Poemas a um Poeta Olavo Bilac
Admiro sua pele em um viço ouro marrom que resplandece em toda sua beleza, seus cabelos brilhantes em lupin inebriam meus sentidos, me anestesio em sua presença e me perco as palavras diante de toda a tua magnitude provocante.
Seu olhar penetrante errantemente enganativo me fisgou a atenção, com um anzol de ilusão, amarrado a um cordão de cenas do meu imaginário e iscado com a falsa esperança de reciprocidade.
Me perco no imaginativo mundo das ideias, arquitetando e desenhando nós juntos, suplico e peço ao universo que mande um sinal, uma faísca de esperança à fogueira do desejo, e por uma vez, ver queimar o fogo em nossas almas a saciar os desejos de forma carnal
O ser humano é a única criatura capaz de transformar o planeta em um vasto cemitério e chamar isso de civilização. Enquanto os animais seguem o ciclo da vida com equilíbrio, o homem rasga a terra, envenena as águas, sufoca o ar e ergue impérios sobre os ossos daquilo que destrói. É a praga consciente, a doença que caminha de pé, vestida de orgulho e vaidade.
Os animais nunca conheceram a palavra “domínio”. Eles coexistem. Caçam apenas o necessário, dormem em paz com a própria natureza. Já o homem inventou a ganância, multiplicou a dor e declarou guerra contra tudo que respira. Chama isso de progresso, mas é apenas ruína adiada.
Na sua arrogância, acredita ser o dono da criação, mas na verdade é o carrasco do mundo. Nenhum predador foi tão cruel, nenhum vírus tão persistente quanto o ser humano. Se a Terra pudesse falar, gritaria em desespero contra seu hóspede mais nocivo.
E enquanto os animais guardam silêncio, inocência e equilíbrio, o homem cava sua própria extinção com as próprias mãos. O fim não virá como um castigo divino, mas como consequência inevitável da loucura humana. O apocalipse já não é uma ameaça distante: ele habita cada floresta derrubada, cada rio poluído, cada animal silenciado pelo grito insaciável do homem.
No dia em que os humanos desaparecerem, o planeta respirará alívio. Os animais, livres do carrasco, voltarão a reger o ciclo sagrado da vida. E então ficará claro: a verdadeira praga nunca foram eles — sempre fomos nós.
Glaucia Araújo
"Seja um girassol na vida de alguém:Transmita luz e energia positiva por onde você passar."
-Olívia Profeta-
Olha só como o jogo virou ne!!
Um dia por vez — é assim que eu tento me concentrar,
colhendo pequenos segundos como quem junta cacos de vidro.
Sua ausência me assusta; sua falta, curiosamente, me cura.
Ando, e a cada passo desato um pranto de amor —
choro o que fomos e me reconstruo com as próprias mãos.
Você já me amou? Pergunto ao eco, porque duvido,
mas sei — havia pedaços seus que cabiam em amor.
Sinto seu cheiro no travesseiro, sua pele em lembrança quente,
mas não posso te tocar; não posso mais me enrolar em você.
Sinto falta do seu beijo — daquela risada que vinha depois,
do riso ao beijar sua barriga, daquela alegria desajeitada.
Às vezes sinto que tomei a decisão certa; outras, vacilo.
Nessas horas a solidão sussurra desejos que já não fazem sentido,
uma força antiga querendo voltar onde o fogo só consumia.
Mas sigo: um dia, um passo, uma respiração —
aprendendo que cuidar de mim é não apagar o brilho,
é deixar as brasas virarem memória e não prisão.
E se ainda chego a duvidar, permito ao menos esse perdão:
hoje me escolho, mesmo que doa, mesmo que trema.
Porque amar também é soltar, é aprender a costurar a própria alma —
e um dia por vez, reaprendo a ser inteira.
Sua luz, distante e pura, em meu céu,
Um farol que guia meu silêncio, meu véu.
Não ousarei chegar perto, nem tocar seu chão,
Pois a beleza que admiro não é para minha mão.
Você sorri, e o mundo inteiro se ilumina,
Em meu peito, uma flor que não se inclina.
Sou apenas uma sombra, na esquina da vida,
Amando uma estrela que nunca será atingida.
Eu a vejo passar, e o tempo para,
Seu perfume, a brisa suave que me abraça.
E em cada olhar que não é para mim,
Planto um amor que nunca terá um fim.
Não desejo a posse, não quero ser seu par,
Apenas a sorte de, de longe, poder amar.
Você é a poesia que nunca escreverei,
O sonho bonito que sempre sonharei.
Quando um pai vem ao mundo...
Quando o filho nasce, o Dia dos Pais começa.
É ali, naquele momento que a vida do homem se transforma.
Vendo a representação de si ocupar o mundo
Ao abraçar o filho pela primeira vez
Um novo significado de amor faz-se presente.
Pai é proteção, amor e inspiração.
É mostrar o mundo ao filho e ensiná-lo a viver.
E quando um filho abraça o pai
Ele toma a sua força e vai em frente com mais leveza e confiança.
Não é fácil a rotina de um pai, mas é um presente de Deus.
Você se lembra quando se tornou pai? Lembra-se da primeira noite acordado?
Das primeiras palavras, do primeiro tombo, do primeiro dia da escola de seu filho?
Aos poucos o filho vai crescendo e a função do pai também.
Vem a escola, o namoro, a faculdade do filho, vem a maturidade e suas escolhas,
E sem querer o pai se percebe em um outro lugar,
Um lugar de diálogo entre iguais.
Os filhos viram companheiros,
Até que os pais se amparam nos filhos.
O ciclo da vida é esse, acolher e ser acolhido.
E nessa construção feita com tantas mudanças,
O que continuará ali entre um pai e um filho
Será sempre o amor, com sua função insubstituível,
Unindo dois seres que não se fazem sozinhos.
Há um vinho perdido, soterrado num fiapo de névoa fora da criação.
Não é uva, não é sangue é memória de um tempo anterior ao tempo.
Os astrólogos disseram que quem o encontrar sentirá o gosto de tudo que já foi sentido.
E também o que jamais deveria ser.
Os reinos em guerra não o buscam por sede, mas por fome de trono.
Querem o cálice, não o conteúdo.
Querem ser os que ditam o silêncio.
Não beberão, mas farão com que outros se curvem ao aroma.
Um dia desses
Um dia desses acordei e te beijei e preparei o café com tanto amor, sonhei cantar e dançar com vc, vc é tão lindo, alto, charmoso, cheiroso e gostoso, amo ouvir sua voz e quando me toca com suas mãos firmes... mas vc estava ausente;
Um dia desses lixei os pés pra ficarem lisinhos e escorregarem nos seus... mas vc estava ausente;
Um dia desses guardei em minha mente um milhão de acontecimentos em frases formadas com as mais maravilhosas e diversificadas palavras pra te contar... mas vc estava ausente;
Um dia desses passei o dia indo ao mercado comprando ingredientes e cozinhando, e te esperando com aperitivos, inclusive uma cerveja ou vinho, janta e sobremesa prontas pensando em te agradar... mas vc estava ausente;
Um dia desses planejei em minha mente passeios e brincadeiras com as crianças e vc... mas vc estava ausente;
Um dia desses planejei e sonhei tantos planos para tantos dias e tantas sextas-feiras, planejei e sonhei dormir de conchinha... há como eu te amo... mas vc estava ausente... e muitas vezes eu já nem sei mais planejar... sonhar... e esperar... e em muitos momentos já nem sei mais ser eu mesma;
Um dia desses apenas na memória.
O Tal do Conforto
.
Podemos pegar um ônibus 🚌 e chegar ao destino.
Mas o conforto, segurança e rapidez do carro 🚒 nos leva ao destino.
A kitnet pode ser um ambiente pra nos acomodar.
Mas o espaço, tamanho e o conforto de uma casa 🏠 é diferente.
A saída pra comer o churrasco🍣 do bairro.
Mas o conforto, ambiente e comida de um restaurante diferenciado torna a experiência diferente
.
Conclusão: O conforto torna a vida, momento e experiência diferente.
O que é a vida?
A vida é um emaranhado de fios
Ela é um pulsar no peito, um arrepio
Ela tem cores, sabores e desamores
Ela é certo e errado, ela é presente e passado
Ela é claro ou escuro
Ela é presente e futuro
O que é a vida?
A vida é uma grande fusão
Mistura de ódio, amor e paixão
Mistura de surpresas, destinos e pressão
Mistura de coisas que se escorrem pelas mãos
O que é a vida?
A vida é um começo meio e fim
Tem nela dores, amores e medo
Tem nela beleza, liberdade e desejo
Tem nela rotina, cansaço e apego
O que é a vida?
A vida é ampulheta
A vida é arte
A vida é bela
A vida é parte
A vida é luz
É sol, é mar
É frio é calor
É saber amar
É feia e linda
É aqui, é agora e ainda
É ser ou estar
É ir ou ficar
É crescer e viver
É pertencer e crê
É nascer e morrer
É dádiva é prazer
É pra mim e pra você
A vida é viver.
Cada levantar
Cada folego recuperado
Cada não, Dito ao Destino
É um grito de resitência
Dos que se recusão
A serem, só mais um
Duas coisas me provocam uma quase infinita repulsa e vontade de fazer na vida da pessoa um verdadeiro inferno:
OPORTUNISMO e FALSIDADE (mentiras, dissimulação, etc...)
Essas coisas, juntas ou em separado, revelam o que HÁ DE PIOR em uma pessoa, em caráter, em ego, dentre outras coisas egoísticas...
Uma vez notando isso, já era, "pra pessoa"... o "eu" que ela conhecia desaparecerá, sem dó nem misericórdia.
Tudo o que acontece, cedo ou tarde, serve para um bem maior aos que amam a Deus.
Nem tudo é bom, mas tudo pode ser transformado em bem.
A dor vira lição, a perda vira recomeço, o choro vira canção.
Quando a vida parece confusa, Deus está costurando algo perfeito no invisível.
O Senhor já sonhou e planejou um futuro de paz e esperança para você.
Nada é por acaso, nem mesmo o silêncio de Deus.
Ele já desenhou o amanhã, e nele há paz, há futuro, há esperança.
Hoje pode ser lágrima, mas amanhã será riso que não se apaga.
Arquitetura de um Amor que Nunca Existiu
A dor nasce onde o silêncio é mais profundo
não como um grito, mas como um eco que nunca encontra paredes
e se espalha pelo corpo como uma febre que não arde
mas consome
um amor que nunca existiu
e ainda assim
me afoga.
No espaço vazio entre dois olhares que nunca se cruzaram
existe um universo colapsado em si mesmo
um peso invisível que prende os pulmões
e torna cada respiração um ato de resistência
eu bebo a ausência como quem bebe veneno
sabendo que é a única água que resta
e o gosto é de eternidade amarga.
A solidão é um animal faminto que dorme ao meu lado
sonha com pedaços do que sou
e acorda todos os dias para me devorar um pouco mais
há noites em que o teto é um céu sem estrelas
e mesmo assim olho para cima
como se pudesse ver teu rosto nas sombras
como se o impossível fosse apenas uma questão de fé
como se amar fosse um crime que escolhi cometer.
E quando penso que a dor não pode mais crescer
ela encontra um novo nome para si
e o chama de saudade do que nunca foi
saudade que constrói ruínas no meu peito
ruínas que cortam os pés de quem tenta atravessá-las
ruínas que ainda ardem como se o incêndio fosse ontem
e que me obrigam a morar no meio dos escombros.
O tempo passa e não traz alívio
apenas organiza a dor em camadas
cada lembrança inventada repousa sobre outra
como tijolos de uma casa que nunca existiu
e mesmo assim é minha morada
um abrigo de vento e sombra
onde minha pele é mapa
e cada veia um caminho que leva de volta à falta.
Há dias em que não sei se amo a ausência ou o que ela representa
se é você ou a ideia de você que me mantém vivo
porque até o vazio tem forma quando se insiste nele
até o nada pode ser abraçado se a noite for longa o bastante
e na arquitetura desse amor inexistente
sou ao mesmo tempo construtor e ruína
prisioneiro e guardião
morto e sobrevivente.
Tive medo do destino,
E ele brincou com a gente
Como um palhaço.
Pregou uma peça.
Quando acordei,
Era tudo real
Já não existia mais a gente!
