Poema por que o Macaco Nao Olha seu Rabo
OUTRO PAULO, O LEMINSKI
Na tarde fria me jogava
Em gelo frio e quente
Dentro de mim vindo
Na liberdade escorregadia
Tu me ensinaste a ser
Liberto de mim
Pra ser você:
deus de poema
POESIA DO EXÍLIO
W.W. MATTA E SILVA
_O ESCRITOR ESPIRITUALISTA _
GARANHUENSE,
TORNOU-SE PÁGINA VIRADA?
O berço deixado, caiu na estrada
No Rio de Janeiro fez casa, tenda.
Na caridade desmanchando contenda
Sabedoria, tirou: porque a vida é jangada
E sem rumo não chega, quem se deixa levar
A rota da fé, só o íntimo é timão
Não vive na paz, quem não tem coração.
Foi na caridade que serviu a ajudar.
Escritor de diversas obras religiosas
De cunho afro-brasileiras e míticas
É estudado em suas obras volumosas.
Dos acadêmicos, recebeu positivas criticas
Tornou-se por mérito referencia
No fundamento esotérico umbandista
Com preparo argumentou com ciência
Abrindo caminho para linha doutrinista
Sua inteligência, abaixo da humildade
Na aflição e na doença o povo atendia
Guindo como podia: os pequenos da sociedade
Atraindo também, os cultos da época que vivia
A fama que trouxe consigo, não o tirou
O sacerdote da fé; do prumo da razão
A disciplina, estudo e caridade o guiou
Simplicidade, amor e trabalho sua missão.
Assim, foi chamando pelo saber profundo
Que sem todos, não somos nenhum
Semeando na prática como de um
se faz quatro, correr o mundo.
CHICO XAVIER
Em tenra idade com outros aprender a ter
Eles lhe ensinavam o que iriá vir
Diante de olhos torcidos ao que ai ser
Caminho único nesta vida: servir
Sua mão tracejava mensagens do Lado
Aos lamentados, filhos apartados do coração
Em memórias revividas, hoje é encontrado
Paziguando a tristeza e a dor da multidão
Lágrimas colhidas, no balde da vida
Aos que fadados perderam para morte
Amados levados pelo destino que finda
Esperança encontrada em Xavier nova sorte
Caridade e instrução chamavam todos da Luz
Ajudando povo doente de profunda saudade
Exemplo vívido, sempre SERVINDO o guia da cruz
Amor enjaulado, SER de humilde verdade
Sina traçada, abraçava os de cá
Aonde há dor arrancava esperança
Vida marcada, ensinava os de lá
Que era no outro a grande bonança
O que fez é celebrado, com admiração
Os livros escritos, a palavra semeada
Aos pobres: o ombro, aos ricos: compaixão
O santo da gente, fez sua própria jornada
Um mandamento somente cumpriu
Amou-os como a si mesmo:_ vivia
E feito o trabalho da terra partiu
Em dia de festa, de muita alegria
ESTAÇÃO BRÁS
Corpos em pilhas de homem
Como molhos de coentro
Respirando à agonia do outro
Marés de gente numa brecha que os consomem
Assim o rebanho corria sem tempo a perder
Deixando a vida passar dentro de lata apertada
E por vinte centavos, a ganância fugiu apressada
Na sombra do gigante acordado: POVO NO PODER
As promessas voltaram em canto bonito
O gigante coitado, de sono caiu
O mundo na lata, à barriga consentiu
Passando_ a força sua _as sanguessugas de granito
E no sonho, ele se viu acordado
Sem parasitas dos lados
Mostrando que não é nada coitado
Se seus olhos, nossos e vossos abrir, estão acabados.
VAGA-LUME
O ser humano é uma bosta
Que maltrata, que violenta
Que descarta, que mata
Que bosta
Mas, é o único que salva-me desta merda
De vida
HINO DO CAOS
No redemoinho das águas
No meio do furacão
No fundo do abismo
No giro da galáxia
No buraco de minhoca
No sonho esquisito
No dente arrancado, felicidade-louca-macabra...
No caminho das aves
No fim da vida
No canto da morte
No sono profundo
Na luz da estrela
Na sociedade alternativa
Na liberdade total
Na permissão: foi tomada
O amor se fez lei
Pela espada do forte
E o olho do rei
ORAÇÃO PARA ATEU
Deus disse: "FAÇAMOS o ser humano a NOSSA IMAGEM e segundo a NOSSA SEMELHANÇA..."
"Deus criou o ser humano à SUA IMAGEM, à IMAGEM de Deus o criou."
Gênesis 1, 27
Músicas são poemas cantados,
Que invadi a mente,
Que alegram a alma.
Que acalma ou agita o coração.
De quem ouve...
HORA DO TREM
Bate a hora do trem partir
O trem com destino a realidade
Ele sai da estação da honestidade e fidelidade
O destino é logo ali
A distância de uma palavra
Geralmente aquela não dita
Sempre partimos com muita bagagem
E se quiser voltar ao ponto de partida
Deve esvaziar todas as malas
Se não a porta não abre
Não se sai do trem
Esse trem não tem janelas
Realmente não dá para fugir
E realmente não sei o que estou fazendo aqui
E ainda ouço ecoar o grito
O tal que ninguém pode ouvir
Ele ecoa dentro de mim
De novo, devo novo, de não vou
Não consigo dormir hoje
Ontem também não deu pra mim
Estou tentando pisar no chão firme
Mas até isso você me tirou
Os estilhaços não permitem que me aproxime
Eu ainda queria você aqui
Mas foi você quem me pôs nessa esquina
Com ruas sem saída
Estou dentro de um X
O tal X, o tal da questão
Sou tão subjetiva, já marquei desilusão
O que vou dizer a todo mundo?
Quando perguntarem se estou bem?
Sim, direi que sim
Que tudo vai bem
E que apesar do fim, eu resistir
E assim aprendo a contar mentiras
E quem saiba um dia...
Não seja mais eu
A tal mocinha
E então formaremos um belo casal
De medíocres no fim da linha.
( O Tempo e o Amor)
O verdadeiro amor começa;
Depois que você pensa
Que já aprendeu o que era o amor.
Depois que você aprende,
Que tudo o que sabia,
Era apenas um ensaio,
Para chegar ao amor
Depois que entende,
Que se calar é mais cômodo,
Porém, calar é o atalho
Que te leva ao desamor.
Após viver algumas décadas,
E compreender algumas ciências.
Aí sim;
Estará rumo à experimentar o amor.
Minha flor!
A se eu pudesse
por um instante
dar ao teu sorriso
merecido versos,
e contos, poemas,
poesias aplicadas,
e singelas expressões
de amor e carinho.
Nunca te faltaria ao
teu ninho o calor...
Mais um outono chegando acanhado
Na espera de ser amado
Com cuidado
Mais um outono de folhas bizarras
Que caem em algazarra
Com medo
Mais um outono...
Quantos outonos ainda virão?
(Bebel Magalhães)
MAL BENDITO
Se recebesse a notícia
De que amanhã irá morrer
Este choro importaria
Ou seria só "auê"?
Se importa, meu bem, repare
Não é mentira que tudo passa
Calúnia é dizer que nada sobra
Mas são dos restos que vem a graça:
As mais árduas batalhas
A maior das grandes dores
As perdas mais canalhas
Os mais fortes dos horrores
Não vêm para qualquer um
Não acontecem sem razão.
Os melhores soldados
São os postos em ação.
É assim mesmo...
Existe sim o que está escrito
E se não existe: inspire o ar.
O que é bem dito, não ganha borracha
Porque se não mata, bendito será!
Talvez eu seja...
Um dia, a lembrança que passou,
Contento-me com um olhar
Apenas isso, ou então,
nada sou...
"Todos os grandes Gênios foram mal compreendidos porque estavam a frente de sua época...
Assim como os grandes ignorantes são compreendidos
por estarem arraigados em suas épocas".
Amanhã um novo dia eu pinto...
sem temores medo ou aflição,
finalmente colocarei meus sonhos em ação!!!
Infelizmente ainda não sei desenhar direito.
Se o vento carregado de dúvidas eu levei,
que seja o mesmo que te leve duas frases:
"Ninguém te amou,
como eu te amei".
Um olhar, uma esperança
coração bate mais forte, sem eu saber porquê...
Tento mudar de assunto, procuro manter o meu mundo,
Mas tudo mudou, soube que me perdi, quando olhei para você.
Profissão poeta
Pensei em viver de poesia
mas nunca ouvi falar que ser poeta era profissão
e nem que escrever versos pudesse ser ofício de alguém.
E se ser poeta e escrever versos compusessem uma profissão
- a de ser poeta - quanto ganhariam?
Qual seria sua remuneração?
Ele teria os mesmos direitos trabalhistas que os outros trabalhadores?
Teriam direito a fundo de garantia por tempo de serviço,
vale transporte com seis por cento de desconto em folha,
vale refeição e alimentação,
plano de saúde e dentário,
participação nos lucros da empresa e festa para funcionários no natal?
A ele pra que serviriam esses benefícios?
E se tivesse direitos exclusivos devido ao estresse do exercício de seu ofício
quais seriam?
Subsídio lápis, subsídio papel com linhas e margens, auxílio borracha?
Já imagino até a cena:
O poeta na linha de produção de poesias
os milhares de versos se entrelaçando na esteira e ele pensativo,
tentando dar conta de todo aquele volume de ideias encaixotadas
seguindo em sua direção, uma a uma incessantemente.
Todas aquelas palavras desconexas, se acumulando no chão ao caírem da esteira
formando à revelia de sua vontade poesias sem sentido
em poemas disformes, sem métrica, sem rima.
Mas pra quê rima, métrica, forma, título...se a poesia pode ser livre?
Se você pode ser livre também!
Livre dos rótulos, das formas conformadas e das fôrmas sociais.
Arrumei um emprego informal!
Agora sou poeta, mas não em tempo integral, só quando quero.
É verdade que não tenho carteira assinada, nem INSS
mas ando feliz a beça com esse meu novo ofício.
ACABASTE
Acabou!
Acabou o sonho!
Acabou o pesadelo!
Acabou a eternidade!
Passou o passageiro!
Acabou a agonia!
Partiu o ano inteiro!
Acabou a fantasia!
Adeus ao desespero!
Tu não me deste nada
Tu não me deste tudo
Roubaste o que eu nem tinha
Agora, me lanço ao mundo
Porque acabou o início
E acabou o meio
Acabou o fim
Acabou em mim
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