Poemas a um Poeta Olavo Bilac
Fisicamente,
habitamos um espaço,
mas, sentimentalmente,
somos habitados por
uma memória. Memória
que é a de um espaço e
de um tempo, memória
no interior da qual
vivemos, como uma ilha
entre dois mares: um que
dizemos passado, outro
que dizemos futuro.
Podemos navegar no
mar do passado próximo
graças à memória
pessoal que conservou
a lembrança das suas
rotas, mas para navegar
no mar do passado
remoto teremos de
usar as memórias que
o tempo acumulou, as
memórias de um espaço
continuamente
transformado, tão fugidio
como o próprio tempo.
A cada Não que recebo de você,
Me serve como um Sim...
de que preciso continuar minha vida,
sem olhar pra quem nunca
vai estar junto de mim.
(pattylima)
Melhor Amiga
A nossa amizade é forte
que cresceu devagarinho
com um suporte
de muito carinho
Nunca imaginei
chegar até aqui
mas já desatinei
só de estar ao pé de ti
As nossas loucuras
e as nossas tristezas
serão apenas futuras
fortalezas
Obrigada por me fazeres feliz
sempre que preciso
nunca me deixas infeliz
com esse grande sorriso
Chegando de mansinho
Estou chegando de mansinho
Cabreiro e analisando tudo
Mas sinto que um novo mundo
um novo horizonte está pra chegar
Trago uma sacola murcha,
sem nada dentro pra mostrar
Mas trago um coração imenso
cheio de esperança e amor pra dar.
Venho vindo de tão longe
Com os pés cansados de tanto andar,
Mas sou destemido e forte
e coisa tão pouca não vai me assustar.
Sou bastante persistente
Não sei o que é medo não posso parar
O meu plano foi traçado
e um novo mundo eu vou começar.
Cena: Sujeito voltando do píer com um balde cheio de peixes.
– Você pescou todos?
– Não, alguns são peixes suicidas e se atiraram no meu balde.
Pode um sapo voar?
Pode um Golfinho Andar?
Pode um Papagaio nadar?
logo, eu penso, pode um ateu o natal comemorar?
não, mas o que é o natal?
Natal è um dia onde pais de varios lugares do mundo ensinam ao seus filhos e filhas a mentir
e, pela primeira vez ou não, eles são enganados pelos próprios pais... por um unico motivo
que é o consumismo da data...
natal é para todos? não
por este motivo, apenas eu digo, Feliz dia do Consumismo!
Ho Ho Ho!!!
Nessas horas que eu me lembro
Que o sofrimento é um megafone
É Deus pra mim gritando
Que eu não sou super-homem
Queu sou de carne e osso
Que vou passar sufoco
Vou fazer o quê?
Não vou esconder meu choro
Às vezes é mais fácil fingir, eu sei
Fazer de conta que tá tudo bem
Que tá tudo zen
Disfarçar que não tem nada dando errado
Mas eu não sou o superman
Alguém aqui é o superman?
Se não fosse por Você eu jogava a toalha
Tenho visto tanta coisa errada
Neste estrada
Muito falso herói se achando o tal
Iludido com aplausos, elogios
Com pedestal
Até eu já vacilei
Dei bobeira
Viajei
Esqueci que leva tombo
Como qualquer um
Esqueci que levo tombo
Esqueci que sou normal
Alguém aqui é normal?
Eu sou diferente, igual a todo mundo
Sem Você eu não sou ninguém
Eu sou igual a todo mundo
Não existe superman
Eu vou insistir em Te acompanhar
Haja o que houver, acredite quem quiser
Mesmo tropeçando eu tô aprendendo
Tô descobrindo que pra tudo existe um tempo
Por isso eu tô na luta, tô sobrevivendo
São nessas horas que eu me lembro
Que às vezes eu machuco
Às vezes me machuco
Explodindo por fora
Explodindo por dentro
Mas eu tô aprendendo
Agora eu tô sabendo
Que o sofrimento é um megafone
É Deus pra mim gritando
Queu não sou super-homem
Queu sou de carne e osso
Queu vou passar sufoco
Agora eu não esquento
Não vou esconder meu choro
Afinal eu sou um cara comum
Que também leva tombo como qualquer um
Que tropeça, levanta mas não sai da dança
Tropeça, levanta e não sai da dança
Eu sou diferente, igual a todo mundo
Sem Você eu não sou ninguém
Eu sou igual a todo mundo
Às vezes é mais fácil
Fazer de conta que tá tudo bem
Mas você sabe que eu não sou o superman
Eu sou diferente, igual a todo mundo
Sem Você eu não sou ninguém
Eu sou igual a todo mundo
Não existe superman
O tempo pode ser um aliado ou um inimigo,
Pode ser polícia e pode ser bandido,
Pode ser a fúria ou um ombro amigo,
Pode machucar ou a dor curar,
Mas uma coisa eu não duvido que estou certo:
O tempo passa mais rápido com você por perto
Ama-me
Aos amantes é lícito a voz desvanecida.
Quando acordares, um só murmúrio sobre o teu ouvido:
Ama-me. Alguém dentro de mim dirá: não é tempo, senhora,
Recolhe tuas papoulas, teus narcisos. Não vês
Que sobre o muro dos mortos a garganta do mundo
Ronda escurecida?
Não é tempo, senhora. Ave, moinho e vento
Num vórtice de sombra. Podes cantar de amor
Quando tudo anoitece? Antes lamenta
Essa teia de seda que a garganta tece.
Ama-me. Desvaneço e suplico. Aos amantes é lícito
Vertigens e pedidos. E é tão grande a minha fome
Tão intenso meu canto, tão flamante meu preclaro tecido
Que o mundo inteiro, amor, há de cantar comigo.
Sabe, ao passar mais um mês que estamos juntos, é como se eu tivesse aprendido tanta coisa com vc, e ao seu lado me sinto tão forte, mas sei que você, por outro lado, é a minha fraqueza. Eu aprendi que, mesmo sofrendo por estar longe de tu, isso só faz com que meu amor aumente cada dia mais. Nunca se esqueça que é você o grande amor da minha vida, e a única razão por eu estar viva neste momento. Porque, se não fosse tu, já tinha desistido há muito tempo. Eu te amo tanto que não tem explicação o meu sentimento por você. Espero que dure pra sempre,
Te amo hoje, amanhã e sempre, e nunca duvide disso!
Festa Junina
Com rimas e versículos
através deste poemeto
queremos que todos façam
um animado coreto.
Usando substantivos estudados
de gênero, número e grau
falaremos de uma festa
que todos acharão legal.
Nesta festa vem caravanas
de tertúlias, súcias e camarilhas
vem farândolas curiosos
observar a girândola e a quadrilha.
A rádio da cidadela
está sempre a anunciar
que não faltem à festança,
onde teremos: banda, bandeirolas
e fogueira para pular.
Durante a festa junina
os rapazelhos servirão:
os pés de moleque, as porciúnculas de batatas-fritas,
os guaranás, os champanhas e os quentões.
A multidão está ansiosa.
Os mocetões, as mocetonas e os anciões
ganharam picadas de zângão e,
logo começaram as comichões.
A quadrilha começou
é uma dança de par em par:
o colega com a colega, o aluno com a aluna,
até o frei e a soror dançam sem parar.
As pessoas que dançam
criam uma nova identidade.
Se vestem de farândola e até de panapaná,
deixando fantasiadas a ruela e a cidade.
Na plateia, lá pelas tantas,
debaixo de uma linda constelação,
se ouve um vozeirão.
O batalhão ficou atento,
pois havia uma coorte
querendo acabar com a animação.
O cabeça da coorte foi preso,
o anátema foi feito.
Tudo voltou ao seu lugar
o arraial não foi desfeito.
Não quero um amor que somente me diga palavras bonitas
e sim que me faça senti-las
Não quero um amor que se mostre presente
e sim um amor que na sua ausência me faça sentir saudade
Um dia meu pai me disse
"Filho, não deixe isso escapar".
Ele me pegou em seus braços, e eu o ouvi dizer:
"Quando você crescer
Seu coração selvagem vai viver na juventude
Pense em mim se alguma vez você ficar com medo".
Romeu e Julieta, um amor persistente e proibido,
ignoraram as possíveis consequências,
preferiram correr os riscos,
pois o sentimento que sentiam um pelo o outro,
ia ficando cada vez mais vivo com o passar do tempo,
não os importava a vontade de suas famílias que eram claramente contra
este relacionamento devido ao grande conflito que havia entre elas,
já que a conexão deles era muito forte
e perceberam isso desde o início
tanto que abraçaram a morte,
estava fora de cogitação um continuar existindo sem o outro.
Sobre esta história, podemos imaginar que o amor que partilhavam
era tão intenso, recíproco e verdadeiro
que transcendeu os limites desta vida terrena
e neste momento, estão juntos na eternidade,
felizes com seus vívidos sentimentos,
sem empecilhos, nem lamentos.
Quando a noite for
O muito de tudo
E um pouco do nada
Como nos filmes de terror
Ou nos contos de fada
Quando ela colocar o sol para dormir
Num sonho profundo
No silêncio se pode sentir
Todas as dores do mundo
Na calma madrugada
Sorri como criança, e há tanta delicadeza na sua fala...
Um olhar misterioso, que me desperta um desejo de desvendar todos os seus segredos.
O seu olhar também me revela carência e um grito contido de socorro, que me faz querer te tomar em meus braços, te acariciar os cabelos e te pedir que me deixe ficar ao teu lado, e me deixar cuidar de você, cuidar das feridas e das mágoas que a vida lhe causou.
Me peça pra ficar e deixa eu cuidar de você!
Só me peça pra ficar, que eu fico por um dia ou por uma eternidade!
Para muitos sou um terror
Para outros sou inspiração
Mas para mim mesmo sou apenas um jovem com depressão
“Por que as pessoas mentem? Não é só para criar conflitos. É por que elas tem um
propósito.
Mudanças não ocorrem num mundo exposto. Isso não é chamado de mentir. Tornar
um mundo cheio de memórias num mundo igual, completo e fechado"
Falha como pai quando mente desemprego na audiência de pensão depois de 3 anos sem dar um centavo para ajudar a sustentar o filho e oferece R$ 60,00 de pensão para suprir as necessidades.
Falha como pai quando não cumpre o acordo de visita quinzenal para não gastar R$ 10,00 com passagem e mais R$ 20,00 com a alimentação da criança durante o final de semana.
Falha como pai quando mente para todo mundo que a mãe não deixa você ver a criança, para justificar sua ausência, mas pega ela uma vez por ano para tirar fotos e postar nas redes sociais durante o ano seguinte.
Falha como pai quando maltrata o filho porque a mãe dele não quis mais nada com você.
Falha como pai e como homem quando é um fracassado que não consegue nem assumir para o mundo que não está nem aí para o filho, que o abandonou e que é uma mulher que sustenta sozinha a sua responsabilidade, porque você não teve um pai e nem uma mãe para te ensinarem que a obrigação de um pai é sagrada.
Sabe quem não falhou como pai?
A mãe do seu filho, a avó dele, a tia dele e todos que sabem que você como pai nunca existiu, não passa de material biológico da pior qualidade, pois como ser humano é uma peça descartável, que jamais teve ou será um pai.
Anotação
um pensamento apresentado hoje com o mínimo de palavras, em muitas ocasiões, pode nos favorecer com o máximo de auxilio no trabalho de amanhã.
Uberaba, 21 de junho de 1976; Emmanuel
