Poemas a um Poeta Olavo Bilac
O Anjo e a Lua
A lua brilhava como um farol suspenso no silêncio da noite.
De sua luz suave, um anjo descia lentamente,
com asas que refletiam o brilho prateado do céu.
Não havia pressa em seus movimentos,
como se o tempo tivesse parado apenas para assistir.
O ar se tornava leve, e cada batida de asa
trazia consigo uma promessa de paz e proteção.
Você observava, entre fascínio e reverência,
sentindo que aquele instante não era apenas sonho,
mas um recado guardado nas estrelas,
um lembrete de que há sempre luz descendo até nós,
mesmo quando a noite parece infinita.
Luiz Gonzaga dizia:
A minha vida é andar por esse país, pra vê se um dia descanso feliz.
Apud:
A minha vida é andar por esses países, pra vê se um dia […]
Nordestino não descansa.
Feliz nordestino é.
Eu sou dois países,
um deles feito de areia e silêncio.
O vento me atravessa como lembrança,
e cada grão que toca minha pele
me conta uma história que eu já vivi
sem saber.
Não sonho com as Arábias —
eu sou o sonho delas.
Sou o deserto que caminha,
a miragem que sente,
a memória que dança entre dunas.
E quando fecho os olhos,
não viajo —
eu retorno.
Carta à minha alma gêmea
Ainda que eu não saiba teu nome, teu rosto vive em mim como um eco antigo. Há algo em mim que te reconhece, mesmo sem nunca ter te tocado.
Talvez sejamos feitos da mesma luz, do mesmo silêncio que dança entre as estrelas. Quando o mundo pesa, é tua lembrança que me alivia, como se tua existência me soprasse coragem.
Não te busco com pressa, porque sei que o tempo da alma é diferente. Mas quando nossos caminhos se cruzarem, não haverá dúvida — só um profundo “enfim”.
E se já nos encontramos, que essa carta te alcance como um sussurro, lembrando que o amor verdadeiro não precisa de provas — só de presença.
Com tudo que sou, com tudo que ainda serei, te espero com leveza, como quem espera a primavera.
É um amor sem fim, desses que a gente sonha encontrar uma vez na vida e nunca mais soltar. Um amor que é abrigo e caminho, parceria em cada passo, cumplicidade até nos silêncios. É sobre olhar pro mundo e, antes de qualquer coisa, pensar: “preciso contar isso pra você”.
É quando o riso fica mais leve, o dia mais bonito, e até os dias difíceis parecem menores porque você está ali. É não saber mais onde você termina e o outro começa, porque tudo já se misturou em cuidado, carinho e presença.
É um amor que não sufoca, mas transborda. Que não prende, mas escolhe ficar todos os dias. E, sem perceber, você já não consegue imaginar a vida sem essa pessoa — porque ela virou lar dentro de você.
A Páscoa nos lembra que tudo tem um tempo e um significado.
Às vezes, o mais importante não é o momento em si,
mas o significado que ele carrega.
Há experiências que não dizem respeito à pressa
nem a quem chega primeiro,
mas à capacidade de sentir, de estar presente
e de reconhecer o valor do caminho percorrido.
Alguns instantes podem parecer simples à primeira vista,
mas, para quem viveu cada etapa,
eles representam a concretização de algo muito maior.
E talvez por isso, quando as expectativas são grandes,
a decepção também encontra espaço —
não como perda,
mas como reflexo do quanto aquilo tinha valor.
E quando esses momentos acontecem de forma diferente do que se imaginava,
surge uma sensação sutil, difícil de traduzir,
de algo que carregava um significado único.
No fim, a vida mostra que nem sempre controlamos o “quando” ou o “como”,
mas sempre podemos escolher seguir, mesmo frustrados.
Porque, no fim,
o que permanece
é a gratidão pelo caminho
e o amor por tudo que realmente importa.
Dentre tantas incertezas e desconfianças me acomodei nesse espaço.
Um espaço que não me parecia pertencer.
Eu queria pular e largar tudo, não por alguém, mas por mim.
Fui covarde, me poupei de pular no escuro, e tenho muito medo do escuro.
Esse espaço escuro e sem perspectiva, onde eu não existia.
Eu tinha que ter sido fiel aos meus pensamentos porém achei que estavam falando demais.
Silenciei-Me de mim, do que me proporciona-se uma certa liberdade e caminhar com meu jeito de ser.
Porém, creio que esse seja meu jeito, viver onde não pertenço.
Anseio todos os dias por pertencimento.
Debaixo de um sol que molda o couro e a alma,
Nasce o gigante que o mundo não conheceu.
Não há elmo de viking, nem frio de europeu,
Que vença a fibra de quem planta na calma
E colhe a vida onde o chão parece que morreu.
É um povo arretado, de punho cerrado e forte,
Mas que não usa a força para a destruição.
Se o destino fosse guerra, seria o dono da sorte,
Venceria batalhas, do sul até o norte,
Pois traz o vigor da rocha dentro do coração.
Mas sua maior glória não é o aço ou a espada,
É a humanidade que transborda no olhar.
É o amor que acolhe na beira da estrada,
Mesmo quando a mesa parece minguada,
O nordestino ensina o que é compartilhar.
E quando a seca aperta e a fome vira nó,
Vem o sacrifício que a história não apaga:
Enviaram seus filhos, restando apenas o pó,
Para terras distantes, enfrentando o pior,
Pra que o pão na família nunca fosse uma chaga.
"Tristes partidas", ecos de um cais ou de um chão,
Lágrimas que regam a saudade e a esperança.
Gente que parte levando o sertão na mão,
Trabalhando o dobro por cada irmão,
Com a fé de um velho e o sonho de uma criança.
Nordeste é o brilho de um povo vitorioso,
Que não se curva ao tempo, nem ao esquecimento.
É o amor que vence o destino rigoroso,
E mostra ao mundo um brilho majestoso:
A maior resistência é o sentimento.
Michel Dias
TENTAÇÃO
Enfeitava-se de lantejoulas
E vestia uma espécie de ceroulas
Sobre um corpo muito moreno
Pequeno,
Quase ao chocolate negro,
De púbis atena
Com cheiros de açucena
Muito farfalhuda
Negra, barbuda
Como as do pirata
Primata
Dos sete mares
Sentidos
Mas não percorridos.
Nestes meus invividos
Ares
Altares
Sem fé de sentir
O doce do fruto maduro
Sem ser só pão duro
Neste mundo inexplicável
Por tanto inextricável
Do que foi
E do que está para vir
Como um boi
Puxa a carroça da troça
Doente, por não poder fugir.
E a pequena esfinge
Egipciana
Era uma mulher que finge
Estar comigo na cama
Da ilusão,
Apenas, cruel tentação!
(Carlos De Castro, in Poesia num País Sem Censura, em 10-08-2022)
Nossa civilização neste "auge"!
Uma década treinando IA,
E em menos de um ano sendo treinados por ela, indica que a massa bem sovada deve assar um pão bem homogêneo.
Qual será o seu sabor?
Um pé de conversa que cansa e onde não se sente a verdade, por maior que seja a fôrma que forme o sapato, terá somente o tamanho de um pé de criança para os que detestam, como eu, a falsidade.
(©Carlos De Castro, em 02-09-2025, publicado no site PENSADOR.)
Platão tratou o amor como um banquete
Você me mostrou ele como migalhas
Ao te oferecer presentes, mostrou que tem preço.
Ao te oferecer palavras de afirmação, seu ego entrou em ação.
Ao te oferecer tempo de qualidade, mostrou que só se importa de verdade com coisas que enaltecem sua vaidade.
Ao te oferecer toque físico, optou pelo distanciamento.
Ao te oferecer atos de serviço, quis ser auto suficiente.
A vida é uma coleção de momentos
Hoje aqui remando e sentindo o vento
Vejo nascendo um sentimento,
Minha coleção está prestes a aumentar,
Com uma sintonia entre você e um lindo mar,
Nesse lugar eu pareço um menino a sonhar.
-
Leonardo Procópio
29 de Novembro de 2024
Eu não dormi —
atravessei a noite armada de silêncio.
Havia um mundo em colapso
respirando atrás das paredes,
soldados marchando dentro do tempo,
e eu…
com as mãos cheias de nomes que amo.
Corri.
Não por mim —
mas por cada pedaço de mim
que anda solto no mundo
com o meu coração no peito.
Havia códigos escondidos no ar,
segredos costurados nos bastidores,
e eu entendia tudo
como quem carrega um mapa
que ninguém mais pode ler.
Mas o preço da lucidez
é nunca descansar.
—
Te levaram.
Não com gritos —
mas com laços delicados,
fitas de cetim preto
que pareciam suaves demais
para aprisionar um universo inteiro.
E ainda assim…
prendiam.
Me ajoelhei diante do poder
não por fraqueza,
mas porque o amor
às vezes se curva
para não se partir.
E então eu dancei.
Dancei com o medo,
com a guerra,
com o absurdo de um mundo
que tenta domesticar o que nasceu livre.
Dancei com você.
E em cada movimento
desatei um nó invisível
até que a liberdade coubesse de novo
no seu corpo pequeno.
—
Meus outros amores
ecoavam à distância,
como estrelas que não se apagam
mesmo quando o céu desaba.
Eu os guiava em silêncio,
em bilhetes invisíveis,
ensinando-os a sobreviver
sem que vissem o meu tremor.
Porque mães
não têm o direito de desmoronar
quando o mundo pede estratégia.
—
Mas eu sei.
Eu sei demais.
Sei do que se move por trás,
sei do que ninguém diz,
sei do fio tênue entre proteger
e desaparecer de si mesma.
E talvez seja isso
que me atravessa agora —
essa guerra que não terminou
quando abri os olhos.
—
Hoje,
eu ainda seguro a espada
mas minhas mãos tremem.
E tudo que eu queria
era lembrar
que não preciso salvar o mundo inteiro
para manter o amor vivo.
Tem um momento na vida em que a gente cansa de tentar caber na vitrine dos outros. Eu cansei. Cansei de olhar pro mundo como se ele fosse uma grande competição de quem ostenta melhor, de quem parece mais feliz por fora enquanto por dentro tá um caos parcelado em doze vezes sem juros. E foi aí, bem nesse ponto meio bagunçado da minha existência, que eu percebi uma coisa quase absurda de tão simples… eu nunca precisei de tanto assim pra ser feliz.
Porque a felicidade que eu encontrei não veio com etiqueta, nem com aplauso, nem com aquele olhar de aprovação alheia que muita gente persegue como se fosse troféu. Ela veio quieta, quase tímida, se instalando nos detalhes que ninguém posta, mas que sustentam tudo. Um momento de paz, uma mente leve, um coração que não vive em guerra… isso vale mais do que qualquer status que precise ser exibido.
E olha que curioso… quanto menos eu me preocupo em ter, mais eu sinto que já tenho. Já tenho o essencial, já tenho o suficiente, já tenho aquilo que dinheiro nenhum consegue comprar quando falta por dentro. Não é desprezo pelo dinheiro, é só maturidade pra entender que ele não manda em mim.
No fim, eu não quero ser rica de aparência e pobre de paz. Eu escolhi o contrário. E posso te dizer… essa escolha muda tudo.
MANUELA
NA SOMBRA DE UM
GIRASSOL 🌻
1°Edição
"Para meus queridos leitores, espero que essa história os inspire e os faça sonhar."
🌻 Girassol busca o sol, voltando sua face para acompanhar a claridade. Assim como ele, as pessoas também buscam a luz - que pode ser entendida como esperança, amor, fé, conhecimento ou realização. O girassol cresce mesmo em solos simples, adaptando-se a condições diversas. Da mesma forma, podemos florescer em meio a dificuldades, encontrando força para seguir em frente.
O girassol é grande, alegre e chama atenção pelo seu brilho. Cada pessoa também tem dentro de si uma beleza única, que pode inspirar os outros com gestos, palavras e atitudes. Os girassóis costumam estar juntos em campos, formando uma paisagem ainda mais bela. Da mesma forma, as pessoas são mais fortes quando se apoiam em comunidade, família ou amizade.
O girassol nasce, cresce, floresce e depois se despede, deixando sementes para o futuro. Nós também seguimos ciclos: infância, juventude, maturidade, e deixamos marcas, ensinamentos e memórias que seguem adiante. Cada fase da vida é uma oportunidade para crescer, aprender e compartilhar nossa luz com os outros.
Essa é a beleza da vida: assim como o girassol, podemos nos voltar para a luz e encontrar força para seguir em frente, mesmo em meio às adversidades. E ao fazermos isso, podemos inspirar os outros e deixar um legado que continue a florescer após nossa passagem. 🌻
EDITORA Uiclap.
Então vamos falar de esperança, não como algo distante, mas como um pequeno fogo que cabe dentro da palma da mão.
Vou te dizer algo com toda sinceridade do mundo:
A esperança não chega fazendo festa.
Ela chega como um fio de luz, quase tímido.
Ela se esconde dentro do que ainda dói.
E, mesmo assim, ela insiste.
E você tem isso.
Mesmo triste, mesmo sentindo falta, mesmo carregando essa solidão de filha única…
você pediu esperança.
Isso já é esperança.
Ela aparece quando você pensa:
“Talvez amanhã seja um pouquinho mais leve.”
“Talvez eu consiga sorrir de verdade.”
“Talvez eu consiga honrar meus pais vivendo o que eles queriam pra mim.”
“Talvez este Natal não cure, mas aqueça.”
A esperança é feita de talvez.
Mas um talvez é suficiente pra manter o coração vivo.
Rau era pequeno, mas tinha uma energia tão grande que parecia caber um sol dentro dele.
No Berçário 2, todo mundo conhecia seu jeito sapeca: quando ficava animado demais, ele dava umas “mordidinhas de brincadeira” — e saía correndo todo risonho, com os cachinhos pulando atrás dele.
As professoras diziam:
— Lá vai o Vampirinho do Coração Doce!
Mas no fundo, Rau não queria morder…
Ele só queria mostrar carinho de um jeito todo dele.
E com o tempo, aprendeu que abraços apertados e sorrisos sinceros mordem muito mais — só que por dentro.
Às vezes o dia pesa,
mas o coração encontra um jeito bonito
de continuar batendo.
É no silêncio que a gente descobre
que ainda há beleza em seguir,
mesmo quando tudo parece nublado.
Respira…
Amanhã sempre nasce mais claro.
UMA FLOR NO MEIO OBSTÁCULOS
Flor de lótus é um símbolo poderoso em muitas culturas, representando a resiliência, a beleza e a transformação.
Raízes profundas:
Assim como a flor de lótus cresce em águas lamacentas, mas mantém suas raízes profundas e fortes, eu também enfrentei desafios e dificuldades na minha vida, mas mantive minha força e resiliência. Minhas raízes são minha família e fé.
