Poema Primavera
TREM DO TEMPO
Demétrio Sena - Magé
Sou do tempo em que a primavera tinha multicores... a chuva, sempre à tardinha, refrescava os dias de verão... havia sempre uma brisa no outono... e o inverno era frio. Agradavelmente frio. Venho de quando o trem do tempo nunca parava na estação errada.
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#respeiteautorias É lei
Primavera do amor ....
Conforme o inverno vai se despedindo para triunfar a primavera na natureza, na estação da alma o amor desponta no horizonte do coração. Nesta temporada, dentro e fora a vida floresce e todos os sonhos acontecem!
É a primavera na estação das flores, das cores e eternos amores!
O inverno do mundo e a primavera da alma
Enquanto o inverno veste o mundo de silêncio e frio, a alma escolhe seu próprio caminho. Nem todas as estações seguem o calendário da natureza, pois dentro de nós, o florescer é eterno.
Lá fora, a neve cobre o chão, gelando passos, silenciando vozes, mas aqui dentro, um jardim desperta, tecendo cores em meio à escuridão.
Quando nos libertamos das amarras da matéria e tocamos a essência mais pura do nosso ser, uma primavera eclode, delicada e infinita, nutrida pela luz da consciência que nunca se apaga.
A primavera não espera calendários, nem pede permissão ao tempo cruel, nasce onde há esperança guardada, sob o véu do inverno, floresce fiel.
O inverno se instala, mas o que sussurra o coração sobre suas próprias estações?
A Magia de Dezembro
Assim como a primavera que encanta, Dezembro traz a magia e faz sonhar, Cada dia é uma alegria que levanta, E nos convida a amar.
Cristais minúsculos caem do céu, Como neve fria a brilhar, Envolvem-nos em um doce véu, Que nos faz abraçar.
Somos como crianças sem preocupação, Apenas irmãos em confraternização, Dezembro renova nosso pacto de amor, Memórias guardadas com fervor.
Entre luzes piscantes e canções a tocar, A Aurora Boreal começa a brilhar, Duendes, Elfos e Fadas vêm dançar, Trazendo sonhos que o coração quer realizar.
Dezembro é fé e esperança, No que o mundo tem a oferecer, Muito além do que se pode ver, É a magia que nos faz renascer.
A primavera floresce, suave, P or entre os campos a vibrar. R enasce a vida, tão amável, I lumina o céu e o mar.
M arca o tempo de alegria, A lma que se abre à canção. V em a luz que contagia, E spargindo a emoção.
R eveste o coração de cores, A nos em harmonia plena.
N asce o amor, em resplendores, A noitece a dor pequena.
E ncontro o calor do dia, S entindo o sopro da brisa. T odo riso contagia, A manhã clara, a vida avisa.
C ora o mundo com beleza, A s flores dançam em festa. O uto paisagem, leveza, N a estação que manifesta.
D issolvendo as sombras frias, A brindo janelas da alma.
A vida sorri em alforria, L eveza que enfim se espalha. M ergulhando em poesia, A primavera nos embala.
Em manhã de primavera, ao despertar, Com a cantoria dos pássaros a me embalar, Uma luz sutil atravessou minha janela, Pairando sobre mim, se fez anunciar.
Um novo aprendizado eu iniciaria, E ela, Alice Bailey, me instruiria. O anjo se apresentou com graça e luz, Guiando meus passos com firmeza e paz.
Ela caminha comigo pelas cidades astrais, Mostrando maravilhas que a mente jamais suporia, Revelações além dos olhos mortais, Em passeios e conversas de pura magia.
Na telepatia, a verdade superior se revela, Alice Bailey, minha guia celestial, Nossa conexão transcende o véu, Minha eterna gratidão a esta fada especial.
Primavera Oriental
Em Belos dias de primavera
Repletos de madrugadas loucas de verão
Perco-me a sentir
Que ainda estou vivo então
Nessas manhãs úmidas e frescas
Que olho pelo vitrô da janela
Sonhando com faces,semblantes de solidão
Afinal porque,porque eu precisaria mentir?
Afinal quem nesse mundo não tem medo de se iludir
Lembro-me bem dos seus olhos puxados
Descendência japonesa e semblante oriental
Cabelos negros e franjinha
Primavera oriental
Afinal porque, porque eu precisaria mentir
Afinal quem nesse mundo não tem medo de se iludir
" Mais lindo que o ouro provado no fogo
É o que sinto por você.
Como a primavera de flores singelas,
Mas que eu poderia escrever.
Amor não são palavras
São fases e a estrada que juntos vamos percorrer.
Deitados no campo das estações
Não posso esquecer das flores da primavera.
Não posso temer o calor ardente do verão.
Não posso dizer que o inverno nos embalará na coberta da paixão.
São seus suspiros, faz-me voar como a cada pétala ao vento.
São seus sussurros, faz-me tremer como arrepio em fragmentos de gelo.
Não há calor maior, faz-me estar aquecido diante seus braços.
Deitados juntos no campo gramado, esparsos e mudos, em emoções ardentes das quatros estações.
Folhas de primavera
Corações esparsos como folhas
Corações que voam como folhas
Nascem dos caules endurecidos
Flutuam para amolecer corações enrijecidos
Nos vastos cenários da vida
A decretar a beleza em liberdade
A certeza da infinidade
Nas suas infinitas cores
De primavera
Folhas flutuam a trazer
Os sinais de esperança
Folhas flutuam a anunciar
A temporada de luz
Do caule endurecido
Com o tempo se desprendem
A gozar da liberdade
Como os pássaros
Nas suas infinitas cores
De primavera
Vestida de rosas
É um pouco das cores da primavera,
É um pouco do calor do verão,
As oscilações do outono,
E um pouco do frio do inverno,
Um pouco de mulher,
Um pouco de homem,
Um pouco de gay,
Muitas vezes intuição,
Muitas vezes razão,
Muitas vezes coração,
Que quebra em pedaços,
E aprende a andar pela passarela,
O levantar do dia e o cair da noite,
Um pouco de tudo,
As várias camadas do crepúsculo no entardecer,
Os prismas do arco-íris ao chover,
Custei a observar todas as rosas,
Sentir todos os aromas,
Entender as diferenças,
Na complexidade do jardim,
Fui costurando como um vestido,
Tomando cuidado com os detalhes,
Cada rosa é uma única,
No meio de todas as outras,
Parecem iguais,
Mas quando te olhei vestida no altar,
Compreendi sua beleza singular,
Sua história particular.
Ciclo sem fim
Vem primavera, vem com suas pétalas!
Traga sonhos, deixe-os voar!
Folhas q nascem, secam, caem, surgindo novamente!
Assim como a esperança!
Tens sempre que regar!
Pra cultivá-las!
Secam, caem, brotam novamente!
Transmutando-se!
Num ciclo sem fim!
Novas vidas em novas pétalas!
Novas oportunidades em novas folhas!
Nada se repete assim como cada dia q passa!
Gotas de orvalho!
Q caem na terra!
Recicla!
Num ciclo sem fim!
Poeminha de um Eterno Enamorado
“A minha Graça é encantadora, ela é mesmo uma PRIMAVERA, quisera fosse eu VERÃO, seu apogeu, para que tudo fosse FLOR como ela”
Ney P. Batista
Mar/20/2021
Na primavera apreciar a beleza da flor, no verão o frescor da água, o outono cada fruta e seu sabor. E no inverno? O calor de alguém e seu amor.
A vida tem suas fases, cada momento único de ser, todo instante tem seu milagre, importa-nos pois viver.
Nem sempre é mar de rosas, ou brisa suave a soprar, por vezes calamidades, furacões e tremores, mas precisamos ser resilientes, e cuidar bem de nossos amores.
Flores e flores no ar
Nuance de cores contemplar
Fragrâncias em notas exarar
Vem primavera, queremos seus encantos admirar.
Primavera
COMO SERIA MARAVILHOSO PARA TODOS NÓS SE A PRIMAVERA DA VIDA COPIASSE A PRIMAVERA DO TEMPO !!!!!
"Primavera em Verso"
Desperta a terra em doce alarde,
com flores dançando em tom suave,
o vento canta, a vida arde
num verso leve que não se acabe.
Borboletas traçam no ar
desenhos livres de esperança,
o sol sorri só de espiar
o renascer da temperança.
Os campos vestem-se de cor,
os ramos brotam sonhos novos,
o tempo abranda sua dor
e pinta o céu com traços roxos.
Primavera, estação do peito,
onde tudo encontra jeito
de florescer sem ter receio —
até o amor, num simples beijo.
São Martinho na Primavera
uma viagem sem pressa de chegar
uma estação e muitos destinos
um comboio e assentos desocupados
paragem e apeadeiro
aromas e cheiro de romaria
sem direção, incógnito seguindo viagem
rumo ao lúdico e desconhecido mundo das emoções
montanhas
planícies
lenhas
gravetos
acendalhas
fumaça
lareira
castanhas
aguapé
São Martinho
chuva e frio
outono - inverno
chegando ao destino que o próprio destino nos reserva
encontrando no meio de tudo o nada
ou no meio da nada encontrando tudo
Entre as estações
Havia um jardim pronto para florescer,
mesmo antes da primavera chegar.
As mãos cuidaram da terra,
anteciparam o sol,
acreditaram no perfume antes da flor.
Mas o vento mudou o rumo,
e uma estação inesperada varreu as folhas.
Não houve tempestade,
só um frio que entrou sem avisar
pelas frestas do silêncio.
Ficou um banco vazio de tarde,
um livro aberto numa página bela,
mas inacabada.
Ficou um passo preso entre o que foi e o que seria.
E eu fiquei ali,
com as mãos cheias de espera,
o peito coberto de brisa,
e o tempo…
sem saber se avançava ou voltava.
Não gritei ao céu,
nem fechei o portão.
Apenas sentei no tempo
e deixei que o silêncio contasse o que doeu.
Se houver alguém que ainda ouça o canto dos pássaros,
mesmo em dias nublados,
talvez entenda
que nem toda ausência é partida.
E que algumas raízes… esperam o tempo certo pra florir outra vez.
