Prof. Cranon
Hoje a escola fala em forma de gratidão.
Danielle,
doçura firme,
sabedoria que guia,
exemplo vivo de quem ensina
até quando silencia.
Ana Clara,
movimento que não para,
coração inquieto,
corre porque se importa,
acerta porque é correta.
Susi,
passo forte,
decisão sem medo,
postura arrojada,
ética que nunca se dobra.
Gabi,
menina no sorriso,
mulher no compromisso,
doce no trato,
séria no propósito.
Quatro nomes,
quatro forças,
um só legado:
uma escola melhor
porque vocês passaram por ela.
Nossa homenagem.
Nosso respeito.
Nossa gratidão.
By. Prof. Cranon
O Enigma do Professor Números
Era uma vez, numa escola esquecida no fim da floresta, um professor que ninguém via envelhecer. Chamavam-no de Senhor Ângulo, e seus olhos brilhavam como giz sob a lua cheia.
Contam que ele trocara sua alma com uma bruxa por uma lousa mágica: quem errasse uma conta em sua sala, desaparecia entre os números, virando apenas um sussurro na equação.
Toda noite de lua cheia, o relógio da escola batia treze vezes, e o Senhor Ângulo abria a porta da sala 13 — que de dia não existia.
Diziam as crianças que, se você resolvesse seu problema mais difícil, ganhava um desejo. Mas se errasse... seu nome sumia da chamada para sempre, e uma nova carteira vazia aparecia no fundo da sala.
Uma menina corajosa, chamada Alice, decidiu desafiá-lo. Resolveu a equação impossível sob a última página do livro proibido de fórmulas antigas.
O professor sorriu — pela primeira vez em cem anos — e sussurrou: "Finalmente, alguém quebrou o feitiço."
A escola inteira acordou de um sono de gerações, e o Senhor Ângulo, enfim livre, desapareceu como pó de giz ao vento.
Ficou bem mais tenebroso, com o professor como uma figura misteriosa e ameaçadora, sem muito foco em contas de matemática. Quer que eu deixe ainda mais sinistro, ou ajuste o final para deixar em aberto (tipo "ela ainda está lá...")?
A Sala Que Não Existe
Ninguém se lembra de quando o Professor Cálculo começou a lecionar na escola. Alguns dizem que ele já estava lá antes do prédio ser construído — e que foi ele quem escolheu o terreno.
Seus olhos eram cinzentos como giz velho, e ele nunca piscava enquanto escrevia na lousa, como se algo o observasse através dela.
Toda sexta-feira, às 23h13, os corredores da escola rangiam sozinhos, e uma porta surgia no fim do corredor — a Sala 13, que de dia simplesmente não estava lá.
Os alunos que entravam nessa sala nunca mais eram os mesmos. Voltavam pálidos, com os olhos vazios, murmurando números que não faziam sentido, como se algo tivesse arrancado pedaços de suas mentes.
Dizem que o professor não ensinava mais ninguém — ele colecionava. Cada aluno que falhava seu teste desaparecia da chamada, e no dia seguinte havia uma cadeira nova, empoeirada, como se estivesse ali há décadas.
Uma noite, uma aluna ficou até tarde e viu o que ninguém deveria ver: o Professor Cálculo, sem rosto, escrevendo o nome dela na lousa com as próprias unhas.
Ela correu, mas quando olhou para trás, a escola inteira havia sumido — e ela nunca mais encontrou o caminho de volta para casa.
