Poema sobre Existência
A vida em si mesmo é bela e irradiante, mas, simultaneamente carrega consigo uma existência inextricável…
F. Meirinho
Os sonhos dão razão a existência, um refúgio ao olhar para o futuro. Sem os sonhos, os propósitos não coexistem.
Este amor transcende o romântico; é um estado de presença que colora a existência. É a reverência pelo nascer do sol, o acolhimento das imperfeições, a mão estendida na dor. É a coragem de se doar sem garantias, de enxergar poesia no trivial e de florescer mesmo na aridez. É um verbo ativo que se faz no cuidado, no respeito e na celebração do simples fato de estar vivo. No fim, toda essa entrega e encantamento se revelam como uma única e profunda verdade: é um amor pela Vida.
Tomado pelo desejo de transcender os limites da própria existência, o ser humano aperfeiçoa tudo ao seu redor, o que não faz é aperfeiçoar a si mesmo.
O cérebro pode até formular a lógica da nossa existência, mas é no peito que a gente decide se vale a pena acordar amanhã. A razão sem paixão é apenas um relógio que marca as horas de um funeral.
A mulher não é um macho imperfeito, mas a matriz da existência e um dos pilares da resistência intelectual. Onde certos filósofos enxergaram fragilidade, a história revelou liderança, invenção e genialidade que seus esquemas mentais não conseguiram assimilar.
Amor à vida sem destino: a afirmação da existência sem a necessidade de um propósito, de uma evolução obrigatória ou de uma finalidade superior.
Se um ser possui o poder absoluto de destruir minha existência a qualquer momento, minha relação com ele seria marcada pelo medo absoluto, nunca pelo amor. O amor genuíno não nasce duma ameaça, mas da liberdade de escolher amar.
“A maior ameaça ao Estado de Direito talvez não seja a ausência de leis, mas a existência de leis que ninguém consegue compreender.”
Um Estado que protege a economia destruindo suas próprias condições ecológicas de existência está apenas administrando o próprio declínio.
A multidão digital é capaz de testemunhar a nossa existência sem necessariamente testemunhar a nossa humanidade.
“O Direito não precisa conhecer o sentido último da existência para proteger a existência de quem pergunta por ele.”
