Poema Sobre Solidão
A solidão é a companhia mais sincera, verdadeira e elegante que se pode ter, cujo silêncio é seu mordomo
A solidão enquanto se almeja o sucesso não é doce, mas depois de conquistá-lo até as formigas tornam-se suas guardiãs
A solidão só existe, quando você perder a capacidade de conversar com você mesmo.
Esse diálogo interno é o vinculo fraternal do Eu material, com o Eu espiritual e funciona como uma gangorra que sempre busca o equilíbrio, quando cessa, tudo está acabado e é a hora de partir....
Suas atitudes e seus atos irão te condenar a solidão e depois, você ainda vai culpar os outros por isso.
Enquanto a solitude é a escolha de ficar sozinho e se sentir bem com isso, a solidão é o sentimento de estar só e infeliz.
Quando você acordar pra grandeza que carrega dentro de si, vai entender que a solidão nunca foi inimiga, foi treinamento.
As vezes passeio no paraíso, percebo a solidão do Pai; Ele brinca de bumerangue com os astros nos proporcionando dias e noites... tenho a leve noção de como Ele se sente quando escrevo um poema. Ele é triste...
VIRGÍNIA
Um dia a solidão inventou a lua e as estrelas, e a melancolia de contemplá-las; caminhava a beira do açude para descobrir o avesso do firmamento que certamente estaria no reflexo de seu espelho. Descobriu que o lago são lágrimas choradas pelos que se desiludiram com o amor e a vida, ou as lágrimas que ainda não choramos. Quando não pensava em nada viginha colocava os planetas nas margens do açude; terça casava com alfredo em marte; quinta casava com lucas en jupiter, quarta casava em venus, domingo se divorciava e voltava a terra, e, na terra era solitária. Há muito tempo o gaiola trouxera as suas mais belas recordações nas águas do rio; Iara era o fruto dessas recordações, mas um dia o gaiola se foi; a lua e as estrelas mergulharam no espelho do açude, e a noite cinzenta só mostrava o vulto de um espírito que não mais percebia os crisântemos e açucenas que floresciam às margens do lago. Virgínia buscou a lua e as estrelas no fundo do lago e descobriu o mistério e o silêncio de águas profundas...
Não abro mão da minha solidão construtiva. Evito assim muitos ruídos de quem só divide ao invés de somar.
A solidão é uma condição mental, espiritual e não social ou de ambiente.
Aqueles que são atormentados, presos a traumas, mesmo cercados de gente estão numa masmorra.
A solidão é insuportável para os imbecis; eles precisam dividir o fardo de suas presenças com alguém.
A solidão de alguém está muito além de abraços sorrisos e palavras de conforto. A nossa essência e inviolável .
No meio da noite em total solidão, alguém olha as estrelas; esta é a referência de referência nenhuma, quem um dia não ficou no meio da noite olhando estrelas, tentando entender o que se fez ou o que se deixou de fazer. Existe muito mais gente do que se possa imaginar olhando estrelas; metaforicamente, todas as noites alguém olha o seu copo de cerveja, olha o seu uisque, olha o seu vinho, olha o lago, tentando entender as constelações. As noites são tão longas e os mundos tão distantes, por mais que se veleje nas fantasias há um desencontro e os pontos luminosos que vemos foi só um adorno divino num momento de total solidão. As vezes fico assim olhando estrelas, buscando a minha intuição, quem criou tantas luzes quem criou tantos mundos deve viver em total solidão; se vivo solitário nas minhas indagações, se com um simples poema não sou compreendido quem compreenderá tanta imensidão...
