Poema sem Amor Madre Teresa
Ah, que intensidade!
Ianomâmis, Carajás, Guaranis e Tupis
Tudo antes já prenunciado
em ritos e rituais
E para o desconhecido
apenas a sensação e a percepção
de um olhar
e a espera do tempo mistério.
Pra q chorar
Se vc pode ter tudo q precisar
Éh só se empenhar
Que um dia vc vai conquistar
Não fique parado
Ou as coisas vão dar errado
Comece a agir
Para não se ferir
Comece a Batalhar
Para não se Machucar
vamos láh, Vamos láh
Vamos começar
Pra Trabalhar duro
Você precisa ser Maduro
E não Imaturo
Éh preciso descansar
E não se lamentar
Bola pra frente
Pense com sua mente
Seja Evidente
Não pare de Falar
Só se for para Descansar
Deite na sua cama e comece a Sonhar
Com alegria e amor no Ar
Pode Relaxar
Se quiser vá namorar
Se puder sonhe com o mar
Oque não pode éh o sonho acabar...
SORRIA PALHAÇO, SÓ RIA!
Viche Palhaço,
a maquiagem borrou num respingo de lágrima.
Hoje a dor transcendeu o banco do camarim,
O que houve, Palhaço?
Viche Palhaço,
As cores vivas que lhe vestem hoje
desaparecem perante a alma mendiga.
Hoje suas tintas dão-lhe outra cor
Que cor é essa, Palhaço, que dor?
Viche Palhaço,
Você, tão feito de sonhos
Parece imerso no avesso do riso.
Que rio é esse, Palhaço, que não lhe riu?
Viche Palhaço,
Seu nariz vermelho tá torto,
sua tinta desbotada quão folha a secar.
Que cara é essa Palhaço, de noite escura?
Que você tem, Palhaço?
E o que não tem?
Suas lágrimas sangram hoje não só por dentro.
Ê, meu Palhaço, o circo lotado não lhe preenche os vazios.
Ô, meu Palhaço, o riso desgastado lhe parece cansar os músculos da face...
Ah, meu querido Palhaço, quem, por trás da cortina entre palco e real roubou se astral?
Foi o dia? Foi a lua?
Ele hoje é seu. Ela hoje é sua.
Se ajeite Palhaço.
Sorria. Só ria!
Daqui a pouco as cortinas se abre e o show recomeça.
Daqui a pouco a pipoca pulada, as tantas risadas, os pais, os filhos, a rua, chegam todos pra lhe ver.
Pra rir de você,
pra rir com você.
Levanta Palhaço, ainda que a dor lhe aborreça,
a esperança adoeça e angústia lhe pare, não esqueça;
a vida ainda continua.
O POVO
O Povo
O Povo,
cego, surdo, mudo,
nada.
Nada aos lás e cás,
aos gozos e ais,
aos fundos e rasos,
aos menos ou mais.
O Povo,
ópio de si,
glória de outrem,
mora imerso no Mar.
Alheio à praia lotada,
perde a festa, o pulo, a luarada.
- O resto dança.
O Povo nada.
Partiram, os Tiranos,
o Povo.
Deram-lhe anéis quantos fossem os seus braços,
e tiraram-lhe a força, (o abraço)
Tiraram-lhe à força pro “regaço”.
Pobre Povo,
dos Pescadores Tiranos da Praia
Partido no Talher da jogada:
eles tirando muito
e o Povo, Tadinho, virando nada.
...
Lá, mundo de muitos mudos,
Mundo de muitos tudo,
mundo de tantos nada.
Cá, pobres obras paradas,
cofres empobrecidos
e uma hierarquia encravada:
Eles com todo o tudo,
E o povo, contudo, nada.
PARA VIVER,PRECISAMOS DE PESSOAS
NÃO VIVEMOS SOZINHOS.
PESSOAS ESTÃO EM TODOS OS MOMENTOS DA NOSSA VIDA.
POIS QUANDO UMA PESSOA CAIR,SE VOCÊ NÃO AJUDA-LA, OUTRA PESSOA AJUDA.
AFINAL SOMOS SERES IRRACIONAIS,QUEROS TUDO PARA SÍ MESMO.
PESSOAS....
PESSOAS FELIZES
PESSOAS TRISTES
PESSOAS COM DETERMINAÇÃO
PESSOAS DESANIMADAS
PESSOAS QUE PODEM SER AJUDADAS POR OUTRAS PESSOAS
NÃO PODEMOS SER AJUDADOS POR ANIMAIS OU PELA NATUREZA
FOMOS CRIADOS PARA AJUDAR-MOS UNS AOS OUTROS
AFINAL SOMOS SERES HUMANOS
SOMOS FALHOS
SOMOS PESSOAS.
Rasguei-me muitas vezes....
onde consumi-me de mim mesma
Olhei para o infinito esqueci a minha alma
perdi-me no silêncio que há em mim
Hoje recolho a energia que ficou no caminho
espremo tudo que não presta em mim
Expectativas, são que jamais o céu deixe brilhar
que a minha alma estremeça sempre que veja o sol.!
Tolice é não viver a felicidade enquanto a dor não chega
É querê controlar tudo que não estar ao controle,
Acreditar apenas numa verdade
É pensar que temos mais que um dia de vida.
Abro o livro das páginas da vida
espelhos de encontros, desencontros
Chove lá fora, estará a lavar o chão
da rua, o mundo, a alma, o corpo
Palavras deitadas ao vento
poemas desaparecidos no silêncio
Lírios perfumados palidez dos caminhos
noites de sonho entre as páginas gastas
Veneno oculto arrastado nos ossos
angústia escrita sobre a almofada
Escuridão do rosto da morte matada,
morta, esquecida, perdida..!!!
BORBOLETAS
...São poesias em cores /
Vivacidade em luz /
Delicadeza em encanto /
Assim são as borboletas/
Que não são flores /
São cores que voam /
Adornando a natureza com cores...
Jmal Jamal
Versos Escarpados - Borboletas
Quando já não se sabe o que espera de você mesmo,
E ao deitar já não se sabe qual idade tem
No amanhecer tem que ser o que é mesário ser
Pra quando a não houver mais luz ter uma historia pra contar.
Eu só queria saber dizer tudo que eu tenho pra falar
Fazer com que tudo ocorra como o planejado
Mas os melhores e piores dias nunca são programados
Não há mais livros pra ler,
E não há um numero na lista pra ligar,
O humor depende das dividas,
me alimento com o que eu tenho que pensar
Ricardo Cabús
SIMBIOSE
(Estações Partidas)
Não, deixa-me aqui
Talvez pense em ti
Mas agora me deixa
Pois caso eu me queixe
Do seixo, da gueixa
Ou do caroço da ameixa
Será porque foste com certeza
Algum dia simbionte
Não pouco, mas um monte
Da minha vida, com tristeza
Ricardo Cabús
ESPERAR
(Estações Partidas)
Quando espero
O que mais me angustia
É a passividade do ato
De fato
Ser passivo me incomoda
Poda
O tempo é meu inimigo
O silêncio é meu inimigo
O pensar é meu inimigo
Amigo é quem chega na hora
Vou-me embora !
Ricardo Cabús
QUATRO ESTAÇÕES
(Estações Partidas)
Cinquenta Invernos
Uns Verão
Cem Outonos
Nem a Prima Vera
MULHER MOÇAMBICANA.
Mulher batalhadora.
És tu, mulher trabalhadora.
Tantas guerras vencidas.
Tanto sangue derramado.
Mas tu nunca desistes.
Sempre deste infinidade de chances a quem te magoa.
Mulher moçambicana
Eu te amo, minha amada!
Nostalgia
Seu seio nu não me alimenta mais
Suas curvas não são mais os caminhos do meu
corpo no escuro
E sua boca molhada não me pede mais carinho
Suas lágrimas geladas não escorrem mais no
meu ombro
E as tardes não são mais a ansiedade juvenil de te
esperar
Tudo mudou aqui, e muito mudou aí
Já não precisamos um do outro quanto um dia
pensamos precisar
Tudo mudou aqui, e tudo voltou a ser azedo
Tudo mudou aí, e tudo voltou a ser comum de
mais
Eu só quero que saiba que eu ainda não cresci
Se um dia quiser voltar
Ainda sou aquele que você conheceu
E depois não quis mais
Ricardo Cabús
Outono Vacilante
(Cacos Inconexos)
O Sol continua lutando contra um outono vacilante
Dois dias de Sol
Seguidos
Dizem que amanhã também será
(Será que amanhã também serei?)
O Sol que ilumina as ruas faz curva ao passar por mim
Ricardo Cabús
Cardiolatifúndio
(Cacos Inconexos)
Ele era tão ateu
que não conseguia dizer
adeus
Tentava aprender a fazer reforma agrária
em um cardiolatifúndio
Ricardo Cabús
Cabeça Dura
(Cacos Inconexos)
Foram três tentativas vãs
Quando o prego não quer
O quadro cai
À noite vou-me deitar
Contigo no coração
Fecho os olhos para sonhar
Sonho com o teu beijar
Que o teu corpo estou a amar
Numa Profunda paixão.
Quando acordo fico louco
Porque não queria acordar
Em sonhos amei-te tão pouco
E tinha tanto para te amar.
Vou continuar a sonhar
Na esperança de encontrar
Um dia para te ver
Para então realizar
O sonho de te amar
Sempre antes de adormecer.
És toda a minha paixão
És real, não és surpresa
Meu amor és a razão
Que do sonho á emoção
Tu existes, e és certeza.
És a certeza da vida
Neste amor que eu alimento
Mesmo que estejas perdida
És sempre o meu pensamento.
Sendo Poetisa
Minha sombra
Se concretiza
Nas minhas verdades
De poetisa
Pois devo viver
Com tudo que tenho
Pela porta vou conhecer
No mundo me embrenho
