Poema o Ateu
A maior parte dos ateus deve sim "crer na inexistência" de deuses, apesar da implicância de alguns, que vêem nisso uma espécie de tentativa de equiparação com uma fé qualquer em algo absurdo e não comprovado, quando é na verdade apenas a crença que a realidade provavelmente não contém tais coisas absurdas, mas que deve ser basicamente tal como descrita pelas teorias científicas. Ou seja, sem deuses.
A coisa se complica na medida em que se vai imaginando deuses cada vez mais infalsificáveis e escondidos no meio do vácuo quântico, em dimensões totalmente paralelas sem qualquer contato, ou qualquer coisa do gênero, que no mínimo seriam equiparáveis a uma inexistência "prática", mas provavelmente são melhor vistos só como malabarismos lógicos para tentar criar uma espécie de ficção filosófico-científico-religiosa que alguns gostariam que fosse real.
Sou poeira das estrelas ...
semente de mil sóis...
sou o fogo que arde no coração do devoto e no intimo do ateu....
sou o mais amado e o mais misterioso e até no pensamento dos planetas ressoa minha musica...
de esferas infinitas vim...
onde nem inicio nem fim pode-se encontrar...
eis me aqui filho de Zion...
eis seu mais encantador dos amores....
Eu Sou
Jeran Del'Luna - O Gitano
Eu preciso tanto, já fui muito de fé, mas hoje sei que nunca existiu deus ou diabo, e sim, só uma terra maldita sem fim...
08√07√21
Se quiser falar de Deus
Antes me explica
O porquê dessa partida
O amargo da distância
Esse escuro sem saída
Essa dor sem esperança
Me ouve, antes
De falar de um tal de Deus
Ele te deixou inteiro
Antes de espalhar a palavra
Toma cuidado
E olha se ele te escolheu primeiro
Deus existe?
Os astros, as estrelas, a natureza, em cada mínimo detalhe é expressada a perfeição do Criador. Carro, celular, casa, quem "criou"? O ser humano. Estrelas, astros, seres viventes e matérias primas que utilizamos, quem criou? Deus.
Ainda tem dúvidas de que Ele existe?
Busque-o de todo o coração, leia a palavra d'Ele e Ele se revelará a você,
como já se revelou a milhões de pessoas
mundo afora em diversas décadas.
Religião: Pessoas em busca de Deus.
Ateísmo: Pessoas que abandonaram a busca por Deus.
Cristão: A pessoa que foi descoberta por Deus e a Ele se apega até a morte.
Aí peço perdão a todos os ateus, mas fica minha dúvida quanto a minha mortalidade ou imortalidade.
Não posso crer que todo está vasto espaço, com tanto a se conhecer fique restrito a parcos 100 anos de existência para se conhecer.
Há que se continuar a perceber o universo e sua existência após o desmembramento da estrutura celular do corpo humano
As trombetas tocaram.
Os selos se abriram.
Os anjos soltaram os ventos que prendiam.
Fechou sua porta da graça, abriu-se a da desgraça.
Diante de todos cairá sua mascara.
Veja nítida a farsa ao baixar a cortina de fumaça.
Sai daqui, não te conheço, dirá o mendigo da praça.
O véu não queria abrir mas puío com os panos quentes.
Sorriso falso também é uma forma de mostrar os dentes.
Foi você que pediu pra entrar na guerra, agora aguente, se sua muleta não existe no mundo real e seu escudo é um deus ausente.
Por que é tão difícil admitir nossos erros, nossas falhas, nossas fragilidades? Somos humanos e a nossa marca maior é a imperfeição. Desde que a gente admita e o corrija, o erro é uma fonte poderosa de conhecimento, um processo de aprendizado e não uma coisa medonha, pela qual as pessoas precisam serem julgadas e condenadas. 😔😔
Espírita: a culpa é do obsessor.
Católico: a culpa é do demônio.
Ubandista: a culpa é do trabalho feito.
Evangélico: a culpa é do inimigo
Ateu: a culpa é do caos do universo.
Materialista: a culpa é do outro.
Espiritualista: a culpa é dos astros.
Sábio: há uma grande chance da culpa ser sua, das suas escolhas, dos seus pecados e a conta chegou.
A conta sempre chega. Tudo que fazemos e até mesmo o que não fazemos tem um preço. Não importa quanto tempo demore, a conta sempre chega. As pessoas é possível ludibriar, enganar, mas a lei do retorno, não! Essa jamais vai errar o caminho de te encontrar.
Foge-me dos sentidos a liberdade
Foge-me de mim a esperança
Meu mundo jás em chamas
Em meu inferno jás um inverno eterno
Por onde antas o teu deus de promessas?
Que justifica o sofrimento com a gloria do conhecimento
Que exacerba sua glória humilhando sua própria criação ?
Agradeço-me por não possuir uma fé tola
Que desmerece o meu semelhante que não compactua com meu delírio.
Algumas pessoas estão tão determinados em afirmar a não-existência de Deus que, notoriamente, passam mais tempo falando em Deus do que uma pessoa que acredita.
Você consegue entender o porquê disso?
Puro fanatismo e histeria. Acabam sendo muito mais crentes e fervorosos do que um evangélico da mais fundamentalista seita ortodoxa conhecidas.
Em nome de “Deus”
O Brasil nunca foi descoberto, ele foi invadido. Antes de existir o Brasil, já existia. Inicialmente, o Pindorama do tupi: "pindó-rama".
E hoje é conhecido como Brasil, Pindorama foi o nome dado pelos indígenas que aqui habitavam inicialmente. Mas foi em nome de Deus que várias vidas indígenas foram ceifadas.
Em nome de Deus, várias vidas negras foram torturadas.
Em nome de Deus, o Brasil foi explorado em prol da ganância do capitalismo.
Em nome de Deus, várias mulheres foram escravizadas, apedrejadas e queimadas em fogueiras.
Em nome de Deus, várias pessoas foram alienadas. Mas esse Deus que se tornou universal é o responsável por várias destruições de vidas e bens naturais do nosso planeta.
Foi em nome de Deus que os portugueses catequizaram na ordem da força e da marra a humanidade.
A religião é a pior invenção da especie humana.
Ela te oferece algo que você nunca pode provar que não existe, quando as coisas dão errado ela diz: "ainda não é a hora".
Quando da errado de novo ela coloca a culpa em outra coisa ou você ainda não esta "espiritualmente preparado".
A religião oferece respostas imprecisas para problemas reais. A vida parece não ter sentido em um mundo imaginário criado pela mesma.
William Contraponto: Lucidez Entre Versos e Palavras
A poesia de William Contraponto nasce da urgência de pensar, não como quem busca respostas, mas como quem se recusa a calar diante do absurdo. Seus versos não se rendem ao consolo nem à beleza fácil: são lâminas que cortam o véu das aparências, faróis acesos no nevoeiro da linguagem. Em sua obra, cada palavra é escolha ética, cada silêncio é crítica, cada poema é um gesto de lucidez.
Filho do questionamento e irmão da dúvida, Contraponto caminha entre ideias como quem atravessa um campo minado de verdades. Sua filosofia é existencialista, mas não resignada; socialista, mas não panfletária; ateia, mas jamais vazia. O sagrado é desfeito com ironia e o poder, enfrentado com clareza. Sua fé, se há alguma, é na consciência livre, na autonomia do pensamento e na dignidade de quem se ergue sem altar.
Poeta-filósofo (ou poeta-reflexivo, como prefere ser definido) por natureza, ele escreve para inquietar, não para entreter. Não há ornamento em sua linguagem, apenas densidade. Cada poema seu é uma fresta por onde o mundo se desnuda. E é ali — entre versos e palavras — que habita sua lucidez: uma lucidez que fere, mas ilumina; que não explica, mas revela; que não conforta, mas desperta.
William Contraponto não oferece abrigo. Oferece espelhos.
O Cético
Cético que era,
carregava nas mãos a secura da descrença,
como quem segura um punhado de areia
que o vento teima em dispersar.
Cético que era, criou um deus afônico
para preencher seus silêncios
e atribuiu a ele todo o ruído.
Cético que era, sabia que o que floresce na certeza é sempre pedra,
e pedras, imóveis, não geram nada.
Cético que era, afirmava que a certeza era um campo estéril,
onde os dias passavam sem jamais brotar.
Cético que era, dizia que as dúvidas tinham raízes,
capazes de atravessar a pele das palavras
e germinar árvores frutíferas.
Cético que era, escreveu uma bíblia para ter no que acreditar,
mas a descrença, astuta,
plantou em seus bolsos sementes de inquietação.
Cético que era, reconheceu que caminhava entre sombras,
mas carregava possibilidades de luz.
Cético que era, sabia que só o incerto conhece caminhos.
Cético que era, encontrou na dúvida
o verdadeiro sopro da criação:
um gesto pequeno,
capaz de iluminar e reflorestar o mundo.
Cético que era, entendeu que o milagre mora no instante
em que o incerto se torna possibilidade
e o simples, eterno.
Cético que era, nunca guardou gentilezas ou atos de bondade para o porvir;
gastou tudo o que tinha de bom aqui.
Vamos cogitar a possibilidade de que não exista um criador e consequentemente um juízo final! Tá?
Beleza!
Eu passo minha vida toda fazendo o que quero sejam elas coisas boas ou ruins moralmente e sem prestar contas do que fiz ruim eu morro e fim da vida!
O ser criado volta a ser o ser nada! Nada de esperança, galardão ou outra vida superior àquela vivida anteriormente!
Nesse sentido sequencial de acontecimentos, na ótica ateística, vemos que o ser humano não é nada nem representa nada para ninguém, assim o mesmo não tem propósito, mas teve uma origem; não tem esperança, mas tem alguém que o espera; não tem galardão, mas terá que prestar contas de tudo o que fez!
Bíblia:
Se não lê, você é católico.
Se ler o que te convém,
é um evangélico.
Mas, se leu e entendeu,
é um ateu...
A teologia tem que partir do clamor dos mais pobres, encontrar Deus nos humildes e mansos para poder anunciar um Jesus Cristo que salva não pela religião, mas pela FÉ.
Entendendo que fé , todos tem, pois é dimensão humana que se abre para o metafísico, assim, ateus tem fé, cristãos tem fé, budistas tem fé, ninguém foi destituído da fé, alguns, apenas não a compreendem e acham que fé tem que estar dentro de uma doutrina.
Fé, portanto, é aquilo que nos move para o outro, para a outra e no fim, para Deus.
Esqueça a religião, apague da sua mente a doutrina e entenda de uma vez por todas: Ninguém foi deixado de lado pelo criador, e Ele não os olhou pelo Continente onde nasceram, pela cor de sua pele, pelas suas preferências sexuais ou políticas, pela sua posição religiosa ou estudiosa acerca D'Ele, Ele os olhou como parte de sua CRIAÇÃO.
Rogério SIDAOUI- Teólogo e Cientista das Religiões.
