Poema o Amor segundo Carlos Drummund de Andrade
A sabedoria está implícita e explícita na ótica da criação,visto que a flor e a abelha podem inspirar o poema de um poeta míope.
Todos temos inspirações em algo ou alguém, ela pode surgir a qualquer momento, com o canto dos pássaros, com o passar do vento ou até uma palavra dita já cria um novo pensamento.
Ela não acredita mais nos mitos e tradições da passagem do ano. No fundo, ela só vai acordar em uma data do calendário e dormir em outra, depois da meia noite. O branco, o espumante e as ondas são só para cumprir o protocolo. Ela vai juntar os cacos do que restou dela depois de um ano cheio de surpresas agradáveis e desagradáveis. E, conversando com ela mesma, fica admirando a falta de empatia de muitos que, durante algumas horas até o dia seguinte, se transforma em simpatia de todos. Por isso, quando os fogos anunciarem a chegada do novo ano, ela só quer continuar sendo forte para continuar sobrevivendo a toda essa loucura do mundo. Só isso.
Por ser de minhas letras não a pátria melhor imperfeita do que minha cabeça, nada de brasileiro, sou da língua portuguesa.
Em uma noite fria ela encontrou a solidão mais uma vez, e ela olhou pra quele céu tão escuro a procura de uma resposta pra sua dor de um coração partido.
Fotografar é transformar notas musicais em imagens. É enxergar pelas frestas dos cílios as cores das palavras inaudíveis. É ver uma imobilidade emoldurada pela história dos dias e pela soma dos tempos. É desenhar uma emoção com a luz.
Dedos longos, pernas longas, braços longos, pescoço magro e longo. Sempre com o mesmo objeto no colo. Meias à mostra. Qual é o pingente do seu colar? Às vezes meus olhos te denunciam. Traga seu biscoito sempre embalado no papel alumínio. De segunda a sexta. Converso contigo sempre que tenho a deixa.
Ora lê, ora ouve...
Como pode alguém estando livre está preso? Tenho pra mim que essa seja a maior das prisões.
Como pode alguém estando livre está preso? Preso em suas mágoas, lembranças e emoções...
O remorso é a pior de todas as guerras que podemos travar com nossa mente. É a impotência que temos perante o tempo, é a revelação de passados desastrosos, é a confirmação de atitudes irreparáveis.
Não existe felicidade, porque sempre existirá o tempo, sendo assim seu passado sempre renascerá diante dos seu olhos, em lembranças permanentes que sugaram aos poucos, toda a sua vontade de viver.
Quanto mais escura a noite,
mais gratidão sinto pelas estrelas, que gentilmente rompem o veludo negro compartilhando sua tênue luz, convidando-nos ao encontro da quietude interior capaz de refletir o brilho de cada uma delas, na tentativa e iluminar minha alma".
Você realmente é importante para alguém quando essa pessoa enfrentar um dia amargo e ainda assim ser doce com você!
A maturidade me trouxe menos pressa, mais tolerância.
Me clareou olhares com menos ilusões, mais força perante as decepções, e principalmente a certeza de que, por mais pesada que seja uma situação, essa também passará!
Quando a gente se sente verdadeiramente idiota é que grandes mudanças ocorrem.
É preciso sentir a própria humilhação para que o orgulho bom seja o conselheiro.
Não são os anos que nos envelhecem. É essa nossa incapacidade de perceber o tempo. Devíamos aproveitar o dia como as crianças fazem, elas não perdem tempo sofrendo, elas ganham fôlego sorrindo. Estamos a cada dia mais chatos e adoecidos. Não de anos, mas de vazios tumultuados.
Nada que a vida nos apresenta é em vão. Nós que, por vezes, cegos, deixamos passar a chance que esperávamos.
Não é que antigamente as coisas fossem mais fáceis, o fato é que o passado já foi superado, suportado e por essa razão temos essa ilusória sensação de que, "ah como era bom aquele tempo"
O passado não nos desafia mais, por isso nutrimos essa simpatia por ele. Já o presente dói agora, como ferida que de tão aberta parece que nunca vai sarar. Mas sara!
Somos capazes de perdoar e de compreender muitos defeitos do outro.
Exceto aqueles que também possuímos!
