Poema Sobre Solidão
Numa mansão ou num casebre, a solidão sempre se chamará solidão. Porque se sentir sozinho não tem a ver com o tamanho do espaço diante do corpo, mas com o tamanho do vazio diante do peito.
Quando a tristeza é muito grande, a solidão é um calabouço aconchegante. Lágrimas caem, mas não secam, evaporam e pingam a dor em cada lembrança. Por isso, não aceite que o outro seja o avalista da sua felicidade nem o financiador dos seus momentos de amor.
Durante dias de tristezas me veio uma luz, e essa luz me tirou da estrada da solidão e me trouxe de volta para a mesma vida sem amor e emoção.
Há quem maldiga o amor, se abrace a solidão, dissolva-se no rancor, petrifique-se na escuridão. Pobres zumbis afetivos.
Estar sozinho não é solidão, é sim o encontro divino de si mesmo! Esse encontro revela o quanto é maravilhoso nos conhecermos, nos tocarmos e nos amarmos. Nesse encontro sereno e sincero, nos deixa mais puros e verdadeiros. Não temos porque enconder nada e nada é impossível. Tudo clareia e em perfeita harmonia nos colocamos totalmente a vontade, para dizer, entender e renascer do nosso melhor, do nosso íntimo!
Quanto mais nos afastamos de Deus, mais triste ficamos. Não se afogue nas águas escuras da solidão, pois somente na presença de Deus somos felizes de verdade.
Luh M.
Se presuma que ser sábio é esta próximo da solidão, porém sábio é aquele que se mantém em constante aptidão da aproximação.
"O que mais dói é o sentimento de solidão mesmo estando ao lado de quem mais poderia nos fazer bem..."
É importante ter cuidado para não destruir o seu relacionamento com a solidão por uma falsa companhia.
Esconde-se do mundo não te tornará livre dos problemas. Mas te ensinará que a solidão só torna as coisas mais difíceis.
Há um segredo mágico e transcendental no horizonte, tão forte, que abrasa a solidão, tão vistoso que funda uma egrégora no ser
É na solidão onde a gente aprende a organizar as nossas ideias para poder se defender do inimigo mais próximo.
Entre ti, amada minha, que foi, é e sempre será e o abismo da solidão acontecida, descortinada no tempo, fruto de teus descuidos e silêncio, me pego morrendo, nos passos em direção ao vão acontecido, em algum momento, entre meu desejo e tuas guardas erguidas... mas, confiante, digo-te:
“Preciso de ti! De teu beijo, de teu abraço, da atenção. Porque doce, é viver a vida sem dor, é não seguir morrendo em passos cegos, nesse solo de incertezas!”
