Poema palavras
LUA
Numa noite de céu estrelado
A lua nasce, com seu brilho prateado
Iluminando o caminho
De quem anda sozinho!
Cheia, redonda e cativante
Vem vindo a lua
Surgindo no horizonte
Ela, sempre tão fascinante!
Lua nova, em constante transformação
De nossos olhos, acompanhamos a sua evolução
Sempre discreta e com beleza resplendor
Trazendo recomeços e quem sabe um novo amor
Em cada fase de nossa vida
É ela que está presente
E nós faz pensar:
Será que ainda devo continuar?
010724
ABOLIÇÃO
Em 1888 veio a Abolição
Um passo infalso
Um passo sem chão
Liberdade em papel
Sem terra e pão.
Do passado ao presente
É luta e é glória
Na pele e na alma
Se faz essa história
Da luta de ontem
AO sonho de agora
É força que brilha
Que insiste e vigora.
161124
DANÇAR UM BOLERO
Maria Laura Flôres
Não quero ver o mundo
Desse jeito
Não quero pensar
Que tudo é mesmo
Como eu vejo
Quero esquecer
De toda essa realidade
Deixe-me pensar
Que estou
Que estou simplesmente
Dançando um bolero
Em busca do passo perdido
Sigo, sem pressa, determinada
Às vezes me parece escondido
Noutras à vista estampada
Mas passo, compasso, vazio?
Me diga, tenho até calafrio
No eventual silêncio
Pode estar o mais lindo rodopio
Eureka, encontrei o oculto
Entre rimas, até melodias
Eis que avisto o astuto
Cá dentro, bem lá no meu peito
LAURA FLÔRES
25.07.24
“” Fui à poesia
Dizer o que queria
Na pressa de desvendá-la
Encontrei-a escondida
Nem meias palavras
Apenas vultos
Do sutil encontro de versos
No papel, as letras ousavam.
Zombavam de seu insano algoz
Driblavam-me para escapar do intento
E lento, coloquei-me a soletrar.
Até que olhei ao lado
E vi a sombra de um poeta.
Que ria
Cada vez que eu corrigia
O texto.
Num pretexto
De algo bom compor
Madruguei
E acordei
Com a folha indo embora levada pelo vento...””
" Rabisque o coração
insinue poemas
recite orgasmos
que de tantos acasos
verdades sejam
assim e sempre
na ausência, saudade
na presença, volúpia
você!
um ser tão especial
que moda alguma conseguirá imitar
nem anjo, ou demônio
apenas presença
e a poesia,
que tal
tatuada em nós...
" E o ouro brotou da terra, do mar
como o calor brota das entranhas
para caminhar devastando o medo
numa obra de ninguém ver
sobrou até para o presente
que de louco tinha tudo
inclusive um passado a esconder...
E esse vazio que nem você nem ninguém preenche nunca que você troca de roupa que você troca de casa que você troca de rosto e tudo continua do mesmo jeito
Esse vazio que você troca de parceiro que você troca o cigarro o isqueiro mas a fumaça e a neblina é sempre igual
E esse vazio que você enche a casa de móvel que você enche a estante de livro que você compra tanta bobagem mas nunca aprende e repete a mesma Velha História
E esse vazio que você olha para o espelho procurando um rosto conhecido mas na sua frente só vê um estranho
Intolerância que fala?!
- Se você for pregar pra mim, não vai rolar. Não curto religião, deixa pra lá.
- Se você idolatra política, problema seu. Não babo ovo, o voto é meu.
- Se meu time é pior que o teu? Pode até ser. Curto futebol, e não debater.
- Se você não come carne, é sua opção. Meu cardápio eu decido, você não.
- Se você gosta da cor azul, sem treta. Me identifico com a preta.
- Se você curte o rock, eu não ligo. O rap fala comigo.
- Se você não quer um b.o, bora tentar. Basta me respeitar.
- Se você me julga frieza, aí deu. Quem perdoa é Deus, e não eu.
- Se você acredita em tudo, 'kraio'. Sem evidência, não caio.
- Se você discorda de algo que leu, fodeu...
O Porão
No fundo do poço tem um porão,
com paredes pintadas de frustração,
onde o medo sussurra um grito,
e um trauma vira manuscrito,
com gotas de sangue e suor,
cada linha descreve um terror,
uma lágrima marca o papel,
o choro pedindo socorro pro céu,
rimas de dores, nas nuvens escuras,
implorando respostas tão duras,
vozes perdidas, na calada elas vem,
trazendo memórias que fere também,
verdades malditas, rasgam o peito,
ecoam saudades, um vazio sem jeito,
riscar, apagar, deletar, já não é possível,
por mais previsível, um arquivo invisível,
tatuado na pele, realismo sem cor,
sombreado que marca, hà rumor,
se eu pudesse, amassar essa folha,
reiniciar, começar, faria outra escolha,
No fundo do posso tem um porão,
quadros, retratam passos sem chão,
meu corpo levita, e não sinto leveza,
me deixo levar, pela correnteza,
gelada, escura e lodo, exala o terror,
a fé se dissolve, enriquece o pavor,
arregalo os olhos, parece uma luz,
se apaga na grade, eu vejo o capuz.
Mãe; um anjo protetor; um anjo de Deus em nossas vidas. E que anjo encantador!
Mãe, palavra forte, que sorte a minha! ter ela me ama, me protege, me ensina, me ampara e comigo caminha.
Companheira e conselheira; dia a dia ao meu lado; uma guerreira!
Mãe, cheirode flor, de toda cor, linda! E com seu merecido valor.
Mãe, gratidão.
Que Deus te proteja, te abençoe e te conduza. Você é a minha luz, minha vida, meu orgulho e minha razão.
Nara Nubia Alencar Queiroz
A alma vem olhar pelos olhos a doce paz do seu corpo.
Ela é muito mais feliz a te olhar de quê se viesse a tocar-te.
Pois tocando-te se desfaria o encanto daquele desejo de sonho.
A vida não separa ninguém só fornece desculpas para os que já estão afastados.
Álibi bom do crime perfeito
que é deixar de querer.
Álibi bom do crime perfeito
do grande bandido que temos no peito.
Girassol! Ah! Girassóis!!!
Como são lindos e fascinantes.
Grandes e belos!
Uma explosão de amarelo,
Que brilha, ilumina e traz energia!
Girassois, ah! Girassóis!!!
Que aprendemos ser como tu és,
que em meio a escuridão,
Guardam seu brilho,
Para quando o sol chegar
se virar e iluminar.
Brilhar, brilhar, brilhar!
Em todo seu amuderecimento,
Buscando luz, buscando sol,
Ah girassol!!!
Obra linda do Criador
que te fez com Amor.
Súplica Muda
Para fora
Para longe
Já foi embora
Em uma falta de firmeza
Permaneceu sem mudança
E perdeu por fraqueza
Chorou
Implorou
Clamou pela volta
Em uma súplica calada
Procurando sem sentido
Em um quarto sem mais nada
Levante-se
Faz alguma coisa
Perde o medo da vida
Perde o medo do pensamento
O pensamento de outras pessoas
Percebe
Que no fim já não importa
Que não deve nada ao outro
E que o sofrimento lhe devora
E que no fim das contas
Necessita colocar tudo pra fora
Se decide
Define a meta da felicidade
Corre atrás do que já foi
Em busca da liberdade
E da sua própria vontade
Entra na luta
Vai contra a sociedade e suas condutas
E argumenta incessantemente
Deixando de lado todo pudor
Rogando para que no fim
Tenha de volta seu grande amor
Estado Terminal
Com as mãos retalhadas pelo cabo da enxada,
o pai se despede do filho.
O coração cortado destino a nova cidade em busca
do canudo, o filho parte.
Sustentado pelo árduo trabalho da produção de mandioca
do pequeno sítio de seu pai.
Se aproxima a formatura, onde o desejo do pai ver seu filho
vestido de Doutor.
Dai a indiferença de seu filho que comentara na Faculdade
de que seu pai era um grande fazendeiro.
Já de regresso e Doutorado encontra seu pai no estado
terminal.
Uma massa tumoral instalou-se no corpo de seu pai,
não sendo possível salva-lo. Mesmo com a formação
acadêmica de medicina.
Sussurro da Partida
(Jelres R. de Freitas - Abril/2014)
Chega um momento
Em que o que já foi não importa mais,
Chega de tormento
Só me trouxe abatimento,
Já sofri demais.
Ainda se valesse a pena,
Continuaria,
Só faz cena,
Sua coragem é pequena,
Parece que só vai pelo que pensa a maioria.
Tive que pensar,
Chegar a uma conclusão,
O meu adeus será ao sussurrar,
Não irei mais lembrar...
Risquei do meu coração!
A VIDA
(Jelres Freitas - Julho/2012)
O que é a vida,
Se não há solução?
De que valem as batidas,
Se parar vai meu coração?
Seria uma corrida?
Quando se dá a partida?
Será que para se dar por vencida,
Tem mesmo que ser com uma despedida?
Oh vida, que és tu?
Por que prolongas o meu labor?
Não ouves em meu lábio rumor?
Estás a acabar com meu vigor!
Minha temeridade,
Vem pela felicidade,
De por uma eternidade
Possuir um amor.
A fotografia da alma
E quem dera poder te guardar em minhas fotografias, registrar a alegria da sua alma perante meu sorriso bobo e largo, diante da beleza dos seus olhos; janela que me encanta com brilhos intensos, olhos famintos e insaciáveis.
Sede da alma que a fotografia não sentiu, mas era de ti o meu desespero em saciar essa vontade que me consumia; queria, ao menos, uma gota poder te guardar; registrar em um único lugar tudo que eu queria ter para a eternidade.
Sou fotografo amador, como amar não dispensa dor; da alma não sou excelência, apenas aprendi a ser aprendiz nessa existência.
Minha foto favorita é a que me faz companhia.
Luz que irradia , que conquista, que não se acaba, que produz, que inventa, se cria e recria , acompanha.
Um dia menina e no outro mulher, que se inventa e reinventa, multiplica, transforma .. A menina pequena de um olhar pleno à todos e a tudo, a flor da cabeceira que não é do norte e nem do nordeste, encantantada, que nem aos medos se entrega.. Eis coma arte que não quer calar e a alma de quem está muito além do que conhecemos... Serena, Explosiva, amorosa, dona da intensidade que irradia por onde passa, menina, adolescente, mulher, exemplo de conquistas e o tom certo na nossa faltava na arte brasileira ... Um verdadeiro âmbar,
Um querê querê em todo lugar.
Luísa
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