Poema sem Amor Madre Teresa
Sopra vento cósmico
na vereda entre os hemisférios
do meu cérebro...
Ressoa nas câmaras do meu coração
e palpita e ecoa içando velas
nos canais fluídicos de minhas artérias;
nau a velejar pelos rios de minhas veias...
Preenche minhas mãos e os dedos
dando forma às palavras
que se tornam poesia com asas;
são pássaros eloquentes saindo do livro
para voarem juntos com os pensamentos
dos que ousam ler poemas.
Se a poesia soubesse o tanto que a ignoro.
Se visse o lixo cheio de rascunhos amassados que tenho no peito.
Já havia ha tempos pego suas malas e partido.
Gabriela
Foi lá que eu achei.
Foi lá que achei ela.
Foi lá que conheci, Gabriela.
Embora não seja minha.
Para sempre serei dela.
Justamente por não ser minha.
Eu a terei para sempre bela.
Minha bela, Gabriela.
Vou pra Minas apanhar Tanajura
Que é fim de outubro
E 'cê jura que eu aguento tanta saudade de casa?
Se num quer ficar só, vem comigo
A gente vai comer mingau de milho
Pescar dois lambari naquele riachinho.
Vem que lá cabe 'nois' dois
Ou então deixa estar
Que la deve ter chuva e ainda tá frio
Não é julho, mas sei onde tem fogueira pra me esquentar.
São João não me deixa na mão
Mas se não tiver tem cachaça,
Cana, uns trem assim amargo que esquenta o peito quinem quando a gente ama
E o que não falta lá é amor, sabor
Que o coração fica maior que manga
Espada ou rosa.
Em Minas quase ninguém chora
Se tem algo que o meu povo sabe,
faz direitin
'inda ensina é amar.
Afinal qual o problema da sociedade de consumo?
Será muito volume e pouco conteúdo?
Ou talvez muita conexão mas pouca informação?!
Século XXI é só apertar um botão que se compra uma emoção
O mundo é um computador
A vida algo inovador
E o fim, um código de barras que não passou
A mídia martirizou a mente
O cérebro deixou de ser coerente
O consumo passou a ser inconsistente
E o dinheiro, um mero assistente
Cada país tem sua invenção
Para esconder a miséria de sua nação
Um coração é apenas um órgão sem função
Em um mundo onde comprar virou obsessão.
A solidão de Clarice
Falando, outro dia com Clarice,
disse-me la,
"Todo ser humano adulto é solitário".
A solidão, que de modo especial
afeta a psicologia do poeta
é díspares da que atinge os demais.
Penso que esta solidão, como também
falou Clarice, pode ser o fato
do poeta, do artista de modo geral
não ser compreendido.
Mas quem é que pode dizer,
que de modo ideal é compreendido?
A vida, por ser injusta
e muitas vezes cruel com o ser humano
único animal que tem consciência
da sua deplorável situação
causa-nos esta dor incontrolável
esta eterna insatisfação
com nossa tragédia pessoal.
Mas, voltando ao diálogo com Clarice,
disse eu para ela:
" Esta solidão curamos com vinho
com um pouco de amor
e com uma overdose de poesia."
Evan do Carmo.. 23/03/2018, 20:27
Por que você está chorando?
Eu perdi o meu ursinho,
meu único amigo,
como ele era?
Como um grande irmão.
Kay é uma menina
Muito Engraçada
Diverte o Leo
Só fazendo palhaçada
Na frente dos amigos
Ela é feliz
Mas por dentro
É triste até o nariz
A gente vai e ajuda
E ela aceita
Mas não dá
Huff,nem tenta
Não fique triste
Tenha felicidade
E por favor
Não encare a realidade
Temos que parar,
Se concentrar,
Não deixar nada
A nossa felicidade
Estragar.
Não deixar se afetar,
Por afetos errados,
Não deixar se abalar,
Por algo que te atinge
Sozinho (a).
Temos que parar,
Às vezes de olhar,
Da internet sumir,
Dar uma volta e ir,
Para não sucumbir.
Dar um tchau
E partir...
(09/02/2018)
IMPRESSÕES DE MAIO
.
AS pétalas caem como um banjo,
Um violão, um som vazio,
Lembrando a queda de um anjo
Na foz vertente de um rio.
.
Um silvo escapa pelas costas
Que a gente ouve sem saber
Que a foz e rio são opostas
À direção que se quer ter.
.
A tarde suave, um fio imenso
Recolhe as pétalas da aurora
Não gosto nada do que penso
Nem penso em nada nessa hora.
Ninguém disse.
Eu não espero mas me engano mesmo assim
Logo me desespero...
Lidar com o invisível é tentar enxergar no escuro
Sempre encontro "Amor" onde não procuro
Me abraça o vazio, me encanta tudo aquilo que não posso ver ou ter
Reconheço minha necessidade de me ganhar
Por eles, me perdi de mim
Não me atrevo dizer que amei não sei amar
Póis só é amor quando é recíproco e nunca senti isso enfim
Uma bela saudade ou uma grande burrice
Um ciclo vicioso ou simples tolice
Só sei que gostaria de ouvir um "sinto o mesmo" mas... Quem foi que disse?
Ao cruzar comigo
pode ter a impressão de que sou doce
Mas perceba que no final de todo doce , há um gosto amargo.
SONETO DO RISO HUMANO
A angústia Sartriana, tristeza do primata
espinho que maltrata a alma com terror
quicá fosse alegria, espasmos de amor
o riso é inumano, ilusão da vida ingrata.
Da vida idealizada, da paz tão almejada
De medos, incertezas, daquilo que queremos
de tudo que sonhamos, até do que vivemos
o riso é um disfarce, uma máscara condenada.
A nos questionar se somos gente ou animal
o riso humano revela o que tentamos esconder
práticas inconfessáveis, ora de bem ora de mal.
Onde mora a dor, o choro espera o riso
tudo o que fazemos, queremos um motivo
o homem sonha a vida, a morte o paraíso.
Evan do Carmo 07/04/2018
(In)Certeza
Incerto,
Como se o sol fosse amarelo,
O limão fosse azedo,
Um mais um, fosse dois,
Como se um violão soltasse uma melodia,
As estrelas do céu, brilhassem,
O universo fosse infinito.
Incerto,
Como se a verdade, fosse real,
Ou a mentira falsa, talvez?
O nascer, fosse uma vida nova,
O morrer, um fim, ou recomeço.
Incerto,
Até que provem o contrário,
Com teorias clássicas de filósofos,
Matemáticos e cientistas.
Estudos comprovados cientificamente,
teologicamente, aceitamos também.
Mas, quem disse que, isso tudo é certeza?
Pode ser a maior incerteza já dita!
Como já citado:
"Até que provem o contrário",
Seguimos o incerto.
Sonhos
A paz mundial,
Ou uma coisa banal?
Poderia ser um carro,
Talvez um gato!
Voltar no tempo,
Ou voar com o vento!
Viajar para a lua,
Tirar todos da rua.
Ter uma pedra filosofal,
Quem sabe exterminar o mal?
Sempre ter paciência,
Ou curar uma doença.
Não haver mais lixo,
Todos terem um livro!
Conhecimento abundante,
Ser gigante!
Ter superpoderes,
Descobrir outros seres.
Viajar o mundo,
Ter um sono profundo!
Ser rico,
Não existir riscos.
Rever a família,
Fazer uma trilha.
Ir além, faz bem.
Seja extravagante,
Pense grande!
Siga em frente,
Sonhe sempre!
Livro exclusivo
Guerra, países, ambos em crise/
Direita, esquerda, aumenta audiência /
Imprensa inocenta a violência/
Religião e ciência, buscam a carência/
Opiniões, obrigações, falta de opções.
Mundo perdido, como um romance mal lido/
Ou nova releitura, cheia de loucuras?
Senso comum, não vai a lugar algum/
Acorrentado, calado, impedindo qualquer ato/
Mentiras, vendidas até em revista/
Politica ilícita, governo sem vida/
Indigno trabalho, problemas com salário?
Mundo perdido, como um romance mal lido/
Ou nova releitura, cheia de loucuras?
Tempo de sofrimento se vai com o vento/
Mundo em caos, pedindo o mal/
Vingança gerando esperança/
Sem paz, sem mas?/
Laços leais, ilegais/
Favela, referência de terror com plateia.
Mundo perdido, como um romance mal lido/
Ou nova releitura, cheia de loucuras?
Flores, trazem amores/
Dores, favor, sem vigores/
Buscar entendimento, ah o conhecimento!/
Imaginação trazendo uma nova ação/
Aventura surgindo como cultura/
Um poema?
...
Não,/
Um dilema/
A realidade parece mortalidade,/
Mas a esperança, é um mantra,/
Renasce a cada dia, sem palavras perdidas,/
Surge todos os dias, para sempre demonstrar a vida!
Mundo novo, escrito por todos/
Pergaminho popular, que chamamos de lar.
Sonhos
Minhas memórias lesam meus sonhos
Que tramam tramas em tom abstrato
E em tais sonhos apenas me basto
Bobo, sofrido, esquecido, inato
Pulsa o romantismo perdido
E meu eu lírico tornou-se amigo próprio
Aflito é o coração lesto
Perde-se devasso
No ritmo acelerado
Um pensamento sem rota indeciso
Me torna inconcluso
O subconsciente conciso
É apenas um visitante amigo
Ou um invasor em forma de sonho.
Inimigo Virtual
Era mais que amigo
Um acompanhante
Um querido
Além do palpável
Estava no virtual
Me tornava viral
E seu teclado derramava likes sobre meu corpo
O nu era quase exposto
Cada toque era um gosto
No entanto certo dia
Tanta poesia virou agonia
Como poderia possuir-me se era apenas fantasia
Se minha criação confundiu-se com a realidade
E a tecla delete tornou-se banal
E sem a menor linha
Apagou toda linha do tempo
Como se a cibernética fosse mais real que a carne
Como se o sangue não fosse todo esse fluxo de informações e mutações constantes
E em forma de rebeldia
Deletou aquela história pública com um simples toque
E tudo que foi construído então parecia desaparecer da memória
Esqueceu que a CPU é um coração virtual
E que formatar deixa marcas n’alma
E o bloqueio apenas deixou o seu choro mais exposto
A realidade vai muito além do virtual
E os cabos que foram rompidos
Tiraram apenas a imagem do monitor
Mas o coração grafou antes nas memórias eternas espelhadas em outras linhas de tempo
E o que pareceu desaparecer com um simples delete
Ficou eternizado na internet.
Está frio.
Tempo cinza,
segunda fria,
dia vazio, sem cor,
feito meu peito que bate em Preto e Branco.
Na terra da garoa o meu nome é solidão como no refrão,
tudo está sem sabor,
e eu espero que o sol venha me aquecer
pois esse outono frio só me lembra do que partio,
e me partio.
Sou a sombra de um alma sem Sol num descanso vendo a semana começar. PAULOROCKCESAR
"Em volta da mesa estava ele, aguardando que os convidados chegassem. Aos poucos foram chegando; assentou-se o amor, arrastou suavemente a cadeira, a elegância. A leve (e forte) luz acendeu o candelabro para o jantar. E a harmonia reinou absoluta na cabeceira. Todos os convivas se olharam e se amaram, como se fosse a primeira vez." (Convidados - Victor Bhering Drummond)
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