Poemas a um Poeta Olavo Bilac
A Velha e Sábia Coruja
Uma coruja velha e sábia em um carvalho vivia
Quanto menos falava, mais ela ouvia
Quanto menos falava, mais ela via
Se fossem todos como a ave sábia, que bom seria
Somos vistos como um casal de loucos e, por isso, conseguimos ser fiéis à vida que queríamos ter.
Casados ou não,
Com o casamento registrado ou não, qualquer que seja a sua escolha, as sérias consequências que imaginamos não acontecem.
O importante é que não importa como seja com a pessoa que está ao seu lado, naquele momento, vocês estão juntos.
Então hoje, mais uma vez, decidimos nos amar.
E, a todos que vivem neste momento, com toda sinceridade, desejamos boa sorte.
Afinal, esta vida, para todos nós é a nossa primeira.
O VERDADEIRO AGOSTINHO
A insistência de Agostinho em acusar-se de haver sido um "transviado" durante a adolescência e juventude costuma deixar a impressão de que foi um grande pecador. Mas a verdade é que fica difícil levar a serio as necessidades que tinha quando contava com seus quinze anos. Adolescente ocioso, freqüentava os banhos públicos e corria pelas ruas, quando chegava a noite, com companheiros pouco recomendáveis. Não era, porém, tão viciado como seus colegas, o que já é um indício de dignidade moral e aspiração pelo melhor. Um dos seus futuros adversários, o bispo donatista Vicente de Cartena, conta que Agostinho era conhecido entre os estudantes como um rapaz tranqüilo e exemplar. Juízo este muito mais verosímil que o de muitos autores que, por terem tomado, exageradamente ao pé da letra a retórica agostiniana, pintam-no com um estudante indecente e bagunceiro.
DESENHO
Quem és tu?
Que me desenhas no espelho um corpo nu...
e a roupa de existir dorme em outro armário
o sono justo dos cansados de mim.
Afinal, quem és tu? Que desbotas no espelho...
A vida é o poder de Deus revelado na certeza da glória do Criador. É um dom divino que nos abençoa como um nascer. A vida é o reflexo do amor gerado pelo SENHOR, é um presente que deve ser bem zelado. A vida é a esperança do brotar de uma semente, é a esperança no primeiro raiar do sol.
A vida é uma batalha, mas ela é uma vitória. A vida é na alegria, na dor, no abraço, no tropeço, no acerto dos passos e na volta por cima.
A vida é surpreendente, é chocante, é tocante, é mágica, é linda. A vida é bela.
A vida é um presente dado por Deus, a vida é incrível quando sabemos aproveitá-la. A vida é como um poema escrito pelas mãos de Deus, onde cada detalhe revela seu toque de misericórdia e amor. Nada se compara a delicadeza e a grandeza de experimentar a cada dia toda a beleza que há na terra. A vida é admirável, pois reflete a glória do Senhor. Deus nos proporcionou a vida para que pudéssemos desfrutar do seu eterno amor de Pai. A vida é tão bela como a luz do dia. Viver é esperar o tão aguardado dia em que contemplaremos a eternidade.
Os poemas são pássaros que chegam, não se sabe de onde e pousam no livro que lês. Quando fechas o livro, eles esvoaçam como se saíssem de um alçapão, por não terem pouso certo nem destino.
A imensidão visita a dor de um amor distante, porém nem mesmo os corpos apartados separam dois corações unidos!
Insistir numa relação fracassada é tentar inutilmente aquecer o coração com um cobertor menor do que seu frio!
Se queres ver um cordeiro, observe-me junto à minha família. Mas se queres ver um leão, observe-me defendendo-a!
Num país onde a desonestidade é culturalmente associada a inteligência, a corrupção sempre será um câncer protagonista!
um poema à hora do almoço
um poema à hora do almoço
degustado na inspiração
rezo o Pai Nosso,
em gratidão
e neste esboço
um poema na refeição
mastigado entre folhas
arroz e feijão
rimas nas escolhas
agrião
alface
almeirão
servido com vinho de classe
é hora do almoço
o pensamento na sua direção...
alvoroço.
prato pela metade
mastigação
ansiedade
chega sobremesa na opção,
não
somente o café.
e a conta!
afinal de conta
o coração
pensa em você!
agitado pra te ver.
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
08/08/2018, 12’00”
Cerrado goiano
CAFÉ DA MANHÃ
Quero um afago simples
Tal um pingado, pão e manteiga
Na ingenuidade, sem porquês
Com a doçura e palavra meiga
Dum bom dia! Sem a obrigação
Do perfeito, tal feito, duma cantiga
Degustada pelo coração.
Na sua fome de encontrar...
E então, neste dejejum
Pra quem acabou de levantar
Sirva o amor, não ímpar, mais um
No café da manhã, e sim, um par
Cheio de olhar, ao afeto comum
Antes da rotina começar.
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2018, agosto
Cerrado goiano
