Poema para um Lider
Matança do Povo
Triste é um país
que mata o próprio povo
para saciar as luxúrias de poucos.
O egoísmo fala mais alto
do que qualquer honestidade.
Pensam ser os únicos dignos,
os únicos importantes.
Desviam investimentos
que deveriam melhorar
a vida da população,
para aumentar seus próprios bens,
mantendo o povo
preso à miséria.
São tantos desvios,
tantas rachadinhas,
tantos pix secretos…
No fim, ignoram justamente
aqueles que os colocaram no poder.
Enquanto uns passam fome,
outros fazem tour em Paris,
experimentando iguarias
que muitos jamais provarão.
São tantas covardias,
tantos egoísmos,
que muitos não conseguem
nem o mínimo para saciar o corpo.
E assim se revelam
as vergonhas da humanidade,
os extremos da desigualdade,
onde o egoísmo e a covardia
expõem a falência moral
da própria sociedade.
— Helaine Machado
Nas Mãos do Oleiro
Helaine Machado
Nas mãos do Oleiro somos como um vaso na roda, prontos para ser moldados.
Nossa matéria-prima é o barro, e é Jesus quem nos dá forma.
Quando Ele começa a nos moldar, ficamos felizes,
pois deixamos de ser apenas matéria
para nos tornarmos uma obra de valor.
Mas, quando o vaso entra na fornalha,
chega o momento da prova.
É um tempo que dói no corpo e na alma,
um tempo de purificação.
Depois, Deus nos coloca na prateleira.
É o momento de respiro, de misericórdia,
de descanso após o fogo.
Então vem a revisão de Cristo,
para ver se o vaso está perfeito
ou se ainda há algum defeito.
Quando o vaso está pronto,
Ele o leva consigo,
mesmo que o processo tenha causado dores.
Mas, se o vaso apresenta alguma falha,
o Oleiro o quebra
e começa novamente a moldá-lo.
Assim é a nossa vida
nas mãos de Jesus Cristo.
Deixe que Ele te molde,
para que um dia te leve
à vida eterna.
— Helaine Machado
Grande Amor
Helaine Machado
Dizem que, quando temos um grande amor,
se um dia ele resolver sair da nossa vida,
devemos deixá-lo ir.
Se em algum momento ele realmente nos pertenceu,
um dia irá voltar.
Mas, se partir para sempre
e nunca mais retornar,
é sinal de que, na verdade,
nunca foi nosso.
— Helaine Machado
Casal Imperfeito
Não somos um casal perfeito.
Nos desentendemos,
falamos palavras duras
que machucam nossos corações.
Quando a briga se torna mais intensa,
eu sempre digo:
— Vai embora!
Afasta-te da minha presença,
da minha vida...
Em meio à raiva,
digo palavras que não são verdade:
— Não te amo mais!
Faço de tudo
para tentar te magoar.
Mas, quando a tempestade passa,
quando o silêncio toma conta,
você simplesmente me abraça,
acalma meu coração
e me lembra, em silêncio,
que ainda me ama.
"Um homem pobre sabe que é pobre.
Mas uma mulher pobre acha que só está com o homem errado."
@Suedson_Corey
O valor de um homem jamais será medido pelo tamanho da sua voz, mas pela firmeza silenciosa com que sustenta aquilo em que acredita. Há pessoas que fazem barulho para serem vistas, e há outras que permanecem em pé mesmo no escuro, sustentadas apenas pela força do próprio caráter. E muitas vezes, é no silêncio dos íntegros que mora a presença mais poderosa de todas.
- Tiago Scheimann
Qual a razão dos olhos verdes?
Descobri que por um par de olhos assim,
tudo mudou para mim,
por uma cor verde e visão penetrante,
me senti o maior dos amantes,
por esses olhos esmeralda e cheio de vida,
vivo a implorar essa emoção esquecida.
Olhos verde, retrato da mata, olhos verde, assim você me mata...(Patife)
Falar a verdade a um amigo é uma perspicácia, e nem sempre lhe garante permanecer na amizade.
Nara Nubia Alencar Queiroz
Te vejo passar,
e um sorriso tímido aparece.
Te olho admirado,
meu coração dispara,
escrevo uma cartas à lua.
Entre estantes e histórias,
encontrei a mais bela visão.
Como um verso perdido entre livros,
teus olhos brilham como estrelas
marcando páginas no meu coração.
E sem que percebas,
tornaste-te meu capítulo favorito,
a página que releio em pensamento
nas noites silenciosas,
quando a saudade pede tua presença.
Se um dia nossos olhares se encontrarem além do acaso,
espero ter coragem para dizer
que entre tantos livros e histórias,
foi você quem escreveu, sem saber,
o mais belo poema em mim.
Eu sou como um livro
Eu sou como um livro esquecido na estante do tempo, com páginas amareladas pelo que senti demais.
Nem todos leem a capa, poucos chegam ao índice, mas cada palavra minha carrega um silêncio que só o coração atento consegue decifrar.
Há capítulos escritos à lápis, cheios de dúvidas, outros gravados à tinta forte da paixão.
Entre linhas tortas, guardei nomes, promessas, e um amor que virou poesia quando não coube mais no peito.
Algumas páginas estão rasgadas pela ausência, marcadas por lágrimas que borraram o sentido.
Mas até os erros têm sua narrativa,
pois é no conflito que a história respira e aprende a continuar.
Nem todo parágrafo é alegria,
há noites inteiras escritas em prosa escura.
Ainda assim, sigo aberto, página por página, porque quem ama de verdade não pula os trechos difíceis.
E se um dia alguém me ler até o fim,
vai entender que não sou só palavras.
Sou memória, sou estrada, sou entrega.
Um livro que não termina na última página, mas recomeça em cada amor que ousa me ler.
A Oficina dos Dias
Somos retalhos de vivências
alinhavados pelo tempo, sem pressa.
Cada um carrega no avesso do pano
o mapa de uma guerra, o sal de uma promessa.
Não nascemos inteiros. Fomos feitos
na oficina de perdas e achados.
Um pedaço veio do primeiro tombo;
outro, do beijo que ficou calado.
Buscamos sinais no passado
como arqueólogos de nós mesmos.
Escavamos a argila da memória
para entender o molde do que tememos.
E o que achamos? Um baú sem chave,
onde o riso dorme ao lado do pranto;
onde o nome que não dissemos
ainda ecoa num quarto.
Reciclamos paixões, sim.
Somos mestres em alquimia tardia.
Pegamos a cinza de um amor que não vingou
e fazemos dela nova poesia.
Tiramos do mar do esquecimento
náufragos que julgávamos mortos:
uma carta, um cheiro, uma música antiga,
e o peito vira cais, vira porto.
Nos deleitamos com as lembranças
não por fraqueza de quem não anda,
mas porque toda raiz precisa
da água escura que a expande.
Guardadas na alma, elas fermentam:
são vinho velho em pipa de osso.
Quando a vida aperta a garganta,
um gole de ontem desfaz o nó grosso.
Injetamos vida no que foi
com a agulha da insistência.
Ressuscitamos instantes banais
e os coroamos de transcendência.
Porque viver não é linha reta:
é espiral que volta e avança.
O menino que fomos nos olha
e cobra do homem a mesma esperança.
Somos feitos de fins que viraram meio,
de adeuses que aprenderam a voltar.
Cada cicatriz é uma costura
onde a luz resolveu morar.
E se alguém perguntar do tecido
que veste a nossa humanidade,
responde: é colcha de mil histórias,
remendada com dor, com fé, com saudade.
No fim, quando o corpo cansar
e a linha da vida se romper,
que nos enterrem com essa colcha:
pois fomos tudo o que deu para ser.
O Enigma do Professor Números
Era uma vez, numa escola esquecida no fim da floresta, um professor que ninguém via envelhecer. Chamavam-no de Senhor Ângulo, e seus olhos brilhavam como giz sob a lua cheia.
Contam que ele trocara sua alma com uma bruxa por uma lousa mágica: quem errasse uma conta em sua sala, desaparecia entre os números, virando apenas um sussurro na equação.
Toda noite de lua cheia, o relógio da escola batia treze vezes, e o Senhor Ângulo abria a porta da sala 13 — que de dia não existia.
Diziam as crianças que, se você resolvesse seu problema mais difícil, ganhava um desejo. Mas se errasse... seu nome sumia da chamada para sempre, e uma nova carteira vazia aparecia no fundo da sala.
Uma menina corajosa, chamada Alice, decidiu desafiá-lo. Resolveu a equação impossível sob a última página do livro proibido de fórmulas antigas.
O professor sorriu — pela primeira vez em cem anos — e sussurrou: "Finalmente, alguém quebrou o feitiço."
A escola inteira acordou de um sono de gerações, e o Senhor Ângulo, enfim livre, desapareceu como pó de giz ao vento.
Ficou bem mais tenebroso, com o professor como uma figura misteriosa e ameaçadora, sem muito foco em contas de matemática. Quer que eu deixe ainda mais sinistro, ou ajuste o final para deixar em aberto (tipo "ela ainda está lá...")?
" 'Cada um pensa como pode' , disse Quintana. E muitas vezes como lhes é conveniente, digo eu!"
Frase Minha 0077, Criada em 2006
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"Não precisa ficar lendo um monte de livros pra impressionar, se quem vive ao seu redor não irá se impressionar, Hum!"
Frase Minha 0165, Criada no Ano 2007
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"Meu Cunhado Número 171 veio me convidar para um 'Pacote de Carnaval' em uma linda cidade do Nordeste. Amo o Nordeste como não amo Meus Cunhados mas... Recusei porque sei que ele quer mesmo é que eu pague todo o Pacote, com ele e a familia dele incluídos. Recusei, porque sei!"
TextoMeu 1264
🏖️
" 'Cada Um é Cada Um', já disse Parmênides ou Sócrates ou Nostradamus ou Oscar Wilde ou Mario Quintana ou Carlos Zéfiro. Se nenhum desses (ou outro) disso isso, digo eu. Porque, caramba: 'Cada Um é Mesmo Cada Um', sem dúvida, sem erro, sem senão!"
TextoMeu 1268
🧙🧝🦹
RECOMEÇO
Uma visão, uma mão sobre o vidro da janela.
Um pensamento alheio, longe, vago, distante
Um destino a ser traçado, uma nova vida a ser definida
Olhos distantes buscam o vazio. Vidas não vividas.
É noite. A cidade acordara. O breu lá fora apavora
Às luzes ultrapassam as cortinas que através do vidro emolduram a sala
O medo ficou do lado de fora. É tempo de repensar, de ir além
O que estava guardado a sete chaves e o que estava oculto vieram à tona.
O Jazz toca na vitrola. A nostalgia se fez presente.
O passado trouxe lembranças de um tempo que desconhecemos
E que precisava ser vivido hoje. Resquícios de uma vaga lembrança. Um filme.
Nossa música, um vinho na taça, um brinde, uma dança.
Uma caneta esquecida no móvel da sala. Um pedaço de papel sobre a mesa
História para contar. Relatos que nem lembrávamos de que um dia fez parte
Da nossa história. Vem. Chegou a hora. Precisamos revirar as páginas
Recomeçar. Reescrever. Reinventar ou talvez deixar acontecer.
A madrugada se despede neste momento e eu preciso partir.
O que precisava terminar, o tempo se encarregou de levar
Um novo período irá começar. Uma nova porta irá se abrir.
Uma nova chave no chaveiro. Um novo tempo e uma nova escolha.
Vivo um romance psicológico
inigualável morando num carrossel
de perguntas sem respostas,
Não tem como não negar
que a gente combina por dentro,
Se de longe isso é percebido,
imagino como deverá ser quando
estivermos perto um do outro.
Admito o estupor labiríntico vertiginoso
em estado de alta costura poética,
em nome do desejo efervescente
renovado constantemente
pelo lance ignescente, sedutor
ou talvez até mesmo perigoso,
desta anatomia metafísica
que sutil ocupa constante a derme
com eflúvio vibrante e perene.
O verbo sardanapalesco tem como
rito costurado os meus poros
para receber os teus poderosos,
e tornar-me a habitante dos sonhos,
que cuida e eleva os teus impulsos,
Com sabor de Goiaba-serrana
para trazer sorriso com gosto -
para a rendição do teu corpo todo.
A vingança não é um prato que se come frio.
É um prato negado quando se está com fome.
E ambos os lados continuam famintos.
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