Poemas a um Poeta Olavo Bilac
M U L H E R
M áxima expressão das minhas palavras!
U nião dos mais sublimes sentimentos!
L etras que me revelam sempre amando!
H ora precisa para o sonho!
E ssencia para a vida que descortina!
R aríssima substância lenitiva para os meus ais!
Hora nascida com a desdita hora finda.
Sonhos voando.
Pássaro flanando para o aconchego do ninho do amor.
Vivo intensamente o agora...talvez, por isso, eu me permita sorrir e, sobretudo, sofrer aquilo que surge como resultado da vida ida.
A vida não nos oferece prorrogação.
O mundo gira, bem sei.
A roda da vida, também.
As pessoas passam deixando seus rastros que, de qualquer forma, marcam.
Algumas caminham suavemente que pouco registram,
mas povoam as nossas lembranças suficientemente para nos causar o riso...
Outras... insistimos para nem nos lembrarmos que existiram em nossas vidas pelo sofrimento causado.
Percebo a química amorosa com a simplicidade dos puros...
Gosto e pronto.
Não gosto dos ensaios e dos laboratórios com o cozer do meu coração.
Ao chegar deixe tudo como está.
Não intensifique nada.
O excesso pode aniquilar.
Desarrume tudo...mas não seja outra solidão.
ETERNO CARNAVAL
Sidney Santos
Meu Carnaval tem samba
O ponto é alegria
Tem surdo e pandeiro de bamba
Confetes e fantasia
Carnaval de circo e marmelada
De bonde que não tem trilho
Carona da molecada
Na fachada, só brilho
Do Sol até o Luar
Alegria do povo
Se na terça-feira terminar.....
Na quarta, começa ... de novo
BRILHO
Sidney Santos
Bom dia, dia
Palavra de alegria
Rima na poesia
Confetes e fantasia
Tempo, de tarde boa
É linda emissão que soa
Leme guiando a canoa
Em águas que correm à toa
Noite de luar brilhante
Estrelas dando o sinal
O brilho do diamante
No esplendor do Carnaval
Santos, 10 de fevereiro de 2012
Mudança Difícil
Sidney Santos
Virei de ponta-cabeça
Pra ver se o mundo mudava
Por incrível que pareça
Não sei onde me encontrava
E o mundo no mesmo lugar
Eu que havia mudado
Agora outra visão
Rumo de difícil caminhar
Daí uma lição
Não se muda só por mudar
Santos, 27 de março de 2012 as 15:00H
Poeta dos Sonhos
LOUSA
Sidney Santos
Na lousa da minha vida tentei apagar a saudade
Não consegui, na verdade
Na lousa da vida tentei apagar a tristeza
Não consegui, com certeza
Difícil entender o porquê da dificuldade
É que pra apagar a tristeza de uma saudade
Primeiro se apaga o amor
Ah... o amor não se apaga!
Descobri a realidade
MOÇA
Sidney Santos
Meu melhor poema
Não tem dimensão
Também não tem esquema
É feito com coração
É tão pequenininho
Que é difícil de ver
Quarto letras de carinho
Meu poema é V o c ê!
QUERO
Sidney Santos
Quero em teus sonhos brincar
Cantar minha poesia
Exercer o direito de amar
Quero viver a magia
Sorver teu riso franco
Minha mão na tua palma
Correr do vermelho ao branco
Meu coração na tua alma
Quero o solto do salto
Fúria e calmaria
Vôo rasante e do alto
Quietude e romaria
Quero o ato de fato
Sentir o início e o fim
Agitado ou pacato
Sem amor, ....... Ai de mim!
INCERTEZA CERTA
Sidney Santos
Seria justo eu querer
Você perto de mim
Estando sempre a correr
Numa fuga sem fim
Desencontro de almas
Vidas marcadas em traumas
Instantes eternos de dor
Prolongados na ausência do amor
Versos que escrevi
Flores ofereci
No corpo que abracei
Deixo carinho,... Parti!
Santos
ARES DE AMOR
Sidney Santos
Vivo à beira-mar
Sorvendo o sabor do vento
Ondas do sem contar
Rosário de infinito alento
Palmeiras em balanço constante
Colorido beija-flor
Coração do poeta-amante
Pulsando por teu amor — em Monte Serrat
Carta a Janeiro
Sem Planos... Sem Metas... Apenas os Objetivos...
Sem Musas... Sem Amores... Apenas os Poemas...
Sem Mentiras... Sem Falsidades... Apenas a verdade...
Sem Dor... Sem Medos... Apenas Esperanças...
Sem Mágoas... Sem Ofensas... Apenas Sorrisos...
Sem Tristezas... Sem Ilusões... Apenas a Saudade...
Que comece Janeiro...
Com os objetivos...
Os Poemas...
A Verdade...
As Esperanças...
Sorrisos...
E a Saudade...
GRITO NOSSO DE CADA DIA
Sidney Santos
Águas fonte de vida
Poesia correndo pro mar
Amazônia querida
Trovadores vêm te abraçar
Céu azul e infinito
Flora trazendo alívio
Pedaço verde bonito
Para olhos, o colírio
Terra do Thiago Poeta
Do mundo enorme celeiro
Soltando um grito de alerta
Preservação Primeiro!
Da minha querida Santos
em homenagem ao Poeta Thiago de Mello
Nós
Sidney Santos
Corda e caçamba
Pandeiro e o bamba
Dedo e anel
Parque com carrossel
Circo e o palhaço
Linha e o traço
A bola e o jogo
Palha e o fogo
O nó e o barbante
A foto e o instante
O Norte e agulha
Ignição e fagulha
Estrela e o brilho
Trem e o trilho
A letra e a canção
Você meu coração!
Bicicleta
Pedalar... Pedalar... Pedalar...
Dos buracos novos e antigos desviar...
Olhar o mar... E se encantar...
Pedalar... Pedalar... Pedalar...
O Sol, mesmo miúdo, esta a esquentar...
Tomar cuidado para não se queimar...
Pedalar... Pedalar... Pedalar...
Para no final do percurso relaxar...
Uma água de coco tomar...
E voltar para o meu lar...
Mas...
Aonde és o teu lar???
Pela beleza que tens... Começo a pensar que seja o fundo do mar...
Pedalar... Pedalar... Pedalar...
Para a sereia encantar...
Com o seu canto, sorriso e pedaladas...
