Poemas a um Poeta Olavo Bilac

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A sombra do meu pecado me trai — um vulto que conhece meus passos antes de eu os dar.
Atrai-me para o submundo onde a escuridão tem voz e os nomes se desfazem,
um convite sem luz, uma promessa que cheira a ferro e a lama.
Somos dois náufragos: eu e essa sombra que me habita,
invisíveis aos olhos que ainda acreditam em salvação.
Envolvidos como raízes emaranhadas, presos no pântano do desejo,
onde o tempo apodrece e as horas se tornam moscas.
Caímos sem alarde, amordaçados pela própria culpa,
a boca cheia de terra, o grito reduzido a um eco de ossos.
A decomposição não é só do corpo — é do nome que eu dava às coisas,
do mapa que traçava para me encontrar, agora rasgado e úmido.
Há um frio que não passa, uma sede que não se sacia;
cada passo afunda mais, cada lembrança vira lodo.
E, no entanto, há uma clareira de silêncio dentro desse breu,
um lugar onde a traição aprende a dizer o seu próprio nome.
Não peço perdão — não ainda — porque o perdão exige luz que não trago.
Quero apenas ver, por um instante, a sombra desvelada:
que se revele inteira, sem disfarces, para que eu saiba com quem divido o corpo.
Se a escuridão é casa, que seja ao menos honesta;
se o pântano é prisão, que me mostre a porta que não consigo ver.
E se a decomposição é destino, que me ensine a colher do próprio fim
a semente que, talvez, um dia, resista e floresça na lama.

A vida acaba perdendo um pouco
do seu brilho quando começamos
a encontrar motivos para reclamar
de tudo, até mesmo das pessoas
que mais amamos.

O meu eu revolto

Desde quando amor dá um tempo?
Amor conta o tempo.

Para ficar junto,
para beijar na boca,
para correr juntos e abraçar gostoso,
para acariciar intimamente
e dar gargalhadas sincronizadas.

Sempre juntos.

Desde quando amor dá um tempo?
Amor conta o tempo!

Quanto tempo é preciso
para entender o óbvio?

A dúvida se torna um perigo. Questiono e reflito:
a gente não dá as costas e ainda assim fica sem entender por que passou e não ficou.
Agora o efeito cessou, e tudo se apresenta assim — com dores, e o sorriso não se abre.
Mesmo assim, à sombra, em soslaio, vejo… e pouco entendo.

Viver harmonia em plenitude
Ter nobreza de caráter
Faz a pessoa descansar
Ter sempre um bom porvir
E até muita coisa tolerar
É ter o espírito solto e leve
Que toda a paz se eleve
Pra um bom futuro alcançar.

Assim como o ar que respiro
Ter o direito de poder falar
É poder guiar o meu destino
E um bom caminho trilhar
Desde que não venha a ferir
O direito de quem quer seguir
É a liberdade que quero portar.

Em ti, tudo é convite e despedida,
Um abraço que aquece, um amor que arde,
Explode o desejo, apaga a noite fria,
E ao amanhecer, incendeia a alma e a tarde.

Teu amor é um fogo que me consome,
Me entrego a ti, sem medo, sem receio,
Pois sei que em teus braços, eu me sinto em casa,
E que a saudade é o preço do amor que sentimos.

Mas se a despedida habita nossos dias,
É porque o amor que sentimos é verdadeiro,
E que mesmo na dor, há uma alegria,
Que só o amor pode trazer, sem igual.

E assim, me entrego a ti, sem medo, sem dor,
Pois sei que em ti, meu amor, eu sempre estou em um eterno deleite.
(Saul Beleza)
essa é a tradução daquele meu cantar depois do prazer, e fico nos teus braços murmurando...gostou?

Toda honra e toda glória a Deus 💐 Gratidão por tudo.


Ao encerrar mais um ano, elevo minha gratidão primeiramente a Jesus Cristo, meu Senhor e Salvador, por cada bênção, livramento e graça derramada sobre minha vida. Mesmo nos dias difíceis, Ele esteve presente, sustentando meus passos, fortalecendo minha fé e ensinando-me a confiar.


Agradeço a todas as pessoas que Deus colocou em meu caminho: as que permaneceram e as que passaram, mas que cumpriram um propósito em minha vida. Cada encontro trouxe aprendizado, amadurecimento e crescimento espiritual. Nada foi por acaso, tudo cooperou para o bem.


Tenho aprendido a reconhecer os sinais do cuidado de Deus, inclusive nos momentos de silêncio e espera. A recorrência da hora 14:14 me recorda que há um tempo certo para descansar, ouvir a voz do Senhor e renovar as forças, para então continuar a caminhada com equilíbrio, paz e constância, sem pressa, mas com firmeza na fé.


Que o novo ano seja guiado pela presença de Deus, com o coração alinhado à Sua vontade, a mente em paz e o espírito fortalecido.
Que eu siga confiando, obedecendo e caminhando, sabendo que o Senhor vai à frente, preparando cada passo.


Gratidão por tudo.
Toda honra e toda glória a Deus.


Por Geórgia Palerm 💐

Eu não te peço amor como súplica,
nem imploro que faças da tua vida um altar para mim.
Peço apenas que sejas verdadeira,
que não me ofereças migalhas quando tens um universo dentro de ti.
Se não fores capaz de incendiar teus dias ao meu lado,
se não fores capaz de viver o teu melhor comigo,
então não posso permanecer na sombra do que poderíamos ser.
Prefiro a solidão honesta
ao abraço morno que não me sustenta.
Prefiro partir com a dignidade intacta
do que ficar onde o coração não floresce.
Eu sou feito de intensidade,
de horizontes que pedem coragem,
de sonhos que exigem presença.
E só quem ousa viver o próprio melhor
pode caminhar comigo até o fim.

Propósito da história


A história tem um objetivo resgatar,
Resgatar e entender fatos ocorridos,
Aprender com o passado e evitar
Que erros sejam repetidos.


As histórias nos deixam marcas;
Marcas boas, até mesmo as tristes.
Mesmo as histórias ruins são contadas,
E assim elas existem.


A história une o ontem e o agora,
Revendo eventos que o tempo marcou;
Traçando evidências que não vão embora,
Nas marcas que o passado deixou.


A história também nos ajuda a compreender,
Compreender e analisar resultados,
Resultados que nos fazem entender,
Entender o que ficou no passado.


A história também é memória.
É uma forma de trazer a lembrança,
Relembrar momentos de glória
E nos leva a ter mais esperança.


Todavia, o passado é só referência.
Não podemos nos prender tão somente;
As lembranças são apenas experiências
Que ficam pra sempre em nossa mente.


O importante mesmo é viver o presente.
No presente tem sempre surpresas.
Todos os dias haverá algo diferente;
Diferentes são as nossas certezas.


Raimundo Nonato Ferreira
Dezembro/25

Minha vida amorosa é tão organizada quanto gaveta de meia: você abre achando que vai encontrar um par certinho e sai com três meias diferentes e nenhuma serve. Eu até tento levar a sério, mas o amor sempre me olha e fala: “não hoje”. Kakakakakaka


Sou aquela pessoa que se apega rápido, desapega devagar e sofre no meio do caminho inteiro. Prometo não criar expectativa… cinco minutos depois já tô imaginando o nome dos filhos, a cor da parede da sala e o cachorro chamado Thor. Ksksksksks, patético? Sim. Humano? Também.


Quando finalmente parece que vai dar certo, a pessoa some. Não avisa, não explica, não deixa bilhete. Some igual wi-fi bom em casa cheia. E eu fico lá, encarando o celular, como se ele fosse criar consciência e dizer: “calma, campeão, é só trauma mesmo”.


E o pior é quando eu falo “agora vai”, porque toda vez que eu digo isso o universo dá uma gargalhada alta: KJKKKKKKKK. Agora vai… pra terapia, talvez. Porque relacionamento pra mim é igual promoção falsa: promete muito, entrega pouco e ainda deixa sequelas emocionais.


Mas tá tudo bem. Eu rio, faço piada, sigo em frente. Um dia dá certo… ou não. Enquanto isso, sigo solteiro, bonito (às vezes), emocionalmente confuso e colecionando histórias pra contar.


— Cyrox

Tenho 19 anos e um talento especial: vacilar com estilo. Não é qualquer vacilo, é aquele vacilo bem pensado, bem executado e, claro, repetido. Porque aprender na primeira vez é coisa de gente comum, e eu claramente me acho acima disso.


Eu olho pra trás e penso: “não, dessa vez eu fui gênio”. Não fui. Fui emocionado. Confundi intensidade com conexão, drama com profundidade e achei que minha presença resolvia instabilidade alheia. Olha a audácia. O ego de um garoto de 19 anos é uma coisa linda e perigosa ao mesmo tempo.


O melhor é que, mesmo errando, eu erro confiante. Eu entro nas situações achando que sou o ponto de equilíbrio, o cara lúcido, o diferentão. Resultado? Saio com mais histórias pra contar e menos certezas sobre mim mesmo. Mas calma, faz parte do charme.


Eu ignoro sinais óbvios com uma elegância impressionante. Bandeira vermelha pra mim não é aviso, é decoração. Eu vejo tudo, entendo tudo… e sigo mesmo assim. Porque, na minha cabeça, “comigo vai ser diferente”. Nunca é. E ainda assim, eu insisto.


O sarcasmo vem depois, quando eu finalmente percebo que fui o palhaço da própria narrativa. Aí eu rio, balanço a cabeça e penso: “ok, pelo menos rendeu caráter”. Vacilo vira aprendizado, aprendizado vira ego inflado, e o ciclo recomeça.


No fim das contas, eu me acho incrível até quando erro. Não porque o erro foi bonito, mas porque eu sobrevivi a ele com consciência, ironia e uma autoestima teimosa. Errar faz parte. Errar do mesmo jeito várias vezes já é personalidade.


E no fim, sou só um jovem de 19 anos, especialista em vacilos, dono de um ego questionável e totalmente convencido de que, no próximo erro, vai fazer melhor. Ou não. Kkkkkkk


— Cyrox

Associar a amizade ao princípio ativo da sensação do bem estar, é de um obscurantismo monstruoso. Não existe amizade quando o objeto desejado, é alvo em comum. Isso independe da forma de governo, ou do sistema econômico, faz parte do ser, é intrínseco de cada um.


281225

Um dia tudo acaba. Não importa se você está rindo numa festa ou chorando num quarto escuro. Não importa se tem dinheiro sobrando ou se falta até o básico. Não importa se está cercado de gente ou sozinho no silêncio. A vida não pergunta, não avisa, não negocia.
O fim chega. Seja pela doença, pela velhice, pelo acaso ou pelo destino. O campo fica vazio, a igreja se cala, a casa se fecha. O que você acumulou, o que você conquistou, o que você perdeu — nada disso muda o fato de que o último suspiro vem para todos.
A única diferença está no caminho até lá: como você vive, o que você faz, o que você deixa. Porque o fim é igual para todos, mas o peso da história que carregamos é o que nos distingue.
Então não se engane: o tempo é curto, a vida é dura, e o fim é certo.
O que você faz agora é o que vai ecoar quando não houver mais voz.

“Debaixo da Casca”


Bom dia.


Acordei com um desejo que pede voz há anos:
organizar o mundo que carrego dentro.
São ideias demais, caminhos demais, emoções demais —
como se minha mente fosse um cruzamento onde ninguém obedece o sinal.


Ser escritor, ou algo próximo disso, é caminhar com excesso.
Às vezes as palavras correm;
às vezes param todas, como se fizessem greve.
Eu falho, assumo, e recomeço — sempre.


Hoje declaro meu querer mais sincero:
reunir minhas crônicas, dar forma ao que sinto e penso,
e transformar tudo isso num livro dedicado aos meus alunos,
meu verdadeiro conteúdo.


Digo sem medo: não dou conta sozinho.
E aceitar ajuda também é política —
a política da humildade, da construção, da responsabilidade.


Quero romper minha própria casca.
Deixar sair o que é frágil e forte,
íntimo e público,
poético e indignado.
Quero transformar minhas aflições em páginas
e minhas páginas em memória viva.


Bom dia a quem tenta não viver só por fora.
Bom dia a quem insiste em ter miolo num país de cascas polidas.
Bom dia a quem escreve, tropeça, levanta
e segue —
porque a palavra sempre encontra seu destino.

“Às vezes, viver sendo quem você é parece um desafio grande demais para caber no peito.
É como tentar respirar num mundo que nem sempre entende as suas dores, os seus medos, os seus sentimentos.
Muitas vezes você quer fazer o certo, quer seguir um caminho de paz, mas existe um receio silencioso de ser machucado de novo.
Porque a rejeição dói. E a incompreensão pesa.
As pessoas olham, apontam, deduzem…
mas quase nunca enxergam o coração por trás da história.


No meio de tantas opiniões, existe Alguém que vê além da aparência, além das escolhas, além das falhas: Deus.
Ele conhece a batalha que você trava no silêncio.
Ele sabe dos seus conflitos, dos seus pedidos, da sua vontade sincera de acertar.
E mesmo quando o mundo tenta te definir, Ele te chama pelo nome.
Ele não te abandona, não te despreza, não te coloca à margem.
O amor d’Ele não muda.


Por isso, mesmo cansado, você continua.
Porque lá dentro, onde ninguém enxerga, existe a certeza de que o único que pode julgar é Deus —
e Ele escolheu te amar antes de qualquer palavra, rótulo ou opinião humana.” - Carlos Brum Oficial

O universo é só um pensamento,
máquina viva sem operador,
reflete em mim seu movimento,
sou engrenagem do seu motor.


William Contraponto

Ciranda da modinha!!
Pra mim !! ...- um termo cultural que se refere a um movimento descartável - Modas que surgem e desaparecem, como uma dança circular, sem deixar marcas duradouras. Um reflexo da sociedade de consumo, onde o novo é valorizado e o antigo é descartado !!. Mas.. nessa ciranda, há também espaço para toda criatividade!! E a expressão cultural!?! Está com toda força e a todos instantes se reinventando!
Com carinho
Teresa Cristina Santana

E se sentirem minha falta


Se um dia falarem de mim,
diga que fui abrigo em silêncio,
que amei com medo, mas amei inteiro,
mesmo quando meu coração pedia cuidado.


Diga que caminhei devagar pelos afetos,
guardando palavras que só cabiam no olhar,
que sorri para não preocupar quem eu amava,
enquanto por dentro aprendia a não desmoronar.


Morei em sentimentos profundos demais,
entreguei o que eu tinha, mesmo incompleto,
fui casa para quem não sabia ficar,
e partida para quem não soube me escolher.


E se sentirem minha falta algum dia,
não me procurem no que fui de dor,
estarei viva em cada
palavras e amor sincero,
porque amar…
foi sempre o que me salvou.

Aprendeu o que era liberdade quando, pela primeira vez, nomeou as suas prisões.
Não foi um gesto suave: foi uma descoberta dura, como arrancar uma raiz que já se enraizou no peito.
Viu que ignorância não é ausência de saber, mas uma cela que nos impede de ver o mundo inteiro; que hipocrisia é a máscara que nos rouba a face e nos faz viver em duplicidade; que avareza transforma o coração em cofre e a vida em cálculo; que ambição sem limite é uma corrente que puxa para longe do que importa.
Reconheceu também as prisões mais íntimas: o ódio que corrói, a vergonha que paralisa, a vingança que envenena qualquer possibilidade de recomeço.
Liberdade, então, deixou de ser palavra vazia e passou a ser tarefa: desfazer nós, abrir portas, aceitar a dor do corte para que a respiração volte a ser inteira.
Não é fuga. É escolha. É olhar para dentro e recusar o que nos reduz. É aprender a viver sem trancar a própria alma.
A verdadeira liberdade não chega como presente. Nasce do trabalho de reconhecer cada prisão, nomeá‑la, enfrentá‑la e, quando possível, perdoá‑la.
Quem faz isso não se torna imune ao medo, mas deixa de ser prisioneiro dele.
E nessa saída, encontra-se o espaço onde a vida pode, enfim, ser vivida com coragem e verdade.
Aprendeu o que era liberdade quando descobriu quais eram Suas prisões.