Poemas Anjos de Pijama Matilde Rosa Araujo

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Saudações´.´
Não é pecado querer ter mais do que já
se tem. Porém é bom ressaltar que se
desprezamos o pouco que temos,
dificilmente teremos o muito que desejamos.
Sacerdote Jushon´.´

Sacerdote Jushon´.´

Não da para se acomodar
sabendo que o mundo
está em mãos perigosas,
de políticos e religiosos...

Lembre-se da lei da colheita! Não
plante aquilo que não deseja colher...
Não fale mal dos outros, não acuse
sem ter provas, não difame. Não se
corrompa com esse sistema. Seja
fiel a si mesmo!

Sacerdote Jushon´.´

É Deus quem escreve a minha história...

Toda minha vida, todos os meus dias, cada sonho, cada plano...
eu coloco nas mãos de Deus. Porque Ele é o Autor e consumador da minha Fé,
Ele tem o melhor reservado para mim, e para todos aqueles que Nele confiam.
Pode escrever Senhor, a minha história,
porque em Ti eu Confio.

Somos responsáveis
por uma nova era.
Uma era de Luz para
esse mundo.
Sacerdote jushon´.´

Possui asas nos braços
E esperança nos passos
Costuma voar sem tirar os pés do chão
Carrega no corpo alma de borboleta
No seu castelo é a princesa
E não precisa ser salva
E no corpo carrega essa alma
Única, forte, tão cheia de sorte
Trevo de quatro folhas
Rosa, girassol
Sempre florindo
Sempre sorrindo

Se queres algo, procure
e só pare de procurar depois
de ter encontrado!
Sacerdote Jushon´.´

Saudações´.´

Não espere de braços cruzados pela sorte! Faça acontecer com o seu esforço... Se não és forte suficiente para continuar, só oque resta é levar o peso da frustração...

Sacerdote Jushon´.´

Saudações´.´
Há quem deseje ser um soldado. A Nova Era já começou! Aliste-se nesse exército. Saia da zona de conforto, e confronte o seu medo...
Sacerdote Jushon´.´

Saudações´.´

Ninguém podera te ajudar, se você não se ajuda!

Sacerdote Jushon´.´

Na maior parte das vezes, o motivo da satisfação e da dor é o mesmo.

A vida é cheia de prismas, e nossas opiniões mudam a todo instante; é totalmente impossível sermos engessados em sentimentos.

Mudamos a todo momento... ainda bem!!

Amor... e Morte...

O amor
é como a morte
ato banal de todo dia...

Emoção forte
de tristeza ou de alegria,
ele sempre nos surpreende, e a ele nunca nos acostumamos
talvez...

O amor é como a morte:
quando amamos
é sempre a primeira vez.

Soneto à tua volta

Voltaste, meu amor... enfim voltaste!
Como fez frio aqui sem teu carinho....
A flor de outrora refloresce na haste
que pendia sem vida em meu caminho.

Obrigado... Eu vivia tão sozinho...
Que infinita alegria, e que contraste!
-Volta a antiga embriaguez porque voltaste
e é doce o amor, porque é mais velho o vinho!

Voltaste... E dou-te logo este poema
simples e humilde repetindo um tema
da alma humana esgotada e envelhecida...

Mil poetas outras voltas celebraram,
mas, que importa? – se tantas já voltaram
só tu voltaste para a minha vida...

(Do livro "Eterno Motivo" " - Prêmio Raul de Leoni, da Academia Carioca de Letras - 1943)

Quando chegares...

Não sei se voltarás
sei que te espero.

Chegues quando chegares,
ainda estarei de pé, mesmo sem dia,
mesmo que seja noite, ainda estarei de pé.

A gente sempre fica acordado
nessa agonia,
à espera de um amor que acabou sendo fé...

Chegues quando chegares,
se houver tempo, colheremos ainda frutos, como ontem,
a sós;
se for tarde demais, nos deitaremos à sombra e
perguntaremos por nós...

A BICICLETA

Me lembro, me lembro
foi depois do jantar, meu avô me chamou,
tinha um riso na cara, um riso de festa:

- Guilherme, vou tapar seus olhos,
venha cá.

Os tios, os primos, os irmãos, na grande mesa redonda
ficaram rindo baixinho, estou ouvindo, estou ouvindo:

- Abre os olhos, Guilherme!

Estava na sala de jantar, junto da porta do corredor,
como uma santa irradiando, num altar,
como uma coroa na cabeça de um rei,
a bicicleta novinha, com lanterna, campainha, lustroso selim de couro,
tudo.

Me lembrei hoje da minha bicicleta
quando chegou a minha geladeira.

Mas faltou qualquer coisa à minha alegria,
talvez a mesa redonda, os tios, os primos rindo baixinho,

– abre os olhos, Guilherme!

Oh! Faltou qualquer coisa à minha alegria!

Não é apenas só que estou me sentindo

É muito pior:
- Estou me sentindo sem você.

Capricho da memória:
de tantos momentos em que te vejo
e em que no meu pensamento
tua imagem se insinua,

havia de fixar-te, naquele íntimo instante
em que mais te desejo:
inteiramente nua!

Essa...

Essa, que hoje se entrega aos meus braços escrava
olhos tontos do amor de que aos poucos me farto,
ontem... era a mulher ideal que eu procurava
que enchia a minha insônia a rondar o meu quarto...

Essa, que ao meu olhar parado e indiferente
há pouco se despiu - divinamente nua -,
já me ouviu murmurar em êxtase, fremente:
- Sou teu! ... E já me disse, a delirar: - Sou tua !

Essa, que encheu meus sonhos, meus receios vãos,
num tempo em que eram vãos meus sonhos, meus receios,
já transbordou de vida a ânsia das minhas mãos
com a beleza estonteante e morna dos seus seios !

Essa, que se vestiu... que saiu dos meus braços
e se foi... - para vir, quem sabe? uma outra vez.
- segui-a... e eu era a sombra dos seus próprios passos..
- amei-a... e eu era um louco quando a amei talvez...

Hoje, seu corpo é um livro aberto aos meus sentidos
já não guarda as surpresas de antes para mim...
(Não importa se há livros muita vez relidos
importa... é que afinal, todos eles têm fim...

Essa, a quem julguei Ter tanta afeição sincera
e hoje não enche mais a minha solidão,
simboliza a mulher que sempre a gente espera...
mas que chega, e se vai... como todas vão...

(Do livro - Amo – 1939)

Noturno n.º 1

Pela madrugada o rádio põe em surdina
um fundo musical de filme
em meu desespero.

E a serenidade da noite, impassível,
com sua felicidade de luar e estrelas
me faz mal,
parece afrontar meu desejo impossível
e ainda me torna mais triste, mais sentimental...

Você está em todas as formas do pensamento
E no pensamento que conforma todas as coisas...

Em vão tento fugir com a música, tento evadir-me com a noite,
em vão!

Você é a música, a noite, você é tudo!
É a própria forma e o conteúdo
Da minha solidão...

Noturno

Agora, à noite, fujo às vezes
e aporto em algum bar

Como antigamente.
Marinheiro do amor, de porto em porto,
a vida como um navio, de mar em mar...

Pensei que tinha lançado ancora,
que plantara raízes,
que não partiria mais.

E de repente, desarvoraste meu destino,
e te foste
- volto a ser o antigo marinheiro -
e sozinho, preciso embebedar-me,
agora num navio encalhado,
sem mar...