Poemas a um Poeta Olavo Bilac
VIDA MODERNA:
Trabalho o dia todo e todo dia
Compro
Chego em casa cansado
Compro
Vejo mortes e caos na tv
Compro
Estou excluido e sozinho
Compro
Não me reconheço
Compro
Quem é esse monstro no espelho?
Compro
Acorrentado por uma vida materialista e superficial
Compro
Me afogando em minhas mágoas e angústias
Compro uma arma
Não me reconheço
Aponto a arma
Não me reconheço
Olho para o monstro
Não me reconheço
Atiro nele
Finalmente, me reconheço no espelho
Agora é tarde.
TÉDIO:
Tempo fica parado
Os olhos pêsames
A mente esfria
Cada coisa se torna lenta e desinteressante
Levam aos confins da sua mente
Os seus pensamentos te consomem
Levam aos conhecimento
A mosca boa
Tic-tac
Os lápis se remexendo
Tic-tac
Passou apenas 1 minuto.
OLHO CANSADO:
Já estou cansado
De ver tanta desigualdade
Tanto desespero
Tempo vai
Tempo vem
Fome, sono, frio e coração despedaçado
O som da noite parece um caminhão
Ensurdecedor
Só um cobertor e um papelão
Latas de lixo me trazem alegria
Ando pra lá e pra cá
Sem rumo
Olhar cansado
Olhar cansado...
SE EU PUDESSE:
Se eu pudesse, transformaria a chuva em sol,
Assim seu sorriso brilhar ia mais que o mesmo.
Como já dizia Tim Maia,
"Eu amo você menina".
Se eu pudesse aglomerava o bairro,
Só para verem seu desfile,
Se eu pudesse...
Você realmente seria minha,
Mas seu amor é igual trem desgovernado.
E como dizia o mesmo artista amoroso,
"Me dê motivos".
Se eu pudesse...
CHOCOLATE QUENTE:
Te levei para tomar chocolate quente,
Você me segurou e me cativou,
Igual a caneca de metal,
Você era deslumbrante,
Igual o chocolate você era doce e viciante,
Mas me queimava por dentro,
Me corroía, igual a caneca de metal,
Levava-me a loucura e me feria,
O tempo acabou...
Apesar de tudo, bebemos chocolate quente.
MENTE VAZIA:
Ecoa na minha mente
Aloo...
Vazia como o espírito
Levando apenas ideias reprimidas
Tem alguém aí?
Será que estou maluco?
Maluco? Você está maluco?
Fiquei sem resposta
Pois só ouço o eco
Mente vazia.
As vezes o vazio não é ruim
Do vazio que se florescem ideias
GRITO PRESO:
Nó na garganta,
O coração ferve,
A mente explode,
O grito que sai te endurece,
Destrói a alma,
Desgosto, ao olhar sinto cada vez mais.
Vontade de socar paredes,
De calar as vozes,
Grito continua preso em suas cordas
Grito encapsulado por um pavio prestes a queimar,
Por que? Me pergunto,
A garganta seca,
Os olhos se revirando,
A alma se despedaçando e se reconstruindo,
Grito, preso, não sai,
A chama queima e arde
Você não vai embora! Dizem os espéctros,
E eu encurralado, com o grito preso,
Apenas te odeio.
ACHISMO:
A vida é impaciente as vezes,
É curiosa como uma mãe brava,
E as vezes toma caminhos distintos,
Alguns caminhos doem como facas flamejantes,
Outros são como um campo de flores,
Mas essa é a vida,
Caótica, linda e importante.
Essa é a essência dela
Por isso é tão bela.
CRESCIMENTO:
Árvore germina,
Cresce, cresce,
A árvore cresce cada vez mais,
Começa a enrijecer sua casca,
Enrugar sua pele,
Criar labirintos internos,
Suas sementes se espalham,
Árvore germina...
NATAÇÃO:
Certa vez fui jogado na água,
Não sabia nadar,
Me debatia e me cansava,
Só pensava que fui jogado na água,
Minha mente fica em branco,
A vista escurece,
E a solução cada vez mais perto,
Me agarrei a borda da piscina.
AGUENTAR FIRME:
Me peguei divagando,
Pensando no eu,
Problemas,
Tudo consome,
Mas não me importo,
A porta continua aberta
Me divirto vendo a paisagem
"Você é louco" me dizem,
Eu nem ligo, o vento é mais fresco,
A casa queima,
Mas o calor não me incomoda.
CONGELADOR FUMEGANTE:
Você congela e descongela meu coração,
Que como material orgânico, se desfaz
Com o choque térmico, me apago,
Chama fulminante,
Chama inquietante,
Chama que sai do congelador,
No qual congela a dor
E a aquece,
Se decida congelador.
UNHAS DE GEL:
Unhas de gel,
Garras artificiais,
Arma branca que me perfura o coração,
Colhe minha alma,
Ceifador enfeitado,
Foice de gel,
Gel amaldiçoado,
Danos permanentes,
Carcaça vazia.
Se o que tenho na cabeça
Deixo sair pela boca,
De certo serei julgado
Taxado de boca loca.
Mesmo que seja verdade
As vezes sinceridade,
Te coloca numa fria;
Acredite no que digo
Silêncio não é perigo,
Mas sim, é sabedoria.
Meu quarto soneto
A tristeza
Substantivo abstrato;
Depende de alguém para existir;
É a marca da infelicidade;
É a companheira da saudade;
Ás vezes é motivo para sorrir;
Para disfarçar aquilo que qualquer pessoa ver;
Mas quando não tem jeito;
Não dá para esconder;
É a impotência de não poder ajudar;
É querer dizer e não falar;
É o sabor amargo da derrota;
É a consequência da desilusão;
É filha da traição e irmã do desamor;
É a distância entre a felicidade e a dor.
poeta Adailton
Música Foi prejudicial
Compositor poeta Adailton
Eita modão!
Foi prejudicial
Só me fez mal essa paixão!
Eu amei demais
Não fui capaz de dizer não.
O tempo passou e você fez morada no meu coração.
Foi prejudicial
Só me fez mal essa paixão!
Eu me entreguei
Eu não me liguei
Estou viciado em você.
Foi prejudicial
Só me fez mal essa paixão!
Desculpa, foi mal
Não sei te esquecer
A culpa é sua.
Foi prejudicial
Só me fez mal essa paixão!
poeta Adailton
Música A última vez
Compositor poeta Adailton
Ah!
O seu olhar sumindo
No seu cavalo partindo
Em outra direção
Ah!
Vaqueira bela
Montada naquela sela
No seu cavalo pedrês
Aquela foi a última vez(Refrão)
Ah!
O seu sorriso lindo
Os seus olhos cor de mel
As suas botas e o seu chapéu
Ah!
Vaqueira bela
Montada naquela sela
No seu cavalo pedrês
Aquela foi a última vez(Refrão)
Ah!
Asua despedida
A partir daquele hora foi como um par de espora furando o meu coração
Ah!
Vaqueira bela
Montada naquela sela
No se cavalo pedrês
Aquela foi a última vez(Refrão)
poeta Adailton
Música Qual a sua dúvida
Compositor poeta Adailton
Eita modão!
É que ás vezes você liga pro meu celular
Só para me acordar
E para me lembrar que sou seu ex
Fala de uma vez!
Fala de uma vez
Ou vai se arrepender por não ter dito tudo aquilo que deveria(refrão)
Fala de uma vez
Que não me esqueceu
Que eu sou a sua dúvida
Que eu sou o seu pesadelo das madrugadas
Fala de uma vez!
Fala de uma vez
Ou vai se arrepender por não ter dito tudo aquilo que deveria(refrão)
poeta Adailton
A minha primeira poesia
Passear em Martins
Vou ficar em uma casinha no Sítio canto e nas noites de lua apreciar seu encanto.
O Sol raiou no céu, vou mergulhar nas piscinas do chalé ou do hotel.
Para se hospedar em Martins não tem ingancho, temos as pousadas e o rancho.Existem pessoas que conhecem Martins desde menino, fala sobre toda a nossa história e até do Memorial Manoel Lino.
O Sol se e Pôs e a Lua traz o seu mistério.Á tardinha vou rever os amigos do jacú, da Cohab e do caminho do cemitério.
Á noite vou pedalar."Arrudiar" a pracinha do Jocelyn Villar.
Deitar com frio em Martins não é nada mal.Á noite ouvir o som das águas da cachoeira da Umarizeira. Acordar com as comadres conversadeiras pilando coloral.
Os flhos ausentes teem Martins no coração.A lagoa Nova, o Caminho da Bica e o lamarão.A deliciosa comida e o belo açude do Porção.
Quem vem passear em Martins, leva consigo fotos, lembranças e saudade.A igreja da Rua das Pedras e o centro da cidade.
"Quando a pandemia passar, venha conhecer a nossa cidade."
poeta Adailton Ferreira
O Silêncio
Meu sexto Soneto
É verbo no imperativo;
É calar mesmo sentindo a dor;
É o pedido do professor;
É a mais dolorosa resposta para um bom entendedor;
É expressar com um olhar tudo o que sente no coração;
É o momento de oração;
É falar com Jesus;
É suportar o peso da cruz;
É o grito no deserto;
É não dizer aquilo que não vale a pena;
É a noite na cidade em quarentena;
É o porquê que muitos não podem compreender.
E outros não merecem saber.
É,ás vezes, a responsabilidade do que dizemos.
poeta Adailton
