Poema sem Amor Madre Teresa
Ao Natal.
Ao envelhecermos parece ser sempre natal.
Claro que para vós, é sempre Natal e tu adoras não é, senhor?
Barão por direito próprio, agora e mais alguns títulos. És um génio.
Li uma das vossas sátiras sobre a vida na corte.
Deus de infinita bondade, dai uma vida próspera e longa e apaixonante. Há uma história sobre o imperador Tibério.
Há alguns que, primeiro nos aliciam para a coroação, depois para a proclamar e, enfim para escrever livros a defendê-la. Assim primeiro, desfloram-nos e pouco depois acabam por nos devorar.
Mas a mim jamais desflorarao.
Ela
E o interior dela era
Sombrio
Vazio
Frio
Sombras tenebrosas correndo pela mente
Pensamentos traiçoeiros parados em sua frente
Ela parece perdida no meio de toda essa escuridão
Que um dia fora luz em seu coração
No meio de tanta bagunça, não há nada
Apenas uma garota frágil, despedaçada
Tantos cacos espalhados pelo chão
Certamente já tentara consertar, porém, em vão.
Seu interior era gélido
Sua pessoa? Era adélio.
Seu toque era capaz de congelar
Mas seu sorriso era intacto, capaz de esquentar.
Ele
Ele se encantou com a luz dela
Mas ainda não sabia da escuridão que era
Ele se apaixonou por teu sorriso
Sem saber do quão falso era aquele paraíso
Quando descobriu
Ele não desistiu
Quando viu os cacos no chão
Ajudou a consertar seu coração
Depois de pronto e novo
Ele roubou para si
Ela se apaixonou de novo
E deu seu coração para ti
Ele trouxe a luz, a verdadeira luz que ela procurava
Ele trouxe o amor, o verdadeiro amor que ela precisava
Ele encheu seu interior de girassóis e borboletas
Ela agora era feliz e encantadora, finalmente repleta.
Sua voz é o suficiente para arrepiar
Borboletas a voar
Sirenes a tocar
Proibido
Divertido
Descontraído
Sorriso doce como mel
Com você, é como se estivesse no céu
Mesmo sem nunca te tocar
Sei que posso confiar
Você traz a tona meus sorrisos mais sinceros
Percebe o quanto eu te quero?
Ainda não entendo como fez isso comigo
Mas sinto que posso fazer tudo contigo
Todos os seus pequenos detalhes
Nenhum com um sequer pingo de male
Você faz meu coração palpitar
Através da tela de um celular
Não vejo a hora de te ter por perto
Para que você fique certo
Do que sinto por ti
Por mais que ainda tente te contar daqui
Nunca será tão expressivo
Como poder ver meu olhar decisivo
Palavras de um Poeta
O poeta é sensível
Sente de forma irrepreensível
Ele tenta descrever por meio dos versos
Mesmo sabendo que letra nenhuma conseguiria mostrar esse universo
Mas ele continua tentando achar
Alguma rima para poder se expressar
Ele usa a palavras mais tristes para descrever amor
As mais felizes para descrever a dor
Do falso amor nasce tristeza
Da verdadeira dor nasce aprendizado
É um ciclo de madureza
Que nos torna melhores soldados
Porque na guerra da vida
Temos que estar em alerta
Um dia será a nossa ida
Portanto viva em busca das palavras certas
Palavras de Poeta
O poeta é sensível
Sente tudo de forma irrepreensível
Ele tenta descrever o mundo e as emoções pelos versos
Mesmo sabendo que não são suficientes para descrever esse universo
Está sempre em busca de palavras que vão rimar
De forma que possa se expressar.
Usa palavras tristes para descrever o amor
E palavras alegres ao descrever a dor
Porque o amor falso causa tristeza
E a dor verdadeira traz aprendizado
E nesse ciclo de madureza
Nos tornamos ótimos soldados
Pois na guerra da vida
Precisamos estar alerta,
Um dia será a nossa ida.
Portanto, busque as palavras certas e veja o mundo como poeta.
A História prefere Lendas do que homens e mulheres.
Este registo que começa quando eu era apenas um rapaz.
Seja como for que a história me recorde, se recordar alguma coisa...
Será apenas uma parte da verdade.
Porque seja lá o que eu for, um marido, um militar, um poeta, uma lenda.
Sempre pensarei em mim como um homem do bem que lutou contra o mal.
A História prefere Lendas do que homens e mulheres.
Este registo que começa quando eu era apenas um rapaz.
Prefere nobreza a brutalidade.
Discursos sublimes a ações desinteressadas.
A história recorda a batalha lendária, mas esquece o sangue.
A causa da liberdade.
A causa primeira sobre a qual os nossos antepassados contruiram esta grande nação!
Seja como for que a história me recorde, se recordar alguma coisa...
Será apenas uma parte da verdade.
Porque seja lá o que eu for, um marido, um militar, um poeta, uma lenda.
Sempre pensarei em mim como um homem do bem que lutou contra o mal.
DENTRO DO VERSO
Gostaria de congelar-me
Em um verso de poesia
Onde o Tempo pode ser parado
A criança não envelhece
Sentimentos são eternizados
Se congelada eu fosse
Em um verso de poesia
Rasgaria os roteiros
Brincaria de improviso
Zombaria do destino
Em uma gota conteria o Oceano.
A moça de Curitiba se curva perante a noite,
que não cala, que não fala nada.
Brilha debaixo das estrelas,
sopra soberana entrelinhas.
Sinto você voltar
como um trem chegando em casa.
Me molha o sereno tardio,
gela meus ombros de pedra.
Vampiros saem pra ver a lua,
e eu não me importo mais.
Pode-se chamar de "vida" tudo aquilo que vive e que vai embora; principalmente aquilo que vai embora.
Pois, é preciso de muita coragem pra ir.
Mas é necessário muita covardia ao voltar pra arma que lhe atira.
Ação e reação
Novos ares, anseio.
Velhos hábitos deixar.
Tão sagazes esteios!
Marasmo,
Enfado,
Prostração,
Vencerei!
Sim!
Reajo, coragem!
Mexo, ânimo!
Luto, força!
Sim!
Vencerei!
Mais uma vez eu acordo,
Porém deitado na cama eu permaneço e com os olhos abertos continuo sonhando com a vida futura que eu queria ter de volta.
Mais uma vez me levanto
e no caminho para o banheiro vou pensando quando foi a última vez que eu acordei sem pensar que o mundo está acabando.
Não sei, talvez, quando essa pandemia começou. Não sei, talvez, quando esse vírus me contaminou.
Vírus;
Vírus que me mata, me afasta e me transforma em algo diferente,
Como um reflexo embaçado,
Que mostra quem eu era,
Mas que não é quem eu sou.
Vírus;
Vírus que me mata, me afasta e tira meu motivo de respirar.
E os amores que me inspiram a continuar,
Esse vírus asfixia
E sobra para longe de onde eu não possa alcançar.
Vírus;
Vírus que me mata e já me matou, pois no momento em que eu acordo eu penso que mais um dia se passou
E que menos um dia de vida a morte me tirou.
[...]uma rosa
ser como a rosa
viver em quimera
bela, toda a primavera
da fragrância prosa
de pétala formosa
de ser especial
afinal,
uma rosa é uma rosa...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
08 dezembro de 2020 – Triângulo Mineiro
Busquei inspiração
Consegui frustração
Sem saber o que escreve
Pois palavras não podem descrever
Decidi então!
Abrir meu coração
Pra lhe fazer uma declaração
E expressar toda minha admiração
Hoje você se encontra em sua missão
Cumprindo sua designação
Caminhando em uma única direção
Propogando a salvação
O amor e a compaixão
Sempre soube que se tornaria um mulherão
Diferente das demais que existem nesse mundão
De óculos e cachinhos
Distribuindo carinhos
Demonstrando afeição
Uma pessoa de opinião
Com um enorme coração
Me sinto sobre uma prancha,
onde o mar é a vida
e eu ainda não aprendi a surfar.
A cada queda,
a ancora que há dentro de mim vai pesando mais.
Mas aos poucos,
eu vou aprendendo a me equilibrar melhor.
É dezembro natalino,
mês pra ser mais generoso.
Seja nobre, valoroso,
ajude velho e menino.
Na igreja toca o sino,
pra quem tem sua devoção
em Jesus, adoração!
E quanto ao Papai Noel:
é seu pai, Seu Manoel,
com presente pro filhão.
Noite quente em que te conheci
Olhando sua pele preta de libido me enchi
Emaranhado em seus cabelos pousei
Com sua voz, linda sereia, finalmente me encontrei.
Alagoas, que beleza,
o Caribe brasileiro!
Mar e sol, altos coqueiros,
onde toco a natureza,
onde só vejo riqueza.
Pra ti, faço esse repente,
e te digo, eloquente:
ó, Estado de Alagoas,
és lugar de coisas boas,
és terra de boa gente!
Flor de cemitério
Boró nasceu e cresceu
Ficou grande e bonito,
Então disse:
- Sou Orfeu!
Mas, tudo isso era tolice
Ele era mesmo é feio!
Mas, ele em seu quarto
Tinha espelho
E repetidas vezes de joelho
Dizia a si mesmo:
- Sou belo e formoso;
- Sou bonito e charmoso!
Pena que ninguém o via assim
Todos diziam: Ai de mim!
E a ele rotulavam, feio
Feio de feição
Mas no seu coração,
Beleza tinha!
Triste e solitário ele morreu
E junto ao seu calvário
Uma flor, ali nasceu!
- Que flor linda! Disse Cesário
E todos que por ali passou,
Pela for se encantou
E a flor assim chamou...
- Flor de cemitério!
