Poema Quase de Pablo Neruda
Dia do abraço - 22 de maio
Quase tudo se cura com o calor de um abraço. O abraço é aquela força que revigora, é aquele lembrete de que não estamos sós. É a mensagem de Deus quando manda as pessoas certas, aquelas que se importam, aquelas que erguem, que salvam. Um abraço sincero, caloroso, carinhoso, é dom de Deus. Ele dispensa palavras. Quando não souber o que falar diante da dor de alguém, oferte um abraço sincero. Abraço também é alegria, comemoração, festividade. Cabe tudo dentro de um abraço, cabem todos os sentimentos, todos os motivos… Que sejam bons os motivos para os abraços, que sejam genuínos. Para hoje, desejo abraços apertados, amorosos, calorosos…
Que cada um abrace a quem ama e a quem precisa. E que a paz, a alegria e o carinho dos abraços de hoje aqueça nossos corações. Que sintamos, acima de tudo, o abraço de Deus, hoje e sempre.
Feliz dia do abraço!
Josy Maria 22/05/2022
Frases, textos e citações by Josy Maria
Semana nova, e um ano quase velho
Uma nova semana, um ano quase acabando, e no peito uma vontade forte de vencer. O coração bate com ansiedade, mas também reverbera fé. Primeira semana do mês, no último mês do ano. E o que eu quero é que cada dia seja bom, repleto de significado e propósito, não só nesta semana, mas também no que resta deste ciclo que se despede. Que os cansaços que ocorrerem sejam pelas lutas que nos conduzem aos nossos objetivos, e que os milagres sejam uma realidade palpável, iluminando os caminhos que, por vezes, parecem incertos. Que as dores, sejam elas do corpo ou da alma, encontrem cuidado e cura. Que Deus esteja presente em cada detalhe, fortalecendo os passos, renovando as forças e trazendo esperança para o que está por vir. Que esta semana nos conduza à vitória, e que o ano termine com a certeza de que, apesar de tudo, seguimos vencendo, um dia de cada vez.
Josy Maria 02/12/24
A gente pensa tanto no futuro, no dia de amanhã, mas a morte bate à nossa porta, quase toda manhã.
É preciso sonhar, acreditar que as coisas podem e vão melhorar, mas agora é hora de viver o presente e acordar.
Pegue a mochila, ponha nas costas e vá. A estrada parece longa, mas comece a caminhar.
Nildinha Freitas
Eu não sou perfeita.
Eu não sou perfeita em quase nada do que faço.
Eu sou acerto, desacerto.
Às vezes, sou furacão, às vezes, uma tempestade.
Quando sou calmaria, eu sou abraço,
eu sou sorriso, eu sou aquele cheiro no cangote.
Não, eu não sou perfeita.
Às vezes sou chata, eu sou chata.
Mas quem não é? Cada um do seu jeito é luz
e às vezes deixa de ser.
Mas isso não é pecado
Pecado é não se reconhecer.
Nildinha Freitas
Recuperei a conta...
Hoje vejo como o garoto Sullivan gritava por socorro, quase duas décadas se passaram...
sinto alívio pelo que me tornei...
As vozes continuam aqui, hoje não gritam, sussurram...
Hoje pai, marido, trabalhador...
Feliz na maior parte do tempo...
A vida ensina, o tempo voa e tudo que fica são nossas transformações até o último dia nessa existência...
Passei quase 3 anos de escuridão
Em 3 segundos que passei te olhando
Toda essa escuridão
Se tornou meu último plano
Em 6 meses que passei tentando
Você não precisou fazer nada
E também não me causou engano
Hoje volto ao antigo ponto
Escuro e solitário.
passei quase dois anos vivendo preso
Preso por um sentimento mais forte que tudo que já tinha vivido
No dia que resolvi me libertar
Esse sentimento rasga o meu coração
Causando um grande derramamento de sangue
Sem solução para o estancamento
E como sequelas me deixou os maus hábitos
De viver sobre controle e de sempre ter que dar satisfação sobre o meu dia
Consequentemente querer saber também
Percebo que me causou danos na minha maturidade
E passei a viver com o passado batendo na porta que já não existe mais no meu coração
Estou apenas em busca da paz e da felicidade
Mas do passado preciso ser libertado.
Porque a gente como mulher que não teve infância, foi abusada sim, quase 100% de nós, tivemos responsabilidade nas costas desde sempre, passamos situações horríveis, temos que aceitar grosseria, falta de carinho e afeto, e carregar um bebê gigante que diferente da gente que oferece aquilo que queremos receber e não os dissabores, nos oferecer suas justificativas para ser omisso é um irresponsável afetivo?
A gente já tem nossas demandas, e luta para se aceitar, mas, não dá para aceitar homem nenhum com desculpa de que sofreu, não teve infância, não sabe o que é carinho(quando é para lidar com mulher negra), quando a gente sabe isso de traz pra frente como é... e ainda assiste que eles curtem louras e brancas, brancas, porque a cultura é pá... diferente de uma falta de conhecimento vasta que temos hoje, o passado que ensinou a Gente se odiar, hoje ensina demais para a gente além de aderir o amor não tem cor para eles, porque “as academicistas não querem a gente”, para quando estarem com a gente, não querer aprender se reconhecer e aprender a aprender amar...
Rogéria Cardeal
Show de resposta.
Hoje eu vou receber um prêmio em um lugar incrível, mais uma vez.
Em 2016 eu recebi e passei quase todo evento, esperando, sim esperando que alguém que tanto queria que tivesse comigo estivesse me fazendo uma surpresa e do nada chegar.
Minha cabeça não tava na minha conquista e emoção, estava com a mente longe, vivendo de espera.
Eu fui uma das duas a ganhar o prêmio e eu estava lá, sonhando em receber um buquê de flores, um parabéns querida você merece, você é incrível. Mas eu fiquei discutindo no telefone porque eu estava com um amigo… e amigas… e pessoas que foram para me dizer parabéns.
No retomo eu tava linda e bela, de salto alto pegando um ônibus e indo pra casa lendo coisas que apagaram todo o brilho que eu merecia ter naquele momento.
Não havia um desculpa, queria muito poder ir mas isso muito sério me imprecou… não apagaria o vazio, se fosse verdade, mas sei lá me faria me sentir menos mal. Eu estava lá alguém está acolá e percebi que estamos sempre onde nosso coração está.
Ocupe seu coração de forma que ele não doa com o vazio de uma solidão.
Quando eu me ponho a em ti pensar
Viajo sem sair do lugar
Vôo até quase o amanhecer
É tão difícil te esquecer!
Felicidade que se foi
És como um espelho
Que reflete a própria imagem
Não vives por mais ninguém
Se eu não morrer em pensamento
Vou viver neste tão longo esquecimento
Como uma nuvem que passou e não parou
e o que jorrava se secou
Não descobri o que mudou o seu olhar
e nem senti o vento frio
Que esfriou essa paixão
Só vejo um dia lá na frente aproximar-se
Para eu imaginar, poder sentir
Todo esse Sol que vai brilhar
E nesse dia imaginário a consciência vai voar
Se nesse dia tão feliz você voltar
Vita.
Nesta pouca vida
Quase tudo é verdade inventada
Uma grande quantidade de ar azul
Deserto suspenso, que de perto, é nada.
.
Penso ser tudo olhar da mente
Todo dia é sempre dia
de partida, chegada e olhar desatento
O mundo gira pro mesmo lado, sempre.
.
Essa vida é um castelo de cartas
Uma folha no chão
Uma pluma no vento.
.
Pluma, vento, chão , mente que mente
A gente só vê ao que quer e inventa
Quando a lente do olhar aumenta: é o nada.
Edson Ricardo Paiva.
Falo alto
No intenso barulho
Tenho a voz abafada
Chega a parecer
Quase o mesmo que nada
Em menor intensidade
Eu me escondo no silêncio
Das verdades não declaradas
Na alegria que eu minto sentir
Faço igual a essas pessoas
Que apenas esperam
Todo dia o fim do dia
E depois anoitecem
Na esperança
Que não amanheça.
Edson Ricardo Paiva.
Lentamente
Assim germina a semente
Num passo ingrato e quase inaudível
Desata o laço
Pequeno pedaço que se vai
Sem deixar lembrança
Também não leva saudade
Nada se perpetua
Os passos na rua
Apressadamente
Brancura dos dentes
Sorriso na escuridão revela
O que a claridade escondia
Lentamente, dia-a-dia
Como enorme carruagem que vem
E quando passa
Atropela
Depois se afasta lentemente
Talvez a vida tenha sido
Por acaso e sem igual
Mas sempre tem prazo a cumprir
E faz doer e fica mágoa e apaga
E quase sempre acontece
de forma proposital.
Edson Ricardo Paiva
Nós temos a nós
Corações batem velozes
Sem chorar distantes
Agora temos o antes
E quase o depois
Temos a nós
Quando precisar
A gente faz a lista sem demora
A tudo sabemos sobre distancia
E somos donos do agora
Pois agora somos dois
E sendo dois
A tudo se conquista
Até mesmo as três estrelas
Que você queria
Pode tê-las
Basta abrir a janela
Elas vão estar lá todo dia
A leveza do viver é tão vasta!
Que qualquer pedacinho de chão
Nos basta e é suficiente
Veremos o Sol
Ao se pôr e ao nascer
Tudo ficou mais fácil
O vestido florido
A camisa de linho
O abraço pronto
Esperando no varal
Um jardim, um quintal
Tudo isso num vaso
Nenhum prazo a cumprir
Nada pode desfazer
Se a gente não quiser
O nó da garganta
Agora é laço
Perfeito, sob medida
Um homem
Uma mulher
Uma vida.
Edson Ricardo Paiva
Tem horas
Que não interessa
Saber ou dizer o que é
Tem horas
Que o coração quase chora
E outras em que quase
Hora em hora, frase em frase
O jogo muda
A vida oferece ajuda
Alguma coisa quase sempre
Assume o papel de coisa
E precisa ir embora
E aquilo que fica aqui
Causa rica alegria
E assim
Tem dias em que a gente ri
A risada mais sincera desse mundo
Não espera mais nenhum segundo
E quando dá essa risada
É só de alegria
Jaz o que ficou pra trás
No tempo do nunca mais.
Edson Ricardo Paiva.
Era quase que assim
Um leve tremor de terra
Prenuncia o apito do trem
Só que quase ninguém percebia
O sermão durante a missa
A igreja tão cheia
E quase ninguém ouvia
Quanto ao resto da vida
Não o sabe até hoje
Da secura na boca
Calma, aguda, iludida
Muda algia rói alma
Carece de companhia
Um tanto menos pernóstica
Só fantástica e desabrida
O contrário
Era um jeito de olhar o Céu
Enxergar nele a vida
Um tanto profunda
e de olhar esquecido
Quem lhe visse podia jurar
Era antes pequeno desejo
Jamais um pedido
A vida meio vazia
A outra metade era vida
No outro dia tanto faz
A semente bem regada
Cuidada por cuidar
Pois de lá não saia nada
Assim era tudo
Enfim, um saber calado
Um verso oculto
Cujo vulto do tempo
Escreveu apressado
Se está fora de lugar
O correto é cair
Equilíbrio é o silêncio que faz
A vidraça parecer escura
A paz que precede a chuva
Sempre que a chuva vem
A água evapora
A alma cura
Entretanto ela chora
Tempestade, água turva
A curva do rio, a lagoa
Fatalmente o ponteiro, a hora
Por ora, balaio no chão
Canta muda
A canção silenciosa
E somente o coração escuta
Roupa suja, varal
Ensaboa um sinal da vida
Outro aceno do mundo
Desalento um segundo
Quando meio segundo
é momento
A saber
Água limpa
Não lava alma turva
Acredite em não crer
O saber de cada receio
Escondido em gavetas
Espalhado pelo imenso mundo
Se contar nos dedos
A qualidade de tantos medos
Reais e de faz de conta
Um mais um, às vezes são dois
Mas, de vez em quando, não
É aí que mora a diferença
Entre pensar
E pensar que pensa
Olhar e saber na hora
Àquilo que vem
Sem demora.
Edson Ricardo Paiva.
Não sei dizer quase nada
Sobre a beleza da vida
Também não sei falar de tristeza
Cada dor habita um dia
E mesmo que a dor seja dor
Ele sempre evita
Doer além do permitido
Pra que assim ninguém perceba
O corte, a ferida, a quase morte
Que permite transformar a vida
Em quase vida
Não sei dizer nada também
Sobre a beleza de uma quase vida
Também não sei falar de alegria
Cada riso habita um dia
Mas o riso jamais evita
Alegrar além do permitido
Pra que assim a gente perceba
O corte que sara
A dor que cicatriza
A alma que não se vendeu,
Jamais se entrega
E se nega
A prosseguir vivendo a quase vida
Pois sabe o valor que existe
Na simplicidade do dia que corre
O dia é um lugar no tempo
Onde a alma que se diz insatisfeita
Rejeita a alegria pequena
Porque quer sentir-se plena
Quando "plena" é plenamente
Uma palavra sem sentido, que a escraviza
E morre, sem fazer nenhum ruído.
Edson Ricardo Paiva.
Quase sempre que saio de casa
Quase nunca levo a chave
Pode ser que em algum caminho
Eu encontre a nave que me leve
E nela esteja a chave de lá
Vou vivendo de alma leve
Até que ela se livre de mim
E que se lavre nos boletins da vida
Que a minha chegou ao fim
Pode ser, quem sabe
Que a vida se agrave
Até que o tempo escave em meu rosto
Muitas marcas dessa passagem
A cada vez que vou pra rua
Peço à chuva que lave-me a alma
E dê-me calma
E ponha lama eu meu caminho
Pra eu pisar
E que de preferência
Eu esteja descalço
Como eu fazia
Nos velhos tempos
de alegria e felicidade
Em que eu corria pelas ruas tortas
E as enxergava todas retas
A chuva e o tempo lavaram-me os olhos
Agora eu sei que é torto
Aquilo que é torto
E por isso nunca levo as chaves
Pois pode ser que não haja volta
E eu nunca mais precise
Abrir outra porta
A gente passa quase toda a vida
Cuidando das coisas que acredita
E medindo a passagem do tempo
Como se o passar do tempo
Aliado à nossa capacidade
de estar consciente dessa passagem
Nos trouxesse alguma vantagem
E fosse uma espécie de conquista
Esquecendo
Que conforme o tempo passa
Sem que nada se faça
Além de somente medí-lo
Sem crescer, evoluir e aproveitá-lo
simplesmente observando
Como passou depressa
Esse trem que corre lento
O mundo gira
O Universo se move
O relógio não pára
e o tempo passa
Não existe nenhum dinheiro
Que compre e que traga de volta
A vida que correu
Quase que inteira
Existência tão cara
Que a gente recebeu de graça.
Edson Ricardo Paiva
Eu duvido
Quase nunca
Ninguém
Há de saber
Qual é
Devido
À fé que não se tem
Até que não se tenha
É como apanhar
Um espinho num jardim
Apanhe
Sem saber qual é
Até que assim ele te arranhe.
Edson Ricardo Paiva.
