Poema Terra
Na terra e continente
onde a vida tem sido
todo o dia por hábito
por muito banalizada,
e quando se trata de lei
muito mal pensada
por aqui fazem
questão de não entender:
Que até após vetada
a tamanha desgraça
foi aos ventos espalhada
para os cães ou para
quem quer que seja,
(viver por aqui não
tem deixado ninguém
muito bom da cabeça)
uns querem nos impôr
de forma impensada a vacinação.
Na Pátria Grande não
se faz mais justiça
como antes,
os revolucionários
seguem presos
e os controversos foram soltos,
Os tribunais há mais
de cento e setenta
dias fechados,
e eu que me queixo
todo o santo dia
pela Pátria vizinha,
pedindo liberdade
para um General preso de consciência
e para uma tropa como fosse a minha.
Numa porção da minha
terra que anda enamorada
do autoritarismo por todos
os lados já até tem lei
proibindo cachorro de latir.
Todo o dia a nossa lucidez
está sendo danificada.
Não há como descrever
o quê vem ocorrendo
nesta Pátria do Condor,
o General e revolucionários
estão presos injustamente.
A inocência segue insultada.
A liberdade que para uns
foi concedida de forma
seletiva cento e dez vezes,
ela não alcançou militares,
policiais e petroleiros.
A inocência segue sem
descanso castigada.
As perguntas de todos são
as mesmas que as minhas,
há muita gente desaparecida,
houve até subtração de sigla,
e não é mais surpresa a falta de justiça.
Em terra que dizem
que há mais generais
do que aviões,
Só me resta lamentar
o quê vejo nas
páginas dos jornais.
Só se sabe é que
a fada da pandemia
foi bailar até no quartel.
A grande realidade
é que ainda estão
fechados os tribunais,
Do General preso
injustamente e da tropa
ninguém sabe mais.
Só se sabe é sobre
os pensionados
que foram maltratados.
Não há ninguém que
não se queixe que
está desde março
sem notícia alguma,
Ecoou pela fresta
que um militar que
era pastor foi
achado enforcado
e que há silêncio inalterado.
Do mais distante sótão
e de quem preso como
o General está em Fuerte Tiuna
até agora não há
resposta de vida alguma,
E lendo sobre mortes estranhas:
(o contexto total preocupa).
Só se sabe mesmo é que
há um pedaço do continente
que anda mal-assombrado
e por um pesadelo embalado.
Há por aqui nesta
minha terra um
museu de grandes
novidades que foi
previsto pelo poeta,
Estamos sentindo
como ele pesa
em nossas carnes.
De tanto extremismo
todo o dia vigiar
os meus olhos
andam exaustos
por sobrevivência
neste momento
que buscar a calma
é a urgência
até a curva abaixar
na América Latina
e pelo mundo afora.
Falta ainda muita
serenidade
na minha terra
e por todo o lado,
Quem está sofrendo
mais os efeitos
é quem está
menos capitalizado.
Falta clareza para
uns discernirem
aquilo que não é
furar o isolamento
para abusos não
virarem uma onda
popular de tormento
por toda a região,
e para vir aumentar
o sofrimento e a dor
da nossa população.
Ninguém suporta
mais aturar o peso
de tramas, bloqueios
e falta de paz,
Que por aqui querem
que aceitemos como
conviver com eles
como normais fossem.
Ainda estou nos panos
roxos das janelas
frontais colombianas
morrendo de medo,
fome e de desgosto
por este sofrido povo;
E na força da minha
gente das favelas
desinfetando caminhos
e auxiliando como
irmãos o povo do asfalto.
Vendo tudo por uma tela,
contando histórias
de sobrevivência,
a espera da liberdade
de gente que abraçou
de maneira heróica
a própria consciência:
Uma tropa e um General
preso há mais de dois anos
(injustificadamente),
uns como ele que presos
jamais deveriam ter sido,
e não devem continuar
porque criticar nada
tem a ver com desestabilizar.
Na Pátria do Condor
_terra de traições_
tem acontecido
rotineiramente o pior:
aprisionado civis,
militares e mantendo
um General preso
injustificadamente;
E como sempre
a tal rotina fazer
a nossa gente vítima
de mil conspirações.
Nesta quarta-feira
de trevas evidente
em tenebrae fomos
traídos por gente
que não se importa
se no final da história
sobreviveremos até
o final desta curva;
Se faltar respirador
será culpa da tua
omissão covarde
e do Senado da República,
Que por antecipação
o peito ecoará
como cantava o poeta:
- Que país é este?
A cada dia aqui
só ocorre aquilo
o quê me aborrece.
Em strepitus de infinita
preocupação,
Versos que são como
velas que de tristeza
pouco a pouco
vão se apagando na Igreja
por um continente
que não se une
pela própria sobrevivência,
e nem para libertar
os presos de consciência.
Desta terra que
se encontra
em isolamento
social coletivo,
Não estou
em isolamento
social afetivo,
Não me considero
caso perdido,
pois não vivo
imersa no egoísmo.
Convivo com
o tal sentimento
do mundo que
move cada poeta
a se dar pelo povo,
Caiu a chuva
e eu em silêncio
com o meu peito
com gratidão
pela presença
do Exército
aqui no município,
Sobrevivo com
o tal sentimento
do mundo que
move cada poeta
a se dar pelo povo,
Presente nos passos
dos bolivianos
em plena fronteira
e que não foram repatriados
por causa da conhecida
serva do Capeta,
este é mais um episódio
de lesa-humanidade
para lembrar daquele
inferno de mulherzinha;
Presente nos passos
de cada latino-americano
pelo mundo espalhados,
oração, esperança
e coração por
um mundo curado,
livre de doenças
e de ardis pelas mãos
de autoproclamados,
E assim vou a cada
minuto vou pedindo
a justa liberdade
para o General que
está preso injustamente
desde o dia treze
de março do ano
de dois mil e dezoito,
há pouco mais de dois
anos passando sufoco.
Quero ouvir
As canções
Da Pátria por
Cada lugar
Da nossa terra,
Mesmo que
Seja na hora
Do trabalho.
Não digo que
Foi, é ou tenha
Sido fácil,
Mas não aceito
Nada raso;
É por isso que
A tirania como
Modo de vida
Eu combato.
Porque vivo
De sentimento
Patriótico farto,
Como voto que
Se incorpora
Mesmo sem pedir
Todos os dias
A ser renovado.
Suramérica é terra
Cheia de conspirações
Sanções e tramas,
Estamos sem saber
Quais serão os nossos
Próximos passos.
Pesam sobre o céu
Do meu país as nuvens
Da mentira não aliviando
As nossas escolhas,
Não importa o resultado,
As projeções não são boas,
Segue o povo hipnotizado.
Quando um preso grita
E se põe em greve de fome
Coloca a Igreja de joelhos
Porque está correndo
Risco de perder a vida:
Ele se chama Jorge.
Desequilibrado bastião
Verde-oliva com o dedo
Apontado na cara
Do Poder Judiciário,
É imperativo fingir
Que nada foi falado,
Não sabemos qual
Será o resultado,
Para nós resta o
Óbvio e temerário.
Percebo que a longa
Noite de resistência
Ainda não começou,
E já puniram líderes
E comandantes
De todas as Forças,
Tornando-os assim
Presos de consciência.
Foto: Sam Wheeler
#Ecuador #Solidaridad #DerechosHumanos
Presente nas fronteiras
seja no ar, terra ou mar,
sou eu o teu amor que
vai pelo mundo te guiar.
Ter o mesmo caminho
para nós não é preciso,
não nos basta o jardim
a paixão e o imprevisto.
Sou a flor do amor que
capturada em silêncio,
não cesso de florescer
todos os dias por dentro.
Mesmo que teus olhos
se distraiam com lendas
e com bailantes estrelas,
de ti sou a ilustre habitante.
Meu amor que aqui está
é a tua fonte de inspiração:
com astúcia e atenção
trama ir por pura perdição.
Te fazer ainda mais vivo
é a minha única ambição,
e ser bem maior do que
a Lua na tua constelação.
Prevejo que as mais altas,
duras e distantes fronteiras
serão por ti todas superadas,
somos almas predestinadas.
No coração da Terra,
A liberdade é solo,
No construir do poeta,
A Nação será de ouro,
No tecer do verso,
A letra que permanece,
No espargir do vento,
A esperança é turcomana,
O coração é puro,
A bênção veio da prece.
A bandeira é fortaleza,
A palavra é eterna,
Na mesa sempre farta,
A união sagra a beleza.
A filiação leonina,
O aconchego secreto,
Na poesia predita,
A Nação hoje brilha.
O encanto que nos acena,
No caminho do deserto,
O inimigo nunca terá sucesso.
O violão que nos encanta,
No universo e além dele,
Do orgulho que se sente
Morando no coração da gente.
A hora certa surpreende
No poema que cura a alma,
A alma seca plangente
Da terra que não pertence.
A Pátria desconhecida,
Na poesia imaginada,
A alma surge extasiada
De tê-la assim escrita.
No galope do verso,
Na glória do Ahalteke,
Que o destino não me negue.
Na rima do deserto,
No rodopio do vento,
Que o som seja o do saltério.
Não estou autorizada,
A inspiração me encontrou;
Sei que ando radiante,
O Universo me iluminou.
Surgiu um pedido
teu por poesia
Como um luminar
descido na terra,
Perfumando
a atmosfera íntima.
As tuas palavras
são um par de tentação
Plenas de provocação,
não temo ser tua,
E sei que não é vão;
irei mergulhar inteira
No teu coração.
Fazes o quê bem
queres de mim,
Bem, sabes que
estou em tuas mãos,
Estou sob o jugo
da tua sedução,
Dizer que estou aborrecida:
é o jeito que criei
Para ser atendida,
é o meu grito
Poético pedindo
para ser por ti aquecida.
Bem sabes que o teu
eu Dionísio
Pegou de jeito
a Atena distraída,
Ela estava adormecida, e se viu
de estalo renascida
Colhendo o lírio
mais precioso: o teu lindo amor
Para que não te
ponhas em retirada,
Ela te abrigou no Olimpo - protegido.
Para não se fazer
por ti esquecida,
Ela mudou o olhar
perante à vida.
A poesia não sumirá,
ela surgiu com a tua
Lira poética
que é capaz de fazer de Atena
Uma poetisa do doce
transe de ti - endoidecida.
Perfumada, arrepiada,
apaixonada, apimentada,
E nem por um instante
arrependida de pertencer à ti.
Atena, deusa vestida
de versos intimistas,
Despiu-se desavergonhadamente,
enluarou-se dionisicamente,
Lançou-se desejosamente
para satisfazer como um lírio branco
O teu desejo
ardente por poesia.
O amor de Atena e Dionísio
é cercado por todos os lírios:
poéticos, iriais, épicos, musicais, Espirituais - e infinitos...
A violeta respira na terra
fértil da afeição,
ela te carregará
para sempre no coração;
a violeta em companhia das outras,
vai esbanjando a sua cor
na simplicidade...
A violeta abusa da sua graça
discreta para encantar
o amor de maneira concreta,
crê que agindo assim despertará
a tua saudade esperando um dia
viver contigo,
a plenitude que chamam
de felicidade...
A violeta tem o seu mistério,
é sempre fonte de inspiração
quando o relacionamento é sério,
a violeta é o pedacinho da certeza
no coração de quem ama com grandeza...
A violeta muitas vezes deixa
de florescer e se esconde,
a violeta faz isso para proteger
o amor e fazê-lo resistente ao tempo;
sabiamente ela o faz porque amor
quando é amor de verdade
poderá ressurgir a qualquer [momento...
A violeta é apenas um verso no jardim
da poesia inteira,
sonha que você um dia a traga - e a queira [faceira...
a violeta pode não ter um perfume
tão marcante assim,
mas ela é a marca de um amor que não terá [mais fim...
Caminho do Peabiru
Minha terra sem males,
minha Cananeia poética,
minha São Vicente bendita
cheia de beleza e poesia:
a minh'alma te reverencia.
Minha terra sem males,
Florianópolis misteriosa,
rendeira, amorosa por
Deus muito bem feita
que os olhos sempre beija.
Minha terra sem males,
meu caminho a pé direto
ao paraíso e céu profundo
deste Hemisfério Celestial Sul:
por ti tenho o amor do mundo.
És meu Caminho do Peabiru,
três as pedras fundamentais,
meu amor terreno e sublime,
por ti tenho divino apego
e vivo por tudo que em ti existe.
O amor é dádiva
deste caminho
que leva ao céu,
E o mérito é desta
terra sem males
que merece por
tanta generosa
e abundante beleza.
Caminho divino
que leva ao céu
e passa por São Paulo,
Terra de aromas,
de doces poemas e mel,
Deste amor assumo
que tenho os sintomas.
Só sei que deste
caminho que leva
ao Céu é o meu
Caminho do Peabiru,
e jamais haverá
outro igual que
chegue nesta altura;
e me faça suspirar
por uma nova aventura.
Caminho divino
que leva ao céu
e passa pelo Paraná,
Terra daquilo
que é mais saboroso
e amor como
este nunca existirá.
Caminho abençoado
que leva ao céu e passa
por nossa Santa Catarina,
Não existe terra mais bonita
em todo o país que consiga
a conquista de ter a fascinação
do meu coração cheio de poesia.
Nos teus olhos encontrei
o brilho das estrelas
da terra onde todas serão
sempre mais visíveis,
A poesia da predição
está se escrevendo
desde o primeiro dia
que te vi, me apaixonei
e entreguei o meu coração.
Rodeio Minha Joia
Rodeio minha jóia
bonita em pleno
Médio Vale do Itajaí,
És a minha terra
linda e cheia de poesia
da nossa Santa Catarina.
Estou ocupando
cada sentido seu
seja na água,
na terra e no ar,
Namorar comigo
com toda
a paz amorosa,
E em ritmo
de Bossa Nova
de mãos dadas
pelo mundo passear.
