Éramos celebridades que corriam de pés desnudos
no tapete verde.
Não havia regalias. Menino, menina, boneca, carrinho,
elástico, tudo era um laço, perdia quem não participava.
Apontar o dedo, somente para as estrelas,
Elas eram testemunhas das noites em volta da fogueira,
que debulhava faíscas numa tela pintada de nostalgia.
O calor que aquecia,
era o manto da nobreza que ali existia.
Uma vida cheia, preenchida, não havia espaço
para medidas vazias.
Relicário de moedas do tempo,
que hoje, nenhum diploma,
status pode trazer a rica vida que
se teve um dia.
