Poema o Amor segundo Carlos Drummund de Andrade

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“Você foi e será”

Com toda razão você foi ao vento
Quando descobri fiquei no relento
Foi como o vento frio ao horizonte
Deixou tremedeira parecia ontem
Sinto os reflexos em precedentes
Já vai parar os ranger dos dentes
Entrará o verão e será a salvação
Alegria, praia, festas e a animação
Serão dias ricos de muitas ilusões
Esquecerei todas as complicações
No início do texto dizia se foi amor
No final digo se vai logo minha dor.

Inserida por CarlosRenatoTavares

“O tempo”

O velho descobre o tempo ao passar dos tempos
O jovem descobre o tempo e com o tempo passa
O tempo tem tempo para o velho e para o jovem
O tempo passa e o velho lembra do tempo jovem
O tempo não passa e para jovem o tempo é velho.

Inserida por CarlosRenatoTavares

“Um dia”

Quem diria que um dia o teria
Chegou a imaginar e tremeria
O momento da alegria é vital
Ela acreditou, veio o par ideal
Sorriu, balançou o seu interior
Ele se dedicou, ela apaixonou
Novas ideias, alegrias, sorriso
Combinaram os compromissos
Quem diria que o dia acabaria
Foi paixão, não amor o Final...

Inserida por CarlosRenatoTavares

´´Canto``

Ouço o assobio trazido pelo vento
A melodia do pássaro, voo matinal

O meu lamento é posto em dúvida
O canto acabará, mudará a direção

Cantando o pássaro traz a emoção
Qual neste momento sou felizardo

Assim como o vento tudo acabará
O belo som hoje ouço em alto tom

Pela Janela entra em meu coração
De bom agrado é aquecido o dom

Que o fogo incendeie sem perdão
Multiplique em minha vida o amor

E por todo o mundo, seja como for
Voltem os sentimentos que daqui

Voou...

Inserida por CarlosRenatoTavares

“Lembranças”

Cantando os males espanta
Rindo energia renova a vida

Olhos brilhando e cantando
Amando o seu olhar é viver

Beijando sua boca é reviver
Te abraçar é sentir o ar aqui

Você longe e eu sem respirar
Espero a volta da minha flor

Que tem o melhor perfume
Que uma pessoa já imaginou

Inserida por CarlosRenatoTavares

"Normal"

Especial,espacialonormal
Sendomedianosefoioano
Naterraotempovoaagora
Issonãoacontecerialáfora
Nomundoobrilhoédenso
Noespaçoobrilhointenso
Estamosnomundoremoto
Meuamorpartedouniverso
Céuénormal,vocêespecial
Voarparaoespaçoetever
Doaltoeunãopercovocê.

Inserida por CarlosRenatoTavares

“Boa companhia”

Ele, o louco por aventuras...
Ela, a doida por novidades...

Bem alto foram a noite parar
Se conheceram juntos o mar...

Lá ele um dia foi morar, morou.
Ela, casou e viajou, amou, passou.

Passou, choveu e ventou, gostou...
Visitas sem compromissos, avisos.

Quem aguenta isso? Chorou e soluçou...
Não aguentou e sofreu, Sol e mar...

Vou voltar, como antes avisou e voou.
Voltou, apaixonou e ele o cobrou...

O sorriso a alegria e a boa companhia.
É assim que vou pagar, emoção ao luar,

Nossa amizade nunca nos deixará...
E o tempo nunca apagará.

Inserida por CarlosRenatoTavares

⁠⁠⁠
Todos tem um outro ou mais dentro de si.
Existem dois lobos dentro de cada um que luta para se tornar o alfa ou a personalidade dominante. Então quem irá vencer se não o que você alimentar mais e tratar melhor. É o caso de todos nesta vida pois trata-se somente de ação e reação causa e efeitos escolhas e consequência. Somos o que fazemos várias e várias vezes mostrando com atividades e atitudes através do comportamento. Simplesmente é isso. A NATUREZA mesmo se lutando contra ela, estará mostrando quem somos realmente, travar isso é que se faz algo perigoso criando assim as mentalides doentias.

Inserida por Marc7Carl6Rod9

O que define ser bem sucedido?
Damos valor a tantas coisas efêmeras.
Daqui a alguns anos iremos refletir no desgaste em que nos submetemos e o que ficou?
O que construímos em nós, nas pessoas?
O que ficou? saudades ou alívio?
Na tentativa de responder a pergunta, sigo no caminho e deixo que os rastros falem por si...

Inserida por Carlosrui

Na sociedade imoral o valor do indivíduo ESTÁ
condicionadoa sua
condição financeira

Inserida por Carloseduardobalcars


Retrovisor

Que o passado é passado, isso é fato! Porém, o passado é futuro quando visto pelo retrovisor. É o futuro iminente na perspectiva de passado.

Inserida por joao_carlos_brasil

⁠Fazer o bem é mais que devoção, é missão. Deus nos dá forças para espalhar compaixão. Mesmo sem reconhecimento, não se esvaneça, mantenha firme o propósito,
sem hesitação, sem fraqueza.

Livro: O Respiro da Inspiração

Inserida por carlos_aguiar

Cinzas

Talvez o verão tenha queimado os frutos.
As mãos, ressequidas, apenas recolhem restos.
Cinzas, ardores, ossos.
Havia ali,
não se lembra?,
um rumor de desejo,
que nenhuma palavra salva:
todo poema é póstumo.
Botei a boca no mundo,
não gostei do sabor. Ostras e versos
se retraem
ao toque ácido das coisas tardias.
Na sombra insone do meu quarto,
o vazio vigia, na espreita do que não há:
por aqui passaram
pássaros que não pousaram. Fui traído
por ciganas, arlequins e cataclismos.
De nada me valeram
guardar relâmpagos no bolso,
agarrar nas águas as garrafas náufragas.

Autorretrato

A Flávia Ampan

Um poeta nunca sabe
onde sua voz termina,
se é dele de fato a voz
que no seu nome se assina.
Nem sabe se a vida alheia
é seu pasto de rapina,
ou se o outro é que lhe invade,
numa voragem assassina.
Nenhum poeta conhece
esse motor que maquina
a explosão da coisa escrita
contra a crosta da rotina.
Entender inteiro o poeta
é bem malsinada sina:
quando o supomos em cena,
já vai sumindo na esquina,
entrando na contramão
do que o bom senso lhe ensina.
Por sob a zona da sombra,
navega em meio à neblina.
Sabe que nasce do escuro
a poesia que o ilumina.

"DE CHUMBO ERAM SOMENTE DEZ SOLDADOS"
A José Maurício Gomes de Almeida

De chumbo eram somente dez soldados,
plantados entre a Pérsia e o sono fundo,
e com certeza o espaço dessa mesa
era maior que o diâmetro do mundo.

Aconchego de montanhas matutinas
com degraus desenhados pelo vento,
mas na lisa planície da alegria
corre o rio feroz do esquecimento.

Meninos e manhas, densas lembranças
que o tempo contamina até o osso,
fazendo da memória um balde cego

vazando no negrume do meu poço.
Pouco a pouco vão sendo derrubados
as manhãs, os meninos e os soldados.

Linguagens

Notei que o vôo negro da hipálage
não tinha o mel dos lábios da metáfora,
e mais notara, se não fora a enálage,
e mais voara, se não fosse a anáfora.

Chorei dois oceanos de hipérbole,
duas velas cortaram a metonímia.
O pé da catacrese já marchava
no compasso toante dessa rima.

Verteu prantos a anímica floresta,
mas entramos dentro do pleonasmo,
‘stamos em pleno oceano da aférese...

Vai-se um expletivo, outro e outro mais...
Os poetas somos muito silépticos;
os poemas, elípticos demais.

"Estou ali..."

Estou ali, quem sabe eu seja apenas
a foto de um garoto que morreu.
No espaço entre o sorriso e o sapato
há um corpo que bem pode ser o meu.

Ou talvez seja eu o seu espelho,
e olhar reflete em mim algum passado:
o cheiro das goiabas na fruteira,
o barulho das águas no telhado.

No retrato outra imagem se condensa:
percebo que apesar de quase gêmeos
nós dois somos somente a chama inútil

contra o escuro da noite que nos trai.
Das mãos dele eu recolho o que me resta.
Chamo-lhe de menino. E é meu pai.

Concorde com Freud

Matou o analista e foi a Miami.
Na fuga, levou a reboque
a série inglesa de Hitchcock.

Damas ocultas em jardim sem medo
se ofereciam em zoom
para levá-lo a lugar nenhum.

Comparado a seu rosto, dir-se-ia negro
qualquer giz; tal qual surge, intenso,
um osso, no raio-x.

Indagado na fila do passaporte,
declarou que só trazia
na mala a morte.

A tudo respondeu solene e quieto
com minúcias tediosas
de um hemograma completo.

Da mãe herdara um trono abandonado,
escondido numa esquina da infância
e no calibre três-oitão recuperado.

Queria entrar no Reino da Fantasia,
saudar Minnie, Pateta, Alice e a Madrasta,
e com o mel do amor e o mal da teimosia

suplicou à polícia a dádiva de um dia.
Voltou algemado, em classe econômica,
sendo também proibido

de ligar até um fone de ouvido.
Desejou marcar nova sessão,
mas no Paraíso não se dá plantão.

Caju, Catumbi, João Batista,
num deles mora hoje o analista.
Órfão pela terceira vez,

passa o dia jogando damas
na cela do xadrez. Viver, agora,
quando tantos dissecaram sua história,

lhe parece bem mais fácil:
ele, sem qualquer ajuda,
conseguiu escrever o posfácio.

Arte

Poemas são palavras e presságios,
pardais perdidos sem direito a ninho.
Poemas casam nuvens e favelas
e se escondem depois no próprio umbigo.
Poemas são tilápias e besouros,
ar e água à beira de anzóis e riscos.
São begônias e petúnias,
isopor ou mármore nas colunas,
rosas decepadas pelas hélices
de vôos amarrados ao chão.
Cinza do que foi orvalho,
poema é carta fora do baralho,
milharal pegando fogo
pelo berro do espantalho.

Caso Raro: A Felicidade Batendo na Porta 3 Vezes

Sim, a felicidade bateu na minha porta três vezes, eu não esperava, minha irmã (Lucielle) veio com uma encomenda entregue pelo Correio. Nessa encomenda eu li o nome do mestre da Academia Brasileira de Letras, Antonio Carlos Secchin, logo veio a felicidade, porque eu sabia que ganhei mais um livro, a curiosidade foi imensa em abrir a encomenda e saber qual livro se encontrava por dentro.

Respirei fundo, e feito uma criança fui abrindo e pensou que não mais uma felicidade, ganhei um grande presente, quase caí no chão, só faltou as lágrimas caírem da minha face de felicidade, eu vi primeiro uma imagem, de uma das maiores atrizes brasileira, a Fernanda Montenegro. Gritei, de felicidade duas vezes, ao receber a encomenda e ao abrir a encomenda, ganhei o livro "Prólogo, ato, epílogo" (memorias), autografado pela Fernanda Montenegro (eita, a felicidade não bateu na minha porta três vezes, bateu 4 vezes, mas foi o que veio em minha mente, agora pela noite, nesse dia 13 de novembro de 2019).

A felicidade bateu na minha porta outra vez, porque também contagiou a minha mãe (Lúcia) e ela falou, que gosta de me vê assim, feliz feito uma criança, falando coisas boas, falando em gratidão.

A felicidade bateu na minha porta 3 vezes e um pouco mais.