Poema sobre agradecimentos

Cerca de 44138 poema agradecimentos Poema sobre

Luminescência atraente
sobre curvas hipnóticas,
Suspiro simplesmente
ao querer o flamejante
e o beijo de romance.

Tua pele tem luz própria
e convida ao opulento,
O teu olhar irrepreensível
seduz-me irrefreável,
O teu toque magnético
encontra bem fácil
o ponto de contato
e põe tudo incontrolável.

Teu lábios convidativos
nos colocam festivos,
do jeito que só você sabe,
Como se colhe em tempo
sutilezas e as melhores
Cerejas do Rio Grande.

Passando a mão sobre
o Capim-Curu enquanto
caminha com a história
de volúpia cresce sozinha,
Dentro do meu coração
e do pensamento
se entrelaçam as intenções
de seda e fortes emoções
feitas da fibra de Sisal.


Do pé colho amoras
maduras e na mente
elaboro o paraíso particular
com rota e sem nenhum pejo,
Acendo o fogo interno
do candeeiro para que nada
apague o amor eterno.


Apontar em silêncio
para as curvas vertiginosas
para você se aventurar
sempre uma nova viagem
em mim encontrar,
De ti colher os suspiros
mais delirantes frutados,
enrodilhar os nossos
desejos apaixonados.


Com beijos alucinados
vestir a tua pele de mimos,
Trazer o mais do opulento
êxtase para enfeitar
a suamesa e plantar em ti
o seu olhar sedutor,
para que nos primeiros
toques eletrizantes
de lábios provocantes
capture o sentido do amor.

Nada de mim em ti, é evanescente;
incipiente se renova e permanece,
com velatura de seda sobre a sua
pele com nímio certeiro nos impele
a nos colocar nas mãos do destino.


Perscrutar o teu mistério quase
místico é algo como mansa ave
e o meu roçar suave passeiam
com graça tangencial no seu brio,
flertando sibilante e visceralmente.


Doce é a ambição pela tua turgidez
de alta voltagem e do teu mais
terno amplexo que têm fortemente
se preparado - e a cada novo
eflorescimento tem se encaixado.


Não quero esconder que te quero
bem colado com beijos de Cambuí,
indecoroso, atrevido e abusado,
porque lado a lado sinto que os teus
planos são de amor e fogo apaixonado.

O Nosso Verão


O sol caía como ouro derretido sobre nossas peles,
E a brisa trazia cheiro de mar e de mangueira,
Risos escorriam pelos becos da cidade antiga,
Enquanto a música do verão tocava em cada esquina.


O vento embalava histórias que ninguém contava,
Veleiros de papel flutuavam nos rios da lembrança,
E nossas mãos, cúmplices, desenhavam no ar
Mapas secretos de cidades, de amores, de esperanças.


As cores do entardecer tingiam nossas sombras,
Laranjas, violetas e vermelhos de promessa,
Enquanto o cheiro de café e pão quente da rua
Misturava-se ao perfume dos nossos sonhos.


Mesmo quando o inverno tentou apagar a memória,
O calor voltou em lembranças de ruas e risos,
Guardando o nosso verão em versos e saudade,
Como quem transforma o tempo em poesia viva.

Às vezes eu quase te conto
sobre os abismos que carrego no peito, mas tenho medo que o peso das minhas marés
afogue a leveza do teu sorriso.


Não é tristeza,
é intensidade demais
para um mundo que ama raso.
Eu sinto fundo, eu amo largo,
eu me entrego sem margem
de segurança.


Sorrio para todos,
mas é você
quem percebe quando
meu olhar se perde.
Você não entende cada
silêncio meu
— e mesmo assim, fica.


E é por isso que eu te amo:
porque não tenta me consertar,
apenas me abraça como quem diz
“eu não entendo tudo, mas escolho você.”

SOBRE MIGALHAS

Quantas vezes estendemos a mão e o que nos sobram são migalhas.

A verdade é que na era do egocentrismo as relações ficam pra segundo plano.

Não é de todo errado nos priorizarmos mas, o fato é que aquelas sementinhas que deveriam ser plantadas não estão gerando frutos.

É a velha história do primeiro eu, segundo eu, terceiro eu...

Não há mal em ser o protagonista, mas a pauta aqui é sobre reciprocidade.

A vida nos pede essa troca, é quase que nosso oxigênio das relações.


Sejamos por inteiro por onde andarmos.

O Banquete de Argila

À noite, as xícaras são sentinelas brancas sobre a mesa,
Rígidas como o gesso do meu parto, aquele erro, Aquele nó indesejado que o sangue não soube desfazer.
Você parou no umbral,
O hall transformado em abismo,
Partindo antes mesmo de habitar o próprio rastro.

Agora você retorna,
espectro de louça e mágoa,
Bebe o chá amargo nas minhas xícaras de ossos.
Enquanto o ódio flutua na superfície, como nata.
E papai aquele gigante de botas e fúria ruidosa
Me expulsa do mundo com um gesto de ferro,
Me tranco do lado de fora de mim mesmo.

Perdido por você...


Naveguei entre as nuvens e não vi você,


Caminhei sobre o mar e não vi você,


Continuei a vagar dentro de um labirinto abrindo portas e mais portas e não te encontrei,


Foi quando a lua sorriu e através das estrelas me indicou o caminho até você.

Não é sobre ser o topo, é sobre ter base quando o chão some.


EduardoSantiago

⁠O tumblr me ensinou sobre respeitar a diversidade do mundo.
A comunicação me ensinou que o silêncio e a observação são armas irrevogáveis no excercício do verbo.
E de fato, escrever é perigoso.

Vivem te avaliando geralmente:não é sobre você, é sobre o que você carrega!
Não suportam ver alguém permanecer firme mesmo ferido.
Não entendem a tua entrega a Deus, então tentam te reduzir.
Julgam porque não conseguem discernir.


Isso aconteceu com Jesus: “E espiavam-no, se o curaria no sábado, para o acusarem” (Marcos 3:2). Viu? Eles também ficaram vigiando Jesus, esperando um erro. Se fizeram isso com o Filho de Deus, imagina com você? Essa guerra não é natural, é espiritual.
Guarde seu coração.

Enquanto o sistema tenta te provocar,
Deus te treina para governar sobre ele.
miriam leal

Nem tudo é sobre você fazer algo.
Às vezes é só sobre quem você é.


Você não precisa se encolher pra acalmar o outro.
Quem anda em verdade não deve pedir desculpa por existir.


“O Senhor é a minha luz e a minha salvação; de quem terei medo?”
(Sl 27:1) miriamleal

Deus é o guardião dos nomes injustamente manchados.
Ele vigia sobre aquilo que foi ferido por mentira,
Ele sela com justiça aquilo que foi rasgado por acusações. miriamleal

Final de dezembro


O mês de dezembro se aproxima,
e a gente para, pausa para refletir
sobre o ano inteiro, tudo que se fez (ou não).
As músicas antigas voltam,
com aquela nostalgia de criança,
mas não há mais tempo para pensar nisso.
Você não fez nada este ano todo.
Sempre colocou expectativas, metas,
e a única que conseguiu cumprir
foi a de continuar vivo.
Vivo para se iludir de novo, no próximo ano.
O consolo está na mesa,
No dia do Natal:
o estômago cheio, a máscara no rosto,
fingindo sorrisos para a parente que se detesta.
Que venha o novo ciclo!
É, o ano vem e as metas seguem.
Talvez eu só coloque mais uma:
Parar de fumar.

NA PRÓXIMA ESTAÇÃO

No vácuo espesso da minha incoerência,
caminho sobre trilhos que eu mesmo forjei.
Teu silêncio ressoa em mim
como ferro antigo rangendo no frio.
Aprendi cedo a vestir armaduras.
A confundir silêncio com força,
rigidez com caráter,
distância com equilíbrio.
Mas há um trem parado dentro do meu peito,
um apito que insiste em nascer
e não aceita mais o aço como morada.
Sou peregrino do que ainda não compreendi,
exilado nas fronteiras da própria resistência.
E começo a perceber:
não é o mundo que me endurece —
sou eu que ainda tenho medo de sentir.
Se a vida é viagem incerta,
talvez o erro seja parte da rota,
e cada queda, um ajuste de direção.
Não sou aço.
Sou travessia.
Na próxima estação,
desarmo-me.
Deixo no banco vazio
a armadura que me protegeu
e também me isolou.
Liberto-me de mim
não para desaparecer,
mas para existir sem defesa.
E então, no cais do teu ser,
o mar já não me ameaça.
O naufrágio deixa de ser destino
quando compreendo que amar
não é perder força —
é escolher vulnerabilidade com consciência.
Não te encontro como salvação.
Encontro-te como escolha.
Deixo de ser busca tensa
para ser presença inteira.
Na próxima estação,
não sou menos homem —
sou mais verdadeiro.

J Rabello de Carvalho

​Deixou a chave sobre a mesa
e o silêncio sobre a cama.
No bilhete, apenas um adeus
escrito com a pressa
de quem já não tinha
mais nada a dizer.

Riqueza trilionária não é sobre ter tudo…
É sobre construir uma mente que nunca mais volta ao zero. 💎
— rede social X @isaqueramoncc

... que jamais
questiones a ignorância
sobre o que deve ser feito
com a sabedoria - a menos
que tua intenção seja
constranger tanto
uma quanto a
outra!

... algo
dentro de mim sempre sabe
aonde meus passos me têm levado -
sobre questões que o destino me
reserva - embora ainda pouco
inclinado a me
contar!