Poema Sobre Solidão
É melhor viver na solidão, mas ser verdadeiro do que desfrutar do banquete da hipocrisia com muitas pessoas.
Muitos temores nascem do cansaço e da solidão. Sentidos confusos que passam em vão. Talvez seja o momento de desacelerar o verso, e ouvir o que sustenta o poema, sair um pouco do sistema, desacelar o passo e observar o ritmo da respiração. Não se trocam pedras em vão. Mas não há briga onde há comunhão, afinal todas as árvores foram um dia sementes, que hoje dão sombras aos viventes. Alguns temas são sensíveis, podem gerar dor em que vê. Gatilhos que a alma lê. Mas se há vontade de entendimento, façamos da paz nosso alimento. E mais que paz, plantemos no solo leveza, doçura e delicadeza, se assim foi no começo, pois que permaneça e que jamais se esqueça, se já fomos amizade encantada, na cidade que vê e não fala. Pois que eram sinceros os nossos passos. Uma árvore de quase vinte anos foi regada muitas vezes e hoje colhemos o verde das folhas vivas e as flores que abundam nos nossos olhos. E nos vejo árvore frondosa, que de ternuras se faz formosa. Somos uma árvore antiga que cresceu em meio a cantigas e muito mais se faz especial, se permanece no tempo real. E é precioso observar que somos duas sementes de uma árvore só. O amor se desencontrou no tempo, mas nunca se desencontrou nas almas. Assim penso, se assim sinto. A distância não apaga a verdade se te leio e te ouço. E você é abrigo, se músicas e poemas, alimentam minha emoção, tantas vezes fragilizada, mas atenta, na melodia que acalenta. E te faço esse poema, se o tempo passou e permanecemos. Um amor calmo, que o tempo não arrastou. Queria ver seu rosto e te abraçar, mas nem sei bem como te encontrar em mim, temo que seu amor tenha chegado ao fim. Ainda assim escreverei sobre seu olhos cor de mar, onde quero para sempre navegar.
O medo da solidão faz com que as pessoas bebam todos os tipos de venenos na busca do antídoto para a condição de se "estar só".
Sou Pauleremonopsicofilosofante: na dor aprendi, na tristeza cresci, na solidão venci. Filho do mar, mas eu não me afogo.
Na solidão eu mastigo a dor, bebo a tristeza e viro Pauleremonopsicofilosofante: filho da Alfonsina que não afunda.
Acho que histeria é o nosso silêncio diante deste grande episódio de solidão em massa.
(Referente aos anos 2020/2021)
Nesse abismo de solidão e tristeza me pego a pensar que não à por que viver, não há razão para acordar todas as manhãs e passar por todos os piores sentimentos já me incumbido. Não há motivos para causar tanta tristeza para outros, tenho o poder de livrar todos do mal que as causo, mas não tenho a coragem suficiente de acabar com o meu sofrimento e com os delas. Talvez eu seja um tolo egoísta, ou apena só um garoto solitário.
Solidão não é sobre estar sozinho é sobre estar acompanhado mas, impedido de manifestar a sua opinião, seus medos, sentimentos ou emoções.
Eis que a solidão se fazia imponente e não era mais que uma chuva silenciosa, que arrasta as folhas em suas enxurradas de galhos ressequidos a se perder na estrada. A solidão muito mais aprofunda nossas raízes no peito vívido da terra, em seu teto de atmosfera que cobrem todos os homens e suas fragilidades campestres. Minha honra é destrinchar o horizonte e recuperar o ontem que ainda se faz no agora. Ponho-me a comer amoras e desce de meus lábios líquidos roxos quase pretos. A amora traz em seu significante o amor que se demora. Bebo a água que me bebe e se esvai na estratosfera das mãos que buscam reconciliação, pois que é vã ceifar a terra de nossas colheitas e se dispersam os sonhos inocentes que se desmancham na terra vermelha. Somos fios de esplendor na imersão da cores em construção. A solidão se faz solitude na medida da incompletude de todos os pássaros que sobrevoam a cidade. E se faz rara a felicidade autêntica na boca ao mostrar os dentes. No tribunal as colinas tomam as decisões e são rigorosas todos os processos da alma em estágios avançados de se clamar ao sagrado a absolvição de nosso sangue irmão, que em longa contemplação se saceiam de nuvem na quietude da noite que chega discreta a escurecer a voz do trovão nos pés dos elementos encandeados. Os versos perscrutam a vida e suas partidas que mais se fazem comedidas a salvar a alegria dos dias. Eu volto minha face ao mar e me elevo em grandes ondas que se fazem inquietas. O amor no ar me ilumina e mais preservo a retina ao filtrar as palavras e deixá-las ensolaradas a raiar até mesmo na madrugada. O coração é o riso do campo se tanto mais encantos florescem no jardim das orquídeas em festa. Um mar de afeto nos trás para bem mais perto. E o poema se faz em versos de amor que floresceram na inesperada construção do agora. O amor se demora em brilhos da íris que finalmente encontra abrigo e somos fraternal amigo.
“Eu aprendi, em meio à solidão, a amar tanto a minha própria companhia, que permanecer sozinha já não pesa… parece, na verdade, uma excelente escolha. Porque a paz que construí dentro de mim vale mais do que qualquer presença vazia.”
A solidão é um espelho que reflete não a ausência do outro, mas a imensidão do próprio eu.
(LilloDahlan)
A tristeza e a solidão desejam engolir as almas daqueles que desistiram; isto acontece quando os mesmos deixaram de acreditar mas, a vida ainda não os abandonou.
Se já viveste numa casa com telhas de céu, paredes de vento, janelas de chuva, portas de solidão e cama de pedra, aprendeste o quão é fria a humanidade.
Não é a solidão que assusta, e sim a frieza de certas pessoas, que mesmo sabendo, optam apenas por buscar seus próprios interesses, pouco ou nada se importando, com a dor que podem causar...
“A maior doença do idoso muitas vezes é a solidão. A velhice é sinal de sabedoria e nunca de discriminação.”
exaltar e exultar a solidão e o individualismo é de tal cretinice que até para fazê-lo, você precisa de alguém para ouvi-lo (lê-lo).
Já galopei muitas vezes na garupa da solidão, no deserto onde só escutava o pulsar do coração, para encontrar assim da vida, sua verdadeira razão!
Às vezes precisamos nos encontrar no deserto da solidão, onde deparamos com o nosso interior e Deus fala através dos nossos pensamentos. As dores que às vezes penetram nosso corpo ou alma fazem com que lembremos que somos frágeis e só assim lembramos de que nada somos sem o Senhor. Na maioria oramos quando a tristeza e dor invadem e buscamos refúgio e consolo em Jesus nosso Salvador.
