Poemas a um Poeta Olavo Bilac
Não tenho os cabelos loiros, a pele branca, assim como não tenho um corpo franzino de traços delicados…
Sou uma mulher inteira, verdadeira, do tipo que te levanta se quiseres não mais estar caído, parceira pra vida…
Daquelas que briga com você por você mesmo.
Uma mulher rara, que se entrega quando ama sem medo do desconhecido, daquelas que gosta de preparar a comida e fazer um arranjo no prato, só para ver a pessoa com cara de bobo do tipo, foi pra mim que você fez?
Possuidora de um coração gigante, mas que fica pequenino com a dor de um igual.
Minha beleza é rara, exala pela pele, como o perfume de uma roseira que transcende a planta invadindo a janela da alma e inebriando quem ousar sentir o aroma que dela exala.
Muitas religiões ver o perdão
como uma obrigação, na verdade
o perdão é um ato de humildade,
mas só perdoa de verdade quem tem
o amor de Deus.
Há bênçãos que chegam em silêncio;
sem trombetas, sem anúncios,
mas com um toque suave no coração.
São aquelas que Deus envia
quando a gente já nem sabe o que pedir,
mas Ele, que conhece os vazios da alma,
decide preencher de leveza.
Nem sempre vêm do jeito que esperávamos,
às vezes chegam disfarçadas de espera,
de perda, de recomeço.
Mas, quando o tempo passa,
a gente entende:
foi cuidado.
Porque Deus abençoa até quando parece que não.
Abençoa quando tira, quando adia,
quando muda o rumo;
e, sobretudo, quando ensina a confiar.
— Edna de Andrade
Sempre que a vejo sob os galhos desta àrvore
Seca e murcha como um cadáver
A aflição me consome como veneno
Pois, no cinza de teu olhar, vejo algo além de um céu carregado
Posso ver o olho do furacão, elevando sua fúria às auturas
Igualando o oceano ao purgatório.
Mas que aperto! Não basta apenas a agitação do mar
E nem a ira dos ventos,
Sobrevoam nuvens negras como a morte em sua cabeça
Transbordando não água, mas lágrimas,
Devorando o rubi de tua face,
Agora sob uma enchente de dores!
Eu imploro, pare de sangrar
Nesse mar tão linda alma não merece se afogar
E nem sobre uma lápide seu nome estará
Pois em meu barco hei-de te levar
Chore agora, para não se afogar depois.
Imagine um grande grupo de pessoas, entre eles...
Homens e mulheres
Pobres e ricos
Negros, brancos, índios
Ateus e religiosos
Você faz parte desse grupo e o torna importante.
Não, você não é mais importante que ninguém. Somos todos iguais, ou melhor, todos temos direitos.
Imagine que esse grupo apresenta divergências, e é isso que o torna mais interessante.
Mas essas divergências nos fazem crescer, porque através delas, com nossa maturidade, passamos a refletir em que devemos melhorar e ao mesmo tempo admitir o que o outro também tem de bom.
Mas nesse grupo há paz, companheirismo, respeito.
Imagine...
Nossa, como é bom imaginar!
É utopia? Talvez! Mas é de sonhos que vivemos.
São os sonhos que favorecem para que busquemos sempre o melhor.
Texto de 2018
Vida no Espírito o que é?
Orar em línguas? Não! Apenas é um dom divino!
Profecias, interpretação das línguas? Não! Apenas são carismas do Espírito
Seconsegues viver os mandamentos de Deus, não mentir, não se contradizer, pedir perdão e perdoar quando necessário, exercer as virtudes, etc então tens vida no Espírito! (Gálatas 5, 22-23; Mt 6, 14-25; Mt 18, 21-22)
Confrontar bandidos de alta periculosidade com estilingues só pode ser ideia de um idiota que acredita em contos de fada...ou faz parte do crime.
Benê Morais
📜 A Sinfonia da Desordem Global
O mundo respira um caos que se manifesta em múltiplas faces,
Não é a ausência de ordem, mas a sobreposição de ordens que se combatem.
É a teia complexa de ambições e desesperos em diferentes espaços,
Onde a lógica do poder e a dor da exclusão constantemente se abatem.
Nas manchetes, o noticiário pinta a tela da incerteza,
Com economias em frangalhos, climas extremos e conflitos sem fim.
O individualismo feroz corrói a base de toda a delicadeza,
E a urgência de ser mais forte ofusca o valor de ser, simplesmente, assim.
Assistimos à fragmentação da verdade em milhões de espelhos distorcidos,
Onde cada um é juiz e réu da própria narrativa particular.
Os laços comunitários se afrouxam, os diálogos são interrompidos,
E a polarização constrói muros invisíveis difíceis de derrubar.
Contudo, este turbilhão de desassossego não é apenas destruição:
É a matéria-prima bruta para a próxima grande criação.
A Teoria do Caos sussurra que, no bater de asas da menor borboleta,
Reside o potencial de um furacão que redesenha toda a meta.
O que parece desmoronamento, talvez seja apenas a fundação cedendo,
Para dar lugar a uma estrutura mais honesta, mais humana e mais leve.
O caos do mundo exige que a consciência individual vá crescendo,
Para que a luz da ética prevaleça sobre a sombra do que é breve.
A verdadeira ordem que buscamos não virá de um decreto imposto, Mas da harmonia interior que cada um se propõe a alcançar. Aceitar o caos é o primeiro passo para encontrar o posto, De onde podemos, com serenidade e ação, a paz reconstruir e plantar. Nietzsche já dizia: "É preciso ter o caos dentro de si para gerar uma estrela dançante". Que a nossa desordem seja o berço de uma humanidade mais vigilante.
Se desejar, posso escrever um pensamento sobre a ordem ou a harmonia para contrastar com o caos.
A sabedoria do tempo
Certa vez a fim de tirar a paz de um sábio durante uma comemoração entre amigos, já um tanto embriagado uma pessoa o desafiou:
_Posso expor seu passado aos convidados? Acha que depois de feito isso, preservará sua imagem de sábio?
O sábio, sereno respondeu:
_ Diga o que supõe sobre o meu passado, foi ele quem me tornou quem hoje sou, o presente ainda irá me moldar através das escolhas que fiz ontem e faço hoje. Ao terminar de expor meu passado, analisaremos juntos o que conheço do seu presente e veremos o que podemos aprender um com o outro. Pois eu não vivo mais no meu passado, embora respeite profundamente a sabedoria que trago de lá e sei que essa sabedoria pode ser novidade útil para você. Já em relação à minha imagem, só é relevante a que conheço de mim mesmo.
"Existe sempre um lugar para se encontrar... um lugar para se amar!..."
Otávio Abadio Bernardes
Itumbiara, 11 de novembro de 2025.
BRASIL DE MEUS SONHOS
Brasil, o Brasil, um país adorado e idolatrado,
país da boa gente, do povo camarada,
da honestidade irrefutável de um povo soberano,
da moral inabalável, desta gente amável.
País da democracia, do respeito à cidadania,
das políticas sociais e culturais com respeito às massas populacionais,
da política do povo e para o povo, voltada para o bem comum,
do entusiasmo de seus políticos para proteger a justiça acima de tudo.
Que país maravilhoso, que vive somente em meus sonhos.
Um sonho doce e suave, onde busco refúgio da triste realidade,
pois vivo em um país marcado pela irregularidade e impunidade,
onde o pobre sempre será o mais prejudicado,
e o rico sempre será exaltado.
Antes de você, eu era apenas um mapa esperando por um destino. Você chegou e me trouxe a alegria de quem finalmente encontra o lar.
Você me completa na alma, e cada dia ao seu lado é um verso lindo que Deus escreveu.
Seja qual for o tempo que nos espera, saiba: minha promessa é te amar com a mesma alegria de hoje, por toda a nossa eternidade.
Amor Mortal
Ouvi um raio —
tremeu…
a alma, os cílios.
Raio contundente,
frio,
escuro…
e ao mesmo tempo, divino.
Um gostar de sentir calafrio,
ausências,
inseguranças,
frio na barriga.
Isso é amor?
(pelo menos, para mim, é).
Insuportável, a harpa angelical
dos casais tão simples!
— “Oi, amor!”
— “Bom dia, amor!”
— “Durma bem, amor!”
E eu penso:
morro em vida.
Uma sombra…
sussurros…
Ela — só ela.
Sinto arrepios,
fico surdo,
estático,
só admirando aquela
figura magra
e gélida.
Ela se despe —
vestida de ossos pontudos!
Como não desejar
sua morte?
O Canto da Gaiola
Um pássaro canta
seu pranto
num canto qualquer
da gaiola.
O dono se encanta
com o canto venusto
que o cândido pássaro canta.
Mas o poeta,
espantado com a ignorância do sacripanta,
põe — aborrecido —
seu espanto pra fora:
— Anta!
Desencanta...
Não percebes?
O pássaro não canta,
chora.
Tudo o que temos na Terra — objetos, coleções, lembranças guardadas em caixas e prateleiras — um dia deixará de ser nosso. Por mais que cuidemos com carinho, nada disso nos pertence de verdade. São coisas que o tempo devolve ao mundo, e que, depois de nós, talvez caiam nas mãos de pessoas que nem saibam o valor que tiveram para o nosso coração.
Aquilo que um dia foi precioso, para outros pode ser apenas um objeto qualquer. Podem rir, vender, ou simplesmente deixar de lado algo que, para nós, tinha história, afeto e significado.
É então que a gente entende que o que realmente vale é o que o tempo não pode levar — o amor que cultivamos, as palavras boas que deixamos, os gestos de bondade que florescem em outros corações. Essas são as verdadeiras riquezas: invisíveis, mas eternas.
Os objetos ficam, mas o amor caminha conosco — e é a única coisa que segue além da Terra. 🌸
"Prometer para um coração aflito,
é acender esperança.
Quebrar a promessa é apagar alguém por dentro.
A dívida passa despercebidapor quem promete,
mas não por quem acreditou."
Vivemos em mundo distorcido.
Vivemos em um país onde a lógica se perdeu e os valores se inverteram com uma naturalidade assustadora. Hoje, não é raro ver criminosos se transformando em celebridades, ganhando palco, seguidores e espaço que deveriam pertencer a quem realmente constrói algo com talento e esforço. O absurdo virou rotina: basta uma história polêmica, uma vida marcada pelo crime ou um sobrenome envolvido em escândalos para alguém virar artista da noite para o dia.
Enquanto isso, quem tem talento de verdade continua à margem. Gente que luta, que cria, que sonha, que trabalha sem holofotes — e que não tem pai famoso, influente ou envolvido com o mundo do crime — permanece invisível. É cruel assistir pessoas honestas batalhando em silêncio enquanto o país transforma notoriedade duvidosa em pedestal. O mérito perde para o espetáculo, e o barulho vale mais que a dedicação.
Essa inversão de valores corrói não só a cultura, mas também a esperança de toda uma geração que ainda acredita no caminho certo. É como se a mensagem fosse clara: não importa seu talento, sua disciplina ou sua história; importa o escândalo que você cria ou com quem você se relaciona.
E assim seguimos, aplaudindo o que deveria ser questionado e ignorando o que deveria ser celebrado. Até que o país decida valorizar o que é real, continuaremos vivendo nesse cenário distorcido, onde o crime vira entretenimento e o talento verdadeiro
Somos sujeitos sócio históricos.
Cada fase da vida, temos um olhar diferente.
O importante é compreender que todas as fases são excepcionais.
Basta observa-la e viver plenamente.
