Poemas a um Poeta Olavo Bilac
É um grande equívoco achar que os passos da bailarina está nos pés,eu arrisco dizer que está na cabeça.
Amar é isso,não exigir garantias,mas cultivar um jardim que beija flor não queira voar para visitar outros.
Deveríamos ter acesso as informações restritas,de quando um sorriso se faz de inocente pra lascar nosso coração.
Dizem que a vida é trem bala,saudade é um eixo entre dois vagões,abertos pra quem está só de passagem.
Sou uma exposição cheia de esculturas,um dia todas já foram vivas,não se assuste se em uma visita não se reconhecer.
Como um passarinho mundano,urbano,fazendo ninhos e planos,com gravetos de certezas,sobrevoando enganos.
Me pareço mais um instrumento de sopro na sua boca,onde você tira as melhores notas,e faz o mundo dançar,sem sentir o que só a gente sente.
O mais patético é achar que um corpinho e um rostinho bonito, descobrira todas as respostas do gabarito da vida.
Seria mais prático,se algumas pessoas aparecessem nas nossas vidas,trazendo um manual de instrução na língua que entendemos.
Vai entender,hoje minha barriga dói,de tanto que eu rio,pelo mesmo motivo que um dia minha cabeça doeu,de tanto que chorei.
Parecia abismo,queda livre de um penhasco,abri os olhos e vi que a vida estava me ensinando a voar.
Me amassaram,e me jogaram fora da lixeira,eu igual um papel laminado,virei uma bola brilhante igual o sol.
