Poema palavras
Poema à Deriva
Sou um
poema
à deriva
nesta ondulante
planície salgada.
Abrigo-me
na copa das
tépidas estrelas
onde repouso
o meu rosto
nas ruínas
que pulsam
no meu peito.
POEMA
Aprendi a escrever poema
Ler um belo poema
Sentir o poema
Viver o poema
Hoje graças à Deus
Eu sou o poema
POEMA LITERÁRIO
No poema sobre o amor
Existe um verso que se apaixonou
Em uma estrofe sentimental
Essa rima é fenomenal
QUAL É O PROBLEMA?
(Poema baseado em Curso – Seminário do Colégio...)
(Autoria: Otávio Bernardes)
Qual é o problema?!
... Existe, realmente, uma crise
na Educação Brasileira!
Eu não sei, você não sabe,
a Escola não sabe, ninguém sabe...!
O que é preciso mudar na Escola?
O que é preciso mudar na sala de aula?
... Eu não acho nada?!
Não existe mágica na Educação!
Todos nós estamos no mesmo barco...
A Escola está bem organizada?
Quem são os meus alunos?
Você já parou para pensar nisso?
Aliás, o incêndio é grande... inquietante...
Desnorteante... desenfreado..
... Qual é o problema?
A repetência começa no primeiro dia de aula!
A Escola se envolve com tudo,
até mesmo com a “educação”...!
Professor (educador) tem que ter metas!
Professor tem que dar testemunho...
Todo dia é dia de escrever...
Quem não escreve não aprende a pensar!
O aluno precisa aprender a pensar,
a construir conhecimentos...
Veja, as melhores experiências didáticas
não estão em livros!
A minha, a sua ideia têm que se transformar
em projetos..!
E olhe que nós somos o país...
que mais expede diplomas!...
Lembre-se de que a vida não é binária...
ela tem nuances! Muitas nuances!
A vida, pobre vida de inversão de valores...
E eu pergunto: - Afinal, qual é o problema?!
Poema de Um Deus Cansado
Se Deus mora em mim,
às vezes o ouço bater na porta pedindo silêncio.
Cansado das preces vazias,
das promessas que não fizemos,
do amor que juramos sem sentir.
Ser divino é carregar o peso de um céu inventado
pelos que têm medo da liberdade de ser terra.
Um poema é um todo de uma parte inteira
como o eu do homem que no final das contas
é alguém feito das palavras de outro tantos...
Passeando novamente no pensamento de um poema
Com mais calma
Passa nova palavra que não tava na primeira ida
Ideia agora clara
Passear na leitura faz bem a alma...
Queimando tédio!
Lendo um poema alheio ganhei um sorriso
Lá tá uma peça do quebra-cabeça
Que completo comigo
Era isso mesmo, olha essas palavras
Contando-me isso e aquilo
Foi no jardim colher letras
Para montar um poema
Atraindo com elas o fervor das borboletas
E ao leitor a cena
Poema: Canto do sabiá
Por que és tão cruel destino?
Por que desta forma me tiraste deste mundo?
Lembrado e esquecido,
Lembrado pelas minhas contribuições
E esquecido em um navio
Nas águas frias me pego a pensar
Nas terras de palmeiras
E no canto do sabiá
Agonizando vou indo ao fundo do mar
Imaginando minha terra de palmeiras
Onde canta o sabiá
Meu pedido atendeste
Me permitiu voltar antes que eu morra
Para ouvir o canto do sabiá
Café e paixões
Que tal fazer um poema e tomar um bom café , desenhar pelas noites frias as curvas da poesia do corpo de uma Mulher,
Que tal escrever um poema, sem dilema e sem explicação, fazer só um versinho rimando café, açúcar, amor e paixão .
Que tal escrever uma poesia e uma canção para adoçar o amargo da vida e as dores do coração.
Como poesia você surgiu em minha vida
Como poema você impregnou em minha alma
Tão pura, tão serena e, em simultâneo, tão calma.
Como os versos mais doces tomasse meu coração.
Fizeste da minha alma de menino um toque uma poesia , uma explosão.
Um Poema de Amor não mancha
O homem que Deus transformou,
Nas poesias encontro saída de tudo que um dia me sufocou...
Talvez escreve por escrever,
Talvez seja um simples modo de me entreter...
Escrevendo de tudo e um pouco mais, principalmente a grandeza do Amor e seu poder e sua infinita Paz.
A hora certa surpreende
No poema que cura a alma,
A alma seca plangente
Da terra que não pertence.
A Pátria desconhecida,
Na poesia imaginada,
A alma surge extasiada
De tê-la assim escrita.
No galope do verso,
Na glória do Ahalteke,
Que o destino não me negue.
Na rima do deserto,
No rodopio do vento,
Que o som seja o do saltério.
Não estou autorizada,
A inspiração me encontrou;
Sei que ando radiante,
O Universo me iluminou.
O som deste poema é auto
de confissão de uma paixão,
A viola é a haste de letras
tão irisadas quanto doídas,
A vida poderia ter nos unido
de tanto que nos amávamos,
Os versos que saem em todos
os tons e o peito que alto
Se declara culpado por não
ter os desafios por ti enfrentado.
Bailarina da minha dor,
Poetisa sem rima,
Concubina da Literatura,
Declaro ao Universo:
- Eu te pertenço, ainda sou tua!
Profetiza de um amor,
Fiel sem pastor,
Colombina sem Pierrô,
Declaro ao Inferno:
- Eu vencerei a pena com louvor!...
O tom que grita este poema e auto
de confissão deste coração,
É viola que cairá nas mãos
do violeiro amado,
O exílio que te forçaram
nunca fará de ti um amor
Esquecido e deste peito apagado.
Um poema está escrito
Nas estradas do Paraná,
Alegria doce e caminheira
Um dia para você voltará.
Um Sol que ninguém esquece,
Uma Lua que sempre enternece,
Pelas estrelas do teu firmamento,
O Paraná está no meu pensamento.
Um destino traçado pela glória,
Pelo braço forte da sua gente,
Ainda se escreve a sua história,
Para ser lembrada para sempre,
Uma poesia serena relembra,
- a sua história de valentia
Na ousadia da tropa,
- no trote do cavalo
Na cantoria e no acorde
- violado -
O paranaense será eternamente
- um verdadeiro -
Poeta apaixonado.
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